Sivuca – Onça Caetana (1983)

Ora, ora… vejam só… Chegamos aos 400 seguidores oficiais do blog. Putz, que legal! Obviamente, não deixei de reparar quem foi o responsável por completar a quarta centena de gente antenada no Toque Musical. Para a minha grande surpresa, o quatrocentéssimo seguidor é o Edy Star, artista que eu tive o prazer de apresentar na blogosfera, muito antes do Toque Musical, numa época de acessos raros 😉 Mas aqui no TM eu também postei o disco do cara, logo no primeiro ano do blog. Seja bem vindo! Aliás sejam todos bem vindos. Este blog já virou uma constelação, tá cheio de estrelas, cultas e ocultas, e acima de tudo, sempre brilhantes.
E por falar em estrela, aqui vai uma que hoje brilha no céu, o nosso grande Sivuca. Tenho para vocês o álbum “Onça Caetana”, lançado em 1983. Neste trabalho Sivuca conta com os arranjos e a participação de Antonio Adolfo, Reinaldo Arias e Claudio Jorge. Participam também outras feras do mesmo calibre, mas que deixo na lista da contracapa para vocês se certificarem 😉 No repertório temos o belíssimo instrumental , de Reinaldo Arias, “Central do Brasil”. Esta música já vale o disco. Mas há outras belas composições, tanto próprias, de parcerias e de outros autores. Vocês vão ver e também vão ouvir. Confiram aí…

central do brasil
conto de fadas
em cada parte, em cada ponte
imburana pau de abelha
subindo ao céu
onça caetana
novas canções
mistura fina
pro que der e vier
amigo de fé

Tito Madi – Chove Lá Fora (1963)

Bom dia a todos! Bem rapidinho, inicio a semana trazendo mais uma vez o nosso querido Tito Madi. Antes que começem a comentar, vou logo avisando que o presente lp não é uma repostagem, mas sim uma reedição do álbum de 10 polegadas “Chove lá fora”, lançado em 1958. Acontece porém que nesta segunda versão de 1963 temos além das oito músicas constantes no disco de 58, outras quatro retiradas de discos anteriores gravados em 78 rpm.
Confiram aí, porque eu já estou de saída. Segunda feira é foda!

chove lá fora
duas contas
cansei de ilusões
só desilusão
dá-me tuas mãos
gauchinha bem querer
não diga não
foi a noite
fracassos de amor
… e a chuva parou
rio triste
olha-me, diga-me

Márcio Lott – Compacto (1968)

Para adoçar a boca e dormirmos felizes, aqui vai um compactozinho raro do Márcio Lott. Este disco, nem ele deve ter mais. Provavelmente nem vai se lembrar que um dia gravou pela RCA Victor, “Litoral”, de Toninho Horta e Ronaldo Bastos e Sá Marina, de Antonio Adolfo e Tiberio Gaspar. É raridade pura!
Márcio Lott, para quem não sabe, é um cantor mineiro, premiado em festivais. Iniciou sua carreira ainda na adolescência. Gravou seu primeiro disco, um compacto simples em 1964. A partir de 1970 ele foi morar no Rio de Janeiro onde está até hoje. Por lá ele participou de diversos grupos vocais, entre esses o Quarteto Forma. Trabalhou como vocalista e apoio vocal em dezenas de shows e gravações para diversos artistas. Participou de trilhas de novelas da TV Globo, atuou fazendo ‘jingles’ para campanhas publicitárias e até gravou junto com Lucinha Lins e outros o disco “As vozes do jingle” em 1981. Na década de 90 integrou o quarteto vocal “Be Happy”. A partir de 2003 ele formou o grupo “Nós Quatro”, com Célia Vaz, Ana Zinger e Fabíola. Lançou em 2005, inaugurando o selo Rádio MEC, o cd “EnCantos Geraes” com músicas de Milton Nascimento, Toninho Horta, Dori Caymmi, Fernando Brant, Sueli Costa e outros.
Confiram aqui este raríssimo disquinho que, com toda a certeza, nunca fora visto ou ouvido na rede. Muito bom! 😉

litoral
sá marina

Renato Tito E Seu Conjunto Teleco Teco – Choros HI-FI (1959)

Na quinta-feira passada eu postei um disco do Maestro Carioca, onde sua orquestra interpreta alguns clássicos do chorinho (brasileiro!). Chamei a atenção para os arranjos que dão ao choro um aspecto mais dançante. Ouvindo aquele disco, com orquestra e seus metais, nós inevitavelmente nos transportamos para um ambiente diferente, um salão dançante ou uma gafieira. Eu chamaria este de um chorinho noturno, enquanto que o chorinho diurno seria aquele do violão, pandeiro, cavaquinho, bandolim, flauta e clarinete, tocado numa roda em um fundo de quintal ou mesmo na mesa de buteco. Pensando nessas questões, eu me lembrei deste disco do Renato Tito que um dia eu baixei no Loronix. Ele é ótimo e tem tuda a ver com essa coisa do choro para dançar e sua mistura com o samba. Na verdade aqui, nem tudo é choro, mas se transforma, no solo da clarinete de Renato Tito. Confiram o toque… e aguardem que hoje ainda pode ter mais… 😉

petite fleur
vivaldo no choro
eu e você
compromisso com a saudade
idealizando
pudim de maria
espinha de bacalhau
sai do bar
pezadinho
um choro diferente
louco por música
perigoso

Orquestra Romântica de Itapoan – Bahia De Todos Os Sonhos (1971)

Olás! Demorei, mas cheguei. E cheguei trazendo coisa muito boa, com certeza. Hoje vamos como um disco, o qual passou muitas vezes pelas minhas mãos e olhos, mas nunca chegou aos ouvidos. Por alguma razão nunca tive a curiosidade de ouvir este disco, que insistentemente vem me acompanhando ao longo dos anos. Uma falha da minha parte, devo confessar, pois aqui temos uma pérola rara e obscura. Digo obscura porque realmente não sei nada sobre a Orquestra Romântica de Itapoan. Por mais que eu tenha me esforçado na busca de informações sobre o disco e seus autores pela rede, acabei ficando apenas nos sites de sebos e produtos a venda nos ‘eBays’ da vida digital. Interessante observar a variação dos preços do disco que chega a mais de 1000%, obviamente eu não estou levando em conta o estado de conservação do vinil.
O certo é que com este nome, “Orquestra Romântica de Itapoan”, a gente logo pensa em algo parecido com tantas outras orquestras do gênero, como os Românticos de Cuba. Mas é colocar o lp para tocar e logo se percebe que não tem nada a ver (ou seria ouvir?). A orquestra aqui está presente sim, mas eu diria que em segundo plano. Existe além do acompanhamento orquestral a presença do solista e também de um coro, e não são muitas as faixas exclusivamente instrumentais. Temos um conjunto vocal muito bom. Me pareceu um misto de Tincoans com Os Cariocas. Gostaria de saber quem são. Na verdade eu gostaria mesmo é de saber mais sobre este disco e essa Orquestra Romântica de Itapoan. Provavelmente foi um nome dado a uma produção única da gravadora Beverly, através de seu selo,o setentão AMC.
Quanto ao repertório, é tudo de bom, é pura Bahia. São doze músicas, verdadeiros clássicos da nossa MPB cujo a inspiração é a Bahia, realmente, de todos o sonhos. Não deixem de conferir e também de contribuir nos comentários com alguma informação sobre este trabalho. Além de críticas, correções e solicitações, também gosto de receber informações complementares para as minhas postagens. É tão bom quanto os inúmeros elogios 😉

a bahia te espera
os quindins de yaya
no tabuleiro da baiana
falsa baiana
saudades de itapoan
lá vem a baiana
exaltação à bahia
o que é que a baiana tem?
na baixa do sapateiro
saudades da bahia
365 igrejas
bahia com h

Bruno Capinan – Gozo (2009)

Sexta feira, dia de darmos espaço às produções independentes, seja elas de ontem ou de hoje. Artista independente interessado em divulgar o seu disco no Toque Musical, basta fazer contato.
Estamos aqui para avaliar e ouvir o seu trabalho. Por certo, estamos interessados em material de qualidade e para participar da nossa divulgação existem alguns critérios básicos e de bom senso. Necessariamente o material não precisa ser lançamento ou inédito. Pessoalmente, eu até prefiro postar produções mais antigas e que não tenham sito publicadas em outros blogs. Álbuns recém lançados eu só publico com a autorização ou solicitação do artista.
Para hoje, temos aqui uma divulgação, o cd do artista brasileiro, radicado no Canadá, Bruno Capinan. “Gozo” é um disco lançado lá fora (Canadá, Estados Unidos e Europa) e ainda inédito no Brasil. Recebi a solicitação, através de seu empresário, para a postagem do disco há poucos dias atrás. Ainda não tive a oportunidade de ouví-lo com mais atenção, mas logo de passagem deu para sentir que é coisa boa. Sua música tem diversas influências o que a torna um pouco inclassificável. Eu diria que se trata de uma ‘word music’, a música com influências mundiais. Se fosse lançado no Brasil poderíamos talvez chamá-la de música popular brasileira dos novos tempos, coisa semelhante ao que é produzido hoje pelos artistas da nova geração da MPB. A capa me fez lembrar um disco do Caetano Veloso da década de oitenta. Faltou mesmo foi a contracapa e os encartes. Infelizmente eu acabei esquecendo de pedir ao artista para anexar esses complementos. Todavia, vocês poderão conhecer melhor Bruno Capinan e seu trabalho através do site.
Confiram aí e dêem as opiniões…

planetário
captura
astral
oxigênio
tantas horas
monet goes mad 1
bando bamba
gozo
your cheating heat
bolero
fim

Carioca E Sua Orquestra – Chorinhos Brasileiros (1963)

Depois do riso vem o choro. Justo na semana das postagens de humor, alguém pediu discos de chorinho. Eu, no clima, respondi que aquela era semana do riso, o choro viria depois. Acabei esquecendo disso, mas daí me veio às mãos este disco do Maestro Carioca. Ao contrário do que se espera num disco de choro, com um grupo ao estilo de um regional, este, curiosamente é interpretado por uma orquestra de danças. Carioca dá a essa série de clássicos chorinhos uma roupagem mais alegre e dançante. O chorinho vai para o salão, cai na gafieira…
Lançado originalmente no início dos anos 60, como muitos outros títulos da Musidisc, teve seu relançamento, ainda em vinil, nos anos 80 pela Sigla/Som Livre. É, sem dúvida, um excelente disco, que merece relançamentos. Outra curiosidade neste álbum diz respeito ao título, “Chorinhos Brasileiros”. Tô doido para conhecer o chorinho argentino, americano ou italiano… 🙂 será que existe? Tudo bem, a gente entende o pleonasmo. Se é para enaltecer nossa arte musical, está valendo 😉 Para quem não é muito ligado no gênero Choro, ao ouvir este lp irá se surpreender. Confiram…

1 x 0
paraquedista
um passeio a tarde
murmurando
numa seresta
bem te vi atrevido
andré de sapato novo
o xameguinho dela
fica entre nós
sonoroso

Madrigal Renascentista – Israel Para Ouvir E Sonhar (1978)

Olá amigos cultos e ocultos! Mais uma vez, marcando presença em nosso Toque Musical, temos o grupo Madrigal Renascentista. Na postagem do disco anterior eu não cheguei a fazer uma apresentação sobre eles, o que nos leva agora a dar umas ‘resenhadas’.
O Madrigal Renascentista é um grupo coral surgido em Belo Horizonte na segunda metade da década de 50. Ele foi formado, inicialmente, por um pequeno grupo de estudantes de música liderados pelo então jovem regente Isaac Karabtchevsky. Seu objetivo era a música feita para coro ‘a capella’, ou seja uma música exclusivamente para vozes. Num primeiro momento, o grupo estava interessado em interpretar canções concebidas na Renascença. Nomes como Claude Janécquin, Orlando di Lassus, Giovanni Perluigi da Palestrina e Cláudio Monteverdi, passaram a ser redescobertos e apresentados ao público. O grupo tomou corpo a partir dos primeiros ensaios na casa do Maestro Carlos Alberto Pinto Fonseca e em seguida na residência da família da cantora/solista Maria Lúcia Godoy, que também participava do coral. A primeira apresentação do Madrigal aconteceu em 1956, em Belo Horizonte. No repertório, além da música renascentista havia também peças do folclore brasilerio. Esta apresentação, de muito sucesso, institucionalizou de vez o Madrigal Renascentista como uma sociedade artística, garantindo-lhes o apoio inclusive do Presidênte JK. Graças a este, o coro fez sua primeira turnê internacional em diversos países da Europa. Jucelino também deu uma força, levando o Madrigal para cantar na inauguração da nova capital federal. Daí em diante o coro foi a cada dia conquistando palcos, públicos e boas críticas, nacionais e internacionais. Continuam ainda hoje super atuantes e cada vez mais reconhecidos com um dos mais importantes grupos corais do mundo (vejam o site). Ao longo de todo esse tempo gravaram diversos discos. Entre eles o álbum “Israel para ouvir e sonhar”, gravado no Estúdio Bemol, em 1978. O disco foi idealizado em homenagem aos 30 anos do Estado de Israel. Nele encontramos versões em português de uma série de músicas tradicionais do folclore judaico. Essas versões foram feitas pelo ator e poeta Salomão Zylbersztajn. A regência é do Maestro Afrânio Lacerda. Para completar o belo trabalho fonográfico, temos a capa com desenhos do artista plástico Chanina.

vamos cantar (havah negliah)
o rabino alegre (rebe eile melach)
a professorinha (oifen pripetchick)
mamãe tinha três filhos (drai ingelech)
festa de casamento (mazel tov)
do céu um presente (shein vi de levone)
a fogueira (arum dem faier)
rosinha (reizele)
venha venha (tzena tezena)
nosso mestre, o rabino (sha shtil)
canção da paz (partizan)
beltz (mein shtetele beltz)
cantem , cantem (hulet hulet kinderlech)
a primeira valsa (ersté valtz)
só para mim (bei mir bistu shein)
neguev (neguev)
numa ladeia (bei dem shteitl)

Luiz Claudio – Programa Olhar Brasileiro (2010)

Olá amigos cultos e ocultos! Eu também faço parte do grupo de discussão do cantor mineiro Luiz Cláudio. Recentemente, alguém por lá enviou a gravação de um programa de rádio dedicado ao artista. Embora não fosse um material inédito, em termos do repertório, não deixou de ser interessante como uma pequena amostra de quem foi este artista.
O que temos aqui é um registro parcial e editado de um programa da Rádio USP, produzido e apresentado pelo radialista Omar Jubran, chamado “Olhar Brasileiro”. No programa ele faz um apanhado da carreira do artista e nos apresenta alguns de seus melhores momentos. Infelizmente a gravação do programa não estava completa, me parece que faltou mais um bloco, o final. Mesmo assim, temos quase uma hora de Luiz Claudio, que vale a pena ouvir.
Transformei a gravação contínua em um ‘protótipo fonográfico’. Ela agora tem um formato de disco, com direito a capa e contracapa. Uma criação exclusiva para os amigos do Toque Musical 😉 Como se tratava de uma gravação de rádio e em baixa qualidade, resolvi também dar um ‘trato’ no som e incluir à parte uma outra versão do repertório, extraído de vinil. Espero que vocês gostem… 🙂

poeira da saudade
my funny valetine
canção de amor
estrada branca
tenha pena de mim
canção em dois tempos
felicidade
olê olá
maninha
aí que saudade da amélia
menina
onde eu nasci passa um rio

Airto Moreira – Free (1973)

Olá amigos cultos e ocultos! Eis aqui um disco que há tempos eu venho pensando em postar, não por ser raro ou fora de catálogo aqui no Brasil. Mas principalmente por ser um lp que eu adoro. Só não o fiz antes por um certo escrúpulo, considerando que este trabalho é coisa de gringo e lá fora ainda está à venda. Por outro lado, pensei em tantos outros que já postei aqui e também no fato de que este disco já foi publicado em dezenas de blogs, inclusive internacionais. Posso até estar sendo retumbante nesta postagem, porém, acredito que entre os meus caros visitantes, muitos estarão ouvindo “Free” pela primeira vez. Outros, apenas relembrando e constatando sua beleza. Quem conhece um pouco de jazz moderno, ‘fusion’ e música instrumental americana, sabe bem quem são os craques que tocam com Airto neste que foi o seu quarto álbum internacional, gravado pelo conceituado selo CTI, de produtor Creed Taylor em 1972 e lançado no Brasil no ano seguinte. À começar pela esposa e parceira Flora Purim, participam do álbum: Alan Rubin, Burt Collins, Chick Corea, Garnett Brown, George Benson, Hubert Laws, Jay Berliner, Joe Farrell, Joe Wallace, Keith Jarrett, Mel Davis, o brasileiro Nelson Ayres, Ron Carter, Stanley Clarke e Wayne Andre. Tive que listar todos, pois seria uma injustiça ocultar alguns desses nomes. Aqui só tem fera! Quanto ao repertório, encontramos cinco faixas com músicas de Airto, Chick Corea, Flora Purim, Keith Jarrett e Victor Assis Brazil. Taí, um belíssimo trabalho que merece toda a nossa atenção. Confiram…

return to forever
flora’s song
free
lucky southern
creek (arroio)

Parada 5 (1969)

Mandando brasa no domingo, hoje nós iremos com o conjunto Parada 5. Esta postagem não é exatamente para atender pedidos, embora por inúmeras vezes já tenha sido solicitada. Resolvi postá-lo depois de confirmar que em outras fontes ‘a parada’ já secou ou anda, em termos de qualidade, bem abaixo do esperado. Assim, para botar os pingos nos ‘is’, aqui vai a versão TM.
Para os que não sabem, o grupo Parada 5 é uma dissidência do The Pop’s. Depois da saída do guitarrista J. César, em 1967, para formar o grupo Os Populares, no ano seguinte foi a vez de Sílvio, Valdir e Parada. Os três vieram a formar então o Parada 5, liderados obviamente pelo baterista, José Henrique Parada. O grupo gravou apenas dois discos pelo selo Caravelle. Interessante saber que nessa época haviam o The Pop’s, agora apenas com o Pipo, Os Populares do J. César e o Parada 5. Todos os três mantinham até então uma sonoridade semelhante e instrumental. O Parada 5 chegou a ter seu disco lançado na Argentina e era apadrinhado pelo cantor Paulo Sérgio. Na década de 70 o Parada 5 lançou seu segundo e último disco, este por sua vez não mais instrumental. Neste lp encontramos doze faixas instrumentais com temas de sucessos nacionais e internacionais variados. Em alguns aspectos e músicas, pessoalmente, acho que o grupo supera o The Pop’s. Muito bom, confiram… 😉

pout-pourri de sambas:
você passa eu acho graça / covarde / nêga do cabelo duro
pois é / eu não tenho onde morar / amélia
sertaneja
atrás do trio elétrico
storny
que pena
tema parada 5
nômade
sobe o céu de paris
la paloma
mustang cor de sangue
pout pourri internacional:
look for star / smile / fio de esperança
never my love

Vitório E Marieta – Showriso (1965)

Olá amigos cultos e ocultos! Já estamos a duas semanas nessa peleja do riso. Embora ainda tenhamos muito o que mostrar, irei dando uma pausa, vamos aos sortidos, que é para variar, não é mesmo?
Ainda fechando a semana, vou publicar mais um que já estava na boca do forno, prontinho para sair. Segue aqui a dupla Vitório e Marieta, alguém se lembra deles? Eu tenho uma vaga lembrança. Acho que os atores, Murilo de Amorim e Maria Teresa voltaram a interpretar o casal nos anos 70. O presente lp, faz parte da série, “Showriso”, lançada pela Odeon na primeira metade dos anos 60 e obviamente dedicado ao humor. Aqui temos o casal italiano, que pelas ‘peripécias’, mais parece de portugueses. O disco nos traz quatro quadros cômicos com textos de Irvando Luís. A curiosidade fica por conta da participação de Adoniran Barbosa, que aqui faz o papel do ‘Tio Giácomo’, o tio de Marieta. Interessante, confiram…

namoro, noivado e casamento
o álbum
vende-se uma casa
a fazenda do vitório

Kaquinho Big Dog – Tem Um Besta No Banquinho (2010)

Olá amigos cultos e ocultos! Chegamos finalmente na sexta feira, dia dos independentes aqui no Toque Musical. Fiquei aqui procurando algum disco de humor que fosse também uma produção independente. Embora existam muitos e até interessantes, não me passou nada melhor na cabeça do que postar algumas coisas do Kaquinho Big Dog. Eu descobri este artista logo que ele lançou seu primeiro cd na década de 90, através de um programa humorístico de rádio chamado “Acorda Pascoal”, em Belo Horizonte. Pensei que ainda tivesse aquele cd (que é independente), mas não o achei, daí resolvi criar esta coletânea com 30 músicas divertidíssimas, que inclui tanto o primeiro discos como alguns trabalhos posteriores. Aproveitando a única fotografia em boa qualidade do artista na rede, criei também essa capa para ilustrar nossa postagem. Como não encontrei o nome do fotógrafo, não coloquei o seu crédito na contracapa, coisa que eu sempre faço ao utilizar fotografias alheias (desculpe). Modéstia a parte, acho que ficou uma coletânea bem legal. O Kaquinho até que podia usar minha arte para um trabalho oficial, vocês não acham? 🙂
Ao montar esta coletânea, fui procurar algumas informações e fotografias sobre o artista e consequentemente acabei indo parar em seu site. Lá temos toda a sua trajetória artística recheada de vídeos, música e humor. Há inclusive, para se ouvir, versões acústicas de suas músicas, que eu pessoalmente acho até mais interessantes. Kaquinho é uma figura única. O seu humor é do tipo bem popular, mas inteligente. O cara tem boas sacadas e não há como ficar insensível ao humor em suas músicas. Ele também é ótimo em paródias. Confiram, porque vale boas gargalhadas. 😉
PS.: pode ser que algumas das músicas aqui relacionadas não tenha o nome original. Infelizmente elas não constavam nos meus arquivos, daí usei a suposição, hehehe…

melô do bebum
creuzinha
guraná paraguaio
rap da polícia
mo deuso
o mal da vaca louca
inamps
tô zerinho, zerinho
cumpadre osório
avon
nas profundezas dos quintos
preguiça
amor de ceasa
cosquinha na cacunda
pai toshiro
coiote sanguinário
gêmea do frankstein
assédio sexrural
no sus otro é bão
ataque epilético
transa moderna
aquele rapaz
paixão de gaucho
reagge do diabo que a carregue
rock rural
rudrigo procon
canarim
capô de fusca
a volta do bráulio

Carequinha No Parque Shanghai (1961)

Como eu havia prometido, aqui está o disco do palhaço Carequinha. Embora seja um álbum humorístico, é também um trabalho voltado para o público infantil. Infantil de 50 anos atrás, é bom lembrar. A meninada de hoje em dia está em outra… acho que não se interessam mais por coisas assim. Vale mais como uma recordação para aqueles que foram crianças naquela época.
Temos assim o famoso palhaço Carequinha, que encantou, provavelmente, umas três ou quatro gerações. Neste lp temos o palhaço interpretando, ao lado do Coral Infantil de Irany de Oliveira, com orquestração do maestro Pachequinho, doze canções de autoria de Getúlio Macedo e Hamilton Sbarra, cujo o tema é o parque de diversões. Mais especificamente o tradicional Parque Shangai do bairro da Penha, no Rio. Ele foi criado em 1919 e talvez tenha sido o primeiro parque temático com brinquedos no Brasil.

é diversão
carroussel
viagem a lua
trem fantasma
auto pista
chicote americano
bicho da seda
roda gigante
brinquedos infantis
montanha russa
chicote maluco
boa noite do parque shangai

Lúcio Mauro E Genival Lacerda – As Trapalhadas De Cazuza E Seu Barbalho (1970)

Olá amigos cultos e ocultos. Aqui vai mais um disquinho de humor para espantar um pouco o baixo astral. Temos para hoje o ator Lúcio Mauro fazendo dupla com o cantor Genival Lacerda. Vocês se lembram deles neste quadro humorístico na televisão? Pois eu não. E nem no teatro. Mas sei que eles interpretavam dois personagens, o nordestino pau de arara ‘Cazuza’ e o seu estressado patrão, ‘Seu Barbalho’. Aliás, outro personagem do Lúcio Mauro, igualzinho ao ‘Seu Barbalho’, era o ‘Fernandinho’, um marido cuja esposa o matava de vergonha na frente das visitas com seu shows de burrice. Desse eu lembro. Já “As atrapalhadas de Cazuza e Seu Barbalho” pode ter sido um quadro humorístico de algum programa daquela época. O disco aparentemente foi montado, trazendo alguns ‘esquetes’ da dupla, que vão se alternando nas faixas, com as músicas cantadas por Genival Lacerda. Os textos de humor são do radialista e compositor Luiz Queiroga. Os arranjos para as músicas são de José Menezes.

a ficha policial
seresteiro afobado
o bom daqui sou eu
a doença do cazuza
elas gostam de apanhar
rapaz direito
os quadros
prá mim, tu é loré
o carro enguiçado
o que é que tem lalá

Arrelia, Lamartine E Altamiro Carrilho – Ride Palhaço (1958)

Os discos de humor são mesmo muito divertidos, mas depois de ouvi-los umas três vezes, já não vemos mais tanta graça assim, principalmente se forem apenas de piadas. Por outro lado, aqueles que são de humor musical a gente acaba até aprendendo a letra e cantarolando sempre. Eis aí uma prova do poder da música, do quanto ela funciona como um veículo diluente, fortificante ou condutor. Através da música tudo toma um outro aspecto, se pode amplificar ou mesmo diluir uma ideia. Isso me fez lembrar do Pachecão, um professor de cursinho pré vestibular, que utilizava da música para fazer seus alunos decorarem a matéria. Ele adaptava os tópicos de estudos em melodias conhecidas, ou seja, ele criava versões tipo paródias, que todos cantavam e acabavam aprendendo. O método do professor eu acabei adotando e adaptando-o para resolver os meus problemas de memória imediata.
Bom, mas voltando ao que eu dizia (antes que eu esqueça), os discos de humor são mais duráveis em nossa mente, e no desejo dela, quando existe a música como base. Eu continuarei postando aqui essas curiosidades, sejam elas cantadas, faladas ou sussurradas. Mas, para que o toque continue sendo musical é preciso haver música. Daí, vamos alternando até mesmo no estilo de humor.
Eu havia separado para esta semana humorística, além do que já tivemos, outros álbuns, como os dos palhaços Carequinha e Arrelia. Embora esses discos caíssem melhor na semana do Dia das Crianças, também são trabalhos cheios de humor e de interesse para os amigos cultos e ocultos do blog.
Temos aqui então, este álbum super bacana, lançado pelo selo do caramujo em 1958. Trata-se, como se pode ver, no título e na capa, de um disco cujo o personagem principal é o palhaço Arrelia, figura que fez muitas crianças rirem e tantas outras chorarem, de mêdo de palhaço. Arrelia interpreta aqui doze músicas do grande Lamartine Babo. Este por sua vez, também participa do disco e quem os acompanha é Altamiro Carrilho e sua bandinha. Embora os elementos que fazem o lp sejam aparentemente circenses, as músicas são todas temas e sucessos de carnaval. E ao contrário do que eu imaginava, estão longe do senso de humor infantil. Confiram o toque…

ride palhaço
moleque indigesto
ahi, hein!?
história… do brasil
a… e… i… o… u…
linda morena
só dando com uma pedra nela…
isto é lá com santo antônio
babo… zeira…
chegou a hora da fogueira
boa bola
teu cabelo não nega

José Vasconcelos – Eu Sou O Espetáculo (1960)

Olá amigos cultos e ocultos! Não tem jeito, não há como eu fazer uma semana só, quando resolvo postar um gênero específico de disco. Uma semana acaba sendo muito pouco e como eu já havia preparado alguns títulos, não vou parar agora, né? Vamos levando no riso mais alguns dias, depois eu até entro no choro, na fossa e na bossa, ok?
Seguindo, vamos com outro comediante, José Vasconcelos, um dos mais famosos humoristas brasileiros dos anos 60 e 70. Hoje em dia ele anda completamente afastado da vida artística. ‘Pendurou as chuteiras’ e vive recolhido em sua casa, no interior paulista.
Este disco, lançado em 1960 pela Odeon, fez muito sucesso e vendeu horrores. Embora discos de humor e humoristas em discos não fosse uma novidade, a partir deste álbum as gravadoras passaram a dar mais atenção ao gênero. Foi o primeiro disco de humor com mais de 55 minutos e surpreendeu a todos pelo sucesso de vendas. Confiram…

Premeditando O Breque – A Voz Do Premê (1986)

Salve! Aproveito o momento de pausa familiar para fazer a postagem do dia. Hoje eu estou um pouco preguiçoso. Bem que eu gostaria de uma programação postal de pelo menos alguns dias. Deixar que alguém cuidasse das postagens. Eu queria alguma coisa parecida com a ideia este álbum promocional do conjunto paulista “Premeditando o Breque”, dedicado ao radialista. Conforme nos informa a capa e salienta a contracapa, são 2700 segundos de folga para o radialista programador ‘voar à vontade’. “A voz do Premê” é um disco cujo o roteiro foi criado pelo grupo em parceria com Tim Rescala. Trata-se da apresentação das músicas do disco oficial, “O melhor dos iguais” em formato de programa de rádio, onde o conjunto é entrevistado. Participam da comédia Tim Rescala, Arrigo Barnabé, Lulu Santos, Herbert Vianna e Renato Russo. Escuta aí… bobinho como o domingo…

Juca Chaves – Muito Vivo

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Antes de sair para a já tradicional Feira do Vinil e CDs Independentes, vou deixando pronta aqui a postagem do dia. A semana de humor ainda não fez cócegas o suficiente nos nossos ouvidos, por tanto, acho que vou dar sequência. Farei mais uma semana dedicada ao sorriso.
Para o sábado, estou trazendo mais uma vez o Juca Chaves. “Muito Vivo” é um disco que pela capa engana a gente. Parece ser gravado ao vivo, mas não é, o que acaba sendo melhor, afinal disco do Juca ao vivo é piada. Mas aqui, o que temos são 12 de suas mais famosas canções, sempre satirizando o cotidiano social, político ou artístico brasileiro. Não tenho certeza, nem vou verificar isso agora, mas algumas das faixas deste disco estão contidas também no álbum anterior que postei aqui no Toque Musical.
Deixa eu ir… já estou atrasado… até mais…

take me back to piauí
jeová, jeová
eu, o ignorante
contrabando de café
trenzinho elétrico
vou viver num arco íris
paris tropical
e no fundo ela era igual as outras
caixinha, obrigado
auto retrato
nasal sensual
chapéu de palha com peninha preta