Ruban – Vitrine (1986)

Bom dia, amigos cultos, ocultos e associados! É, agora tem mais um para o meu jargão! Eu hoje, finalmente, retirei todos os links de postagens ativos no blog. Agora o terrorismo fica por conta apenas de algumas ameaças anônimas, que não devemos nem dar bola. Como dizia o Roberto Carlos, “daqui pra frente, tudo vai ser diferente…” É isso aí, o Toque Musical continua bombando, fazendo a alegria de quem gosta de música brasileira e também daqueles como eu que escutam música com outros olhos.

Dando sequência à nossa semana pop/rock, ou coisa assim, eu tenho hoje para vocês o cantor e compositor Ruban. Lembram dele? Quem nos anos 80 nunca ouviu “Dancing Days”, que foi sucesso nas vozes das Frenéticas? Música esta feita em parceria com Nelson Motta. Tem também, “Eu sou free”, outra música de muito sucesso, dele e Patrícia Travassos, eternizada através do grupo pop Sempre Livre. Ah, já ia me esquecendo, tem outra, “Cinderela”, hit que fez a cabeça de muitas moçoilas naquela década. Pois é, o tempo passa e parece que as coisas acontecidas à vinte anos atrás estão mais esquecidas que as de quarenta. Ruban é um bom exemplo. O cara sumiu. Se procurar na rede vai ser difícil achar o seu rosto estampado na lista do Google. Mas aí eu me lembrei de verificar no Orkut e Facebook e achei. Lá estava ele, um senhor tipo bonachão, pai de família, rodeado por belos filhos e amigos. Já é até avô! Putz, o tempo passa! Embora eu o tenha encontrado, no Orkut ele não faz menção à sua carreira de músico, produtor e compositor. Deixei por lá um recado, quem sabe ele um dia por aqui apareça para nos contar o que anda fazendo. Enquanto isso a gente vai relembrando…
vitrine
só se for você
vem comigo
trinta anos
essa garota
suite de castanhas
dancing days
cinderela
eu sou free
vitrine (remix)

Zona Franca – Interpreta As Versões Históricas Dos Beatles (1994)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Aproveitando a folga do almoço, entre uma garfada e um teclada, aqui vou trazendo a postagem do dia. Estou achando ótima essa nova concepção do blog, em conjunto com o grupo, que é restrito. Sei que isso tem criado alguns inconvenientes para os amigos, mas como tudo que se modifica, existe um período de adaptação. Tenho certeza que logo, todos estarão afinados e seguiremos em harmonia aqui no Toque Musical. Volto a falar, quem está se dando mal por aqui são aqueles que se apressam em busca do link, sem ler o cabeçalho do blog. O mesmo vale para quem já está dentro do grupo. Este só existe, desde então, para a distribuição dos links. Embora tenha o nome de ‘grupo de discussão’, não deve ser usado para isso e nem para qualquer outra mensagem. Contudo, qualquer um pode postar mensagens no GTM, mas essas devem se limitar aos próprios links. Deixei essa possibilidade à vocês para que pudessem nos ajudar na reconstituição dos links de antigas postagens, já que todos se perderam na última limpeza do Mediafire. Até então, o único que se prestou a esse trabalho foi o nosso amigo do “300 Discos Importantes”, que repôs no grupo algumas dezenas de links. Quem tiver no GTM e quiser colaborar também com essa reposição, basta apenas enviar o link para o e-mail do grupo, lembrando-se de que o título do e-mail deve ser o mesmo da postagem e ao final, entre paranteses, a palavra em maiúsculo ‘REPOST’. São normas simples que irão facilitar o entendimento e a pesquisa de arquivos no blog.
Falando agora da postagem do dia, tenho aqui para vocês o grupo “Zona Franca”. Este é um conjunto que eu mesmo não conhecia, mas me chamou a atenção pelo fato de estarem tocando músicas dos Beatles. À bem da verdade, são as versões em português feitas na época da Jovem Guarda por figuras como Rossini Pinto; Roberto Carlos; Renato Barros (do Renato e seus Blue Caps); Lilian Knapp (da dupla Lilian e Leno) e Ronnie Von, além de versões mais recentes de Lulu Santos, Fausto Nilo e Rita Lee com Gilberto Gil. Achei curiosa essa coisa de ‘cover do cover’. E o resultado, ao contrário do que eu pensava, ficou, em alguns aspectos, melhores do que antes. Vamos conferir?

feche os olhos (all my loving)
hey jude
meu primeiro amor (you’re going to lose that girl)
eu te amo (and i love her)
menina linda (i should have know better)
quis fazer você feliz (if i feel)
lá vem o sol (here comes the sun)
viver e reviver (here, there and everywhere)
de leve (get back)
michelle
meu bem (girl)
até o fim (you won’t see me)

Muraro – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 11 (2012)

E chegamos à décima-primeira edição do Gran Record Brazil. Aqui apresentamos algumas das melhores gravações do pianista, maestro e compositor Heriberto Leandro Muraro (La Plata, Argentina, 1903-Rio de Janeiro, 1968). Este ilustre “hermano” aportou em terras brasileiras em 1932, logo se apaixonando pela nossa terra. Por décadas a fio percorreu todo o país exercendo sua arte de exímio pianista, excursionando em seguida por Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Itália com repertório de música brasileira. No rádio, atuou nas emissoras cariocas Mayrink Veiga, Nacional e Globo, na Record de São Paulo e na Farroupilha de Porto Alegre. Dirigiu a lendária Nacional por 18 anos, impulsionando a carreira de nomes como Dircinha Batista, Nélson Gonçalves, Joel e Gaúcho, e as irmãs Cármen e Aurora Miranda. Gravou seu primeiro disco na Victor, em 1939, solando ao piano, em ritmo de fox, os sambas “O homem sem mulher não vale nada” e “Meu consolo é você”, hits do carnaval daquele ano na voz de Orlando Silva. Foram mais de trinta discos gravados, entre 78 rpm e Lps. Nesta edição do GRB, um pouco da arte deste talentoso pianeiro portenho-brasileiro, em doze fonogramas. Pra começar, o disco Continental 15887, gravado em 18 de março de 1948 e lançado em maio-junho do mesmo ano, com duas conhecidas marchinhas do mestre João de Barro, o Braguinha, em ritmo de fox. No lado A, matriz 1813, “A mulata é a tal”, parceria com Antônio Almeida, e no verso, matriz 1812, “Tem gato na tuba”, que Braguinha fez com Alberto Ribeiro. Em seguida, registros certamente realizados fora do país. O Odeon 2987 apresenta no lado A, matriz 14719, o fox “Dragões canadenses” (“Canadian capers”), dos americanos Gus Chandler, Bert White e Henry Cohen, composto em 1915. No verso, matriz 14466, e igualmente como fox, “Estudo em vermelho” (“Study in red”), do também americano Larry Clinton, trompetista, trombonista e bandleader. De volta ao Brasil, a interpretação de Muraro para o fox “Narcissus”, do americano Ethelbert Nevin, lançada pela Continental em agosto de 1944 com o número 15182-A, matriz 835. No verso, matriz 836, outra interpretação de Muraro em tempo de fox para “Gigolette”, trecho da opereta homônima de Franz Lehar, nascido na cidade de Komárom, no antigo Império Austro-Húngaro, e hoje situada na Eslováquia, com o nome de Komarno. Prosseguindo, mais um disco gravado no exterior, o Odeon 2947. Abrindo-o, matriz 15662, “Linda flor” (na verdade o famoso “Ai, ioiô”, de Henrique Vogeler, cuja letra mais famosa foi a de Luiz Peixoto e Marques Porto, gravada por Aracy Cortes em 1929). No verso, matriz 15578, o chorinho “Tangará na dança”, de autoria de Lina Pesce, compositora, cantora, bandolinista e pianista, lançado em 1946 pelo acordeonista George Brass. Portanto, este disco, assim como outros dois aqui incluídos, deve ser de 1947, mais ou menos. Em seguida, mais um disco de Muraro aqui gravado, o Odeon 13043, de 22 de maio de 1950, lançado em setembro do mesmo ano. De um lado, matriz 8704, o famoso “Baião”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, e no verso, matriz 8705, o célebre “Moto perpétuo”, de Paganini, que mais tarde recebeu outra ótima interpretação, a cargo de Edu da Gaita. Finalizando, mais duas gravações internacionais de Muraro, em disco Odeon 2912, apresentando dois chorinhos muito conhecidos. No lado A, matriz 14573, “Não me toques”, do mestre Zequinha de Abreu, e no verso, matriz 14465, “Bem-te-vi atrevido”, outra composição de Lina Pesce. Enfim, um resgate mais que oportuno, deste grande músico que foi o argentino-brasileiro Heriberto Muraro. Bom divertimento!

* TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO

Elizete Cardoso – Magnífica (1959)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Pelo visto eu terei que ficar batendo na mesma tecla até que todos entrem no ritmo do nosso GTM (Grupo do Toque Musical). Alguns visitantes, no desejo aflito de ir logo baixando os discos postados, não se preocupam em ler as informações do blog, principalmente depois dos últimos fatos ocorridos e consequentemente das mudanças que fiz no Toque Musical. Há nesse caso dois pontos fundamentais que devem ser observados. O primeiro diz respeito à associação dos amigos no grupo. Muita gente fica mais perdida que cego em tiroteio, sem saber como se inscrever. A coisa é bem simples, leiam o cabeçalho do blog. As informações estão bem claras. Após fazerem a inscrição, aguardem até que eu os aprovem no grupo. Não estou fazendo restrições a ninguém, nem mesmo aos espíritos de porco, que apesar de serem chatos, sei que no fundo nutrem uma grande admiração por mim. Agindo com educação e respeito, terão os mesmo privilégios dos demais. Os inscritos após aprovados, podem configurar suas contas no site do GTM, escolhendo a maneira que melhor lhes agradarem para o recebimento das mensagens. O segundo ponto importante, diz respeito à utilização do endereço de e-mail do grupo. Este, nunca deve ser usado para mensagens ou solicitação de músicas ou links. Evitem usar esse canal, deixando-o exclusivamente para os ‘toques’ (links) referentes às postagens do Toque Musical. Mensagens e links de terceiros, enviados para lá, serão imediatamente retirados e seu autor, se repetir o erro, será excluído do GTM. Quando quiserem um novo link para uma postagem antiga, basta colocar a mensagem no Comentário referente à ela. Assim que eu tiver tempo, farei a reposição. Infelizmente, a situação tem piorado e o terrorismo passa a ser feito até por bossais, o que me levou a tomar essas medidas.

Tem gente (os bossais) que acha que tudo isso me prejudicou, que o Toque Musical tem perdido o seu ‘tesouro’. Lêdo engano. Eu não perdi nada, absolutamente nada! O blog continua inteiro, sem corte ou censura nas publicações. Estão aqui todas as postagens que fiz desde o início. Faço ‘back up’ diariamente do TM e quanto aos discos… aah… esses continuam na minha estante, no meu toca discos e nos quase 15 terabites já digitalizados. Daí, quando um ‘doente’ pensa que está me sacaneando, está na verdade fazendo mal a ele próprio e aos demais visitantes do blog. O povo aqui, que não é bôbo nada, já sabe o que fazer, deixa o cabra babando sozinho, ignora que ele acaba surtando. Não posso negar que acho tudo isso ótimo. Fale mal, mas fale (sempre) do Toque Musical 😉 Putz, até rimou… hehehe…
Bom, agora falando da postagem do dia, hoje eu estou só respondendo à altura. Como havia dito anteriormente, estou no momento voltado para a produção musical mais recente, mas nem por isso fácil de encontrar. Quero aqui também dar a vez a um público que sempre me prestigia e aos discos e artistas da minha geração. Não necessariamente que sejam todos lá do meu gosto pessoal. Como vocês já sabem, eu escuto música com outros olhos 🙂
Aqui então, o disco escolhido para o domingo. Vejam só que beleza, Elizete Cardoso (ou Elizeth, como queiram), neste ótimo álbum gravado por ela em 1959. “Magnífica” nos traz um repertório especial, exclusivo para as composições de Marino Pinto. Neste lp, Elizeth Cardoso interpreta suas canções, a maioria em parceria com grandes nomes, tais como Vadico, Mario Rossi, Carlos Lyra, Antonio Carlos Jobim e outros mais. Participam deste disco, além do próprio Marino Pinto, Altamiro Carrilho, que tocou e também dirigiu a gravação, o jovem violonista Baden Powell e também os maetros Mozart Brandão e Severino Filho que cuidaram da orquestração e o côro. Com um time desses e os valores agregados, não tem como dizer que este álbum da Elizete Cardoso não é magnífico.
música do céu
que dizer?
reverso
cidade do interior
herança
renúncia
madrugada
velhos tempos
velha praça
aula de matemática
até quando?

Pery Ribeiro – Apaixonadamente Na Memória (2012)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Eu estava pensando em manter neste fim de semana a postagens de discos mais recentes, algo mais ligado ao pop/rock nacional. Porém fui surpreendido com a triste notícia da morte do Pery Ribeiro. Deixei de lado as guitarras para prestar aqui a minha homenagem ao grande intérprete da nossa MPB. Acredito que muitos devem estar pesarosos, assim como eu. Embora eu poucas vezes tenha postado alguma coisa do Pery, sempre tive por ele uma grande admiração. Pery Ribeiro foi um cantor que marcou por diversas razões. Filho de dois outros grandes monstros sagrados da música brasileira, Herivelto Martins e Dalva de Oliveira, não podia ser outra coisa senão um artista, de muito talento é bom dizer. Foi o primeiro intérprete de “Garota de Ipanema”, assim como também na Bossa Nova, foi quem estreou diversos ‘hits’, principalmente de Menescal e Boscoli. Pery foi um artista que sempre cantou o amor e a paixão. Não foi por acaso ou para rimar que Caetano Veloso cita o artista em uma de suas músicas: “…apaixonadamente como o Pery”. E foi lembrando dessa frase que eu me inspirei no título desta coletânea que montei e agora apresento a vocês. São 41 músicas que ilustram um pouco o trabalho do artista. Selecionei algumas das que eu mais gosto e que se destacaram e sua carreira. Lamentável essa perda e o pior é que não tem ninguém para ocupar o seu lugar. Vai fazer muita falta. Mas agora ele está no Céu, cantando ao lado dos pais e dos grandes amigos. Obrigado, Pery!

manhã (com o bossa três)
bola de meia, bola de gude – novo tempo
indecisão (com luiz eça)
samba do dom natural (com o bossa três)
manhã de carnaval
só quero você
eu gosto da vida
de volta
palmeira triste
de onde vens (com luiz eça)
oferenda (com luiz eça)
tristeza (com o bossa três)
canto de ossanha (com o bossa três)
noves fora nada
samba de orfeu
sangrando – ponto de interrogação
quero quero – cheiro de mato
saudosa mangueira
lamento da lavadeira
diariamente
alvorada
segredo
caminhemos
evolução
nós e o mar
rio
bossa na praia
se pelo menos você fosse minha
lamento negro
me lembro vagamente
garota de ipanema
só nos resta viver – meu amigo, meu herói
canção que morre no ar (com luiz eça)
bandeira branca
aruanda
laura
segredo (com dalva de oliveira)
ave maria (com dalva de oliveira)
ave maria do morro (herivelto martins)
réquiem

Matheus Nicolau – Todas As Flores Tem Espinhos? (2012)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Eu estava esperando passar essa fase do Carnaval para retomar nossa rotina, muita variedade, curiosidades e música rara. E o espaço do artista/disco independente continua, sejam antigos ou lançamentos, enviados pelo próprio artista.

Eis aqui uma boa novidade: “Todas as flores têm espinhos?”, especialmente enviado para nós pelo jovem e talentoso Matheus Nicolau. Ele nos enviou o seu disco, recém lançado, para a nossa avaliação. Da minha parte ele está aprovado. Gostei do trabalho e acho que muitos também irão gostar. Matheus me contou que uma de suas fortes influências é o cantor e compositor Dalto. Eu até então não havia percebido de onde vinha aquele seu som tão familiar aos meus ouvidos. Sua música tem sim aquele jeitão gostoso das músicas do Dalto. Mas não pensem vocês que o rapaz está de carona. Matheus Nicolau é um artista com brilho próprio e não demora, vai mais longe… Ainda vamos ouvir falar muito dele por aí, podem acreditar…
confissão
carol
plural e singular
se querendo
provando a eternidade
quando os deuses forem dormir
enquanto ela dorme
menina da praia
gosto
luana
jasmim
enquanto a tarde cai
saudade
carta a futura amante
espera por godot

Brylho – Noite Do Prazer (1987)

Olá amigos cultos e ocultos, do Toque Musical! Muito boa noite para todos. Na onda da radicalização, eu hoje estou da água para vinho, ou vice versa. De vez enquanto a gente tem que mudar um pouco também no repertório e na escolha das postagens. Nesse sentido, o TM é um blog onde se pode esperar de tudo. Depois de carnaval e quarta feira de cinzas, eu quero mais é uma ‘noite do prazer’, em todos os bons sentidos, claro!

Vamos aqui com este já bem manjado e único álbum gravado pelo grupo Brylho, que tinha com principais membros, Claudio Zoli e Arnaldo Brandão, que depois viria a formar a banda Hanoi Hanoi. Eu tinha por certo que este disco já havia sido postado aqui. Verificando meu index, percebi que ainda não. Assim sendo, com prazer, vamos ter uma bela noite, pelo menos ouvindo a faixa que virou um dos maiores hits da chamada ‘black music brazuca”. “Noite do Prazer” fez mesmo a cabeça de muita gente, inclusive a minha, adoro esse balanço, que aliás é uma das poucas que salva o disco. Ou talvez, ela é tão boa que as outras acabam passando meio que apagadas. Bom, mas isso é uma opinião pessoal, tem gente que vai gostar até mais de outras. Mas o que levou o álbum a ser reeditado e também lançado em cd, tempos atrás, foi o hit a la George Benson. Taí, um álbum que já é um clássico do pop nacional. Confiram… (lá no GTM ou em sua caixa de e-mails)
destrava, maria
jóia rara
pé de guerra
meditando
cheque sem fundos
noite do prazer
se você for a salvador
171
pantomina
jane e júlia

Corporação Musical N. S. Das Dores De Itapecerica – Concerto No Horto (1980)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Os ‘ocultos’ permanecem apenas para mantermos a saudação. A partir de agora, os amigos têm nomes, sobrenomes e endereço de e-mail, pelo menos lá no GTM. Agora, o blog Toque Musical incorpora mais ainda o site do Grupo Toque Musical. É isso aí, estamos expandindo! Como diz o outro, há males que vem para o bem, pelo menos é o que foi para mim. Essa mudança que muitos acham ter sido radial, na verdade, apenas acompanha o radicalismo imposto nos últimos tempos. Embora eu esteja ‘tomando Active com Johnny Walker’ para tudo isso, me preocupo mais com ações individuais. O mundo está cheio de loucos e por aqui alguns surtaram de vez, transformando a paixão em ódio (que coisa esquisita, e logo comigo?). Pois é, como bom mineiro, eu tenho mais é que ficar com um pé atrás e o olhar bem a frente para não tropeçar. Continuo fazendo o que eu gosto e da maneira que quero. As mudanças no blog, todos logo se adaptarão. Eu não terei tempo para ficar aqui todos os dias explicando o que aconteceu e como se faz para entrar no GTM. Espero que os amigos aqui, mutuamente se ajudem, como tem sido feito no site do grupo. Há pessoas que entram no blog mas não tomam o trabalho de ler os informativos. Precisam ficar mais atentas 😉

Para a postagem de hoje, muito apropriado, tenho aqui um disco interessante, lançado pela Bemol em 1980. Trata-se de uma gravação ao vivo feita na Igreja do bairro Horto, em Belo Horizonte. Quem é da cidade deve conhecer o santuário, hoje bem modificada. Esta minha escolha não foi atoa. Quando criança, eu frequentei esta igreja, morava no bairro Sagrada Família. Tenho boas lembranças daqueles tempo…
Mas como eu dizia, temos aqui um concerto musical singular (no bom sentido, claro!), uma tradicional banda, a Corporação Musical Nossa Senhora das Dores, da cidade de Itapecerica, apresentando dobrados e marchas, fúnebres e festivas. Gravado ao vivo na Igreja do Horto, esse evento musical ocorreu, por iniciativa da Paróquia do Senhor Bom Jesus do Horto, no sentido de aproximar duas comunidades, a do bairro na metrópole e a do interior. O bairro do Horto foi formado por moradores que vieram de cidades do interior, muitos deles da cidade de Itapecerica. A banda, tradicional desta cidade, veio se apresentar para os seus conterrâneos e teve aqui o seu registro gravado. Este talvez seja um álbum que vai mesmo interessar ao povo daqui. Mas não deixa de ser uma curiosidade, típica do nosso Toque Musical para quem sabe escutar com outros olhos 😉 Confiram… (lá no GTM)
dobrado major belchior mendes
dobrado padre gil
dobrado sinfônico muralhas de jericó
marcha festiva ilana
marcha festiva nossa senhora da glória
marcha festiva dona antonieta
marcha cidade das rosas
dobrado carlos felipe
marcha fúnebre saudades do dinho totonho
marcha fúnebre morte do justo

Geraldo Vandré E Tuca (1966)

… e para finalizar, do jeito que eu gosto, aqui vai um compacto raro, muitas vezes solicitado aqui no blog. Agora é uma boa hora, tudo a ver com o momento. Mas, somente a sensibilidade de alguns conseguirá entender o que eu quero dizer. O Carnaval passou, a caravana passou e o meu mal estar também. Amanhã de quarta feira, com certeza, não será de cinzas para mim.

Vamos de Porta Estandarte, na avenida girando e sambando, ao som do bate latas e bate bocas!
“O importante é que a nossa emoção sobreviva!”
porta estandarte
você que não vem

Jair Rodrigues – Os Melhores Sambas Enredos De 1974 (1974)

Boa noite amigos cultos e ocultos! Como é, estão gostando das atrações? Pois é, apensar dos pesares o Toque Musical vai em frente. Como disse um dos nossos amigos, para quê ligar para dez quando se tem mil. Tem nêgo aí achando que o blog morreu. Morreu sim, morreu pra ele e mais meia dúzia de bossais (não confundir com quem gosta de bossa). Vão ficar agora lambendo a vitrine, esperando que outro blog replique o arquivo ou se fazendo de bonzinhos, com outra máscara, para conseguirem um convite para o Grupo do Toque Musical. É, tem que ser assim mesmo 😉 O grande problema por aqui eu sei que sou eu mesmo. Sei que tem muita gente que não gosta de mim, pelo que eu falo e também pelo que eu deixo de falar. A verdade é que se trata de uma antipatia gratúita e isso tem a ver com a forma diferenciada que toco esse blog. No fundo, eu me divirto muito com tudo isso. Chego a achar engraçado o preconceito de alguns que vêem na minha pessoa, realmente, um baixinho mameluco, metido a ‘blackpower’, pretenciosamente falando de coisas que não condiz com esta figura.

Bom, agora falando para aqueles que merecem, segue aqui o meu grito final de carnaval. Apenas para fecharmos a ‘festança’, aqui vai mais uma postagem. Trago para vocês o Jair Rodrigues neste compacto, onde temos quatro dos melhores sambas enredos do ano de 1974. Acredito eu que essas músicas só saíram em compacto. Não me lembro de um disco do Jair com esses temas.
Conhecem? Querem conferir? Então, olhe para o lado direito do monitor, na tela do blog vocês verão uma caixinha do Googles Grupos. É nela que quem quiser, poderá solicitar a participação no GTM e receber diariamente os toques musicais. Quem não quiser, que espere até que outro blog lhe faça o favor, ou ainda, vão ouvir lá na HWR. Continuarei fornecendo à turma da rádio com prazer. Não é por conta de um bando de bossais que irei ofuscar minha boa relação com quem criou a rádio. A caravana continua… (saí fora, lôbo bôbo!)
o mundo melhor de pixinguinha
rei de frança na ilha da ssombração
festa do divino
dona santa, rainha do maracatú

Lyra De Xopotó – Lembranças Do Carnaval Carioca (1958)

Nesta semana de carnaval, o Toque Musical tem o prazer de oferecer aos seus amigos cultos e ocultos um álbum bem no espírito desta que é sem dúvida a maior festa popular do Brasil. Convidamos você a fazer uma viagem maravilhosa pelos velhos e bons carnavais do passado, através deste álbum da Sinter, gravado pela Lyra de Xopotó. Essa banda surgiu a partir um programa de mesmo nome, criado e apresentado aos sábados pelo radialista (e também médico) Paulo Roberto na lendária Rádio Nacional do Rio de Janeiro a partir de 1954. A finalidade da atração era ser um incentivo às bandas de música do interior do Brasil, uma tradição que, lamentavelmente, deixou de existir. Com arranjos do sempre eficiente Lírio Panicalli, o programa era apresentado através de um diálogo entre Paulo Roberto e o Mestre Filó, que na verdade era um personagem interpretado pelo grande Jararaca (da dupla com o saxofonista Severino Rangel, o Ratinho). O sucesso do programa também se repetiu, claro, em disco, e a estréia fonográfica da Lyra deu-se em 1954, na Sinter, com o 78 rpm de número 349, que apresentava duas composições do mestre Lírio: “Dobrado Francisco Sena Sobrinho” e “Sonhador”. Desde então, a Lyra garantiu boa vendagem para seus discos, inclusive para o álbum que o TM lhes oferece, que, conforme consta do site do Instituto Memória Musical Brasileira, data de 1958 (certamente foi lançado visando o carnaval de 59). Em seis belos popurris, desfilam aquelas velhas e boas músicas carnavalescas . Quem não lembra de “Alá-lá-ô” (“Mas que calor, ô õ ô ô ô”), “Cidade maravilhosa” (exaltação a um Rio de Janeiro que não existe mais), “Chiquita Bacana” (lá da Martinica), ‘”Eu brinco” (“com pandeiro ou sem pandeiro, com dinheiro ou sem dinheiro”, não importa, o negócio e brincar), “Ó abre alas” (primeiro sucesso de carnaval brasileiro, composto por Chiquinha Gonzaga em 1899),”A jardineira” (que ainda é muito mais bonita que a camélia que morreu)? Com direito até a “Evocação” (originalmente um frevo, sendo o maior sucesso do grande Nélson Ferreira como autor, iniciando uma série de outros seis frevos com o mesmo título). Aliás, todo o lado A é dedicado a marchinhas. No verso, a animação continua, agora com sambas antológicos: “Arrasta a sandália” (primeiro grande sucesso de Moreira da Silva, em 1932), “É com esse que eu vou” (hit dos Quatro Ases e um Coringa regravado mais tarde por Elis Regina), “Se você jurar”, “Meu consolo é você”, “Foi ela” (que na época do lançamento foi apontada como plágio do tango argentino “Muñequita”, o que jamais foi comprovado), “Não me diga adeus’ (“pense nos sofrimentos meus”), “Até amanhã” (“se Deus quiser”), “Maria boa”, “É bom parar” (na verdade uma parceria de Rubens Soares com Noel Rosa, que aceitou ficar de fora dos créditos na edição e em disco) e a inevitável despedida com ‘”Está chegando a hora”, adaptado por Henricão e Rubens Campos da valsa mexicana “Cielito lindo”. E por falar, em despedida, a Lyra de Xopotó fez a sua em 1960, com o fim do programa da Nacional, mas voltaria à cena no final dos anos 1960, gravando álbuns pela Copacabana. E agora, ó abre alas que a Lyra de Xopotó quer passar!


Marchas:
alá lá ô
jardineira
chiquita bacana
sacarrolha
piriquitinho verde
eu brinco
abre alas
evocação
pierrot apaixonado
cidade maravilhosa
Sambas:
arrasta a sandália
é com esse que eu vou
se você jurar
meu consolo é você
foi ela
não me diga adeus
até amanhã
maria boa
é bom parar
está chegando a hora

* TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO

Carnaval Rio Quatrocentão (1964)

Acho que hoje eu nem preciso fazer a tradicional saudação, visto que a coisa está mais para ‘salgação’. Sinceramente não entendi a tamanha motivação para tantos comentários. Não consigo acreditar que por causa de um simples chato, tudo virou uma enorme chateação. Não vou negar que fiquei também chateado pelas acusações daqueles que frenquentam este espaço, me culpando por não ter logo tomado as dores da HWR, por uma simples bobagem. Em outras ocasiões por aqui já fizeram pior e até comigo mesmo. Já fui mais que chato, fui chamado filho da puta, ladrão, pirata, viado, babaca, burro e até comunista (como se isso fosse uma ofensa). Em nenhuma das vezes saíram tantos ‘amigos’ em minha defesa. E no fundo, nem precisavam, pois aqueles que me conhecem de verdade, sabem que o meu entendimento de solidariedade é na linha de frente. É literalmente doando sangue. Percebo que a bandeira que tremula neste céu, hoje, não é a do Toque Musical. Além do mais, detesto Twitter…

Hoje me deu vontade de dar um basta nisso tudo, acabar com a seção de comentários em postagem e consequentemente dificultar o acesso aos links. Sei que tem muita gente bacana por aqui, amigos cultos e também ocultos, com um senso maior que o crítico. Em consideração aos verdadeiros segurei o passo, engulo mais saliva e vou em frente…
Tá aqui o disco do dia. Mais carnaval… acho que é disso que vocês estão precisando…
Segue aqui um belo álbum lançado pelo selo Copacabana. Um disco especial para uma data especial, Carnaval e 400 anos de favela. Este disco traz um encarte diferente, singular para os moldes tradicionais. Ele se abre como um livreto, com algumas páginas onde iremos encontrar a ficha técnica, as letras de cada uma das músicas e seus intérpretes. A propósito dos intérpretes, temos como destaque a Miss Guanabara e também Miss Brasil daquele ano, Vera Lúcia Couto dos Santos, cantando “Rosa Dourada”, uma marchinha de Moacyr Silva e David Nasser. É ela a moça da capa 🙂
Agora aqui, não sei se publico o ‘toque’, ou se mando vocês irem procurar ouvir o disco lá na HWR. Continuo subindo tudo com muito carinho 😉
joga a chave, meu amor – jorge goulart
lua cheia – angela maria
burrinha de mola – carequinha
vem cá mulata – gilberto alves
você passou – roberto silva
coração em festa – dina gonçalves
onda da cabeleira – roberto audi
me leva, eu vou – mário augusto
rosa dourada – vera lúcia couto dos santos
genipapo – gilberto alves
carnaval quatrocentão – elizeth cardoso
deu fungum – abilio martins
rainha de sabá e rei salomão – angela maria
dúvida cruel – dora lopes
tiro de feijão – dercy gonçalves
vendedor de ilusões – arrelia e pimentinha
vai zero aí? – walter stuart
me paga um óleo aí (pudim de cachaça) – noel carlos

Carnaval De 1956 (1956)

Bom dia, ou melhor, boa tarde, amigos foliões cultos e ocultos! Não estive na farra do carnaval, mas acordei mesmo tarde. Estava aqui pensado que fosse ainda umas nove horas da manhã, em virtude do silêncio em que está a cidade. É BH, sabe como é… Ontem eu saí na rua para ver o movimento e por incrível que pareça, me deparei com um grupo de quase 200 pessoas na rua, ouvindo e curtindo sabe o que? Funk, mas das antigas, a lá James Brown. Uma coisa super curiosa, quase surreal, considerando estarmos em pleno carnaval. Mas Belô tem dessas coisas, quando a gente menos espera, ao virar uma rua, encontra uma surpresa. Por mais que minha cabeça estivesse no samba, não pude resistir ao balanço daquela moçada. Discotecagem na rua, uma pilha de caixas acústicas e o povo mandando vê… Encontrei até alguns amigos e cheguei a ser reconhecido e fotografado. Tô ficando famoso! Hehehe…

Mas deixando o ‘groove’ de lado, vamos ao que realmente interessa, ao disco do dia e ao nosso Carnaval. Tenho aqui para vocês mais um disquinho clássico, do caraná de 1956. Não há quem não goste de velhas marchinhas, principalmente em sua época de ouro. “Carnaval de 1956”, trás alguns sucessos do ano lançados pelo selo Columbia. É aquele disquinho tradicional, que a cada novo ano era lançado pelas grandes gravadoras. Neste encontraremos…
nem toda flor tem perfume – cauby peixoto
gato preto – lana bittencourt
gente bem – carlos henrique
cinza – ruth amaral
eu chorei – lana bittencourt
cabo frio – cauby peixoto
quebranto de solteirona – ruth amaral
tô caindo – walter damasceno

Carnaval – Festa Do Povo (1978)

Boa noite, amigos foliões cultos e ocultos! Hoje, sábado é dia de coletâneas e também é carnaval. Pensei em fazer aqui uma seleção especial e exclusiva do Toque Musical, mas sinceramente, não tive tempo. Daí, busquei agora uma alternativa. Me lembrei desta obscura coletânea carnavalesca que eu por acaso achei em um sebo, no Rio. Haviam lá uns 30 a 40 discos desse, todos novinhos, possivelmente, restos de estoque ou encalhe de alguma loja. Por 1 real, fui logo pegando uns três, por garantia. Não fosse a minha preguiça em fazer agora uma coletânea, este disco iria passar batido, nem lembrava. Mas, enfim, taí…

“Carnaval, Festa do Povo” foi lançado no final dos anos 70 por um selo que eu nunca ouvi falar, mas distribuído pela extinta gravadora e editora paulista Crazy. Temos aqui reunidas 18 músicas de carnaval, muitas delas bem conhecidas de todos nós, o que já não se pode dizer de seus intérpretes. Só conheço aqui o Germano Mathias, Lila Oliveira (irmã da Dalva) e aquele jurado do Silvio Santos e Rei Momo, Edson Santana. Pelo estilão do disco, acredito que seja uma produção inteiramente paulista. O mais interessante deste álbum é que ele não é datado, quer dizer, não é um disco de um determinado ano de carnaval. Vale para todos os anos, principalmente para este aqui no Toque Musical. Caiam na folia…
hino ao rei momo – edson santana
ele é papo furado – herval lessa
gargalha palhaço – nilton silva
aceite esta rosa – wilson d souza
fantasia de buda – tesourinha
se eu for eleito – paris delfino
quem me dera – francisco ribeiro
até segunda feira – tony ribeiro
você voltou – as vozes
devaneios de um pierrot – g. martins
inter-esquadrão de ouro – germano mathias
japonesa – wilson de souza
agora é samba – jose depaula
eu não sou rei – nilton silva
culpado é o meu coração – as vozes
beijos ardentes – lila oliveira
marcha dos pés de cana – r.c.p.
desarme o seu coração – josé lourenço

A Banda Do Gato – O Baile Do Gato (1969)

Bom dia, amigos foliões cultos e ocultos! Hoje é sexta feira, dia de artista/disco independente, mas é também a sexta feira que antecede ao Carnaval. Em alguns lugares e para muita gente já é carnaval. Assim sendo, dou uma pausa nos independente e caio matando na folia carnavalesca.

Trago aqui para vocês o “Baile do Gato”, um disco carnavalesco lançado no final dos anos 60 (infelizmente não encontrei o ano exato deste lançamento). Patrocinado e promovido pela Secretaria de Turismo do antigo Estado da Guanabara, o álbum foi uma maneira de fixar ao cardápio festivo da cidade um novo baile de salão, realizado no Clube Sírio Libanês, que naquele ano (que eu não sei qual) se fazia pela segunda vez. Não sei também se este baile chegou a ter outras edições nos anos seguintes. Eu suponho que não, pois não encontrei nenhuma referência a respeito disso.
O Baile do Gato é um disco que chama a atenção, principalmente pela capa, uma ilustração muito boa e divertida, criada por Ziraldo. A gravação me parece ter sido feito ao vivo, talvez extraída do baile anterior. A edição musical fica um pouco a desejar com cortes bruscos que nos dão a impressão de termos pulado de faixa. Tentei melhorar um pouco essa situação, separando algumas dessas faixas, em outras, mantive na base do ‘pot-pourri’. Acho que a ideia era essa mesma, um disco sem pausas, para todo mundo pular sem parar. Salve o Carnaval!
até quarta feira
pata pata – garota do ipê
me abraça e me beija
voltei
amor de carnaval
portela querida
dá nela saudade
bom dia
samba do crioulo doido
apareceu a margarida
um instante maestro
oh que delícia de mulata
cidade maravilhosa

1ª Bienal Do Samba (1968)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Estamos na boca do Carnaval, mas hoje vamos ter festival. Obviamente, para não sair do compasso, vai ser um festival de samba. Trago aqui para vocês, esquentarem também o gogó e recordarem, este disco bacana sobre a 1ª Bienal do Samba. Trata-se de uma versão do festival apresentada por artistas que faziam parte do ‘cast’ da gravadora. Alguns até são interpretadas pelos mesmos artistas, como é o caso de Cyro Monteiro que no festival defendeu o samba “Tive sim”, de Cartola. É em verdade uma seleção com as músicas que foram classificadas, porém interpretadas por outros artistas e grupos. Vale a pena conferir, pois embora não seja os originais, as músicas são memoráveis. Aliás, o grupo Os Originais do Samba também está presente, interpretando “Canto chorado”, de Billy Blanco, que na Bienal foi defendida por Jair Rodrigues.

bom tempo – wilson miranda
luandaluar – rosely
quando a polícia chegar – az 3 com os acadêmicos da paulicéia
marina – zenaide
rainha porta bandeira – rosely
protesto, meu amor – samba 4
tive sim – cyro monteiro
lapinha – wilson miranda
pressentimento – samba 4
quem dera – os caçulas
coisas do mundo, minha nega – aizita
canto chorado – os originais do samba

Zaccarias E Sua Orquestra – Marchas Em Desfile – Carnaval Em Marcha (1955)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Eu não estava querendo passar a semana toda postando discos de carnaval, mas acho que vai ser quase inevitável. O difícil vai ser eu ter que checar quais já foram postados em outros carnavais, podem acreditar que são muitos.

Continuando o aquecimento aqui vai mais um belo álbum que é pura folia carnavalesca. Temos, mais uma vez o maestro Zaccarias, fazendo o que ele sabia como poucos, comandar uma orquestra num baile de carnaval. Neste álbum, uma autêntica raridade, lançado em 1955, constitui-se em um dos primeiros discos de doze polegadas. Recheado com doze deliciosas e memoráveis marchinhas carnavalescas, criadas nos anos 30 e 40. Vale a pena ouvir 😉
cidade maravilhosa
linda morena
eva querida
marchinha do grande galo
malmequer
allah la ô
o teu cabelo não nega
carolina
pierrot apaixonado
jardineira
touradas de madrid
o passarinho do relógio

Jadir De Castro / Escola De Samba Da Cidade – Batucada Nº 2 (1965)

Olha o Carnaval chegando aí, gente!!! Para esquentar os nossos tamborins e também o esqueleto, aqui vai um disco incrível, batucada autêntica, o ritmo verdadeiro do samba. Temos aqui o percussionista Jadir de Castro & “Seus Poliglotas Rítmicos” e também a Escola de Samba da Cidade, dando uma verdadeira aula de batucada. Coisa igual eu só ouvi nos discos “Batucada Fantástica”, do Luciano Perrone. “Batucada Nº2” é uma maravilha que encanta e mexe com a gente. Não preciso nem dizer a razão que me levou a começar pelo número 2. O primeiro eu ainda não tenho, mas ele ainda aparece, talvez fique para o próximo carnaval, quem sabe. Estou antecipando a minha justificativa porque eu tenho certeza que vai ter gente aqui pedindo para postar também o nº 1. O certo é que temos aqui muita lenha ainda para queimar.
Nesta semana, eu quero ficar mais tranquilo, pegando de leve para não ‘bodar’. “Tô me guardando pra quando o carnaval chegar…”

Jadir de Castro e Seus Poliglotas Rítmicos
apresentação
tem berimbau no samba
timbales na batucada
a cuíca
macumba
bossas & bossas
Escola de Samba da Cidade
sua excelência, a batucada
tam tam tam tam tam
ensaio em hi fi
fervendo

Branca De Neve E Os Sete Anões – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 10 (2012)

O Grand Record Brazil, em sua décima edição, convida todos os amigos e ocultos do Toque Musical a voltarem a seu feliz tempo de criança! Aqui trazemos um dos mais famosos contos infantis de todos os tempos: “Branca de Neve e os sete anões”, escrito pelos irmãos alemães Jacob e Wilhelm Grimm, e brilhantemente adaptado para desenho animado por Walt Disney, em 1937, tendo sido, aliás, o primeiro cartoon de longa metragem produzido, e ainda em cores! Deu início a uma série memorável de longas animados da Disney: “Pinóquio”, “Dumbo”, “Bambi, “Cinderela”, “A bela adormecida, “Alice no país das maravilhas” e muitos, muitos outros, praticamente com a mesma característica: para serem vistos e também ouvidos.

A dublagem com que o filme foi lançado nos cinemas brasileiros, feita pela Cinelab, foi supervisionada por João de Barro, o Braguinha, então diretor artístico da gravadora Columbia, mais tarde Continental. Apesar dos recursos técnicos limitados, o resultado foi tão bom que o próprio Walt Disney, em reconhecimento, presenteou Braguinha com um relógio de ouro, especialmente dedicado a ele. Para dublar “Branca de Neve”, recrutou-se a nata da música popular brasileira daqueles tempos: Dalva de Oliveira (a personagem-título), Carlos Galhardo, (o príncipe), Almirante (a voz do Espelho Mágico), além do comediante Batista Júnior, pai das cantoras Linda e Dircinha Batista (o anão Soneca) e dos atores Túlio de Lemos (o caçador), Cordélia Ferreira (a rainha), Estephana Louro (a bruxa), Edmundo Maia (o anão Atchim) e Aristóteles Pena (o anão Zangado), entre outros. Esta dublagem antiga, infelizmente, se perdeu, tanto que em 1965 teve de ser refeita pela extinta Riosom, sob a supervisão de Aloysio de Oliveira e com outro elenco de vozes (foi com esta última dublagem que o filme foi exibido pela Rede Globo de Televisão, no Natal de 2010).

Em 1945, a Continental, ex-Columbia, decidiu gravar historinhas infantis em disco, e com a supervisão e adaptação do próprio Braguinha. Para isso, ele reuniu nos estúdios da gravadora, situados no Edifício Cineac-Trianon (Avenida Rio Branco esquina com Rua Bethencourt Silva, em frente ao lendário Café Nice, no centro do Rio), praticamente todos os artistas que gravaram a primeira versão dublada brasileira de “Branca de Neve” quando do lançamento em nossos cinemas, em 1938, com o apoio do grupo vocal Os Trovadores. A orquestração e a regência ficaram a cargo do maestro Guerra Peixe (Petrópolis, RJ, 1914-Rio de Janeiro, 1993). Segundo o próprio Braguinha, era impossível naquele tempo gravar uma história completa num único 78 rpm. O jeito então foi gravar “Branca de Neve” em dois discos de selo vermelho especial, números 30103 e 30104, matrizes 1371-2-3-4. Esta versão apresenta todo o escore musical original do cartoon clássico de Disney. A narração, não creditada, parece ser da radialista e também cantora Sõnia Barreto, sendo as canções (oito) escritas por Frank Churchill (melodia) e Larry Morey (letra original). Três delas são lembradas até hoje: “Assobie enquanto trabalha”, “Cavando a mina”(“Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou”…) e a valsa “Quando o meu príncipe vier”, incluída no repertório de vários solistas de jazz. Este lançamento iniciava a série Discoteca Infantil Continental, que seria o embrião, nos anos 1960, do célebre e bem-sucedido selo Disquinho, aquele dos compactos de vinil coloridos, e que seriam entretenimento de gerações seguidas de crianças (inclusive, claro, a minha!). Foram mais de setenta títulos, o primeiro deles agora oferecido pelo GRB na versão original em 78 rpm, o que de certa forma serve de consolo para a possível perda da dublagem brasileira original do longa animado de Disney. Recordemos com muito carinho a bela história de “Branca de Neve e os sete anões”.

TEXTO: Samuel Machado Filho

RESPOSTA A UM COMENTÁRIO ANÔNIMO

Um cidadão deixou seu comentário na postagem de sábado. Para entender esta minha resposta é interessante ler o que ele escreveu. Diante aos últimos fatos ocorridos, acho que seria apropriado eu trazer a minha defesa para frente das cortinas.


Meu prezado amigo (da onça) oculto, em muito do que você escreveu é verdadeiro, não irei contestar. Você tem razão. Porém, lendo tudo isso que você ocupou seu tempo escrevendo, fico aqui pensando o que realmente o está incomodando. Imagino que você deva ser um seguidor do blog ou não teria assim tantos dados a respeito da minha pessoa e das coisas que escrevo por aqui. Suponho também que nesse tempo já deve ter baixado alguma coisa, nem que fosse para se certificar do meu talento(?) para a criação de capas. Para uma pessoa tão íntegra como você, que respeita as leis dos homens e de Deus, deve ter sido difícil essa tarefa de se envolver num meio tão sórdido. Fico matutando também em que mundo tão certo e justo você vive. Sinceramente teria vontade de viver num mundo assim. Mas todos nós sabemos que esse mundo perfeito, onde as leis e o bom senso caminham juntos não existe. Pelo menos não existe em países como o nosso. Não sei de onde você vem, mas certamente não é de um lugar como o nosso. Se fosse, você perceberia um pouco além do livrinho de regras de boas condutas que lhe forçaram a ler.

Me pergunto quem é você para dizer o que é certo ou errado. Cara, você me desculpe, respeito a sua opinião, mas você está um pouco enganado. Eu criei este blog por prazer, gosto de música e gosto de conversar e criar novas amizades, com pessoas com as mesmas afinidades. O espaço que me foi oferecido pelo Blogger não é de graça não. Indiretamente eles nos sufocam de propagandas e spams, ganham às custas da popularidade do blog, se apropriam de informações sigilosas ou confidenciais, não respeitando nem nossa própria intimidade. Hipócrita aquele que se levanta para defender ações repressoras contra o que alegam ser anarquismo. Nessa historia não tem ninguém perdendo, o que está acontecendo é uma revolução. O mundo está mudando e muitos conceitos também. Novos ofícios estão nascendo e muitos outros morrendo simplesmente por estarem superados, obsoletos. Todo aquele que não souber acompanhar as mudanças está agora sofrendo, resistindo ao inevitável. A revolução digital cria novos conceitos, gera novas oportunidades. As indústrias fonográficas e cinematográficas, por exemplo, não souberam ainda se formatarem para os novos tempos. Isso porque utilizando a mesma receita de bolo eles não irão muito longe. A Kodak faliu por conta do inevitável, seu produto se tornou obsoleto. Nas industrias fono e cinematográficas o seu produto não se tornou obsoleto, mas replicável, abundante e ordinário. Dizer que a culpa foi da pirataria, dos famintos, dos miseráveis, dos anarquistas, dos comunistas e até dos aproveitadores não é bem uma verdade, embora à olhos leigos isso se pareça tão claro. É preciso ver um pouco além das montanhas, tirar o manual da frente dos olhos!

Ao criar o Toque Musical eu diria mesmo que foi um ato anarquista. Onde estava a nossa música? Onde estavam nossos discos? Onde estavam os nossos velhos artistas? Se a rede é uma grande enciclopédia (ou pelo menos deveria ser), não há lugar mais certo para também termos lá essas informações. A música não é só arte, um trabalho ou um negócio. É também informação e um direito de todos nós. Você sabe, por exemplo, onde estão os fonogramas da música brasileira das décadas de 50, 60 e 70? Sabe quem detém os direitos? Sabe quanto eles faturam e em consequência o que os artistas ganham nisso? Você faz ideia de quanta coisa boa ficou esquecida, perdida ou foi sucateada para os ‘States’, Japão e Europa? Você sabia que diversos discos clássicos da MPB foram lançados lá fora e o artista aqui não ganhou nada com isso? Você conhece bem a música popular brasileira? Para o seu governo, o blog Toque Musical nunca foi reprovado por nenhum artista. Nunca houve UM que fosse a reclamar da divulgação. Muito pelo contrário, tenho inúmeros e-mails e mensagens de apoio e gratidão de artistas e parentes de saudosos outros. Todos reconhecendo o valor de um trabalho que deveria ser feito pelo Governo, a Indústria Fonográfica, as Fundações e Associações Culturais. Infelizmente nenhuma delas cumprem o seu papel de maneira integral. Cada qual com seu motivo, interesse ou limitações. Não bastasse o apoio e aprovação, muitos artistas ainda, procuram espontaneamente o Toque Musical pedindo que divulguem seu trabalho. Eu tenho certeza de que não estou tirando o leite da boca dos filhos dos artistas, nem os estou prejudicando financeiramente, pois eles sabem que são os verdadeiros vilões nessa história. Meu prezado, não penso também que eu esteja me aproveitando da situação, usufruindo da generosidade dos ‘ingênuos’ provedores e sites da Internet. O Blogger não está me dando nada de graça. O meu e-mail, de não sei quantos megabites, super dinâmico e moderno, oferecido pelo Google não é verdadeiramente de graça. Indiretamente e involuntariamente eu estou trabalhando para eles. Aliás, eu só não, todos nós, inclusive você. Meu chapa, há muito mais merda nessa história do que a gente tem aqui para discutir e imaginar. Divulgar antigos fonogramas, obras maravilhosas esquecidas, artistas, nomes, épocas e até mesmo a história da própria indústria fonográfica não pode ser considerado um crime. Sabendo que discos raros, fonogramas e gravações importantes poderiam ser totalmente esquecidos e tendo eu acesso a tudo isso, acho injusto e inaceitável continuar mantendo guardado, limitado à poucos olhos e ouvidos. Quando, através da ‘sua lei’ eu teria condições para manter por tanto tempo um blog como este? Quando um projeto de lei aceitaria a proposta do Toque Musical? Não dá, meu caro, para querer ser ‘certinho’ como você. Infelizmente eu devo ser mesmo um marginal. Um marginal e idiota que ainda dá ouvidos e responde a tamanha desafeição.

Quanto a jogar pérolas aos porcos, acho que este sempre foi o pensamento de uma elite desprezível, que considera todo aquele fora dos seus limites como um não merecedor. Talvez eu seja comunista sim, mas não carrego bandeiras ou pertenço a alguma agremiação. Sou talvez um ‘bôbo solitário’ que não quer nada mais do que ser feliz e levar o que me faz feliz aos outros. Não me importa se 80% dos meus visitantes são os ocultos, ainda assim eles são meus amigos. E aqui não é uma loja de disco, não tem nada a venda. Há no máximo uma troca, uma interação e muita afinidade. Através do Toque Musical tenho conhecido pessoas interessantíssimas, inclusive e pessoalmente, muitos artistas, gente que eu jamais imaginaria que um dia iria conhecer. É aí que mora o grande barato de continuar tocando o blog. Este é um diário de um personagem chamado Augusto.

O Toque Musical, seja bom ou seja ruim, está contando uma história que até os corvos querem ouvir. Apenas alguns burros, empacados, não consegue se mover e ver a cena por outro ângulo.

Enquanto houver em mim o prazer de compartilhar o que escuto, não pouparei esforços. Faço o que faço por amor. Gosto disso 🙂

Ivan Casanova E Seus Conjuntos – Um Olhar, Uma Dança, Um Amor… (1960)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Muita gente por aqui ainda não se tocou quanto ao ocorrido, os arquivos deletados do Mediafire. Muita gente por aqui não costuma ler o cabeçalho do blog e nem sempre dão muita bola para o que eu escrevo nas postagens. São esses os que vão mais amargar com a situação. Afoitos, vão continuar fazendo seus pedidos e eu irei atendê-los, mas na medida do possível. Vão todos para a fila de espera e o atendimento será por ordem de chegada. Repetido, estou dando prioridade às postagens mais recentes e aos exclusivos criados pelo Toque Musical. Todo novo ‘re-toque’ virá agora nos comentários feitos pelo Mediafire, afinal é ele quem nos tirou os links e agora vai voltar para nos dar o que queremos, não é mesmo? Algumas outras postagens, as que são chamadas ‘REPOST’, continuarão sem links, sendo apenas possível acessá-los dentro do Grupo de Discussão do Toque Musical. Quem quiser participar, as portas estão sempre abertas. Quem quiser sair, da mesma forma, portas escancaradas, bye bye… Espero ter sido bem claro. Dúvidas, mandem um e-mail 😉

Falando agora da postagem do dia, temos aqui “Ivan Casanova e Seus Conjuntos”. Na verdade, Walter Wanderley em um codinome bastante singular. Este álbum já foi postados em outros blogs, mas como sempre, merecendo de um arquivo mais completo (meia-boca aqui, só os meus textos). “Um olhar, uma dança, um amor…” foi um lançamento da Odeon, através do seu selo Imperial. Ao que tudo indica o disco saiu em 1960 e pelo que eu fiquei sabendo, essas gravações eram ‘sobras’ de estúdio, um material muito bom que a Odeon soube bem aproveitar. Em todas essas faixas (ou quase todas) há a participação do Walter Wanderley. Mas também participam outros grandes instrumentistas. Para evitar amolação quanto aos créditos e outras ‘inhacas’, a gravadora lançou mão de um artifício comum usado pelas editoras, o nome falso, ou como muitos preferem, o codinome. Daí nasceu “Ivan Casanova” e seus conjuntos (no plural), porque logo percebemos, ao ouvir o disco, que o Walter Casanova, ou Ivan Wanderley (como queiram) está tocando com diferentes músicos e até (possivelmente) em momentos diferentes. Entendo este álbum como uma compilação na qual WW é o mais presente. O conteúdo, ou o repertório, é da melhor qualidade como se pode ver logo a baixo. Disco delicioso de se ouvir. Instrumental de primeira, bem jazzístico, com bossa e também ambiente (me fez lembrar as músicas de elevadores da antiga loja Mesbla, hehehe…)
the man i love
chega de saudades
el reloj
love is the tender trap
angústia
on the sunny side of the street
o apito no samba
aqueles olhos verdes
no tabuleiro da baiana
stormy weather
pastorinhas
te quiero dijiste

Do Barquinho Ao Avião: 30 Anos De Bossa Nova – 30 Anos De Lider (1987)

Boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Hoje pela manhã eu tive a ingrata surpresa de ver que todos os meus ‘toques’ de postagens foram apagados do provedor Mediafire. Fiquei realmente muito chateado. Eles limparam todos os meus arquivos. Entraram na minha conta e simplesmente deletaram tudo. Isso, me parece, aconteceu com todos aqueles que tinha arquivos hospedados nesse provedor. Fiquei mesmo injuriado com a postura do Mediafire, mas depois, refletindo, vi que essa talvez tenha sido a melhor opção, para evitar a degola, semelhante ao que aconteceu com o Megaupload. Apesar de terem ‘deletado’ os dados que eu armazenei, sem pagar nada (em termos…), eles não apagaram a minha conta e estão aceitando os ‘uploads’ (isso é que me intriga). Ok, parti do zero, vamos lá… Como existem mais de duas mil postagem carecendo de novos ‘toques’ e se torna ‘augustalmente’ impossível repor todos eles de uma só vez, farei então o seguinte… De agora em diante, o que vale é a postagem atual, presente. Quem quiser mesmo conhecer os ‘toque musicais’ vai ter que ficar mais ligado, atento ao diário do blog.

As providências que pretendo tomar no momento são as de repor, primeiramente, aquilo que é exclusivo no Toque Musical, as últimas postagens e posteriormente as solicitações por ordem de entrada. Este é um trabalho demorado, daí peço a compreensão e paciência dos amigos. Observem que toda postagem atualizada será um comentário do nosso querido Mediafire. Como não sei por quanto tempo os arquivos ficaram hospedados neste site, sugiro a todos ficarem mais presentes e atentos. Reposição agora pode demorar.
Se acaso as portas se fecharem para o ‘sobe e desce’, vou também mudar a política por aqui. Aquilo que antes era de graça, assim poderá vir a ser cobrado, pelo menos para pagar a manutenção e permanência dessa fonte.
Confesso que fiquei meio sem tesão para fazer a postagem de hoje. Acabei nem preparando nada de especial. Aquela boa coletânea ou mesmo uma colaboração enviada por algum amigo, vai ficar para uma próxima vez. Porém, para não dizerem que eu fugi da briga, ou que faltei à sessão, vai aqui uma coletânea comemorativa dos 30 anos de Bossa Nova. Trata-se de um disco promocional usado pela empresa aérea Lider. Uma coletânea já editada pela Polygram, com seleção de repertório feita por Roberto Menescal. São músicas bem conhecidas de todos e algumas até já apresentadas aqui. Não é exatamente o que eu queria para hoje, mas diante à tudo que ocorreu e aos poucos 15 minutos finais deste sábado, só restou mesmo como opção este lp. Divirtam-se 🙂
rio – os cariocas
você e eu – nara leão
coisa mais linda – caetano veloso
garota de ipanema – sergio mendes e bossa rio
aguas de março – tom jobim
carta ao tom 74 – toquinho e vinicius
falsa baiana – joão gilberto
surfe board – roberto menescal e seu conjunto
desafinado – gal costa
o barquinho – tamba trio
chega de saudade – tom jobim
corcovado – sylvia telles
borandá – edu lobo e tamba trio
triste – elis regina
de palavra em palavra – mpb-4

Nelson Faria, Nico Assumpção E Lincoln Cheib – Trio (2000)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Chegamos a mais uma sexta feira independente e para variar, em todos os sentidos, eu estou trazendo aqui um registro da boa música instrumental. Uma gravação que me caiu nas mãos graças aos bons amigos, que sabem bem aquilo que condiz com o perfil do blog Toque Musical. Valeu Pampani!

Embora eu tenha fugido um pouco da proposta musical que se seguiu pela semana, o que trago agora, sem comparações, é também de tirar o chapéu. Música de qualidade, instrumental e contemporânea. Tenho certeza que quem tem bons ouvidos para escutar os grandes do passado, também sabe apreciar a música dos grandes do presente.
Trago para vocês, com exclusividade, mais um ‘bootleg’ especial, com direito a capinha e tudo mais 🙂 Vamos encontrar neste registro, três grandes músicos, instrumentistas disputadíssimo pelo alto nível de suas performaces. Começamos pelo mineiro, guitarrista (e também fotógrafo!) Nelson Faria. O cara é um fera, já tocou com Deus e o mundo e continua mandando bala, tem uma dezena de discos solos gravados (incluindo este agora, hehehe…) e participação em outros de diferentes artistas. Pelo que eu li em seu site, Nelson tem atuado como professor convidado em duas universidades européias. Seu último trabalho foi um cd gravado ao vivo na Alemanha com a Hr-Bigband (Frankfurt Radio Bigband) e participação do baixista Ney Conceição e o baterista Kiko Freitas. Outro mineiro, também super requisitado, é o baterista Lincoln Cheib, que toca na banda do Milton Nascimento, filho de Dirceu Cheib, do Estúdio Bemol. Lincoln vem se despontando com um dos maiores bateristas da atualidade. Também tem uma atuação acadêmica, como professor convidado na Escola de Música da UFMG. Finalmente, temos outra fera, o saudoso baixista Nico Assumpção, este, agora toca mais para Deus do que para o mundo, mas foi um dos nossos maiores contrabaixistas, também com um currículo invejável. Infelizmente, ele se foi prematuramente. Uma grande perda para a Música Brasileira.
Juntos, em um show realizado em 17 de janeiro de 2000, na Casa de Cultura Estácio de Sá (RJ), os três músicos ‘barbarizam’, mostram uma sintonia que faz a gente ficar de boca (e ouvidos) bem abertos. Foi nesse encontro, nesse show, para um público seleto, que nasceu a ideia da produção de um cd, o “Três/Three”. Algumas das músicas apresentadas nesta gravação vieram a fazer parte do cd, lançado no final de 2000.
É interessante observar a interação dos músicos e principalmente a atuação do Nico, que toca como nunca, talvez prevendo ali seu último momento. É impressionante e comovente. Vocês precisam ouvir isso!
quartet
o barquinho
vento
modinha para juliana
buxixo
paca tatú
vera cruz
quartet (bis)

Sambistas Do Asfalto – Assim É O Samba (1960)

Muito bom dia a todos! Com tantos comentários, eu fiquei até mais animado. E já que falamos de Astor Silva, resolvi trazer mais um disco onde ele é o ‘diretor’. Temos aqui os Sambistas do Asfalto, um grupo musical recheado de grandes talentos. Instrumentistas de primeira linha como Copinha, Moacir Marques, Maurílio Santos, Zequinha Marinho, Netinho, Malagute e Wilson das Neves. Temos também os cantores Jair Avelar, Edgard Luiz, Joab Teixeira e Copacabana que se revezam a cada faixa. E também, não podemos esquecer os ritmistas, que são os verdadeiros sambistas: Arno, Bucy, Gilberto, Marçal e Raul. Curiosamente são esses últimos aqueles menos favorecidos, economizam até nos créditos, aparecendo apenas o primeiro nome.

Neste único álbum lançado por eles iremos encontrar uma série de clássicos do samba, das décadas de 30 e 40, músicas que marcaram época e continuam até hoje fazendo sucesso.
Como já estamos próximos do Carnaval, este disco chegou na hora certa! Confiram…
arrasta a sandália
mágoas de vagabundo
izaura
pelo amor que eu tenho a ela
fui louco
de babado
ela
dinheiro não há
a morena que eu gosto
fita amarela
provei

Astor – O Baile Do Ano (1962)


Bom dia, amigos cultos e ocultos! É isso aí… É assim mesmo que eu gosto, cultos ou ocultos, todos marcando presença. Sei bem que comentários a gente faz quando algo realmente nos impressiona, seja de uma forma ou de outra. Comentar por obrigação é mesmo um saco e ninguém está aqui apenas para dizer ou ouvir um lacônico ‘muito obrigado’. Mas quando eu percebo que está havendo um ‘feed back’, um retorno, me sinto mais animado e procuro responder à altura, fazendo valer mais um dia. Tenho certeza que os amigos aqui vão também apreciar este álbum, que eu acredito ainda ser inédito nos blogs.

Temos aqui, mais uma vez, Astor Silva, dirigindo a Orquestra Columbia, num belíssimo álbum lançado em 1962. Este disco é verdadeiramente muito bom, tanto na parte dos arranjos quanto na escolha do repertório. Astor comanda a orquestra com seu trombone, direcionando cada música de forma exemplar e sem exageros. Junto à essa orquestra de metais, costura as brechas o piano de Vadico e o côro formado pelos próprios instrumentistas. No texto da contracapa, escrito por Ary Vasconcelos, temos um detalhado painel de cada uma das faixas, o que adianta o meu lado e esses quinze minutos para a postagem. Confiram já esta maravilha. Isso sim é que é metais em brasa, mora?
madeira de lei
tumba lê lê
aquelos ojos verdes
los dos sabemos
pennsylvania 6-5000
astor em hollywood
in the mood
chatanooga choo choo
castiguei
samba maravilhos
angelitos negros
triste não

Sexteto Prestige – Musica E Festa Nº 4 (1959)

Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Voltamos a correria… O dia já começa com ‘o bicho pegando’. Muita coisa para fazer e pouco tempo de folga. Mas antes que eu saia para o trabalho, deixo aqui para vocês uma nova postagem.

Aqui vai mais um álbum da série criada pelo selo Prestige para o seu Sesteto Prestige. Como já falamos aqui, “Música e Festa” é uma série de seis discos lançados no final dos anos 60, discos feitos para dançar. Músicas da época reunidas numa espécie de ‘pot-pourri’, em blocos de quatro faixas. A razão, claro, era dar aos casais um tempo mais longo na dança à dois, sem pausas.
Neste 4º álbum, vamos encontrar um repertório com 17 músicas, entre temas nacionais e internacionais, todas bem conhecidas do público (da época). Mais para frente irei trazer também os outros dois volumes que faltam dessa série. Vamos conferindo aí…
história
perfume de gardênia
caixa postal zero zero
serenata do adeus
recado
morena boca de ouro
mistura fina
fica comigo
jalousie
angelitos negros
quiereme mucho
olhos negros
meu sonho é você
só eu esperando
ponta de rua
ela disse-me assim
tédio

Orlando Correia, Ronaldo Lupo E Solon Sales – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 09 (2012)

A alegria do reencontro! Assim é que se pode definir esta nona edição do Grand Record Brazil, após duas semanas de ausência involuntária. Apresentamos nesta edição três cantores de muito sucesso em suas épocas, ainda que sejam pouco lembrados atualmente. São eles:

Orlando José Correia (Niterói, RJ, 1928-Rio de Janeiro, 2002). Antes de ser cantor, era mecânico de motores à explosão, diplomado pela General Motors, tendo sido dono até de uma oficina mecânica, além de um hotel e um restaurante, isso após deixar a carreira.. Ciro Monteiro, o “Formigão”, foi quem o descobriu cantando em um parque de diversões de lá de Niterói e o levou para o rádio carioca, atuando primeiro na Mayrink Veiga, depois na Guanabara, na Clube do Brasil e, por 28 anos, na Tupi. Orlando aqui comparece com o disco Todamérica TA-5325, gravado em 16 de junho de 1953 e lançado em agosto do mesmo ano. Na faixa de abertura, matriz TA-485, o samba-canção “Sistema nervoso”, que Wilson Batista, Roberto Roberti e Arlindo Marques Jr. compuseram em uma noite nas escadarias do Palácio Monroe, mais tarde demolido, com a presença de Orlando. Note-se a criatividade do técnico de gravação, Norival Reis, que, para a sonoplastia, usou um carrilhão e um despertador, além de fazer de câmara de eco o banheiro do estúdio! Completando, matriz TA-486, o belo fox “Dançando com você”, da parceria José Maria de Abreu-Jair Amorim, marcada por inúmeros hits inesquecíveis, bastando lembrar, por exemplo, “Alguém como tu”, um marco na carreira de Dick Farney. Dos anos 1980 até 2002, quando morreu, Orlando Correia residiu em Maricá, litoral norte fluminense.

Ronaldo Lupo (São Paulo, 1913-Rio de Janeiro, 2005). Pseudônimo de Ronaldo Lupovici. De origem judaica, foi também compositor, produtor e ator de cinema, tendo presidido o Sindicato Nacional da Indústria Cinematográfica. Ronaldo marca presença aqui com outra preciosidade do acervo da Todamérica, o disco TA-5040, gravado em 4 de dezembro de 1950 e lançado em fevereiro de 51, com duas músicas de sua autoria, No lado A, matriz TA-81, “Baião em Paris”, parceria com o baiano Duque (Antônio Lopes de Amorim Diniz), também dentista e dançarino, responsável pela divulgação do maxixe na Europa e nos EUA, a partir dos anos 1910. Ao parar de dançar, Duque inaugurou, em 1932, a Casa de Caboclo, de arquitetura rústica, na Praça Tiradentes, destinada a divulgação de música brasileira regional e folclórica. Completando o disco, matriz TA-82, Ronaldo apresenta o divertido fox “Depois eu conto”, que fez com Nestor Tangerine, A participação do coro pedindo “Conta! Conta!” é um dos pontos fortes desta composição, que Ronaldo voltaria a gravar em 1958, desta vez pela Columbia. Sua discografia em 78 rpm como intérprete tem apenas 13 discos com 45 fonogramas, nos selos Continental, Todamérica, Columbia e Mocambo.

Solon Hanser Sales (Sorocaba, SP, 1923-São Paulo, 1995). Era conhecido como o “seresteiro da Paulicéia”. Foi trapezista, acrobata e mágico no circo Irmãos Hanser, no qual trabalhavam o pai, a mãe e mais cinco tios, dando espetáculos em Sorocaba e cidades próximas. Já em São Paulo, formou com um amigo a dupla caipira Samburá e Chapinha (Sólon era este último), que atuou nas rádios Bandeirantes e Cultura, nesta última protagonizando uma novela sertaneja. Desfeita a dupla, prosseguiu sozinho a carreira. Aqui, as músicas do primeiro disco de Sólon Sales, gravado na Continental em 2 de janeiro de 1948 e entregue às lojas em maio-junho daquele ano com o número 15908, logo de saída emplacando dois estrondosos sucessos. Abrindo o disco, matriz 10804-1R, o tango brejeiro “Segue teu caminho”, de Mário Zan e Arlindo Pinto, uma verdadeira apoteose, que receberia inúmeros outros registros. O próprio Mário o acompanha com seu acordeon, ao lado do violonista Aymoré. O lado B, matriz 10803-1R, é a valsa “Belo Horizonte”, homenagem à “capital das Alterosas”, concebida por Arlindo Pinto e Anacleto Rosas Jr., autores de inúmeros hits sertanejos, mais uma vez com Mário Zan ao acordeom, à frente de seu conjunto, no acompanhamento. Sólon Salles nos oferece ainda outros quatro fonogramas raros: abrindo o terceiro disco do cantor, o Continental 16100, gravado em 20 de maio de 1949 e lançado entre julho e setembro desse ano, o balanceio “Cabeça inchada”, do mineiro (de Viçosa) Hervê Cordovil sobre motivo folclórico, matriz 11010. Um clássico que seria regravado inúmeras vezes, destacando-se os registros de Carmélia Alves e da dupla Adelaide Chiozzo-Eliana Macedo, também estrelas do cinema nacional, ambos de 1951. Completando o disco, matriz 11012, mais um tango brejeiro, “Perambulando”, de Mário Zan e Arlindo Pinto. Mais uma vez Mário comparece com sua sanfona e seu conjunto. Por fim, mais um disco Continental, o de número 16274, gravado em 23 de junho de 1950 e lançado em setembro-outubro do mesmo ano, com acompanhamento da orquestra do também médico Antônio Sergi, o Totó (por isso ele aparece no selo como “doutor”). No lado A, matriz 11148-R, o samba-canção “Meu castigo”, de autoria de José Nicolini, maestro e compositor paulistano de origem italiana. E, completando, matriz 11149-R, a conhecida valsa (ou corrido) “Beijinho doce”, de Nhô Pai, originalmente lançada em 1945 pelas Irmãs Castro, e muitíssimo regravada, inclusive por Nalva Aguiar, quando mereceu um arranjo mais “jovem”. Enfim, o GRB nos oferece, com músicas ditas “waves”, mais agradáveis momentos de alegria e recordação!

*TEXTO SAMUEL MACHADO FILHO

dançando com você – orlando correia
sistema nervoso – orlando correia
baião em paris – ronaldo lupo
depois eu conto – ronaldo lupo
beijinho doce – solon sales
belo horizonte – solon sales
cabeça inchada – solon sales
meu castigo – solon sales
perambulando -solon sales
segue teu caminho – solon sales


The New Stan Getz Quartet – Getz Au Go Go (1964)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Hoje eu estou trazendo um disco que comprei lá no Rio. Albão importado, quase novo, que eu paguei a bagatela de 12 reais! Dizem que é no centro do Rio e também na Zona Norte que se compra lps baratos. Eu rodei tudo por lá e vou dizer, disco barato mesmo eu achei foi em alguns sebos e livrarias de Ipanema e Leblon. Discos maravilhosos na faixa de 3 a 5 reais. Quem gosta de vinil como eu fico doido. Eu trouxe bastante coisas e na medida do possível irei postando para vocês, ok?

Segue então o “The New Stan Getz Quartet”, um disco célebre e por certo já bem conhecido do publico de blog. Neste álbum o saxofonista Stan Getz vem acompanhado da cantora Astrud Gilberto. Trata-se de uma gravação ao vivo feita em 19 de agosto de 1964, numa apresentação realizada no Café Au Go Go, Greewich Village, em New York City. No disco temos dez músicas, das quais, cinco delas são cantadas por Astrud. Acho as gravações ao vivo, em geral, sempre muito interessantes, pois trazem consigo um momento especial e uma energia que a gente não vê (ou ouve) nos discos de estúdio. Embora seja um disco já bem badalado, vai aqui também marcar presença, principalmente neste domingo de sol e data do aniversário da minha mãe. Se ela estivesse viva, hoje estaria completando 84 anos. Ela adorava “Corcovado” 🙂
corcovado
it might as well be spring
eu e você
summertime
nix pix flix
only singing song
the telephone song
one note samba
here’s that rainy day

A Visit To Brazil (1958)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje, sábado, é dia de coletâneas, mas eu, infelizmente não tive tempo de preparar uma daquelas seleções exclusivas que fazem tanto sucesso por aqui. Como os companheiros de outros blogs também não se manifestam, apresentando suas coletâneas, o jeito foi eu improvisar. Aliás, não se trata bem de um improviso, temos aqui uma verdadeira seleção fonográfica. Um disquinho raro e curioso, bem a cara do nosso Toque Musical.

Tenho para vocês um álbum estrangeiro, uma coletânea que segundo seus produtores é de música brasileira. Este disco foi lançado em 1958 nos Estados Unidos pelo pequeno selo Seeco, criado na década de 40 por Sidney Siegel. Siegel era um joalheiro e também um amante da música latina. No início dos anos 40 ele decidiu investir parte de sua renda, na rentosa joalheiria “Casa Siegel” para se dedicar à uma produção fonográfica diferenciada. A Seeco foi um selo pioneiro ao procurar produzir nos Estados Unidos álbuns de música latina (Seeco – For The Finest In Latin-American Recordings). O selo durou um bom tempo e lançou uma diversidade musical até então pouco conhecida nos ‘States’. Música cubana, argentina, caribenha, brasileira, mexicana, ritmos latinos em geral, além de franceses e espanhois, tudo passou pela Seeco.
Este curioso álbum traz uma seleção por onde passam Angela Maria, Elizeth Cardoso, Carmen Costa e o grupo vocal Titulares do Ritmo. Há também nomes como Uccio Gaeta, Carminha Mascarenhas e Heleninha Costa. Uma coisa que me chamou a atenção foram as gravações que parece terem sido feitas para este lp. Acredito que nossos artistas gravaram com exclusividade para a Seeco. Digo isso porque eu não me lembro de já ter ouvido essas versões. Como esta gravadora tinha o hábito de fazer ela mesma os registros, deduzo que sejam então exclusivas. Não foi simplesmente uma coleta de fonogramas ‘comprados’ e prontos. A qualidade da gravação, embora o disco seja ‘made in usa’ e esteja impecável, fica muito a desejar. Vale mesmo pela curiosidade. Confiram e dêem suas opiniões… 🙂
carinhoso – angela maria
bem te vi atrevido – uccio gaeta
coisas de mulher – titulares do ritmo
dora – angela maria
facundo – carmen costa
vem ver – angela maria
espinita – carminha mascarenhas
não devo sonhar – angela maria
contigo en la distancia – uccio gaeta
rio e amor – angela maria
agarrarinha – carminha mascarenhas
fala mangueira – angela maria
o amor é tudo – elizeth cardoso
sinfonia do samba – heleninha costa
terra seca – angela maria