Véu De Noiva – Trilha Original Da Novela (1969)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Entre tantos temas e trilhas postados aqui no Toque Musical, um disco que eu sempre pensei em postar foi este da trilha da novela da Rede Globo, “Véu de Noiva”. Da novela eu não me lembro, mas a sua trilha é inesquecível. Isso, para mim, se deve ao fato de que naqueles tempos as trilhas eram feitas exclusivamente para as novelas. Era um trabalho dedicado e primoroso, de identificação imediata com seus personagens ou ação. Para compor temas com esse conceito, só mesmo recrutando artistas e compositores talentosos. Embora eu não assista à novela, sei que as de hoje em dia, somente os temas de abertura são realmente valorizados, as vezes oficiais. As demais, acabam entrando na trilha por conveniência, jabás, oportuni$mo e outras incompetências, típicas das novas gerências, que de música não entendem nada.

Em “Véu de Noiva”, novela de Janet Clair, encontraremos um excelente exemplo de trilha sonora. Músicas perfeitas, valorizando os temas instrumentais. As músicas cantadas foram escolhidas a dedo, dentro de uma sintonia com o drama. Também, nessa época, quem estava por trás da produção era gente competente, era o Nelson Motta. Podemos encontrar aqui pérolas como “Teletema”, de Tibério Gaspar e Antonio Adolfo; “Tema de Luciano”, de Cesar Camargo Mariano (interpretada aqui por Luiz Eça); a belíssima “Azimuth”, de Marcos Valle e Novelli… Putz, só musicão! Segue a baixo a relação de todas elas. Quem ainda não ouviu essa trilha, não sabe o que está perdendo. Taí mais uma chance…
tema de luciano – luiz eça
tele tema (tema de amor) – regininha
azimuth (mil milhas) – apolo IV
gente humilde – márcia
depois da queda (tema de flor) – roberto menescal
irene – elis regina
andréa – joyce
azimuth (tema de marcelo) – apolo IV
teletema (tema de amor) – regininha e laércio
irene – wilson das neves
abertura – the youngsters
teletema (tema de amor) – claudio roditi

Vesperal Dançante Columbia Vol. 2 (1956)

Olha eu aqui de novo! Por essa ninguém esperava, não é mesmo? Pois é, acho que ainda há tempo de uma vesperal dançante. Sinceramente, não fiquei satisfeito… Resolvi incluir mais um disquinho da mesma safra. Temos aqui uma coletânea da gravadora Columbia, reunindo seis de seus artistas: Maranhão, Carlinhos, Ribamar, Luizinho, Indio e Nestor Campos. Essas gravações, certamente, foram extraídas de bolachas de 78 rpm e mais certo ainda, nunca vieram novamente à público. A série “Vesperal Dançante Columbia”, em três volumes, foi lançada em 1956. Estou atrás do volume 3, se alguém souber ou tiver para me enviar, eu agradeço. 🙂

sh-boom – maranhão
nós três – ribamar
refúgio – luizinho
contigo – carlinhos
juca – carlinhos
é tão gostoso, seu moço – maranhão
araponga – índio
as lavadeiras – nestro campos

K. Ximbinho E Seu Conjunto – Ritmo E Melodia (1956)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Tenho percebido o crescente número de blogs dedicados à música brasileira, em especial aos raros e antigos álbuns, como acontece aqui no Toque Musical. Isso é muito bacana. As pessoas estão descobrindo um sentido a mais para aqueles velhos discos do papai e do vovô. Aqueles tantos discos que até então ficavam restritos ao espaço familiar, vão ressucitando e através da tecnologia e seus recursos digitais, vão sendo aos pouco compartilhados com aqueles que acessam sua nova morada, um blog, por exemplo 🙂 Acho que foi mais ou menos assim que aconteceu comigo.

Para o nosso domingo, eu escolhi um disco do clarinetista potiguar Sebastião Barros, mais conhecido como K-Ximbinho. Este instrumentista (clarineta e sax) era também compositor, arranjador e maestro. Participou das principais orquestras de gafieira, como a Tabajara de Severino Araújo. Também flertou com o jazz, o que era natural, sendo ele um músico de orquestra. Fez diversos arranjos para discos e músicos de jazz, sendo, de uma certa forma, um inovador na fusão dos ritmos brasileiros (samba e choro) com o americano (jazz).
Neste álbum de dez polegada, lançado em 1956, temos K.Ximbinho e seu conjunto, em seu primeiro lp, desfilando oito temas entre ‘hits’ nacionais e internacionais. “Rock around the clock”, acredito, teve aqui a sua estréia, na primeira versão do que se tornaria um clássico do rock’n’roll.
Segundo um texto que li sobre o K.Ximbinho, a concepção das capas dos seus discos eram idealizadas pelo próprio. Ele também se preocupava com a apresentação do produto (o disco) e buscava uma semelhança com os discos americanos de jazz. Interessante também notar a sua preocupação com os músicos de seu conjunto. Na contracapa, ao invés de um texto sobre o disco, ou a relação das músicas, aparecem os nomes dos músicos: Leal Britto, Orlando Silveira, José Scarambone, Geraldo Miranda, Walter Rosa, Júlio Barbosa, Orlando Trinca, Jorge Marinho, Júlio Viñolas e Mário Godoy. Como se vê, uma turma da pesada 🙂
Este álbum já havia sido postado no Viniyl Maniac. E eu crente que estava trazendo alguma novidade (hehehe…). Mas tá valendo… Confira aqui ou lá, o que não pode é deixar passar 😉
jura
unchained melody
washer woman
love me or leave me
gosto que me enrosco
rock around the clock
i’d never forgive myself
murmurando

1 É Pouco 2 É Bom 33 É Demais – Favoritas Do Augusto Vol. 1 (2011)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Tenho em meu computador uma pastinha exclusiva, onde coloco as músicas que eu mais gosto. Vez por outra, carrego ela comigo, no Ipod ou no celular e ponho para tocar no modo aleatório. Como são centenas, quase milhares de músicas, elas nem sempre se repentem, ou se repente eu também acho ótimo, afinal são aquelas músicas que verdadeiramente me tocam. As favoritas do Augusto 😉

Foi desta pasta que eu separei 33 músicas, que trazem em comum o fato de serem ótimas numa roda de violão. Basta apenas que todos na roda estejam na mesma sintonia.
Procurei selecionar um repertório variado, com canções a partir dos anos 70. Alguns artistas se repente, como é o caso do Fagner e do Péricles Cavalcanti, que aqui aparecem em mais de duas músicas. Tem certos artistas e discos que são como Bis, não dá para ficar só em um. Incluí também, na faixa final, a música “Goodbye”, de Paul McCartney, num belíssimo ‘cover’ da melhor banda ‘cover’ dos Beatles de todos os tempos, a Sgt Peppers Band, uai! 🙂
Segue assim a minha coletânea especial, que vale por um álbum triplo. Espero que a seleção despretensiosa agrade aos gregos e aos troianos. E que sirva de luz para os ‘Zé Viola’ espalhados por esse Brasil.
terral – ednardo
cretina – tom e dito
povo da montanha – sirlan
canção da américa – 14 bis
lenha – zeca baleiro
elegia – péricles cavalcanti
cabras pastando – sergio sampaio
enrosca – guilherme lamounier
serenou na madrugada – fagner
taxi lunar – geraldo azevedo
travessia – milton nascimento
canteiros – fagner
pó da estrada – sá, rodrix e guarabyra
telhados de paris – nei lisboa
pavão misterioso – ednardo
blues da passagem – péricles cavalcanti
artemanhas de lourenço, filho de serafim – rui maurity
filho único – erasmo carlos
artigo 26 – ednardo
tudo sobre eva – péricles cavalcanti
o vento, a chuva, o teu olhar – 14 bis
voarás – déo lopes
viajante – fábio
poesseu, poessua (pérnalas) – péricles cavalcanti
a palo seco – ednardo
marimbondo – sá e guarabyra
telegrama – zeca baleiro
odeio música – péricles cavalcanti
penedo – alberto rosenblit e mário adnet
a massa – raimundo sodré
coração de maça – sá e guarabyra
fim do dia – nei lisboa
goodbye – sgt. peppers band

Cid Ornellas – Caçador de Lua (1988)

Olá amigos cultos e ocultos! Chegamos a mais uma sexta feira dedicada à música/artista independente. Aproveito a ocasião para, novamente, convidar e avisar à esses artistas que o espaço do blog continua aberto para a divulgação de seus trabalhos. Vez por outra me chagam links e discos de artistas independentes, mas se a solicitação não partir do próprio artista e prefiro não postar. Por outra, as vezes aparecem por aqui coisas que ultrapassam os limites do bom senso, do curioso e daquilo que merece, pelo menos, ser escutado com outros olhos. Se for um trabalho com qualidade, mesmo que simples, solo, acústico ou à capela, tudo bem, o importante é que tenha uma alma musical, artística e seja original. Em virtude dessa situação, tenho pensado em não mais manter as sextas feiras com exclusivas para os independentes. Teremos também os títulos convencionais quando não houver um independente à mão.

Hoje iremos com o músico mineiro, Cid Ornellas, irmão do saxofonista Nivaldo Ornellas. Cid é um músico de formação acadêmica. Seu instrumento é o violoncelo, mas neste disco ele também toca violão, canta, faz arranjos e orquestração. “Caçador de lua” é um disco de música popular e as composições são todas do próprio Cid, ou em parceria. Ele vem acompanhado por uma turma de excelentes músicos e convidados, tudo mineirinho, como manda o figurino. O álbum foi gravado na Bemol, aos cuidados do Dirceu Cheib. Não precisa dizer mais nada, não é mesmo? Melhor é conferir… 😉
bente altas
joão rosa
pele de índio
respiração natural
o arquiteto
minaõ caçador de lua
sonho brasileiro
lindinha
neons

Paulo André Barata – Nativo (1978)

Boa noite! Hoje eu fiquei na dúvida do que deveria postar. A ideia era permanecer publicando velhos álbuns de 10 polegadas, mas os que eu quero apresentar ainda precisam de uns tratos, melhorando ou pelo menos eliminando um pouco os estalos e chiados do áudio. Enquanto essa ‘limpeza’ vai sendo feita, o jeito é apelar para os ‘álbuns de gaveta’, ou aqueles que já não são uma novidade na blogosfera.

Dessa feita, hoje vamos com o cantor e compositor Paulo André Barata, um dos nomes mais respeitados da música paraense. Em 1976 a cantora Fafá de Belém fez sua estréia em disco com o álbum “Tamba Tajá”, o qual trazia várias músicas de Paulo André. No ano seguinte, em seu segundo disco, ela continuaria gravando músicas do compositor. Através do sucesso alcançado por Fafá, consequentemente o compositor também passou a ser reconhecido nacionalmente. Em 1978, Paulo André Barata viria a lançar “Nativo”, seu primeiro lp. Este álbum é uma jóia, muito bem recebido pela crítica. Um belíssimo trabalho onde ele conta com a participação de amigos ilustres, começando pela própria Fafá de Belém, Sivuca, Márcio Montarroyos, Copinha, Jamil Jones e muitos outros… As compositções são todas de Paulo André e parcerias, sendo a maioria feita com seu pai, outro grande nome da música popular paraense, Ruy Barata. Os arranjos e regências são do Maestro José Briamonte.
pacará
pauapixuna
marujada
nativo
este rio é minha rua
carta noturna
indauê tupan
enchente amazônica
mesa de bar
garras e guitarras
baiuca’s bar
bela fatal

Orlando Silva – Pixinguinha E Sua Orquestra Diabos Do Céu (1985)

Boa tarde amigos cultos e ocultos! Eu não me esqueci das últimas solicitações de alguns de vocês. Não se preocupem, pois assim que eu tiver um tempinho (o que não vai demorar), atenderei a todos, ok? Infelizmente, nesses últimos dias andei meio agarrado de serviço, mas na semana que vem, acho, vai dar uma aliviada.
Apesar da correria, não deixo a peteca cair. Mantendo sempre a tradição, aqui vai mais uma inédita raridade, Orlando Silva e Pixinguinha, em gravações raríssimas, lançadas em 33 rpm pela primeira vez em 1985. São registros da década de 30, de Orlando Silva acompanhado na maioria das vezes pela Orquestra Diabos do Céu, de Pixinguinha. Registros que até então nunca chegaram a ser relançados. Por iniciativa da Rádio América de Belo Horizonte e produtores associados, um grupo de fãs, colecionadores e radialistas resgataram essas músicas, lançando-as em uma produção quase independente e de tiragem limitada. Mesmo após esse ‘relançamento’ essas gravações ainda continuam raras. Tenho quase a certeza de que nunca mais vieram a ser ‘tocadas’, relançadas em formato cd. Só mesmo aqui, num blog como o Toque Musical, isso poderia acontecer. Não deixem de conferir 😉

não pretendo mais amar
primeira mulher
céu moreno
não foi por amor
cancioneiro
tenho amizade a você
quem pela vida passou
cidade do arranha céu
amar uma mulher
mulher fingida
dom quizote
ponto de interrogação

Orquestra Sinfônica Municipal De Campinas – Geração Do Século XXI (1982)

Olá, amigos cultos e ocultos! Chegamos à mais uma terça feira erudita, um dia dedicado à música clássica e seus derivados 🙂 Em especial, eu trago então um disco raro, que poucos devem conhecer, mesmo os amigos mais eruditos. Trata-se de duas belíssimas peças escritas por Omar Fontana, empresário da aviação, dono da extinta Transbrasil. O cara, além de empresário e piloto comercial tinha lá seus caprichos musicais, era um pianista e compositor. Mas nesse campo da música, seu projeto levantou vôo graças a experiência e o talento de um mestre, Rogério Duprat. Fontana apresentou à Duprat as composições e deixou que o compositor e arranjador tivesse total liberdade em seu esboço, criando o que lhe viesse à cabeça, porém com a condição de que o resultado pudesse ser tocado e gravado por uma orquestra sinfônica. Rogério Duprat assumiu a parceira de bom grato e tomando as composições de Omar Fontana como base, criou dois impecáveis poemas sinfônicos. Uma celebração ao novo milênio que estava para chegar.Escolheram uma excelente orquestra, a Sinfônica Municipal de Campinas, tendo como regente o Benito Juarez. Ensaiaram bastante e nos dias 02 e 03 de julho de 1982, gravaram ao vivo, no Teatro Interno do Centro de Convivência de Campinas, este disco de tiragem limitada. Conforme informa na contracapa, uma iniciativa cultural da “Transbrasil”.

Não deixem de conferir. Muito legal 🙂

poema sinfônico à geração do século XXI
as quatro estações irmãs

Ninho da Serpente – Trilha Original Da Novela (1982)

Boa noite! Antes que o horário de verão leve o resto do dia, deixa eu fazer aqui a postagem de hoje. Ainda naquela preguiça , vou ser breve…
Temos aqui a trilha sonora da novela da Band, “Ninho da Serpente”. Alguém aí assistiu? Provavelmente muito poucos. Lembrar então, nem se fala… Mas a trilha, essa sim, todo mundo sabe. Composta, em sua maioria, por gravações de sucesso pinçadas dos arquivos da Polygram. Nada muito original, mas vale a pena ouvir (de novo) Chico Buarque, Gal Costa, Elis, Fafá de Belém… e por aí a fora.
Pronto, cumprida a tarefa! Não muito boa, não muito ruim… perfeita para uma segunda feira ‘lombada’.

atrás da porta – elis riegina
outra vez – emilio santiago
vida – chico buarque
baby – gal costa
como é grande o meu amor por você – claudette soares
tudo mudou – chico da silva
bilhete – fafá de belém
as rosas não falam – emilio santiago
chuvas de verão – caetano veloso
pra não dizer que não falei de flores – jair rodrigues
as aparências enganam – tunai
maior desejo – wando

Coral do Colégio Arte E Instrução – Alvorada De Vozes (1964)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Nos últimos dias eu tenho andado meio desmotivado com o blog. Não é por qualquer motivo específico, apenas uma onda, creio eu. Percebo que se eu não fizer logo pela manhã a bendita postagem, acabo, no resto do dia ficando assim… Hoje então, que é domingo, nem se fala. Só partindo mesmo para o ‘chocolate’. Mas vamos ao que é esperado, o disco do dia.

Nos anos 60 e 70 era muito comum vermos (e ouvirmos) por aí discos de grupos vocais e corais formados em instituições de ensino. Parece que naqueles tempos havia uma preocupação maior com o ensino e a prática musical. Em qualquer escola, mesmo a mais simples, o estudante tinha uma noção básica do que é a música. Aprendia pelo menos a conhecer as notas musicais. Hoje não é bem assim. Talvez, por isso mesmo é que eu acho interessante postar esses discos, na pior das hipóteses pela curiosidade. Há sempre alguma surpresa…
Temos então este trabalho lançado no início dos anos 60 pelo grupo coral do Colégio Arte e Educação, uma tradicional entidade de ensino técnico, fundada no Rio de Janeiro. Me parece que esta escola já não existe mais. Um bom motivo para que a gente puxe aqui pela memória, não é mesmo? Certamente deve passar por aqui alguém que um dia estudou nessa escola. Talvez até algum dos integrantes do disco.
Por falar no disco, o álbum traz um repertório bem variado, contemplando a música nacional e a estrangeira. Temas populares e de sucesso da época garantem a simpatia e a aprovação de quem escuta. Os arranjos são bons, principalmente os instrumentais (por favor, não entendam essa observação como uma ironia), pois dão aos vocais um complemento importante, valorizando ainda mais a música. Confiram aí… Eu de cá vou de Tim Maia… “eu só quero chocolate…”
i could have danced all night
canção do exôdo
it had to be you
ave maria do morro
os peixinhos do mar
over the rainbow
chica da silva
the green leaves of summer
lisboa antiga
caterine
aquarela do brasil
blue tail fly

Coletânea Trash Total (2011)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Cruzando as palavras, blogs e músicas, hoje nós teremos uma seleção especial e exclusiva, feita pelo amigo Chico, do blog Sanduiche Musical. Ele criou, com direito a capa e tudo mais, uma coletânea com ‘hits’ bem populares, conhecidos também como bregas e para ele ‘trash total’. Esta não é a primeira vez que postamos aqui uma seleta relação coomo esta. Quem ainda não ouviu a coletânea “Beleza Pura“, não sabe o que está perdendo. Disco feito para aquelas festas onde tudo acaba na ‘zuação’. “Trash Total” também tem essa mesma proposta, uma série de músicas feitas para alegra a festa. Hoje é sábado, dia de agito dessa natureza. Taí um ‘disquinho’ ótimo para fim de festa, quando todo mundo já está mesmo calibrado e enfrenta na boa qualquer pagação de mico. Vamos nessa…

festa dos insetos – gilliard
vem fazer glu glu – sérgio mallandro
dorival o lobo mal – nahin
amante profissional – erva doce
vamos dançar o bambolê – trio los angels
40 grados – los angeles
melô do pata pata
é bom para a moral – rita cadillac
a dança do tiro liro – roberto leal
fuscão preto – magazine
massagem for men – sharon
ligeiramente grávida – o espirito da coisa
tia regina – absyntho
ela não gosta de mim – dominó
isso é tremendo – tremendo
meu gatinho – sol
maldito dinheiro – eduardo dusek
comer comer – brazilian genghin khan
saudades – odair josé
prenda o tadeu – clemilda e sandro becker
rock do jegue – genival lacerda

Junia Horta – Espaços (1981)

Bom dia a todos! Eu havia digitalizado alguns discos de artistas mineiros, independentes para um amigo. Indiquei a ele o Mediafire como suporte de armazenamento de seus arquivos. Mas acho que o cara deixou a ‘torneira’ aberta, pois percebo que agora que esses mesmos arquivos estão a deriva, espalhados pela rede e o coitado nem deve ter se dado conta disso. Lá vou eu então resgatando os independentes perdidos. Deixa eu trazê-los para o lugar certo. De volta a fonte, com direito a uma nova filtragem.

Entre os tantos que vou encontrando, para hoje temos este belíssimo trabalho da Júnia Horta, “Espaços”, disco independente lançado em 1981. Há uns dois anos atrás eu postei aqui um outro disco dela e até pensei que fosse o primeiro, o trabalho era de 83. Como eu não conheço nenhum outro álbum da artista, na dedução, imagino que o primeiro foi este que agora apresento.
Na mesma linha de “Não me lembre demais e nem me esqueça“. “Espaços” é um trabalho muito consistente e agradável. Todas as músicas são de Júnia, algumas em parceria. Ela conta neste lp com a participação e a força de muita gente boa. Figuras como o primo Toninho Horta, Aécio Flávio, Marco Antonio Araújo e Jane Duboc não deixam de ser destaque na produção e gravação deste disco. O álbum foi gravado, parte em Belo Horizonte, pelo Dirceu Cheib e outra no Rio de Janeiro, pelo Ed Lincoln. A capa, por sinal, muito bonita (se o álbum estiver novo!) traz uma gravura da artista plástica mineira Miúra Bellavinha. As duas faixas instrumentais, “Espaços” e “Sinais da pedra” foram compostas para a trilha sonora do filme “Sinais da Pedra, de Paulo Augusto Gomes. Taí uma boa pedida para a sexta independente 😉
tartaruga voou
nave estrela
pois sim, pois é
visita
espaços
quem dera
as irmãs
estrela escondida
e agora?
valsa do juca
sinais da pedra

Ases do Ritmo – Ritmo Do Brasil (1959)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Olha eu aqui fazendo mais uma confusão. Depois de mais de mil títulos publicados no Toque Musical até eu faço, as vezes, confusão com o que já foi ou não postado. Eu tinha certo de que o álbum de hoje, este aqui, era uma rara novidade. Me enganei… Na verdade fui enganado pela capa. Este ‘long play’ eu já o havia postado, a coisa de uns dois anos atrás. A diferença foi mesmo a capa. Em fevereiro de 2009 eu trouxe para vocês o primeiro disco brasileiro gravado em estéreo. Um marco na história da indústria fonográfica e também um belíssimo disco, dos mais bem gravados até hoje. Uma raridade disputada a tapas por qualquer colecionador (o que eu dei de porrada para conseguir esse disco, não está no gibi). Agora, sem ter percebido antes, ele está de volta e não é como repostagem não. O exemplar que temos aqui é diferente em dois pontos: na capa e na gravação monatural. Mesmo sem ter a confirmação, eu acredito que este álbum tenha sido lançado posterior ao estéreo. Pela capa e estilo é bem provável que ele seja do ano seguinte, 59 ou no máximo 1960. Vou considerar como sendo de 1959 até segunda ordem (fala Samuel, cadê você?).

Se fosse um outro lp, eu talvez tivesse logo mudado a postagem, mas em se tratando de um discaço como este, vale a pena ver e ouvir de novo! Tenho certeza que para muitos este álbum passou batido. Tá na hora de conferir…
falsa baiana
lamento
baião
chega de saudade
os quindins de yaya
1 X 0
se acaso você chegasse
atira a primeira pedra
kalú
cai, cai…
copacabana
andré de sapato novo

Conjunto Melódico Norberto Baldauf – Week End No Rio Nº 2 (1958)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Esse tal de horário de verão é mesmo um saco! Eu que vivo correndo do atraso, nessa época fica pior. Vou aproveitar a pausa antes de ir dormir e mandar logo a postagem do dia.

Temos aqui o Conjnto Norberto Baldauf no segundo álbum de “Week End No Rio”. Eu estava certo de que já havia postado o primeiro. Comecei de trás pra frente, mas não tem nada não. A gente ainda chega no primeiro, é só esperar 😉 Neste disco, feito para dançar, como já indica o selinhho logo a baixo na capa, encontramos uma salada musical bastante variada, entre ritmos nacionais e internacionais. O lado A é um grande ‘medley’, sem pausa para os dançarinos. Do outro lado temos seis temas, desta vez, separados, mas também dançantes. Zzzz…
Desculpem, mas eu hoje cheguei no meu limite. Vamos conversando sobre o disco no comentários, ok? Até amanhã!
tu
sueño azul
sabra dios
el humanuaqueño
vou vender meu barco
se todos fossem iguais a você
mama look a boo boo
é luxo só
já vai
the continental
el reloj
around the world
an affair to remember
porque você casou
por causa de você

João Pedro Borges – Interpreta… (1983)

Bom tarde! Tenho percebido que o índice de audiência começou a cair nas terças feiras. Seria por conta da programação voltada para os clássicos e eruditos? Talvez eu devesse estabelecer aqui uma outra em substituição. Quem sabe uma terça feira dedicada aos (mais) populares? Pelo visto, eu tenho recebido mais amigos ocultos do que cultos. Ou, por outra, mais passantes que pensantes. Nesse país de banguelas todo mundo só quer sopa. Pois é, mas aqui a coisa é na base da rapadura, é doce mas não é mole não! Continuo na peleja… catequizando…

Hoje eu tenho, para os que querem, mais um erudito. Dessa vez, um pouco mais agradável aos olhos e ouvidos da maioria. Vamos de violão, afinal este é um instrumento, por aqui, com melhor aceitação. Seja lá que tipo de música for, ao som das cordas de um pinho não há quem não se encante (e cante). Assim, para o remédio descer melhor eu dou uma adoçada, ok?
Temos aqui o instrumentista maranhense João Pedro Borges, um dos maiores violonistas brasileiros, um artista premiado e reconhecido internacionalmente. João Pedro iniciou seus estudos de violão clássico com outro maranhense, o professor Luís Almeida. Mudou-se para o Rio de Janeiro em 1970 onde continuou seus estudos com outros mestres do violão, Jodacil Damaceno, Ian Guest e Turíbio Santos. Com este último fez cursos de técnica e interpretação e também se tornou um grande parceiro. De lá pra cá, o nome de João Pedro Borges só foi crescendo, se destacando como músico concertista nos principais teatros brasileiros e também estrangeiros. Integrou a Camerata Carioca, foi solista em diversas orquestras, tocou ao lado de outros grandes do violão como Baden Powell, Léo Brouwer e Turíbio Santos. Um músico que atua tanto no campo do erudito como no popular, quer dizer, no choro 🙂 Basta ver discos como “Choros do Brasil”, “Valsas e Choros” e “Brasil-Violão” em duo com Turíbio Santos; “Tributo a Jacob do Bandolim”, “Vivaldi e Pixinguinha” com a Camerata Carioca e Radamés Gnatalli; “Mistura e Manda”, com Paulo Moura; “Melodias Populares de Villa-Lobos” com Turíbio Santos, Arthur Moreira Lima, José Botelho e Paulo Moura; gravou a “Cantilena” das “Bachianas Brasileiras No 5” com o tenor Aldo Baldin; “Melodias Populares de Heitor Villa-Lobos” com o soprano Leila Guimarães; e “Noites Cariocas” ao lado dos grandes do choro, gravado ao vivo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, num espetáculo do qual foi o Diretor Musical.
O álbum que eu apresento hoje a vocês foi o segundo disco solo gravado por João Pedro Borges. Lançado pela Kuarup em 1983, o disco nos traz as magnificas interpretações do vilonista para obras de Domenico Cimarosa, Fernando Sor, Mauro Giuliani, Gaspar Sanz, Isaac Albéniz e Enrique Granados. Quem aprecia violão, com certeza, conhece bem esses nomes e se não ouviu o disco é ainda mais certo de que vai gostar. Confiram daí, que eu de cá já vou indo…

domenico cimarosa
sonata em ré menor
sonata em lá maior
sonata em si menor
(transcrições para o violão de julian bream)
fernando sor
allegro non troppo
minueto (da sonata nº2 opus 25)
mauro giuliani
allegro (da sonata opus 15)
gaspar sanz
cenários
zarabanda
la caballeria de nápoles
isaac albéniz
mallorca (transcrição para violão de andrés segóvia)
enrique granados
dança espanhola nº 10 (triste) (transcrição de turíbio santos)
la maja de goya (tonadilla) (transcrição de miguel llobet)

Salário Mínimo – Trilha Original Da Novela (1978)

Bom dia amigos cultos e ocultos! Começamos a segunda feira com o Salário Mínimo, mas garanto que até o fim de semana seremos os donos da empresa! Isso aqui, no Toque Musical, é claro!

Hoje é dia de trilha e aqui vou eu com outra de novela. Essa é outra que eu também não me lembrava, mas as músicas, com certeza, são inesquecíveis, na maioria. “Salário Mínimo” foi uma novela da Rede Tupi, em seu último fôlego. Escrita por Chico de Assis e dirigida por Antônio Abujamra. Foi ao ar no final de 1978. Nessa altura a Globo já tinha tomado o poder e formatado as telenovelas de uma tal maneira que não tinha muito para as outras emissoras. Só sobrou mesmo o salário mínimo. Este, por sinal, até hoje, continua uma novela…
Mas, peraí, do que é mesmo que eu estou falando? Que confusão, melhor eu me ater às músicas do disco. Como disse, o salário é mínimo, mas a trilha é boa. Além de alguns medalhões e sucessos populares inquestionáveis, temos também raros e curiosos momentos que a gente só vê e ouve em coletâneas ou trilhas como esta. Um bom exemplo é a faixa “Baião Collection”, uma espécie de ‘pot pourri’ do baião interpretado pelo cantor Fernando Mendes (aquele da ‘menina da cadeira de rodas), com participação de Luiz Gonzaga. O interessante nessa gravação é o arranjo moderninho, com guitarra e uma levada que parede assustar ao velho Lua. Num certo momento da música ele até brinca dizendo: “olha onde foi o meu baião… isso é discoteca… eu conheço isso aí…” E era mesmo, era o tempo da ‘dance music’ e se não dava para distorcer totalmente o baião, pelo menos no nome, “Baião Collection”(o ‘collection’ era um termo comum naquela época das discotecas). Outro encontro feliz é a faixa “Calçadas”, interpretada pelo Wilson Miranda, com participação do Paulo César Pinheiro. Tem também um Tom Zé em “Amor de estrada”, Marcelo cantando “Um sonho” de Gil, Marília Medalha em “Iceberg”, de Sueli Costa e Aldir Blanc, o impagável Sidney Magal e seu sucesso “Tenho”… É, tem muita música interessante, não deixem de conferir. 😉
então vale a pena – simone
sampa – caetano veloso
inconveniencia – lula carvalho
iceberg – marilia medalha
vida norturna – zizi possi
calçadas – wilson miranda e paulo cesar pinheiro
tico tico no fubá- waldir azevedo
tenho – sidney magal
baião collection – fernando mendes e luiz gonzaga
pode chegar – peninha
um sonho – marcelo
de vez em quanto – elizabeth
amor de estrada – tom zé
ai que filosofia – neuber

Zaccarias E Sua Orquestra – O Samba De Black Tie (1956)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! O dia de hoje esteve bem preguiçoso, pelo menos para mim. Sinceramente, se não fosse esse meu compromisso obsessivo com o blog, eu hoje nem ligava o computador.

Mas vamos lá… Hoje eu tenho aqui um diquinho de dez polegas que só pela capa já vale. Ótima, vocês não acham? Felizmente, não fica só nisso. É um disco de samba, porém revestido numa linguagem orquestral, mais a gosto da granfinagem. Hehehe…
Temos aqui o Maestro Zaccarias e Sua Orquestra, pela RCA Victor, comandando a festa num desfile de sete clássicos do samba e um choro, de Chiquinha Gonzaga.
Desculpem, mas eu estou num sono bravo. As ideias se misturam… fico por aqui…
agora é cinza
feitio de oração
canta brasil
último desejo
peladinho
favela
gaúcho
rancho fundo

Rosa Maria, Filó, Márcia, Lazzo – Antes Do Sucesso… (1983)

Olás! Hoje é mais um dia daqueles… muita coisa para fazer e pouco tempo para resolver.

Eu queria ter preparado uma seleção especial para vocês, mas, realmente, não deu mesmo. Felizmente eu já tinha engatilhado o ‘plano B’ e é com ele que nós vamos hoje, ok?
Temos aqui um álbum promocional do selo Pointer, uma editora criada pelo empresário gaúcho, José Maurício Machline, que lançou nos anos 80 uma série de discos interessantes com um variado e seleto grupo de artistas da música popular brasileira. Entre esses artistas aparecem quatro nomes distintos: Márcia, Filó Machado, Rosa Maria e Lazzo Matumbi. Juntos eles compõem este álbum, distribuído apenas para promoção. Eu suponho que esta capa, seja na verdade um encarte interno de uma coisa maior, uma caixa com mais discos e também com outros artistas do selo. Não encontrei nada na rede que fale sobre isso ou mesmo sobre o disco. O álbum tem o curioso nome de “Antes do sucesso…”, por certo se referindo, paradoxalmente, ao sucesso que esses artistas viriam a fazer com seus respectivos discos pelo selo. Temos apenas oito músicas, mas isso é só por falta de espaço no vinil, as faixas é que são longas.
Taí, um pequeno mostruário que vale a pena conhecer 😉 Se aparecerem outros, imediatamente eu publico para vocês, ok?
o passo do jacarezinho – rosa maria
quero pouco, quero muito – filó
topo do mundo – márcia
do jeito que o seu nego gosta – lazzo
gato e sapato – rosa maria
não houve nada – filó
bem e mal – márcia
coisas que não entendo – lazzo

Damião Experiência – Damião Experiencia Nu Planeta Lamma (1974)

Olá, amiguinhos cultos e ocultos! Fazendo jus à tradição, o Toque Musical, nesta semana tem procurado ser curiosamente interessante. Lembrando que aqui, mais que nunca, é um lugar para se ouvir com outros olhos 😉

Reservei para a nossa sexta independente um disco, no mínimo curioso, que há poucos dias caiu na minha mão. Não encontrei coisa melhor. Vamos hoje com o ‘peça rara’ Damião Ferreira da Cruz, mais conhecido por Damião Experiência. Um louco genial, marinheiro aposentado e cafetão, que um dia cismou de gravar em discos suas experiências musicais (ups!). Mais que isso, produziu um universo para o seu ‘Planeta Lamma’. Vixiii… essa história é muito louca! Melhor é eu passar a bola para quem conhece, o fã clube do Damião.
Ouvir Damião Experiência me deixou ainda mais confuso. Pelo que eu entendi, este foi o seu primeiro disco, totalmente independente, produzido na década de 70. Gravou, segundo contam, 34 discos!
Ao ler a história do Damião em seu portal/site, criado por um grupo de fãs (músicos da banda/projeto Supersimetria), fiquei ainda com uma dúvida: como ele conseguiu gravar dezenas de discos? Quem ou qual estúdio acreditava em todo aquele ‘experimentalismo’? Sem dúvida é uma história que merece atenção. Os discos lançados por Damião Experiência são peças raras (e caras) que passaram a ser disputados a tapas por colecionadores em todo o mundo. Considerado internacionalmente por alguns críticos (mais loucos que ele, claro!) como um gênio da música experimental brasileira. A turma do Supersimetria também acha. E vocês, o que pensam disso?
universo
pérola de ouro
viagem
infinito
kanacubana

Lelo Nazario – Se… (1989)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Continuando na proposta do ‘ouvir com outros olhos’, hoje nós iremos com a música instrumental do pianista e compositor paulista Lelo Nazario. Para os que não conhecem, Lelo é um músico na sua melhor concepção, inquieto e investigador. Tocou ao lado de nomes como Hermento Pascoal, Naná Vasconcelos, Toninho Horta, Márcio Montarroyos e por aí a fora (isso sem citar os internacionais). Músico considerado um dos melhores do ano (2007 e 2008) pela crítica internacional. Tem gravado uma meia dúzia de discos solos, além de outros tantos com grupos os quais participou. Foi o líder integrante do experimental Grupo Um, um conjunto instrumental de vanguarda, surgido no início dos anos 80. Depois veio a fazer parte de outro grande e premiado grupo de música instrumental, o Pau Brasil. Foi nesse hiato, entre o Grupo Um e o Pau Brasil que Lelo gravou este álbum, o “Se…”, em 1987, lançado dois anos depois através do seu selo independente. Pelo pouco que eu conheço do trabalho deste músico, considero este um dos mais interessantes. Um disco denso e ao mesmo tempo leve, com estruturas experimentais complexas, mas também melodioso nos momentos certos. Lelo vem muito bem acompanhado por outras feras do jazz e instrumental brasileiro. Tocam com ele Teco Cardoso no sax e flauta; Rodolfo Stroeter no baixo e Nenê na bateria. Para engrossar ainda mais o caldo ele ainda traz os convidados, Zeca Assumpção (baixo); Paulo Bellinati (guitarra com sintetizador); Edgar Gianullo (guitarra) e Zabelê (vocal).

“Se…” foi remasterizado e relançado em formato cd pela Editio Princeps, assim como todos os outros seus discos. Na nova produção, o álbum ganha também uma capa diferente (bem apropriada para cd) e a inclusão de mais duas músicas de bonus. Portanto, se gostarem, basta correr atrás do disquinho, que pode ser adquirido em diferentes pontos do país (e fora também), indicado no próprio site da EP.
valsa
anônima
sete léguas
o elo perpétuo
se…
post scriptum