Dick Farney – Trio (1956)

Olás! Bom dia a todos! Hoje eu acordei no maior pique e disposto a fazer uma semana de postagens da melhor qualidade. Andei separando ontem algumas raridades que nossos gentis colaboradores vem sempre me enviando. Não é atoa que eu rezo sempre por essa turma celestial e agradeço igualmente aos amigos cultos e ocultos que também colaboram 🙂
Para abrir nossa semana de jóias raras, eu começo com um disquinho especial de 10 polegadas do grande Dick Farney, coisa ainda inédita no blogosfera, com certeza. Acredito que a discografia de Farney esteja quase todo disponibilizada, mas até hoje eu ainda não havia visto este álbum, lançado em 1956. Um boa safra, com certeza, principalmente porque ele vem acompanhado por Dinarte Rodrigues Filho na guitarra e Ed Lincoln no contra baixo. Para quem ainda nunca ouviu o Ed Lincoln, nos primeiros anos, tocando contra baixo, essa é uma oportunidade imperdível. Trata-se, sem dúvida, de um disco moderno para a época, essencialmente de jazz. Como informa o texto da contracapa, “é um lp que, além de servir para a dança, proporcionará excelente fundo musical para um ‘cocktail e emoldurará um romance à meia luz”, viu? Confiram aqui em primeira mão ou espere até que seu blog favorito o poste também 😉

valsa de uma cidade
tenderly
com você meu bem
contigo en la distancia
you stepped out of a dream
deep purple
nick bar
farney’s blues

A Música Das Estrelas – Um Programa Exclusivo De Castro Muniz S.A. (1956)

Prezados amigos cultos e ocultos, reservei para este domingo um programa especial. Uma daquelas postagens que só mesmo no Toque Musical vocês podem encontrar. Teremos hoje realmente um programa, o de númeo 73, gravado em 30 de novembro de 1956. Estou me referindo à “A música que vem das estrelas”, uma produção exclusiva para a Cassio Muniz S. A.
Temos aqui um raro exemplar de um vinil de 12 polegadas e 33 rpm gravado em 1956 para o grupo Cassio Muniz. Este nome compreende entre outras coisas uma antiga e bem conhecida loja de departamento que existia no centro de São Paulo. Era uma loja que vendia de tudo, de carro a roupa de cama. Tinha também o departamento de eletrodoméstico e de disco, o qual a Cassio Muniz era representante e distribuidora de diversos selos e gravadoras. O grupo empresarial paulista Cassio Muniz S. A. atuava em diversos segmentos, inclusive o fonográfico. Em 1957 criaram a Chantecler, um gravadora conhecida principalmente pela produção de discos de música sertaneja. Antes disso, porém eles já tinha uma boa visão comercial, produzindo em discos programas prontos para serem executados nas rádios. Um ideia genial, uma pausa para o locutor. Era botar o disco no prato e sentar a agulha.
Temos então de amostra um programa da série “A música das estrelas”. Durante quase um hora vocês terão o prazer de ouvir os temas do filme “Melodia Imortal” (The Eddy Duchin Story), estrelado por Kim Novak e Tyrone Power. O filme conta a história do compositor americano Eddy Duchin. A trilha, com músicas de Duchin e também uma versão de “Aquarela do Brasil”, são interpretadas pelo pianista Carmen Cavallaro. No disco tudo isso é apresentado como na deliciosa transmissão radiofônica. Porém, para salvar ainda mais o dia, incluí um recheio especial, que é para não deixar ninguém na vontade… Só falta agora alugar o filme para assistir 🙂

Sacha – No Balaio – Gravado Ao Vivo Vol. 2 (1969)

Olá amigos cultos e ocultos! Nossa postagem para este sábado foi motivada por um trecho de leitura no livro de memórias da Danuza Leão, que por acaso descobri ontem na rede. No livro, em versão digital, ela conta casos dos mais interessantes e possivelmente inéditos do grande público. Foi de lá que eu desenterrei o Sacha, uma figura pitoresca, personagem bem conhecida na noite carioca nos anos 50 e 60. Sacha Rubin foi um pianista trazido ao Brasil pelo Barão Max Stukart, empresário austríaco residente no país, ao criar a boate Vogue. A Vogue foi uma casa noturna muito badalada, se tornando um ponto de encontro de figuras das mais importantes da sociedade carioca da época. Foi ao final dos anos 40 que Sacha passou a se apresentar. Segundo contam, Sacha Rubin era de origem turca, mas se fazia passar por francês (que era mais chique, claro). Tocava piano, invariavelmente com um cigarro (americano) no canto da boca e um copo de uísque (escocês legítimo) do lado. Fazia um tipo meio Humphrey Bogart, no filme Casablanca. Gostava de saudar os frequentadores tocando ao piano suas músicas prediletas, logo que esses adentravam no recinto. Provavelmente inspirado no Rick’s Bar de Casablanca ele também criou a sua casa noturna, a Sacha´s, também famosa naqueles tempos. Sacha Rubin gravou alguns discos, entre eles temos os álbuns gravados ao vivo na boate Balaio, recriando toda aquele atmosfera ‘noir’. Se não me engano, foram gravados três volumes neste estilo e em anos diferentes. O lp que apresento é o volume dois. Nele temos um repertório misto, feito para agradar gregos, troianos e principalmente os frequentes da boate. Para os temas nacionais, Sacha conta com a participação o ‘crooner’ Mano Rodrigues. No disco, devido ao fato do pianista tocar sem parar, não há divisão das músicas por faixas. O sentido aqui é recriar todo o espírito da noite. Mais do que a música, o importante aqui é registrar o momento. (êta povo que falar, sô!)

le bruit des vagues
i love you samantha
people
again
my way of life
num sorriso teu
charminho
for once in my life
isn’t it romantic?
it had to be you
lonely is the name
you’ll never know
the impossible dream
embraceable you
laura
desencontro
bahia de todos os deuses
sei lá, mangueira
la maritza
on a clear day
boo boo baby i’m a spy
manhattan

Confraria (1980)

Olá amigos cultos e ocultos! Hoje é sexta feira independente e eu nem me lembrei disso. Na verdade nem me lembrei da postagem de hoje. O dia foi bem agitado e só agora eu me dei conta de que ainda faltava o nosso encontro diário. Não tive tempo de preparar um disco da lista dos independentes, daí, longe do QG, o jeito foi apelar para alguma reserva, um disco de gaveta 🙂
Tenho aqui este disco, gravado em 1980, por um grupo chamado Confraria. A razão pela qual eu havia deixado de lado (no fundo da gaveta) este álbum, foi porque não encontrei absolutamente nada sobre o grupo e seus integrantes. Também fiquei desmotivado pela qualidade do som, a digitalização não ficou muito boa. Mesmo assim, vou arriscar a apresentação, pois o conteúdo musical é dos melhores. A música é boa e a turma toca direitinho. Consta a participação de um tal Filó. Seria o Filó Machado?
Desta vez a postagem corre assim meio a solta. Quem tiver um complemento, inclua-o no comentários. Toda informação é sempre bem vinda. Vou nessa que o dia é longo… 😉
PS.: Não demorou muito e logo me enviaram informações sobre o grupo, cujo lider é o músico carioca Robson Santos. Segue a baixo o texto complementar enviado pela amiga Evangelina:
Filó Machado: Em 1980 produziu e dirigiu o LP “Confraria” de Robson Santos. Nascido no Rio de Janeiro, Robson Santos já residiu em várias cidades no Brasil (Campo Grande-MT, Santos, São Paulo, Belo Horizonte, Ribeirão Preto) e mesmo no exterior (Cleveland-OH). Isso talvez seja uma das explicações para a variedade de estilos de suas composições. Tem parcerias com Nonato Luiz, Henrique Anes, Filó Machado e Amaury Angelo (Aranha) , entre outros. Acabou de gravar seu quarto disco que contou com a participação de Filó Machado, Cibele Codonho e da cantora americana Holly Holmes com quem divide a autoria de uma das 16 musicas do CD Límbico Trem. Além de Filó Machado, outros músicos importantes participaram das gravações: Nenen (Esdras), Adriano Campagnani, Amaury Angelo e Daniel Silveira (teclados). Dividiram os arranjos Amaury Angelo, Adriano Campagnani, Filó Machado e Daniel Silveira, parceiro de Robson na música “Pra você”.No primeiro disco, LP Confraria gravado em 1980, Robson Santos contou com a participaçào de Celso Machado, Filó, Sizão Machado e da cantora Nilza Maria. Várias parcerias suas com Nonato Luiz foram incluidas nesse disco. Já no segundo disco, o CD Profissão de Menino, gravado em 1994, Robson Santos optou por incluir musicas essencialmente de sua autoria. Participaram desse CD o cantor Tadeu Franco, a cantora Cibele Codonho e Filó Machado, que também ficou responsável pelos arranjos. No terceiro CD Verniz de 1999, Robson contou com a participação de Beto Guedes e Filó Machado dentre outros. Amaury Angelo fez os arranjos. Além de compositor e interprete, Robson Santos é cientista atuando na área cardiovacular. Tem mais de cem trabalhos publicados mas a música não fica para tras. Já passam de cem suas composições que vão do rock ao baião, passando pelas baladas, samba e jazz e bossa nova.

saraivada
lei do sertão
marcha dos inocentes
como fosse antigamente
alucinação
era
primeira vez
meu pecado
prelúdio em si menor
a tua manhã
grades

Bob Nelson & Seus Rancheiros – Vaqueiro Alegre (1959)

Olá a todos! Hoje o nosso encontro é com o ‘cowboy’ Bob Nelson. Quem foi criança nos anos 50 não há de esquecer essa lendária figura que recriava aqui as proezas de um vaqueiro do velho oeste americano. Era um artista bastante popular nos anos 40 e 50, tanto no rádio como na televisão. Seu nome verdadeiro era Nelson Roberto Perez. Foi inspirado no filme “Idílio nos Alpes” que ele começou seu tirolês (yodel) e toda essa onda de vaqueiro, o cowboy americano. Adaptou para o português a tradicional canção americana “Oh, Suzana”, que se tornou também bastante popular no Brasil. Impulsionado por essa música, foi assim incorporando o personagem. Chegou, inclusive a cantar, na época da Segunda Guerra, para o comandante norte americano Gal. Douglas MacArthur, em homenagem feita por Assis Chateubriand, quando o militar esteve no país.
O álbum que apresentamos é um relançamento feito pelo selo Moto Discos, especializado em raridades produzidas nos anos 30, 40 e 50. Este disco, em especial, foi lançado originalmente em 1959 no formato de lp pela Polydor, reunindo gravações feitas para diversas bolachas de 78 rpm. Quem sempre foi fã, de carteirinha, do Bob Nelson era o Roberto e Erasmo Carlos. Chegaram até a gravar uma música em sua homenagem, “A lenda de Bob Nelson”, lançada em álbum de 1974. Confiram aí a cópia mais original brasileira do vaqueiro americano. Foi por aí que tudo começou…

oh suzana
sarita
um vaqueiro na cidade
um saba na suíça
bela gaúcha
cowboy do amor
cavalinho de estimação
catavento
vaqueiro alegre
quadrilha
pingo de raça
trolinho (upa upa)

Anjos Do Inferno – Brasil Pandeiro (1971)

Olá amigos cultos e ocultos, bom dia! Ainda na pressa, aqui vamos nós com a postagem de hoje. Não posso me prolongar. Entre um gole de café e uma fatia de pão, vou postando este álbum de um dos maiores conjuntos vocais brasileiros, Os Anjos do Inferno. O grupo nasceu no Rio de Janeiro, na década de 30 e tinha como lider o cantor Leo Vilar. Foi um dos grupos vocais mais populares nas décadas de 30 e 40. Tiveram várias formações, mas se destacaram com Leo Vilar, o vocalista principal, Roberto Medeiros e Nanai nos violões, Russinho e Miltinho nos pandeiros e Harry Vasco de Almeida no piston. Excursionaram pelos Estados Unidos com Carmem Miranda e também estiveram por um período longo, quase quatro anos, no México. Ao retornarem ao Brasil, se deram conta de que a onda havia mudado. O povo por aqui estava agora ligado era no samba canção e no baião. Haviam também outros e novos grupos vocais como os 4 Azes e 1 Coringa, Os Titulares do Ritmo e Os Cariocas. Dessa forma Os Anjos do Inferno, logo nos primeiros anos da década de 50, se dissolveram. Em 1963 Leo Vilar produziu um lp com reminiscências dos Anjos do Inferno, buscando reviver alguns de seus antigos sucessos. Para isso contou com o apoio de alguns membros dos Titulares do Ritmo. Em 1971 a RCA Candem relança o álbum com o nome Brasil Pandeiro. O álbum se divide em dois momentos. De um lado temos a música de Dorival Caymmi que foi sucesso na voz dos Anjos entre os anos de 1941 e 43. Do outro, desfilam diversos sambas que também marcaram a existência do grupo. Podemos dizer assim, que este disco não é apenas dos Anjos do Inferno, mas de Leo Vilar e Os Titulares do Ritmo. Muito bom, confiram…

rosa morena
acontece que eu sou bainao
vatapá
requebre que eu dou um doce
você já foi a bahia?
vestido de bolero
chô chô
nêga do cabelo duro
dolores
helena helena
brasil pandeiro
é ela

Silvio Cesar – A Minha Prece De Amor (1970)

Olá amigos cultos e ocultos! Hoje a pressa me pegou, por isso estou lançando mão de mais um dos já famosos ‘discos de gaveta’, aqueles que estão sempre prontos para as eventualidades 🙂
Vamos hoje com o cantor e compositor Silvio Cesar, um artista que começou sua carreira no início dos anos 60, gravando seus primeiro discos pelo selo Musidisc, ao lado de Orlan Divo e Ed Lincoln. Começou fazendo samba, indo aos poucos para um trabalho mais romântico. Sua música sempre teve um apelo bem popular, o que fez muita gente torcer o nariz. Mas isso se deve ao fato de não conhecerem um pouco mais o seu trabalho. Suas músicas fizeram sucesso não apenas por interpretação própria, que aliás, faz dele também um excelente cantor. Diversos e dos mais talentos artistas já gravaram suas músicas. O presente álbum é entre outros um de seus trabalhos mais conhecidos e de sua melhor fase. “A minha prece de amor” é um disco totalmente autoral, uma prova de seu talento. Além da música que dá nome ao disco, temos também como destaques o sucesso “Prá você” e “Eu quero que você morra”, uma bela e curiosa canção gravada também por outros intérpretes. A direção musical deste trabalho é do maestro Lyrio Panicali e a regência ficou à cargo de Waldemiro Lemke, Geraldo Vespar, Elcio Alvarez e José Briamonte. Confiram aí, porque eu já fui…

canção para ela
a minha prece de amor
falar é fácil
minha casa
esse mundo louco
pra você
nosso mundo particular
minha mulher
eles falam mas não sabem
um dia eu vou me libertar
maria
eu quero que você morra

Simonetti & Orquestra RGE – Brasil A Jato (1959)

Olá amigos cultos e ocultos. Passadas três semanas, dedicadas aos discos Paladium, já é hora de levantarmos vôo para outras paragens. Mesmo sem muito tempo para novas ‘aventuras fonográficas’, estou preparando um espaço especial para essa curiosa experiência musical que foi a Coleção Paladium da gravadora mineira Bemol. Em breve estarei anunciando aqui o novo blog, aguardem!
Vamos hoje decolar em direção a outras raridades musicais. E para tanto, nada melhor que um disco feito de encomenda e em edição limitada, promocional. Este álbum é mais uma colaboração do amigo Sérgio Digital, que gentilmente o preparou e nos enviou prontinho para o vôo.
“Brasil a jato” foi um disco encomendado à RGE pela Varig, em 1959, quando a empresa aérea comprou da França os dois aviões a jato “Caravelle” para a sua frota. Foram os primeiros aviões comerciais a jato no Brasil. A gravadora então recrutou seu maestro principal para preparar um disco comemorativo, o qual foi distribuído entre clientes e funcionários. Trata-se portanto de um álbum não comercial, o que, obviamente, não tira a possibilidade de também ter sido posteriormente comercializado, embora não tenhamos certeza. O disco apresenta um repertório muito bem preparado pelo Maestro Simonetti, com músicas referentes a cada escala do novo avião, passando por diversos estados do país. Muito bacana, podem conferir…

caravelle
são paulo quatrocentão
a voz do morro
vassourinha
baião
pastorinhas
rio de janeiro
saudades da bahia
tico tico no fubá
delicado
evocação
prenda minha

Sidney Jones E Sua Orquestra – Juventude Amor E Música (S/D)

Embora tenhamos muitos outro discos Paladium para serem mostrados, vamos dar uma pausa nessa ‘novela’, como disse alguém há alguns dias atrás. Novela pra uns, programa de variedades para outros… O Toque Musical é sempre bem sortido. Tem para todo gosto 😉
Finalizando, aqui vai “Sidney Jones e Sua Orquestra”, mais uma produção da Bemol para as coleções Paladium. Este volume é composto totalmente por músicos que tocavam na noite belorizontina. Me parece, inclusive, que dele participam Aécio Flávio, Célio Balona e outros nomes bem conhecidos atualmente da música mineira. O repertório, como podemos ver logo a baixo, traz sucessos daquela época, tanto nacionais quanto internacionais. Gostosinho de ouvir 😉

canzone per te
san francisco
the last waltz
o caderninho
i was kaiser’s bill batman
prima di domani
é tempo de amar
when summer is gone
soy loco por ti america
hello goodbye
a pupet on a string
serenade in blue

Típica Rosário – Fumando Espero (S/D)

Buenas noches! Hoje eu me atrasei ‘un poquito’, mas antes tarde do que nunca. A postagem de hoje é dedicada à Evangelina, uma nova amiga culta, argentina, pero ligadona nos lançamentos da Bemol. Retribuindo sua gentileza nas últimas semanas, aqui vai para ela e também para todos os amigos cultos e ocultos que nos visitam, um outro álbum Paladium. Desta vez temos a “Típica Rosário”, outro grupo inventado pela Bemol para o selo Paladium. Por muito tempo eu pensei que quem tocava neste disco fosse o argentino, radicado no Brasil, Rufo Herrera. Alguém uma vez me contou isso, mas nunca consegui confirmar. A única vez em que eu tive a oportunidade de conversar com o Rufo foi em uma festa na casa do meu cunhado e não faz muito tempo isso. Pena eu não ter lembrado dessa história e esclarecido tudo. Também, naqueles dias eu nem pensava em vir fazer esta postagem. Seja ele ou não, não importa agora. Vale mais aproveitar o resto do sábado e ouvir essa série, essencialmente dedicada ao tango. Vamos dançar? 🙂

sus ojos se cerraron
despertar da montanha
el choclo
en esta tarde gris
caminito
donde estas corazon
fumando espero
jalouise
mi buenos ayres querido
percal
el dia en que me queras
quiero verte una vez mas

Adilson Adriano – Eu Gosto Tanto De Você (S/D)

Olá amigos cultos e ocultos, bom dia! Hoje é sexta feira, mas independente de qualquer coisa, continuamos batendo na mesma tecla. Ainda neste resto de semana irão ecoar os discos Paladium. Por isso, não teremos aqui o álbum/artista independente. Semana que vem a gente volta à normalidade, ok?
Seguimos com mais um disco sob o selo Paladium. Desta vez temos o cantor revelação da Bemol, Adilson Adriano. Seu primeiro disco, “Nasce um novo ídolo”, saiu pelo selo Bemol. Embora eu nunca o tenha escutado, vejo pelo anúncio de venda do lp em vários sites, que se trata de um disco de Bossa Nova, mas eu duvido, considerando que este artista foi moldado para a Jovem Guarda. Além de cantor, o cara era também compositor. Existem músicas dele gravadas por artistas da Jovem Guarda. A Bemol também lançou ele em compacto, uma prova de que a gravadora tinha interesse em investir em sua carreira. Pelo que eu soube, ele começou a se destacar, fazendo páreo com figuras como Agnaldo Timóteo e aí, a Odeon resolveu contratá-lo, prometendo lhe um disco que nunca saiu. Ele foi colocado na geladeira. Uma estratégia típica das grandes empresas quando querem abafar o concorrente. Ele tentou voltar à Bemol, mas nessa altura a gravadora já não tinha mais interesse. Não sei que fim levou…
O presente álbum, parte de alguma caixa das coleções Paladium, reúne uma série de música de Evaldo Gouveia e Jair Amorim, Luiz Ayrão e também composições próprias. Tudo isso revestido por uma atmosfera de Jovem Guarda romântica e brega. Acredito, pelo estilo Paladium, que essas músicas são as que forma lançadas em seu lp e compacto anterior pelo selo Bemol.

canzone per ti
quem será
canta menina
pavana para um amor enfermo
à meu filho
quem vai chorar sou eu
quando o sol aparecer
não me deixe mais
o sol, a lua e eu
eu gosto tanto de você
aleluia
balada para qualquer natal

Adicionar imagem

The Terribles – Brasa (1966)

Na onda da Jovem Guarda, aqui vai mais um disquinho a la Paladium. Desta vez temos o conjunto The Terribles. Segundo o site Jovem Guarda Obscura, o grupo era mineiro. Atuaram entre os anos de 1966 a 1968, gravando ao longo desse tempo cinco discos, quatro deles por um desconhecido selo NCV (Super Brasa Vol. 2, Brasa Três, Brasa Quatro e o psicodélico Genial! Universal Sound) e este que foi o primeiro, lançado pelo selo Itamaraty. Eu até então acreditava que o álbum Brasa fosse de 1968. Agora já sabemos que é de 66, embora eu o tenha ‘tageado’ com a data errada.
Neste disco encontramos um repertório de sucessos da Jovem Guarda. São doze faixas com músicas bem conhecidas de todos. Trata-se de um disco de ‘covers’. Mesmo assim, é uma brasa, mora?!

a volta
pega ladrão
ternura
mexerico da candinha
você me acende
juanita banana
mamãe passou açucar em mim
o pica pau
preciso de você
lobo mau
chuá chuá – papo pro ár – maringá

The Rock Fingers – Hot Line (1981)

Olá amigos cultos e ocultos! Pela primeira vez ao longo de quase três anos de existência do blog recebi uma notificação do Blogger, à pedido do DMCA. O que mais me estranhou foi que eles censuraram dois discos que eu jamais pensei que o fizessem. O primeiro é “Simonetti, Mezzaroma e Wanderley – Música Para O Amor”, disco lançado em 1959! O segundo é um álbum da Ely Camargo, “Cantos da Minha Gente” de 1974. Fico aqui pensando, com tantos outros títulos mais sugestivos eles foram escolher justamente esses. Enfim…
Deixando de lado esse papo, vamos ao disco do dia. Hoje eu trago o grupo The Rock Fingers, mais uma cria da Paladium/Bemol, lançado ainda nos anos 60 e relançado pela Beverly/Copacabana nos anos 80. Segundo me contou o Dirceu Cheib, “The Rock Fingers” foi o nome dado a um grupo de ‘ie ie ie’, formado por jovens estudantes de Belo Horizonte. O nome do conjunto foi criado por ocasião da gravação. Embora fosse um grupo amador da época da Jovem Guarda, seus membros (ilustres desconhecidos), faziam um som bem ‘maneiro’. Vemos aqui um seleção totalmente internacional, com temas bem conhecidos dos anos 60. Disquinho bacana, podem conferir…

somethin’ stupid
kilimandjaro
strangers in paradise
there’s a kind of hush
temptation
on the clouds
wilds things
in the mood
the hight and the mighty
tonight
wonderful land
beyond the reef

Geraldo Tavares – Noites Que Não Voltam Mais (1981)

Olha aí… Ontem eu falava dos ‘troca trocas’ das gravadoras, do uso de fonogramas, matrizes e artistas com pseudônimos. Postei um disco do selo Paladium e agora vamos com outro bem parecido (pelo menos na capa), originalmente lançado por este selo nos anos 60 e relançado vinte anos depois pelo Beverly, um selo da gravadora Copacabana.
Reparem que a foto é a mesma. Não tiveram nem a preocupação de tirar a palavra “seresta”, que até parece uma logomarca. Vemos aqui que não só a Bemol com seu selo para coleções fazia dessas loucuras. Muda-se nomes, muda-se artistas, mas a capa é a mesma. Isso sim é que é economia e reciclagem, hehehe…
Nosso artista da vez é Geraldo Tavares, um nome de verdade. Um dos poucos que tiveram oportunidade de se mostrar através do selo mineiro. Geraldo foi um seresteiro, nascido na cidade de Juiz de Fora. Trabalhou por mais de quaretenta anos em estações de rádios, principalmente na Rádio Guarani e Inconfidência, onde também apresentava um programa dos mais tradicionais da rádio mineira, o saudoso “Noites que não voltam mais”. Não foi por acaso que o presente lp, seu primeiro disco, teve este nome. Segundo as informações colhidas no blog A Música Que Vem de Minas, ele aqui vem acompanhado pelo Regional de Waldir Silva. Geraldo gravou também um outro lp, “Na Casa Branca da Serra” (suponho que seja também pela Bemol). Foi um dos maiores incentivadores da seresta, trazendo em seus programas radiofônicos os mais diversos artista seresteiros. Promoveu e atuou em serestas inesquecíveis, por diferentes lugares dessa Minas Gerais.

elvira escuta
gondoleiro do amor
ave maria
mimi
chuá chuá
noites que não voltam mais
é a ti flor do céu
a pequenina cruz do teu rosário
chão de estrelas

Oswaldo Silva – Seresta (S/D)

Bom, já se passaram duas semanas com postagens diretas dedicadas à Paladium. Se formos continuar nessa linha, provavelmente teremos ainda muitas outras semanas. Por essa razão e por outras também, estou pensando em criar um blog exclusivo para os discos do selo. Já até criei uma nova conta no Blogger e no WordPress para isso. Só me falta agora achar tempo para administrar mais um blog (ou dois). Vamos ver…

Para não sairmos assim radicalmente de uma coisa e cairmos em outra, teremos ainda nesta semana alguns discos do selo Paladium ou relacionados à ele, (porque não?). Quem não estiver gostando depois me conta como é a experiência de não gostar e mesmo assim ficar rondando por aqui (nunca entendi isso).
Temos desta vez um artista verdadeiro, um violonista, que gravou pela Paladium. Oswaldo Silva não é um pseudônimo. Embora não seja lá um artista conhecido do grande público, entre seresteiros, principalmente em Minas Gerais, seu nome está presente. A Bemol/Paladium, além dos pseudônimos e até dos ‘fonogramas emprestado’, também apostou em alguns artistas, principalmente aqueles que se encontravam em Minas. Célio Balona, Waldir Silva, Adilson Adriano, Joe Smith, Geraldo Tavares e muitos outros. Todos foram também relançados em selos Bemol, Beverly, Copacabana e Coledisc.
Neste álbum encontramos uma seleção de clássicos da seresta, interpretados ao violão por Oswaldo Silva. Uma produção barata, sem dúvida, mas de excelente qualidade musical. Confiram mais um capítulo dessa novela. Quem não gostar é só mudar o canal, vá assistir a MTV ou qualquer coisa igual (putz, até rimou!)

sons de carrilhões
gotas de lágrimas
última inspiração
noite de lua
se ela perguntar
dança paraguaia
romance de amor
nda recol la culpa
milongue del ayer
soluços
rosita
la despedida

The Black Boys – I’m A Believer (S/D)

Olás! Eu pensei que teria mais tempo no fim de semana para me dedicar às postagens dos discos do selo Paladium. Fiquei de fazer aqui um relato sobre o meu encontro com o Sr. Dirceu Cheib, mas realmente não tive tempo. Além de problemas pessoais, estou também cheio de trabalhos que me roubam muitas horas e até a inspiração. Estou chegando a conclusão de que não adianta eu ficar planejando ou prevendo o que virá em seguida. Acabo me comprometendo e criando expectativas em vocês. Pelo jeito, ainda não vai ser hoje que irei relatar alguns fatos, os principais, sobre o selo mineiro e suas aventuras fonográficas.
Por hoje, vamos seguir com mais um exemplar das coleções. “The Black Boys” é outro daqueles discos sortidos e dirigidos ao público jovem da época. Uma série de ‘hits’ tanto da Jovem Guarda quanto internacionais, com direito até a uma versão de “Delicado” de Waldir Azevedo.
Dentro desse esquema de produção de discos, saber quem foram os “The Black Boys” é uma questão que nem mesmo o Dirceu Cheib saberia nos responder. Mas por certo, foi mais um grupo anônimo de músicos mineiros gravando na madrugada. Confiram aqui o repertório…

coração de papel
a whiter shade of pale
no milk today
delicado
o bom rapaz
i’m a believer
something stupid
l’important c’est la rose
te amo
there’s a kind of rush
garota do carnaval
tributo a martin luther king

Luiz Humberto – Temas Para Dançar (S/D)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Como eu havia comentado ontem, aqui vai mais um bom exemplo dessa história de discos relançados com nomes trocados pelo selo Paladium. Assim como o Rubens Bassini se tornou Raul Ferreira, o organista Celso Murilo se transformou em Luiz Humberto. E olha que pela selo mineiro ele saiu em dois disco, este e o “Dançando nas nuvens”, postado aqui em agosto do ano passado. “Temas para dançar” foi apresentado há tempos atrás pelo excelente blog Bossa Brasileira. Foi de lá que eu busquei mais este exemplo, o qual, como poderemos constatar era antes o “Ritmos na passarela”, lançado à uns três ou quatro anos antes, também pelo selo Pawal. Se formos pesquisar a fundo, veremos que talvez, muitos lançamentos da Pawal se tornaram novos discos nas versões da Paladium, Coledisc, Beverly e outros selos considerados obscuros ou de segunda linha. Ao contrário do que anunciou nosso amigo do blog Bossa Brasileira em sua postagem, “Luiz Humberto, Orgão & Ritmos – Temas para dançar (1962)”, o álbum foi lançado pela Paladium por volta de 64 ou 65. Foi nessa época que a Paladium começou a trabalhar com ‘as matrizes intercambiáveis’. Conforme me contou o Dirceu Cheib, o que era produzido de verdade na Bemol, muitas vezes era também relançado com outros nomes e em outras gravadoras. Este era um procedimento aparentemente normal entre as pequenas editoras (e nas grandes também!).
Bom, quanto ao conteúdo musical deste disco, não é preciso falar muito. Temos uma seleção com temas dos mais agradáveis e já bem conhecidos do público, principalmente através do Loronix, que foi quem o publicou a primeira vez. São sambas, boleros, bossa, cha cha cha e outros ritmos dançantes da época. Seja como Celso Murilo ou Luiz Humberto, o disco é ótimo! 🙂
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poema do adeus
look for a star
fiz o bobão
carinito
falsa baiana
halen nocturne
chora tua tristeza
palhaçada
quem manda na minha vida
se meu apartamento falasse

Rubens Bassini E Os 11 Magníficos – Ritmo Fantástico (1961)

Excepcionalmente, estou abrindo espaço para mais uma postagem no dia, esclarecendo um pouco sobre este curioso fato do disco do Rubens Bassini que virou nas mãos da Paladium Raul Ferreira e Seus Ritmistas. É interessante perceber como um disco lançado em 1961, uns quatro anos depois, reaparece com outro nome e em outro selo como se antes nunca tivesse existido. Provavelmente deve ser o que pensaram os responsáveis pelo selo Pawal ao repa$$ar para outros os fonogramas. Tenho certeza que o pessoal da Paladium não se apropriou indevidamente dessas gravações. A coisa não chegava a esse ponto. Como eu havia dito anteriormente, a Bemol/Paladium fazia umas ‘transações fonográficas’ com uma turma do Rio de Janeiro que havia criado um selo, o Coledisc. Eles negociavam matrizes, relançando com outros nomes e capas. Ainda não havia no Brasil um controle de direitos autorais com os de hoje… quero dizer, no sentido técnico da coisa. Provavelmente o Rubens Bassini não ganhou muito com a gravação desse disco e com certeza não viu um centavo estando na pele de Raul Ferreira. Talvez ainda, nem tenha ficado sabendo dessa história (isso para não falar no álbum relançado lá fora, em cd, pela WhatMusic).
Por outro lado, a Bemol ao adquirir as gravações ou matrizes nem devia saber quem era o artista ou quanto este disco havia vendido. Certamente, embora seja um excelente trabalho musical, não deve ter despertado muito interesse na época. Tanto assim que poucos anos depois ele já tinha se transformado em outra coisa.
Amanhã postarei mais um caso, semelhante a este. Confiram também aqui as duas versões. Este disco é tão bom que vale a pena uma dose dupla 😉

Raul Ferreira E Seus Ritmistas – Céu E Mar (S/D)

Olá amigos cultos e ocultos! Gostei de ver… responderam prontamente à última postagem. Alguns tiveram até a gentileza de enviar a capa e contracapa original, o que mais uma vez eu agradeço. Embora agora já tenhamos o disco completo, não irei mexer em nada, deixarei a postagem como está. Só assim ela faz sentido, não é mesmo?
Para hoje vamos com “Raul Ferreira e Seus Ritmistas”. Este disco é um dos poucos da Paladium que já foi bem divulgado em blogs e sites. Atualmente pode ser encontrado também no Acervos Origens, e para a venda do vinil, em diversos sites e no Mercado Livre. Entre os discos da Paladium este é um dos poucos que nos parece ser um álbum de carreira, ou melhor dizendo, um disco de artista de verdade. Pelo nome, pela capa, temos quase a certeza de que Raul Ferreira existiu. Mas, segundo o criador da Paladium, Dirceu Cheib, trata-se de mais um pseudônimo. Ele não se lembra mais quem interpretou esse papel, mas afirmou ser este mais um nome fictício. Eu desconfio que este disco em especial foi gravado no Rio de Janeiro, com músicos locais. Digo isso porque na conversa que eu tive com o Dirceu ele me contou que fazia um certo ‘intercâmbio fonográfico’ com uma editora musical do Rio, a Coledisc, que seguia na mesma onda da Paladium, fazendo discos para coleções e vendas a domicílio. Pelo estilo e repertório do ‘Raul Ferreira e Seus Ritmistas” eu tenho quase a certeza de que foi assim. Quem ainda não viu e nem ouviu o disco, tem aqui o prazer de conferir. Muito bom!

céu e mar
côco seco
o barquinho
september song
canoinha
cuban mambo
mirage
maria conga
love for sale
mensagem
esto es el ritmo
quem quiser encontrar o amor