Feliz Aniversário (1961)

Bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Hoje, dia 30 de junho estamos completando 4 anos de atividades. Como disse, não esperava chegar até aqui. Mas quando se conquista milhões de amigos, sejam eles cultos ou ocultos, não há como voltar atrás. Nos tornamos cativos, não só da ‘cachaça’, mas principalmente das pessoas a quem conquistamos. Como diz o Roberto Carlos, “são tantas as emoções”, hehehe… Felizmente estamos aqui e se o Toque Musical ainda existe é graças ao público que tem. Agradeço imensamente a todos e em especial àqueles que muito colaboraram para manter nosso estoque musical sempre em dia. Muito obrigado pela paciência, pela força e também os comentários. Esses, nunca devem faltar, pois é a melhor maneira de eu saber se não estou ou não no caminho certo.
De ontem para hoje eu acabei fazendo uma grande confusão com as postagens, daí, o dia de ontem ficou como se não tivesse tido postagem. Foi mais um vacilão meu. Cheguei tarde e cansado. Mas vamos colocando a casa em ordem. Os visitantes, convidados ou não, são sempre bem vindos. Vamos juntos soprar as quatro velinhas 😉
Para comemorar eu estou trazendo este disco, lançado pela Philips em 1961 (por coincidência, o ano em que eu nasci). Este álbum, por sinal, muito interessante, é um daqueles discos que antigamente se fazia específicamente para ser um presente de aniversário. Uma boa coletânea, com músicas temáticas, feito mesmo para marcar um momento. Temos nesta seleção musical apresentada por Aloysio de Oliveira, artistas (obviamente) do ‘cast’ da gravadora, figuras ilustres que todos nós, pelo menos por aqui, já conhecemos. A direção musical é do maestro Monteiro de Souza.
Se não me falha a memória, este álbum já foi usado também pelo Loronix em um de seus aniversários. Como a vela é de boa procedência, merece novamente ser acesa e soprada por todos nós. Vamos conferir?

happy birthday to you – aloysio de oliveira
festa de luz – lúcio alves
joãozinho e mariazinha – sônia delfino
coração só faz bater – doris monteiro
praia do janga – jackson do pandeiro
el relicario – rosita gonzales
a estrela da minha vida – francisco josé
trá lá lá lá lá – sylvia telles
sim e não – sasha distel
teu nome – eleonora diva
calla calla – os vocalistas modernos
happy birthday to you (final)) – aloysio de oliveira

Orquestra TV Sound – Temas De Novelas (1964)

Na sequência, aqui vai um compacto raro, que traz a trilha de abertura de uma antiga novela da TV Record, a trama “Renúncia”, de Roberto Freire, que na época fez muito sucesso. Contava com a estréia do galã, Francisco Cuoco, contracenando com a atriz Irina Greco (nunca mais ouvi falar dessa atriz).
A música tema era na verdade uma composição de Elmer Bernstein, chamada “Progress”, executada pela Orquestra TV Sound, da TV Record, tendo como arranjador e regente o maestro Ciro Pereira. Do outro lado do compacto, que é simples, temos outro tema, “Inspetor Burke” (Burke’s law), de Herschel Gilbert. Este aí fazia parte de algum seriado, suponho… não me lembro… não tenho nem cabeça para sair procurando informação. Desculpem, esgotei… Boa noite! Zzzz….

progress (tema de renúncia)
inspetor burke (tema de burke’s law)

Carlos Poyares – O Som Maravilhos da Flauta de Carlos Poyares (1973)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje o trem tá osso! Parece até uma conspiração para que a semana não seja assim tão especial. Embora eu tenha começado a preparar um mateiral para esses dias, acabei numa tremenda confusão, sem ter como realizá-lo a tempo. Fazer o quê?
O jeito é apelar para os arquivos de gaveta. E para não perdermos tempo, catei o primeiro que vi pronto. Pronto, taí, vamos de Carlos Poyares. Fica mais fácil para mim… Não preciso entrar muito em detalhes.
Carlos Poyares já é uma figura bem divulgada por aqui. Um dos nossos grandes flautistas brasileiros.
Neste álbum, com cheiro de rosas (cheira mesmo!), temos dois momentos clássicos da flauta brasileira, o choro e a valsa. Dois dos gêneros com os quais ele sempre trabalhou maravilhosamente bem. O repertório, não há o que comentar, ou talvez tenhamos muito o que falar. Por isso deixo com vocês. Desculpem, mas o sono e o cansaço estão me roubando a atenção. E hoje ainda falta o compacto!
amoroso
murmurando
saudades do rio
boliçoso
não posso mais
vou vivendo
eu sonhei que tu estavas tão linda
tardes de lindóia
turbilha de beijos
recordar é viver
vânia
por um beijo

Toque Musical – 4 anos!

Pela quarta vez estamos aqui soprando as velinhas. A cada ano que passa o fogo aumenta mais. Sempre que me aproximo do final de um ciclo desses, penso que já é hora de parar. Mas, devo confessar, isso aqui é uma cachaça! Além do mais, o que eu poderia fazer tendo tantos discos (e dos mais variados) à mão, somado aos que regurlarmente me são enviados pelos meus bons e fiéis amigos colaboradores e parceiros? Ficar amontoado em pilhas de discos, guardando tudo para mim? Isso não faz sentido. Coisas boas são feitas para compartilhar! Música é cultura! E se ainda nos sobra essa riqueza, vamos usufrui-la, antes que a burrice faça mais estragos. Viva a liberdade de comunicação, de comunhão e fraternidade musical!
Parabéns para todos nós que sabemos dar valor à nossa arte maior, a música! Salvemos o Brasil! Salvemos todos nós! Parabéns ao Toque Musical! É hoje!!!

Impacto – Compacto (1978)

Taí o compacto da noite, seguindo bem na linha do grupo Santa Cruz, que foi postado ainda a pouco. O Impacto, se não estou enganado, também fazia o circúito de bailes. Lançaram este compacto pelo selo internacional Atco Records, com produção do violonista e compositor pernambucano Marcus Vinicius, aquele que trabalhou com o Marcus Pereira e em seu selo gravou dois discos, “Trem dos condenados” e “Dédalus”. Obviamente, vocês verão, o grupo Impacto não tem nada a ver com a musicalidade do seu produtor. Trata-se apenas de um trabalho comercial, onde por acaso ele atuou. O nome ‘Impacto’ também nos remete ao grupo potiguar Impacto 5, que também atuou na cena pop dos anos 70. Eu não sei não, mas suspeito que talvez algum dos integrandes do Impacto 5 esteja por trás deste grupo.
No disquinho encontramos uma versão para “Dreamin’”, sucesso internacional nas rádios no começo dos anos 70, aqui chamado de “Sonho” e do outro lado, “Conselho de amigo”, hit a la jingles, que também tocou bastante nas rádios. Eu lembro e vocês? 🙂

sonho (dreamin’)
conselho de amigo

Santa Cruz – Sonhos (1981)

Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos. Queria fazer desta semana algo especial, mas devo confessar que meu tempo é aquela coisa que vocês todos já sabem curto e corrido. É nas brechas e pausas que o toque diário vai saindo. Queria ter feito uma programação mais interessante, apontando para alguns álbuns especiais que eu até já havia planejado, mas ainda não tive como dar aquele trato neles. Sendo assim, sem querer desfazer da qualidade dos que os substituem, estou trazendo outras curiosidades.
Hoje vamos como o grupo Santa Cruz, que eu só conhecia de nome e do ‘ouvi falar’, lá pelos anos 80. Me lembro de ter ouvido no rádio, em Sampa, na casa de um amigo, a música “A dança não pode parar”, do Renato Teixeira. Fiquei curioso com a interpretação, mas fiquei sem saber de quem se tratava. Passados mais de vinte e tantos anos vim a encontrar a música novamente. Aliás, não faz muito tempo que o disco caiu na minha mão.
O grupo se chama Santa Cruz. Para quem é de São Paulo, talvez o nome seja mais familiar, pois ao que parece, eles se formaram por lá. Ao que tudo indica também, trata-se de um conjunto de baile. Possivelmente já deve ter animado muito baile pelo interior paulista.
O disco “Sonhos” foi lançado pelo selo RCA, em 1980. Foi produzido pelo Osmar Zan, que além de um músico muito atuante no passado, foi também um pescador de talentos. Lançou muita gente por ai.
O Santa Cruz era formado por quatro rapazes, os quais constam com seus nomes na contracapa de maneira não muito convencional, ou despretenciosa. Todos na intimidade do primeiro nome e no diminutivo: Edinho, Tacilinho, Julinho e Chiquinho. Parece até nome de sobrinhos. Vai ver, o Mario Zan era o tio (hehehe…)
Mas  independente desse detalhe, os caras mandavam bem. Fazem aqui um trabalho profissional, mesmo que aparentemente sem grandes novidades ou expressão. Vale uma conferida, uma lembrança, quem sabe… 🙂

quantas são
cais do porto
primavera
a dança não pode parar
tema de santa cruz
só o amor constrói
sonhos
pelos caminhos da vida
esperanças

Elcio Alvarez E Sua Orquestra – Compacto Twist (196?)

Conforme o combinado, aqui vai agora o compacto. Temos aqui e mais uma vez no Toque Musical, o maestro, compositor, arranjador e produtor Elcio Alvarez, num compacto que eu acredito, seja de 1962. Não tive tempo de procurar a informação correta. Esqueci, inclusive, de incluir o selo da gravadora Cantagalo, por onde este compacto foi lançado. Mas não se preocupem, assim que eu tiver uma folga, coloco as coisas no lugar. Já estou aqui babando de sono, porém, vamos lá…
Repetindo o que já foi dito por mim anteriormente, Elcio esteve a frente (e por trás também) de muitos trabalhos e artistas durante os anos 50, 60 e 70. Era um dos mais requisitados arranjadores, um músico, pricipalmente de estúdio. Por ele passaram artistas dos mais variados estilos e talentos. Foi um importante maestro naquelas décadas.
Neste compacto duplo, ele nos apresenta quatro twists, o primo do rock, que naquela época era o furor da juventude. Um tipo de música que fez muito sucessso por aqui. Tivemos inclusive grande grupos como The Bells, The Jet Blacks, The Clevers e outros que não me lembro agora. No compacto temos um twist mais, digamos, ‘caretinnha’, dentro do agrado não apenas dos filhos, mas também com a aprovação dos pais. São quatro temas, naturalmente internacionais e bem conhecidos por quem viveu aquele tempo da Labretta sem saia e sonhava em ser um James Dean. Confiram aí, porque o sono bateu com força. Zzzz…

kissin’ twist
let’s twist again
the peppermint twist
pony time

Waldir Calmon E Sua Orquestra – Ritmos Do Caribe (1958)

Boa noite! Hoje meu dia foi lotadíssimo. Cheguei cansado, mas neste instante, ao abrir ‘a casa’, fiquei muito surpreso e feliz com tantos e-mails, mensagens e comentários. Ainda não tive tempo de ler todos, mas prometo respondê-los, senão, já o faço agora num simples, mas verdadeiro, muito obrigado. Ainda pelos próximos dias estarei repetido os meus agradecimentos e no dia 30 a gente sopra as quatro velas e come o bolo, de chocolate que é o mais gostoso :p~
Na semana de aniversário eu começo trazendo mais um disco do Waldir Calmon. Como todos já devem ter percebido eu gosto muito desse grande músico, que eu aprendi a gostar da época em que nos cinemas, antes do filme principal a gente assistia maravilhado as notícias esportivas no Canal 100. Tinha aquela música, “Na cadência do samba”, interpretada por Waldir Calmon e Sua Orquestra, que virou um clássico, sendo também conhecida como “Que bonito é”. Por sinal, o disco com esta música também já foi postado aqui no Toque Musical. 
Para a nossa segunda feira ficar quente, aqui vai um Waldir Calmon e sua orquestra, desfilando doze temas latinos, afrocubanos, ritmos do Caribe. Delícia este lp, tanto no seu conteúdo musical, como também na belíssima capa. Uma festa de ritmos que se apresenta a cada faixa. Tem calypso, bolero, mambo e cha-cha-cha e outras… Músicas para dançar, sozinho ou a dois. Para ouvir, agora ou depois (vixii…, até rimei!). Realmente, são temas clássicos que nos conhecemos, mesmo quando nem sabemos os seus nomes. Músicas que estão constantemente chegando aos nossos ouvidos, através do rádio, do cinema, da televisão e do nosso blog Toque Musical. E não é de hoje! Vamos conferir?
macarena
myna
calypso
el baile del pinguino
the banana boat song
concerto d’autunno
no me platiques
calculadora
el reloj
fantasia em mambo
harlem noturno
matilda, matilda

Jongo Trio – Compacto (1965)

Pois é, meus prezados amigos cultos e ocultos, segue agora o compacto de bônus ou, o toque extra para começarmos uma outra comemoração. Vejam vocês como uma coisa leva a outra. Falamos de Dick Farney Trio e vamos na sequência novamente com Toninho e Sabá, ao lado do pianista Cido Bianchi. Juntos eles formavam o Jogo Trio. O grupo foi formado em São Paulo, em 1965. Fizeram diversos shows, tocando no Teatro Arena, Paramount, na boate Cave e na TV com ‘Hélice’ Regina e Jair Rodrigues, no histórico programa “O Fino da Bossa”. Foi nele que surgiu a oportunidade do trio gravar um disco pelo selo gaúcho Farroupilha. Veio primeiro o compacto duplo, para anunciar a chegada do lp, que foi lançado naquele mesmo ano de 65.
Como eu dizia, uma coisa leva a outra e mais outra… Nesta semana o Toque Musical está também comemorando os seus 4 anos de vida. Sinceramente, eu não esperava chegar até aqui. Não que me falte munição. A verdade é que muita coisa aconteceu ao longo desse tempo, alegrias e também frustrações, ânimos e desânimos. Muita pressão, pouco tempo, mas acima de tudo um desejo incontrolável de tratar de um assunto que é uma das minhas paixões: a música, seus artistas e seus discos. Vejo que todo esse tempo não foi em vão, por isso mesmo ainda e cada vez mais rico fica este nosso Toque Musical. O administrador aqui, também ficou rico, mas não foi pedindo doações e nem alugando espaços para propaganda (na cara e ocultas). Eu me enriqueci foi conhecendo mais sobre a música brasileira. Foi tendo a honra de conhecer e ser reconhecido por esses artistas maravilhosos que em sua maioria sempre aprovaram a minha conduta. Foi levando alegria àqueles que por conta do progre$$o da indústria fonográfica se viram iludidos pelo brilho falso de uma coisa chama ‘compact disc’, que deixou para trás (ou passou  para os de fora) o momento mais importante da nossa música popular brasileira. Sucateados fomos todos nós, que a custa do anarquismo e de uma suposta ilegalidade, tivemos que recorrer ao uso da mesma tecnologia para recuperar um pouco a nossa dignidade musical. Vocês já pararam para pensar onde estaríamos se essa revolução do compartilhamento não tivesse existido? O que estariam produzindo os nossos novos artistas, sem referências ou influências históricas? Talvez estaríamos agora totalmente dominados por macaquices, tolices e outros lixos que ‘eles’ tentam nos vender como a nova música brasileira de qualidade (no máximo curiosidade!). O popular não precisa necessariamente ser pobre, copiado, obtuso e obsceno. É preciso que haja luz para iluminar o caminho dos que chegam e uma cultura musical descente, própria do nosso povo! Viva o Brasil, meu irmão!
Para finalizar a minha prosopopeia, irei nesta semana de aniversário fazer postagens como a de hoje, ou seja, um lp e em seguida um compacto. É o meu presente de aniversário 😉

feitinha pro poeta
seu chopin, desculpe
terra de ninguém
eternidade

Dick Farney Trio – 5 Anos De Jazz (1977)

Olá amigos cultos e ocultos! Passei, hoje, a manhã toda navegando na rede e por mais estranho que pareça, acabei me esquecendo da postagem. Só agora estou dando conta de que ainda não mandei o toque do dia, não bati o ponto. 🙂 Neste domingo, estou em sintonia como o jazz. Minha tarde foi regada à McCoy Tyner, Gil Evans e Dave Brubeck. Delícia total! Eis que agora, ao escolher o que iria postar, me lembrei do Dick Farney e seus memoráveis shows intimistas ao lado de Sabá e Toninho. Shows esses , diga-se de passagem, que eu nunca assisti, mas se tornaram memoráveis por conta do talento do trio e também porque foram gravados e ficaram registrados em discos, como este que estou trazendo aqui.
“5 Anos de Jazz” comemora o encontro desses três músicos que em 1972 se juntaram para fazerem o que mais gostavam, tocar jazz. Foram na época contratados pelo empresário da noite, Ricardo Amaral e passaram desde então a se apresentarem nesses shows para uma platéia seleta. Dessas apresentações, que eram sempre gravadas vieram, os discos. Lançaram um primeiro em 73 e em 77 veio este que comemora os cinco anos tocando juntos. Um disco que contempla justamente algumas das músicas que eu ouvia hoje à tarde. Brubeck na cabeça! Além de outros, também clássicos, mas poucos. O disco traz apenas seis faixas. Dá vontade de ouvir mais… 🙂 Confiram aí, pois eu no embalo, acho que vou mandar mais um. Um compacto para fecharmos bem a noite. Que tal? 😉

brandenburg gate
autumn leaves (les feuilles mortes)
we’ll be together again
besame mucho
three to get ready
our lover is here to stay

Garota de Ipanema – 123 Toques Musicais (2011)

Boa noite amigos cultos e ocultos! Como ainda estou em recuperação, entupido de antibiótico, fiquei proibido de fazer algumas das coisas que mais gosto num fim de semana prolongado como esse. Não posso beber e nem queimar meu chocolate. Daí, não vejo muita razão para sair, encontrar os outros amigos cultos e também os ‘revelados’. Vou seguindo bem maneirinho, fazendo extravagâncias em outros sentidos, como vocês verão (e ouvirão) daqui. Hoje eu passei o dia em overdose, mas não foi de remédio não. A turma aqui em casa é que o diga, tiveram que suportar quase oito horas ouvindo uma mesma música, “Garota de Ipanema”. Depois de hoje, fiquei proibido de tocá-la, pelo menos, até o fim do ano, que vem. Chapei todos por aqui, inclusive os vizinhos, mas esses não reclamaram (e nem podem, eu sou o síndico, hehehe…)
Pois é, resolvi fazer uma seleção de 123 versões de “Garota de Ipanema”. Sei que extrapolei, passei da dose e fui além. Recolhi as mais diferentes interpretações desta canção de Tom Jobim e Vinicius de Moraes. São gravações antigas e novas, realizadas aqui e também lá fora em diferentes cantos do mundo, como os mais diversos artistas e músicos. Alguns de vocês talvez venham a me perguntar a razão de um número tão inexato: 123. A explicação é simples, “Garota de Ipanema” deve ter mais de 500 versões gravadas pelo mundo, eu devo ter umas 250 (ou quase). Como não tive tempo para preparar cada uma delas, decidi parar em 123, que simboliza uma continuidade, uma sequência, a qual, por certo, eu não pretendo levar em frente (ufa!). Fiz isso apenas para mostrar a vocês como algumas músicas se tornam apaixonantes, vibrantes e prá lá de clássicas. Gosto disso, de colecioná-las. Aliás, são três as músicas pelas quais eu venho reunindo versões: “Garota de Ipanema”, “Caravan” e “Nature Boy” (adoro essas músicas).
Como ando com ‘doses’ na cabeça, vai aqui esta postagem em dose quíntupla! Para vocês passarem 123 dias ouvindo uma a uma por dia (se aguentarem, é claro!). Taí, a coletânea da semana. Olha que coisa mais linda…
A propósito, com 123 nomes diferentes, sinceramente, pelo menos por agora, não irei listá-las para vocês, mas podem ter certeza que aquela versão em particular que procuram está aqui.
A capinha , desta vez, não ficou muito no meu agrado, mas na contracapa há toda a relação dos intérpretes, ok? 😉

Zéluiz – Sinais (1980)

Taí, como eu havia dito, teremos uma sexta independente em dose dupla. Com essa tomação de remédios, fiquei com essa coisa de ‘doses’ na cabeça. Melhor seria se fosse umas doses de uma cachacinha de Salinas ou um Jim Beam, que ainda tenho estocado. 😉  Mas hoje, nem pensar…
Para a nossa segunda dose eu estou trazendo o cantor e compositor Zéluiz (Zé Luiz Mazziotti), que há pouco mais de um mês deu (e continua dando) um bom ‘ibope’. Como todos gostaram, achei por bem mandar mais um. 😉
“Sinais” é um álbum independente, lançado por Zéluiz em 1980. Neste trabalho ele interpreta além de suas canções, em parceria com Mily, Sérgio Natureza e Ana Terra, outras também de alto nível de compositores como Baden e Paulo Cesar Pinheiro, João Bosco e Aldir Blanc, Ivan Lins, Fátima Guedes, Joyce, Lourenço Baêta e Elodi. O álbum foi produzido pelo próprio Zéluiz. Os arranjos e regências ficam por conta de Gilson Peranzzetta e Antonio Adolfo. Participam também um time de grandes instrumentistas, os quais vocês poderão ouvir e verificar no encarte anexo do nosso ‘toque musical’. Vamos conferir?
(tem discos que quando eu posto, sei até quais serão os amigos cultos e ocultos irão se manifestar, interessante…)

mesa redonda
trilha sonora
menino de rua
meu bem querer
  horas de dor  
 amigos
sinais
pra você ver
presença
tanto que aprendi de amor
culpas e razões

Quatro Na Roda – EP (2011)

Boa tarde, meus amigos cultos e ocultos. Hoje eu estou ‘pianinho’ em casa, ou como dizem também, literalmente com as barbas de molho. Minha sinusite, para rimar, ainda persiste, vai e volta quando bem quer. Mas ontem eu fui ao médico e ele me passou uma bateria de remédio, até a Amoxilina! Cheguei a pensar que o bicho estava mesmo pegando para o meu lado. Comecei a medicação e por enquanto vamos indo… ‘no pianinho’. Tá melhorando… Aproveito que não posso mesmo sair de casa e vou fazer desta sexta independente uma dose dupla, para curar a minha cabeça e fazer a de vocês 😉
Começo com este EP enviado pela turma do Quatro na Roda, um grupo formado por talentosos músicos aqui de Belô. Uma moçada jovem que entrou de sola no que é a verdadeira música popular brasileira. Eles apresentam um repertório muito especial, dedicado principalmente o samba, choro, baião, marchinhas e outros gêneros típicos da nossa música. Conforme eles mesmos informam, o quarteto tem uma base instrumental formada por  violão de sete cordas, cavaquinho e percussão. Nos solos vão clarinete, flauta e de novo o cavaquinho, somado a tudo isso às vozes dos quatro: Juliana Perdigão, Cristiano Vianna, Du Macedo e Analu. 
Este é o primeiro trabalho gravado pelo grupo, buscando mostrar músicas produzidas no país desde os anos vinte, do século passado até os dias de hoje. Um trabalho bacana e de muita qualidade.
Para saber mais sobre o grupo, visitem a página deles no FaceBook.
boogie woogie na favela
conversa de samba
adeus américa
foi uma pedra que rolou
cem mil réis
depois que o ilê passar
patuscada de ghandi

Francisco Carlos – Interpreta Noel Rosa, Ary Barroso, Lamartine Babo E Custódio Mesquita (1956)

Olá amigos, cultos e ocultos! Nada como uma boa noite de sono para que a gente acorde animado. Eu naturalmente sou animado, mas quando tenho que enfrentar as dores, troco sem querer a animação pela irritação. Daí eu ponho um disco para tocar e a música vai aos poucos me acalmando. As dores ainda permanecem, mas eu vou me cuidando. Hoje até já consegui ripar mais uma bolacha e vou mandando ela aqui para vocês.
Temos assim, o cantor Francisco Carlos, um nome hoje esquecido, inclusive pelos seus contemporâneos. Nunca vi por aqui alguns dos senhores mencionar ou soliciar alguma música deste artista. Acho curioso, porque embora Francisco Carlos tenha abandonado a carreira em favor de outra arte, a pintura, nos anos 60, nas duas décadas anteriores ele era um grande astro, tanto como cantor como também como galã de filmes da Atlântida. Era conhecido como “El Broto”, por conta de seu grande sucesso, “Alô brotinho”. Também recebeu o título de “cantor namorado do Brasil”. Tinha mesmo uma pinta de galã. Nos anos 80 ele voltou ao mundo da música, mas os tempos eram outros, não conseguiu retomar a carreira.
Neste álbum, de 56, gravado pela RCA Victor (que eu considero como seu melhor disco), temos um desfile de oito sambas clássicos. Francisco Carlos interpreta músicas de Noel, Ary Barroso, Lamartine e Custódio Mesquita. Olha só…

feitio de oração
faceira
saia do meu caminho
o sol nasceu para todos
rancho fundo
morena boca de ouro
como os rios que correm pro mar
quando o samba acabou

Waldir Calmon – Música De Herivelto Martins (1955)

Boa noite para vocês, amigos cultos e ocultos! Devido a uma insistente e dolorosa sinusite estou hoje bem confuso, sem paciência e precisando de uma cama. Só mesmo por honra da firma é que estou aqui. Comecei uma postagem hoje, logo cedo, mas nesse mal estado acabei por não terminar. Fiz uma bagunça com os arquivos que aí eu preferi mudar o disco do dia. Troquei o Briamonte, num disco de samba, por este álbum do Waldir Calmon interpretando a música de Herivelto. Era o que eu já tinha pronto, além dos meus outros ‘discos de gaveta’ que só entram quando eu estou no aperto.
Vamos assim com o Waldir Calmon, que já é figurinha carimbada por aqui, mas que traz (e vale a pena conferir) a música de um dos nossos maiores compositores, Herivelto Martins.
Gente, vai conferindo aí, porque as minhas dores voltaram. Vou tomar uma Coristina e cair na cama. Até amanhã… 🙁

ave maria do morro
caminhemos
amigo
recusa
laurindo
edredon vermelho
culpe-me
sem ela

Jorge Goulart – Eu Sou O Samba (1960)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Na brecha do meu tumultuado dia, aproveito para fazer logo a postagem, antes que fique ainda mais tarde e eu sem disposição, acabe por não fazê-la. Estou numa sinusite brava, parece até aquelas ressacas de vinho Sulino. Não vejo a hora de chegar em casa, tomar um banho e cair na cama. Mas antes, vamos ao ‘post’ de hoje…
Olha só que beleza, um raro álbum do cantor Jorge Goulart. Talvez um de seus melhores discos, lançado pela RCA Victor em 1960. Um disco, obviamente, de samba e samba de primeira. Aqui encontramos Jorge Goulart interpretando um repertório com direito a três músicas de Zé Keti, entre elas o clássico “A voz do morro”, música que abre o disco e serviu de inspiração para o título do álbum. Mestres da composição como Ary Barroso, Mário Lago e Hervê Cordovil, também comparecem no disco. Chamo atenção para as faixas, “Meu samba”, de Lúcio Alves e Armando Louzada e “Brasília, capital da esperança”, de Cid Magalhães e Ivo Santos, música esta, feita em homeagem à então nova capital do Brasil.
Confiram aqui, em primeira mão, este álbum nota 10 😉

a voz do morro
não sou feliz
eu nasci no morro
meu samba
se o mal pensar, é pecado
brasília, capital da esperança
samba fantástico
joão cachaça
é luxo só
lamento de um sambista
é manhã no morro
o rei do samba

Gilson de Souza – Poeta De Rua (1979)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Neste mês o Toque Musical estará completando 4 anos de vida. Como já estamos na segunda quinzena é bom eu ir ajeitando a casa, anunciando a data e preparando para a festa. Afinal, o que falta agora é só convidar a todos. Vocês trazem os ‘comes e bebes’ que o presente quem dá sou eu, ao longo dos dias do próximo ano. Estamos conversado? 😉
Para começar a semana, vamos de samba. Vamos com o Gilson de Souza, lembram dele? Não? Poxa…que isso! Foi justamente com uma música, um samba chamado “Poxa” que Gilson decolou para o sucesso. Lançado em 1975, este samba valeu ao artista o troféu Impresa como revelação do ano e melhor música. A música se tornou bem popular, chegando a alcançar umas dezenas de interpretações e regravações. Dizem que até o Elton John já cantou essa música em um de seus shows (eu queria ver). Mas o sambista compositor não ficou só num sucesso, tem também aquela, “Orgulho de um sambista”, que foi cantada por Jair Rodrigues e outros artistas, que também gravaram a música. Pelo que eu li, Gilson continua na ativa, compondo, gravando e fazendo shows esporádicos. Trabalha como Conselheiro Fiscal da Sicam (Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais)
No álbum “Poeta de rua “, seu segundo disco lançado pelo selo Arlequim, em 1979, temos doze sambas, todos de sua autoria ou parceria. Um disco interessante, como músicas de um forte apelo popular. Embora eu não as conheça, imagino que algumas tenham tocado em rádios, principalmente paulistas, onde o artista é mais conhecido. Confiram o toque…

poeta de rua
povo amigo
onde você andou
força
pode parar
gisele
promessas desfeitas
euforia de um folião
samba de mestre
sonho dourado
gente falante
comparações

Caetano Veloso – Ao Vivo Em Santo Amaro 1987 (2011) REPOST

Bom dia a todos! Acabei de acordar e nem café eu ainda tomei. Vim direto para o computador preparar logo a minha postagem diária, antes que eu acabe caindo na enrolação, deixando tudo para o fim de noite. Não gosto não. Fico esgotado e acabo comprometendo o ritmo e a qualidade das postagens.
Hoje eu tenho para vocês um ‘bootleg’ interessante, Caetano Veloso ao violão, cantando em praça pública em sua cidade natal, Santo Amaro da Purificação, Bahia. A gravação, possivelmente extraída da mesa de som, foi feita em 1987. Não sei de detalhes sobre ela, mas pela que podemos ouvir, encontramos um Caetano muito a vontade, só ele e o violão, despreocupado até com a interpretação. Afinal ele não imaginaria que um dia esse registro ecoasse além das fronteiras do seu quintal. Não se trata de algo especial ou excepcional, mas é acima de tudo, Caetano Veloso. E eu gosto muito desse cara, podem crer!
Esta gravação me foi enviada pelo amigo Sergio Delfino há algumas semanas atrás. Estou postando agora, depois de ter dado um ‘trato’ no som e composto a tradicional capinha. Embora não seja um disco, como todos sabem, aqui no Toque Musical, coisas como essa, acabam virando edições exclusivas. Muitos já consideram o TM como uma editora de ‘bootlegs’. Mas é bom lembrar que aqui a coisa é feita com o sentido único de ser cultural. Por amor. Minhas ‘produções’ não são para vendas ou comércio de qualquer espécie. Minha intenção é compartilhar cultura, discussões musicais e preservação da produção fonográfica brasileira (principalmente aquela que vem se perdendo com o tempo e pela falta de interesse das gravadoras). Gosto também dessas gravações ao vivo. É quando a gente tem o artista ‘in natura’. Gosto disso…

menino deus
london, london
olhar 43
terra
fado – vaca profana
luz do sol
totalmente demais
sonhos
milagres do povo
cajuína – um índio
nosso estranho amor

Eu Ovo Uma Coletânea (2011)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Custei, mas cheguei. O dia hoje foi cheio e só agora  estou tendo tempo para a nossa postagem. Dia de sábado é assim, muitas festas pela cidade. Festas juninas, principalmente. Estou voltando de uma agora. Felizmente ainda temos tempo para marcar o ponto do dia. Vamos a ele…
No nosso encontro de sábado, que vem se tornando um dia para coletâneas, temos hoje como convidado o blog Eu Ovo, que gentilmente montou para nós uma seleta músical com o que há de mais expressivo no momento, no cenário da música produzida hoje no Brasil. Elcomenta: a lista que consegui reunir traz a nata da música popular brasileira, desde artistas consagrados como Naná Vasconcelos, Ná Ozzetti, Mônica Salmaso, Maciel Salú ou alguns artistas estreantes como Maíra Freitas, Felipe Cordeiro ou ainda bandas da nova cena musical como Caldo de Piaba, Nuda, Comunidade Azougue, Academia da Berlinda, Eta Carinae e ainda couberam dois lançamentos internacionais – pela importância dos artistas – como Shawn Lee e The Echocentrics, que tinham participações de brasileiros ilustres como Curumin e Tita Lima, respectivamente.
Pois é, uma seleção e tanto, trazendo nomes que só mesmo numa coletânea como esta seria possível ser publicado aqui no nosso Toque Musical. Ficou mesmo muito bacana a lista, que ainda, segundo o dono do ovo foi pensada não como uma simples coletânea, mas como uma programação musical de rádio, ou ainda uma discotecagem com trinta ‘tapes’ que fazem uma festa.
Vão nessa que o som aqui vale para todos os dias da semana. Um álbum duplo e dois compactos duplos, ainda querem mais? 😉 Preguicinha de escrever… copio e colo:

Academia da Berlinda – Fui humilhado
Caldo de Piaba – Lambada nova
Felipe Cordeiro – Legal e ilegal
Maciel Salú – Rabeca no merengue
Comunidade Azougue – Samba de graça
Nuda – Amarénenhuma
Naná Vasconcelos – Pra elas
João Brasil + Lovefoxxx – L.O.V.E. Banana
Burro Morto – Tocandira
Eta Carinae – Afrorregaton a brasileira
Tonho Crocco – Abre alas (o carro destemido)
Kiko Dinucci + Juçara Marçal + Thiago França – Oba Iná
Luísa Maita – Lero-lero (DJ Tudo remix)
Anelis Assumpção + Itamar – Mulher segundo meu pai
Gui Amabis + CéU – Swell
Sobrado 112 – Simérius Conan
Bonifrate – Esse trem não improvisa
Arnaldo Baptista – I don’t care
Violins – É como está
Criolo – Não existe amor em SP
Emicida + Mart’nália – Quero ver quarta-feira
The Echocentrics + Tita Lima – Mundo pequeno
Shawn Lee + Curumin – Não vacila
BiD + Jesse Royal + Karina Buhr – All faya
Silvério Pessoa – Faut de tout
Maíra Freitas – Maracatu nação do amor (april child)
Romulo Fróes – Onde foi que nunca vem
Ná Ozzetti – Meu quintal
Carlos Careqa + Ana Fridman – Estou cheio de arte
Mônica Salmaso – Samba erudito