Baden Powell – L’âme De Baden Powell (1973)

Bom dia meus prezados amigos cultos e ocultos! Iniciando a semana com altos toques, que com toda a certeza irão agradar em cheio. Antes porém, eu gostaria de informar que algumas postagens, principalmente as mais antigas, ainda estão com seus respectivos links vencidos. A reposição é feita a medida em que os interessados por essas fazem o seu reclame. Estou tendo alguma dificuldade em encontrar os arquivos relacionados às postagens dos discos de artistas latino americanos da chamada “Nueva Canción” e também dos portugueses. Normalmente eu tenho todos os arquivos prontos para reposição, mas os citados acima, podem demorar um pouquinho. Por favor, aguardem. Espero que ainda na semana eu consiga resolver a situação.

Como disse, a semana promete… e para começar eu trago o genial Baden Powell num disco que, até então, ainda não vi postado em nenhum outro blog. Mas independente de qualquer coisa, este é um álbum que merece estar aqui no Toque Musical.
Em 1972 Baden Powell estava de férias na França quando recebeu uma proposta-convite para gravar por um selo francês, o Festival, cinco discos. O artista não hesitou e mandou bala. Resolveu não voltar ao Rio e por lá ficou para essas gravações. Recrutou um grupo de músicos que ele já conhecia bem e partiu para o estúdio. Dizem que dos cinco discos ele só gravou quatro, porque naquele momento não trazia consigo o seu violão (tudo bem, ele estava de férias!). O que seria o quinto disco, o “Samba Triste – Vol. 5″, só veio a aparecer em 1975. As gravações foram feitas em apenas dois dias. Cada um dos lps saíram com apenas oito faixas. “L’âme de Baden Powell” foi o primeiro volume. Embora conste em diversas publicações e até mesmo em encartes do relançamentos como sendo lançados em 1971, todos os discos são na verdade do ano seguinte, 72. No Brasil este disco foi editado em 1973 pelo selo Imagem, igualzinho ao francês. No repertório desses álbuns predominam as composições próprias e as de Tom Jobim. Neste temos as seguintes músicas…
o barquinho
eu e a brisa
vento vadio
palpite infeliz
samba do avião
retrato brasileiro
triste
eu não tenho ninguém

E As Misses Escolheram Suas Músicas Preferidas (1959)

Bom domingo, amigos cultos e ocultos! Hoje é dia de descanso, mas eu vou ter que ir trabalhar. Havia até me esquecido desse extra, mas não poderei faltar. Acordei tarde e agora preciso correr… Mas não sem antes deixar aqui minha postagem do dia.

Há pouco mais de uma semana atrás aconteceu o concurso de Miss Universo de 2009. A eleita foi a Miss Venzuela. Pelo que vi agora a pouco, ela realmente é ‘um mulherão’, muito bonita mesmo. Provavelmente não seria a minha escolhida, entre tantas outras beldades, sempre acabo preferindo uma que não ganhou. Não vou nem ariscar na preferência, pois não tenho nem tempo para isso. A Miss Brasil deste ano, Larissa Costa, é mesmo uma gata e deve ter ficado bem posicionada. Pessoalmente, acho as ‘misses’ de hoje em dia muito magras e com uma beleza comum, muito evidente. Mas não há o que comparar, os tempos são outros e a estética também. Na minha infância, assistir o concurso da mais bela pela televisão era um programa especial. A família toda se juntava na sala para ver deste o concurso regional até o internacional. Era como assistir e acompanhar o campeonato de futebol. Hoje tudo mudou, eu não tenho mais o costume de ver o concurso de miss e também não acompanho mais meu time no campeonato. É tudo ‘embromação’…
Movido por esse momento da beleza feminina, estou postando hoje um disco comemorativo do concurso Miss Brasil de 1959. Este é um ótimo exemplo de como era o evento daquela época. O álbum lançado pela Odeon reúne doze música, segundo o texto da contracapa, escolhidas pelas cinco finalistas. Como se pode ver, o repertório é variado, incluindo temas nacionais e internacionais. Obviamente as escolhas se fizeram dentro do quadro musical que a gravadora oferecia, ou seja, dos artistas do selo. Mesmo assim não deixa de ser uma coletânea interessante. Tenho certeza que muitos aqui irão relembrar esses momentos.
Como de costume e também por falta de tempo e condições técnicas apropriadas, o registro digital aqui vai crú, apenas separadas as faixas. Gosto as vezes de relembrar isso, para que os recem chegados entendam a minha proposta e as condições. Além do mais, prefiro deixar que cada um faça no arquivo o tratamento que achar melhor. Rapadura é doce, mas tem que roer…
feitiço da vila – irany e seu conjunto
quero-te assim – silvia telles
la vie en rose – gaya e orquestra
estrada do sol – leo peracchi e orquestra
autumn leaves – orlando silveira e orquestra
canção da volta – walter e seu sax
por causa de você – leo peracchi e orquestra
love is a many splendored thing – steve bernard e seu conjunto
só você – orlando ribeiro
an affair to remember – conjunto melódico norberto baldauf
samba fantástico – trio irakitan
around the world – fafá lemos

Belchior – Alucinação (1976)

Ouvi dizer que estão procurando o Belchior. Daí, resolvi dar uma ‘mãozinha’. A última vez que vi o velho rapaz latino americano foi em um vôo de Sampa para Cuiabá, numa escala na cidade de Araçatuba, onde ele desceu. Me lembro que, de chacota, alguns passageiros lhe perguntavam se ele não tinha mais mêdo de avião. O cara pareceu não gostar muito da brincadeira. Não deu muita bola para ninguém. Desceu acompanhado por uma mulher (namorada, esposa, sei lá…) e dois outros caras que eu penso serem componentes de sua banda. O curioso disso tudo foi que isso aconteceu a pouco mais de um ano e meio. Seria aquele seu último momento público antes de sumir?

Diante ao inusitado, resolvi colaborar e trazê-lo de volta, pelo menos aos ouvidos. Vou aproveitando a deixa, trago para vocês o álbum “Alucinação”, um de seus melhores trabalhos. Um disco talvez bem comum pela sua popularidade e qualidade. Um clássico da nossa MPB. Este nunca saí de moda e vez por outra está sendo sempre relançado e até mesmo regravado pelo autor. A gente as vezes escuta o povo dizer que o Belchior virou um ‘cover’ de si próprio, isso muito pelo fato dele estar sempre relembrando seus velhos sucessos, o que para mim, é mais que natural. Sempre gostei do Belchior e principalmente cantando o que ele fez de melhor. Espero que este sumiço seja apenas uma longa pausa e que em breve ele retorne. Aos que nunca gostaram do cantor/compositor eu ofereço a segunda faixa do lado 2, “Não Leve Flores”. Viva o Belchior!
apenas um rapaz latino americano
velha roupa colorida
como nossos pais
sujeito de sorte
como o diabo gosta
alucinação
não leve flores
a palo seco
fotografia 3×4
antes do fim

Alzira Espíndola (1987)

Olá amigos! Como já é sabido pelos mais sabidos, estamos com problemas para pesquisar postagens no Toque Musical. Quem tem buscado títulos/discos através do quadrinho de pesquisa na barra superior do blog, não irá encontrar as postagens anteriomente publicadas. Por essa razão sugiro que busquem através do “Arquivo do Blog”, onde estão listadas as postagens por data. Estou também tendo que adotar o esquema de índice por nomes. Ainda vai demorar para que todas as postagens estejam nessa lista, mas já estou fazendo isso com as mais recentes. O importante é que todos saibam como as coisas acontecem por aqui.

Para hoje temos aqui a cantora e compositora Alzira Espíndola. Devo confessar a vocês que até bem pouco tempo eu nunca tinha ouvido discos dela. Eu já conhecia sua fama, o fato de ser irmã de uma outra grande artista, Tetê Espíndola, mas nunca tive a oportunidade de ouvir seu trabalho solo. Devo admitir que ela passou em todos o quesitos da minha avaliação. Uma grande cantora e mais ainda compositora. Descobri mais coisas sobre ela em seu Myspace. Ela agora atende pela alcunha artística de Alzira E, mas a sua música e parcerias ainda são da melhor qualidade. Essa turma do Pantanal tem um trabalho maravilhoso, que reflete bem as características da região. Este disco foi seu primeiro trabalho solo e foi produzindo por Almir Sater que também toca em boa parte do disco. Há também outros nomes de peso como Capenga, André Geraissati e outros que vocês podem conferir no encarte. Estão incluídas mais duas músicas como bônus, que fazem parte do trabalho recente da artista. Imperdível!
fluir
arar terra
ave marinha
luzmarina
vejo a vida
homem não chora
rio fatal
geração
terra boa
sooom
chega disso (bônus)
ladainha (bônus)

Antonio Adolfo – Continuidade… (1980)

Bom dia! Na pressa de sair e chegar, lá vou eu continuar… Rapidinho, segue aqui mais uma postagem, para não dizer que não falei de sons. Hoje o dia será do independente ao invés de sexta-feira, como de costume. Isso porque comecei a semana alternando entre artistas femininos e masculinos. Para não sair do passo, iremos com o artista e este por sua vez vem num álbum independente. Tenho aqui mais um disco do pioneiro da independência fonográfico-musical, o excelente Antonio Adolfo. O álbum “Continuidade…” foi, como o nome mesmo sugere, uma sequência do primeiro, o “Feito Em Casa”, já postado anteriormente no Toque Musical. Um disco quase artesanal, por sinal o selo criado pelo músico tem este nome. Também, com no primeiro, neste disco desfilam diversas feras da nossa música. Nomes de peso e alto calibre, dignos da obra de Antonio Adolfo. Não vou me prender aqui citando seu nomes e nem preciso entrar em mais detalhes. Quem conhece este grande músico e seu trabalho já sabe ao certo o que vai encontrar. Um disco para quem gosta de música além do que toca no rádio.

até que venha o amor
já é hora
a cada dia que passa
outro tom
venha no passo
valsa para yolanda
deixa a fonte despejar
xote da integralidade
morê, morena

Elizete Cardoso – Canção Do Amor Demais (1958)

Outra vez… estou me servindo do que ficou na ‘gaveta’, pois pelo jeito, a minha semana vai ser corrida. Para não comprometer nosso encontro diário, terei que lançar mão daquilo que tenho pronto e que só não havia sido publicado por já ter sido bastante explorado em outros blogs. Todavia, em se tratando de Elizete Cardoso e mais exatamente deste álbum “Canção do Amor Demais”, não há porquê eu me desculpar. Este disco é um clássico, um marco da música popular brasileira, uma jóia que não tem tempo incerto. Foi lançado em 58, através do selo Festa de Irineu Garcia, antecipando ou anunciando o que viríamos a conhecer como Bossa Nova. Um álbum que na época de seu lançamento não chegou a chamar muita atenção devido a pouca popularidade de seus autores, Vinicius de Moraes e Antonio Carlos Jobim. Somente Elizete, a intérprete, era o nome de peso, uma artista já consagrada. O disco trazia uma outra sonoridade e em duas de suas faixas, “Chega de Saudade” e “Outra Vez’, haviam um ‘quê’ de diferente, a batida do violão de João Gilberto, coisa que até então não se ouvia antes (em termos…). A medida em que a Bossa Nova veio nascendo é que “Canção do Amor Demais” foi adquirindo seu real valor e se tornando um clássico e um marco da nossa música. É um disco que, para o Toque Musical, é bem mais que uma simples postagem de gaveta. É uma necessidade e uma grande honra poder dizer que aqui também tem… E chega de saudade!

chega de saudade
serenata do adeus
as praias desertas
caminho de pedra
luciana
janelas abertas
eu não existo sem você
outra vez
medo de amar
estrada branca
vida bela
modinha
canção do amor demais

Vinicius de Moraes – Vinicius (1967)

Bom dia companheiros cultos e ocultos (tá vendo, mudei!). Hoje meu dia vai estar cheio e o tempo está curto. Não tive nem tempo para preparar o que pensava ser a postagem do dia. Na verdade, minha intenção era fazer desta uma semana temática, voltada para nossas cantoras. Mas não houve jeito de planejar a tempo. Eu não trouxe nossas divas, mas para não ficarmos longe disso, teremos o prazer da companhia de quem sempre soube cantar as mulheres (em duplo e bom sentido), o poetão (porque poetinha é muito pouco) Vinicius de Moraes. Este álbum não é mais nenhuma novidade-raridade, pois já foi bem explorado em outros blogs e também já foi relançado em cd através da coleção “Com dizia o poeta”, uma caixa com toda a discografia de Vinicius. Sobre o disco, lançado em 1967 pelo selo Elenco de Aloysio de Oliveira, também não há muito o que se falar além do que já é notório. Dispensa maiores apresentações. Mesmo porquê, como disse, meu tempo está limitadíssimo. Fica aqui o toque do dia, retirado emergencialmente da gaveta, para não perdermos o bonde. Por falar em bonde, deixa eu pegar o meu. Até amanhã!

berimbau
deixa
mulher carioca
o astronauta
samba da benção
broto maroto (com o quarteto em cy)
labareda (com odette lara)
samba em prelúdio (com odette lara)
minha namorada (com o quarteto em cy)
formosa

Vanusa (1973)

Bom dia! Quando eu glorifico os anos 70 não é atoa. Uma época onde até o que era considerando popularesco na música brasileira se tornou nos dias atuais e numa visão comparativa, uma coisa cheia de qualidades. Acho que o tempo, o amadurecimento, leva a gente a perceber isso. O nível da qualidade artística e criativa já foi bem melhor. Era um tempo onde ainda havia uma preocupação e um respeito com o público. O artista podia ser brega, simples, popularesco ou mesmo um ultraromântico e produzido, mas era um profissional de gabarito, tinha realmente qualidade. Hoje, basta ser bonitinho, saber rebolar e fazer o que o mestre mandar. Seguindo as tendências daquilo que leva ao dinheiro fácil, minando ainda mais a mediocridade do povão. O jeito é ir engolindo os Ídolos, neo sertanejos, funks e fuck…
Hoje eu trago aqui este disco da Vanusa. Uma excelente cantora, dona de uma voz poderosa, mas que poucas vezes conseguiu demonstrar este talento em discos. Dizendo assim, vocês hão de pensar que eu estou redondamente enganado. Mas se observarmos bem a sua trajetória, veremos que ela sempre esteve à serviço de um repertório irregular. Isso é uma coisa que pode acabar com o artista ou levá-lo para outros caminhos. Vanusa sempre foi uma artista batalhadora e eu acredito que em seu percurso, cheio de atribulações, a acabou levando por caminhos oscilosos. Neste disco de 1973 temos a cantora no auge da carreira, num de seus melhores momentos. O disco é produzindo por Wilson Miranda e conta com a participação e apoio de nomes com Lincon Olivetti, os maestros Portinho e Élcio Alvares, o saudoso Zé Rodrix e a dupla Antonio Carlos e Jocafi. O repertório é variado, com altos e médios, mas num todo um álbum muito bom. Duas das faixas são composições sua em parceria com Mário Campanha, entre elas o seu grande sucesso, “Manhãs de Setembro”. Tem também “Coisas Pequenas” de Zé Rodrix e Tavito (adoro essa música!). Um versão mais balançada e pop de “Neste Mesmo Lugar”, de Armando Cavalcanti e Klétus Caldas que ficou muito boa. Há espaço até para um pseudo-hard-rock com uma introdução de “Sabbath Bloody Sabbath” do Black Sabbath em “What To Do”, música de Papi e Alf Soares. E tem mais… confiram aí…
manhãs de setembro
você não morreu
o mago de pornois
quebra cabeça
neste mesmo lugar
what to do
estou fazendo hora
coisas pequenas
quero você
retrato na parede
mercado modelo
entre cinzas

Alaide Costa & Oscar Castro Neves (1973)

Bom dia amigos cultos & ocultos! Neste fim de semana eu tive a honra de ser convidado pelo amigo blogueiro, o sérvio Milan Filipovic, a participar da série de coletâneas de artistas brasileiros que ele está promovendo em seu espaço, o Parallel Realities. Trata-se de um convite onde eu escolhi o artista e as músicas para que ele criasse a coletânea. Achei a ideia dele ótima e me dispus a colaborar, enviando minha seleção musical de uma das cantoras que eu mais gosto, a grande Alaide Costa. Para aqueles que ainda não conhecem o blog do cara, eu sugiro uma visita. Milan é um apaixonado pela música brasileira. No Parallel Realities há discos muito interessantes e raros. Ele também é um fã incondicional da cantora Waleska e mantém um outro blog exclusivo para ela. Se vocês querem ouvir a minha seleção exclusiva de Alaide Costa e também a de outros convidados, vai lá e confiram. Tenho certeza de que vocês irão gostar muito.

E por falar na Alaide, eu resolvi hoje postar este sensacional álbum da cantora ao lado de Oscar Castro Neves. Este é também um dos discos da cantora que eu mais aprecio. Lançado no início dos anos 70 pela Odeon, numa fase onde ela retomava gradualmente a sua carreira, depois de ter ficado afastada do disco na segunda metade dos anos 60 por motivos de saúde. Ela teve um problema grave de audição, mas nos anos 70 estava de volta e ainda melhor. Cantando ao lado de Milton Nascimento, participando da faixa “Me deixa em paz” do celebre disco do Clube da Esquina, esta foi sua nova arrancada para o lp de 1973 com Oscar Castro Neves. Aqui temos um repertório escolhido a dedo e apoiado por feras como Milton Miranda e Aloysio de Oliveira, que cuidaram da produção. A direção musical é do maestro Gaya e a orquestração e regência de Castro Neves. Um álbum imperdível que merece o nosso toque musical. Confiram…
obrigada meu bem
sabe você
só não vem você
caminhos
noturno
companheira da manhã
cala meu amor
outono
murmúrios
retrato em branco e preto
amigo amado
a dama de vermelho

Coral De Joab – O Melhor Das Novelas (1972)

Olá amigos cultos e ocultos! Em janeiro deste ano eu postei um compacto com o tema da Copa do Mundo de 70, o famoso Prá frente Brasil”, um disquinho com a orquestra do maestro Guerra Peixe em conjunto com o Coral de Joab. Ficou desde então uma dúvida ou uma questão a ser esclarecida: quem era o Coral de Joab? Taí uma pergunta que eu não soube responder, embora tenha insistentemente procurado informações. Passado todo esse tempo, ainda continuo na mesma… Nem com meu faro de detetive Olho Vivo consegui chegar às vias de fato. O pouco que eu sei é que este coral foi muito atuante nos anos 60 e 70. Gravaram muitos jingles, trilhas, discos comemorativos e também atuaram como ‘pano de fundo’ para diversos artistas.

Eu não achei mais informações, mas encontrei um outro disco deles com temas de novelas. Eis aqui o álbum “O melhor das novelas”. São temas bastante conhecidos, principalmente para a turma que está acima dos 40. Um disco muito interessante. Vale uma conferida e se possível uma luz… um complemento informativo sobre o grupo. Estou aguardando… ;)
o bofe (tema de o bofe)
love’s whistle (tema de bandeira 2)
o primeiro amor (tema de o primeiro amor)
a música do meu caminho (tema de o preço de um homem)
candida (tema de sol amarelo)
rock and roll lullaby (tema de selva de pedra)
bel-ami (tema de bel-ami)
você não tá com nada (tema de bandeira 2)
na selva de pedra (tema de selva de pedra)
mariana (tema de o primeiro amor)
hippie (tema de o preço de um homem)
selva de pedra (tema deo primeiro amor)

Thildo Gama – Conexão Raul Seixas (1992)

Olá! Pelo jeito parece que a sexta-feira, aqui no Toque Musical virou mesmo o dia do artista independente, pois eu só me lembro de postá-lo quando a semana já vai acabando. Na verdade eu até prefiro não ter um dia certo para essas postagens especiais. Já fui muito criticado por tomar essa iniciativa, mas não vou desistir. O espaço continua sempre aberto…

Hoje vou pegar dois coelhos numa ‘bodocada’ só. Temos aqui um curioso disco independente lançado em 1992 pelo baiano Thildo Gama. Para aqueles que não sabem ele foi um dos integrantes das duas primeira bandas de rock de Raul Seixas – Os Relâmpagos do Rock e Os Panteras. Amigo de infância do ‘maluco beleza’, Thildo Gama se tornou uma espécie de porta-voz das memórias baianas de Raulzito. Tem carregado a bandeira do Raul, através do seu “Raul Seixas Forever Fã Clube”. Este disco, pelo que eu pude entender, é o volume 3 de uma série em homenagem ao seu amigo e ídolo. Trata-se de um álbum daqueles feitos para se ouvir com outros olhos, uma curiosidade típica do Toque Musical. Curioso até na capa, tem que ver… Sobrou inclusive para a Irmã Dulce, que também é homenageada no canto inferior da contracapa (essa nem eu entendi…). Chamo a atenção, em especial, para um registro incluído no disco, uma gravação caseira de Raul Seixas, cantando em inglês para Edith em 1967. A segunda pedra do bodoque corresponde à minha homenagem ao saudoso roqueiro tupiniquim, relembrando os vinte anos de sua morte. Incluí no arquivo, como bônus, uma música de Raul e Paulo Coelho, a censurada “Por quê?”, que fez parte da trilha da novela “o Rebú”. Aqui ela é cantada pelo próprio autor, numa reconstituição remix e volta com nome e letra original “Gospel”. Salve Raul! “Faça o que tu queres. Há de ser tudo da lei”
lá vai meu sol
princesa dourada
não pude te esquecer
músico frustrado
o amigo que se foi
raul cantando para edith em 1967
tributo a raul seixas
opus 666
nunca mais
acabou-se o que era mole
meninos de rua
sonhei com o rei do rock
canto para a minha morte
rauzito e seus panteras
Bônus
gospel – raul seixas
por quê – trilha da novela o rebu

Jackson Do Pandeiro – O Cabra Da Peste (1966)

Olás! Eu estou chegando num ponto em que já começo a perder a noção do que já postei aqui no Toque Musical. Para piorar, a ferramenta de pesquisa de postagens no blog não está funcionando como em outros blogs semelhantes. Ainda não consegui entender o motivo. Esta era uma das maneiras que eu usava para checar o que já havia sido publicado. O jeito agora é buscar outras alternativas. O que mais me preocupa é saber que muitos de vocês acabarão passando pelo TM sem ter conhecido inteiramente o seu acervo. Por isso, tenho insistido na alternativa de procura pela letra inicial do artista. Imagino que existam mil outras maneiras de resolver isso, só que ainda não as encontrei.

Hoje eu estou trazendo um disco que já não é mais nenhuma novidade/raridade e eu só fui me dar conta disso depois de tudo pronto e preparado. Foi só na hora da postagem que percebi que “O Cabra da Peste” é um disco clássico, que não sai de moda (se é que podemos dizer assim). Aliás, o Jackson do Pandeiro é que é o classico. Lançado nos anos 60, foi relançado nos anos 70 e 80 em vinil. Nos 90 ele saiu em cd e no novo millenio ele foi novamente reeditado e relançado com uma nova capa. Ainda está a venda! Assim sendo, não haveria motivo para que eu o publicasse. Para mim, não faz sentido publicar o que pode ser encontrado facilmente ou que ainda esteja a venda. Mas depois do todo trabalho que tive, sinto muito… mas agora já foi… Não carece nem de muitas apresentações, não é mesmo?
Vamos nessa, já que som é do pandeiro :)
capoeira mata um
tá roendo
a ordem é sambá
pinicapau
forró quentinho
bodocongô
secretária do diabo
vou sambalançar
alegria do vaqueiro
forró do biá
papai vem de trem

Francisco Alves – Recordações de Chico Viola (195…)

Ufa! Cheguei a tempo… Conforme prometido, segue mais um raro exemplar de 10 polegadas do Chico Alves. Este também é outro que eu não encontrei data, nem no site do Instituto Memória Musical ou Cravo Albin. Acredito que também seja de 53 a 55. Quando o disco passou de duas faixas para oito, no formato ‘Long Play’ de 10 polegadas, grande parte da discografia de Chico Viola foi imediatamente reeditada.

Segue aí então mais um belo disquinho para vocês comentarem. Parabéns ao Francisco Alves! Leva aqui o meu abraço!
barcarola
dizem que sou um mal rapaz
tarde de setembro
tipo 7
sandália de prata
cavaquinho teimoso
diga-me
adeus

Francisco Alves – Álbum Da Saudade Vol. 1 (195…)

Bom dia! No dia 19 de agosto de 1898 nascia no Rio de Janeiro um dos maiores artistas da nossa música popular, o grande Chico Alves. Para comemorar esta data eu hoje estarei postando dois discos do cantor, dois ‘albinhos’ de dez polegadas lançados na primeira metade da década de 50. Por questão de tempo, serei breve e também para extendermos até o fim do dia nossa celebração, postarei em duas etapas. Iniciando, vamos com “Álbum da Saudade”, um disco póstumo. Uma homenagem onde estão reunidas algumas de suas últimas gravações em bolachas de 78 rpm. Me parece que foi o primeiro disco de 33 polegadas de Francisco Alves. Infelizmente não consegui localizar a data, mas suponho que tenha sido lançado por volta de 1954 ou 55. Até onde eu sei, o Chico Viola não chegou a lançar, em vida, algum ‘long play’. Taí um bom motivo e uma boa questão para um comentário. Alguém se habilita?

malandrinha
canção da criança
boa noite amor
são paulo coração do brasil
a mulher de meu amigo
brasil de amanhã
cinco letras que choram (adeus)
a voz do violão

Roberto Riberti (1977)

Olá, amigos cultos e ocultos! Segue aqui mais uma postagem, relembrando e resgatando quem merece e para quem merece. Vamos com o cantor, compositor, instrumentista e produtor musical, o paulista Roberto Riberti. Ouvi este disco há uns dez anos atrás, um trabalho muito interessante, essencialmente música popular brasileira. Reencontrei-o novamente a pouco tempo e confirmei minhas boas impressões. Ao pensar e preparar esta postagem, acabei descobrindo o site de Riberti. Nele o artista mapeia toda a sua vida e também vende sua discografia em formato de cd, inclusive este álbum que foi seu disco de estréia. Por um momento pensei em não publicar esta postagem com link, afinal o cara ainda acredita na venda de fonogramas e tem lá o ‘cedezinho‘ pronto. Se tem uma coisa que eu não gosto de atrapalhar é o negócio e a vida dos outros. Mas em se tratando de um artista tão bacana e nessa altura do campeonato, vou arriscar a postagem, sem mesmo tê-lo pedido a permissão, acreditando que o faço na melhor das intenções, com o mesmo propósito de todos os outros artistas e títulos postados aqui. Para um álbum de estreante, percebe-se logo que o cara é um artista acima da média e vem muito bem acompanhado por Eduardo Gudin, Paulinho da Viola e MPB 4, que fazem participações especiais. Riberti interpreta “Ruas que sonhei” de Paulinho da Viola. As outras faixas são composições próprias e parcerias com Gudin, Maurício Tapajós e Paulo César Pinheiro. Os arranjos e regência são do maestro José Briamonte. Por aí dá para se ter uma ideia do que vamos encontrar. Muito bom!

apenas mais um
ruas que sonhei
vidraça
dilema
não demore
canção popular
rede de espera
proezas do coração
rendição
mestiça
em pedaços
brincadeira
luzia
teu reinado

Grupo Capote – No Forrock (1972)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Aqui vou eu começando a semana num pique só. Cheio de coisas por fazer e novamente com o tempo reduzido. Mas não vou deixar a peteca cair. Nossa postagem diária é sagrada! Para despertar mais atenção, eu hoje vou começar trazendo um disco que muitos têm constantemente me pedido, o primeiro do Grupo Capote. Depois de ter postado recentemente um disco do Odair Cabeça de Poeta, achei que seria uma boa repetir a dose, com direito a mais dois dedos de choro. Segue então o “Grupo Capote No Forrock”, sem dúvida, o melhor disco do grupo de Odair. Lançado no início dos anos 70, este álbum trazia como diferencial uma proposta musical até então inédita, a fusão de ritmos nordestinos com a música jovem, o pop/rock. O disco traz dez músicas com letras bem humoradas e descontraídas. Tem composições de Gordurinha, Dorival Caymmi e Tom Zé. Mas o destaque vai para a faixa “A feira”, música que chamou muita atenção pelo seu refrão, que ao ser cantado soava como se tivesse dizendo ‘filha da puta’ e chegou a ser proibida de execução em rádios. Me lembro que esta música era o máximo e toda a vez que gente queria provocar as pessoas era só colocar “A feira” para tocar. E pensar que hoje em dia se ouve em público, alto e em bom som a ‘podrera’ do chamado “funk carioca”. Esta sim é a autêntica feira da puta (ups!), quer dizer, da fruta – com direito a mulher moraguinho, melância, jaca, melão, jaboticaba, mixirica e por aí a fora… Nesta hora é que lembro da minha vó dizendo: onde iremos parar???

Mas enfim, taí o discão tão esperado do Grupo Capote. Este álbum eu guardei comigo por muito tempo, até que recebi uma oferta irrecusável. Na pressa, ripei o disco mas sem perceber que estava em baixa qualidade e também, na época, não me importei em copiar direito a capa. Mas quem tem amigos não passa dificuldades e o que é do homem o bicho não come. Salve o ‘brother’ Ricardo Boi! Valeu a colaboração!
xeque-mate blue
bomlero
carolina vai, carolina vem…
paulada no coqueiro
a feira
forrock
fiz uma viagem
tu tá comendo vrido
eu disse que disse
minha calma espiritual imediata

Odette Ernest Dias – Historia Da Flauta Brasileira (1981)

Por alguma razão que eu desconheço a ferramenta de consulta do blog localizada à esquerda da barra superior, não está funcionando de acordo. Por ela eu não consigo mais localizar um determinado disco, música ou artista. Pelo jeito, parece que isso acontece só no meu blog. Como se alguma coisa estivesse impedindo a consulta. Em outros blogs eu não tenho percebido isso. Sugiro a todos consultarem o acervo do Toque Musical através da sequência pela letra inicial ou a sequência mensal. Se alguém tiver alguma ideia ou sugestão, por favor me avise. Eu só não estou querendo é colocar um índice por nomes na lateral, isso também não resolve.

Aproveitando a paz do domingo, vou postando hoje um disco que cabe como uma trilha de fundo para esta tarde de sol e frio. Estou falando “História da flauta brasileira – Revelações”, um álbum bem apropriado, interpretado pela flautista Odette Ernest Dias. Nele encontramos algumas peças selecionadas pela instrumentista, obras estreitamente ligadas às tradições musicais brasileiras, que expressam a importância e a popularidade da flauta no Brasil. Acompanham a flautista neste trabalho a pianista Norah de Almeida e o violonista Alencar
Complementando… Odette Ernest nasceu em Paris, formou-se pelo Conservatório Nacional superior de Música, que lhe concedeu o Primeiro Prêmio de Flauta em 1951. No ano seguinte, chegou ao Brasil contratada pelo Maestro Eleazar de Carvalho para integrar a Orquestra sinfônica Brasileira (O.S.B.), tornando-se Professora do Departamento de Arte da Universidade de Brasília em 1974. Nos últimos anos, vem se dedicando à pesquisa da música barroca mineira e da música brasileira do século XIX e do princípio do século XX. Odette é possuidora de um acervo de referências do maior interesse para todos os estudantes e pesquisadores da música brasileira. Em seus discos Recital, Sarau Brasileiro e História da Flauta Brasileira, estão registradas algumas das mais importantes peças descobertas em suas pesquisas. *

la coquette – a faceira
souvenir de bahia
cruzes minha prima!!!
só para moer (não vê-la mais)
oyapock
solo de flauta da ópera joana de flandres
porquoi
fantasia sobre “il guarany de a. c. gomes


Luiz Humberto – Dançando Nas Nuvens (1965)

Olá amigos cultos e ocultos, pelo Brasil e o mundo a fora, boa noite! Só agora estou conseguindo colocar a postagem do dia. Depois de 3 horas de viagem, estou em casa! Lar, doce lar! Embora eu não tenha comentado, estive fora a semana inteira, ganhando o meu quinhão. Minhas últimas postagens foram retiradas da gaveta, previamente estocadas para momentos que estou em trânsito. Bendito seja o computador daquele hotel que pelas manhãs sempre esteve liberado, salvando os dias. Isso até a chegada de uma família, cujos filhos grudaram na internet com seus malditos orkuts, twitters e fotologs. Na concorrência matinal eu acabei desistindo. Pelo jeito, eu vou ter mesmo que comprar um ‘notebook’ para mim. Tenho resistido porque sei que esta será mais uma corrente que eu terei de arrastar. Mais um peso, mais uma preocupação…

Bom, vamos ao que interessa. Vamos, ainda na salada mista, desta vez com um disco especial. Ótimo para a noite de sábado. “Dançando nas nuvens” é o título deste álbum lançado nos anos 60 pelo selo mineiro Paladium. Ele faz parte do pacote com seis lp’s do “Esquema Musical 65″, uma série vendida à domicílio pela Bemol na época. Temos aqui Luiz Humberto, mais conhecido como Celso Murilo. Ou, o pseudônimo do organista Celso Murilo. No disco temos um repertório variado e de qualidade, com pinceladas de samba e bossa, apresentando uma sonoridade extremamente agradável inclusive para os dias de hoje. As faixas aqui selecionadas fazem parte de alguns dos discos do artista, lançados pelo selo Pawal. Achar informações sobre essa história de pseudônimos é uma coisa tão difícil quando falar da Paladium. Precisaríamos de mais tempo para uma pesquisa detalhada. Mas essa eu deixo para vocês, com direito a comentários, correções e complementos ao que foi postado.
Aqui é assim… eu faço o esboço e deixo a arte final para vocês. Cada um lapida a pedra ao seu gosto. Isso é que é interação, não é mesmo? ;)
samba triste
chorou, chorou
rosa morena
volta
boato
menino desce daí
corcovado
zelão
teleco-teco nº1
arrivederci roma
almost like being in love
silbando mambo

Odair Cabeça de Poeta – Repolho Podre E Os Rabanetes Delinquentes (1986)

Olá, meus prezados! Antes que a semana acabe, vamos celebrar o Dia do Independente. Como todos sabem, tenho procurado manter um dia na semana para postagem de artistas independentes. Como a nova safra de artistas e bandas têm procurado outros blogs para divulgação ou simplesmente se contentam com o Myspace, eu vou mostrando os independentes do vinil, artistas que um dia deram uma boa banana para as grandes gravadoras e partiram para a produção desvinculada.

Desta vez temos, para a alegria de muitos, o Odair Cabeça de Poeta nos brindando com este álbum independente, cujo o título tem tudo a ver com os anos 80. Felizmente a música não, ela se mantém como sempre, muito boa. Na verdade este foi um dos melhores álbuns de música brasileira lançados em 1986 e ninguém sabe disso (só eu). Todas as composições são do Odair, sendo que algumas em parceria com Paulinho Boca de Cantor e Marina Cortopassi. Um disco no nível dos anteriores. O cara não deixou a peteca cair. Confiram mais este toque ;)
rocambole
quanto a gente caminhou
o índio
repolho podere e os rabanetes delinquentes
novo planeta
toque toque
balanço das ondas
toda a vez que se fala no mar
baton na boca
quegrando esquinas

Som Nosso De Cada Dia – Snegs (1977)

Olá, meus prezados! Dando continuidade às nossas postagens e ainda no espírito do ecletismo musical, iremos hoje de rock. Mais exatamente rock progressivo dos saudosos anos 70. Tenho para hoje um disco que me acompanha desde o seu lançamento e está entre os meus ’1001 discos para ouvir antes de morrer’. Tenho o vinil comprado em 1977 e sua versão em cd, lançado em 93. Tenho por este álbum um apego que vai além de sua raridade e beleza. Este disco foi a trilha sonora da minha louca adolescência. Desbundei ao assistir no antigo Cine Brasil, um dos maiores e mais tradicionais cinemas de Belo Horizonte, o show da banda. Foi a primeira vez que eu fui ver um show de rock ao vivo. Fiquei muito impressionado com toda aquela loucura, tanto no palco como na platéia. Numa época onde ainda reinava o poder ditatorial se refletindo em todas as instâncias, inclusive a policial. O show do Som Nosso não durou muito tempo. A polícia militar e civil foram acionadas, cercando todas as saídas do prédio. Invadiram o espaço com a sua peculiar truculência, fazendo o “Sinal da Paranóia” se tornar uma realidade. Tomei um baita susto quando as luzes se acenderam entre muita fumaça e um acorde incompleto. Estávamos todos presos, foi esta a frase que ouvimos. Foi um rebú geral. Aliás foi uma ‘puta geral’, todos de mãos na parede, revistas e algumas porradas. Tinha na porta até ônibus fretado para levar o público em massa para a prisão. Tudo isso por conta dos diversos baseados que se acenderam logo depois que as luzes se apagaram e a banda entrou. Nesta época, pelo menos em Belo Horizonte, a tolerância com atitudes jovens era zero. Cabelo grande já colocava o sujeito como um maluco, um suspeito em potencial. E maconheiro era sinônimo de marginal, uma chaga para a sociedade. “A juventude está perdida”, foi uma frase comum de se ouvir naquele tempo. Eu só me livrei da ‘cana’, talvez porque ainda era de menor e no teste do “cospe aí” eu passei com louvor. Levei apenas um tapa nas costas que me fez sair correndo assustado pela avenida Afonso Pena até a altura do Parque Municipal. Meus amigos, todos de maior idade, ficaram por lá. Foram passear de ônibus e conhecer de perto a Metropol. Mas não foi nada traumatizante. No dia seguinte já estávamos todos reunidos contando cada qual a sua versão do fatos. Juntei meus poucos ‘cruzeirinhos’ e fui logo cedo na loja de discos Pop Rock comprar o último “Snegs” que havia na estante. Ao longo do tempo essa história foi tomando um outro sabor. Se tornou uma boa lembrança que só mesmo quem a viveu pode saber. Bons tempos aqueles…

Mas, falando do disco, este foi um dos melhores álbuns de rock nacional que eu já ouvi. Não apenas pela história que contei. “Snegs” foi o primeiro álbum do Som Nosso, uma banda formada pelo ex-Incríveis Manito que pontuava seu som no rock progressivo. Manito, Pedrinho e Pedrão faziam um som de peso. Música de alta qualidade, ao nível das melhores bandas internacionais. No mesmo ano lançaram o segundo Som Nosso, só que desta vez sem a presença de Manito que havia partido para os Mutantes. Em 1993 os músicos se reuniram novamente para o relançamento deste álbum em cd. Gravaram uma versão de “O Guarani” de Carlos Gomes que embora destoando, entrou como bônus, a faixa extra do cd. “Snegs’ é um disco já bem manjado por rockeiros de plantão e não é mais nenhuma novidade na blogosfera. Contudo, eu vou me dar o direito de tê-lo postado também no Toque Musical. Se você ainda não o ouviu, não perca a oportunidade. Este disco é 1001! ;)
sinal da paranóia
bicho do mato
o som nosso de cada dia
snegs de biufrais
massavilha
direccion de aquarius
a outra face