Conjunto Mafasoli (1967)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Vocês sabem que eu sou um cara que adora ‘invetar moda’ e sempre que é preciso eu estou lá… Eu hoje encasquetei de postar um disco o qual não tinha a capa. Na verdade, a capa estava um lixo e eu até pensei em restaurar, mas diante ao trabalho, achei melhor criar uma outra. Acho que ficou até legal, porém quem vê e não conhece o artista, vai pensar que é algum disco de jazz. Mas, não se enganem, a coisa aqui está mais para Jovem Guarda. Bom, agora já está feito e pronto…
Temos aqui o Conjunto Mafasoli, ou melhor dizendo, Carlinhos Mafasoli. Um nome que indica uma dezena de discos gravados e participação em trabalhos de tantos outros artistas e edições. Porém, se formos procurar a sua biografia, ou mesmo algum dado artístico, vamos ficar na mão… Caramba, não há nada na rede sobre o Carlinhos Mafasoli, apenas seus velhos discos vendidos no Mercado Livre. Bom, do pouco que sei, este artista foi um músico atuante nos anos 50 e 60. Ele aparece em vários discos e dos mais variados gêneros tocando acordeon, sanfona, piano ou orgão. Seus lps não são trabalhos autorais, ao que tudo indica ele era apenas um instrumentista e intérprete. Neste álbum, lançado pelo selo Som Maior em 1967, vamos encontrá-lo pilotando um orgão, dedilhando os temas em voga na época. Um repertório misto, com músicas nacionais e internacionais, feito então para tentar agradar tanto os mais velhos quanto os mais moços. Os arranjos e regência são do maestro Portinho.
penny lane
coração de papel
puppet on a string
bus stop
tell the boys
there’s a kind of hush
never, never
call me
funeral de um lavrador
this is my song
green grass
o bilhetinho
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Os Maracajás – Gatos Bravos (1968)

De volta, como havia prometido. Desta vez postando o álbum de hoje. Vamos agora com Os Maracajás, grupo surgido nos anos 60, na ‘onda’ da Jovem Guarda. Ao que tudo indica, suponho, este conjunto veio do  Rio de Janeiro. Em minha breve pesquisa descobri que eles gravaram pelo menos mais uns dois discos, entre eles, ou em um deles, consta inclusive a participação do saudoso Azimuth, José Roberto Bertrami. Este álbum foi o disco de estréia, lançado, provavelmente, em 1968. No repertório vamos encontrar uma série de músicas bem conhecidas do público. Sucessos nacionais e internacionais, algo bem ao gosto da época. Ah, esqueci do detalhe, trata-se de um disco instrumental, algo bem parecido com outro conjunto da época, o The Pop’s. Para os que gostam do gênero, taí, mais um prato cheio…

pot pourri:
urubu malandro – asa branca – dorinha meu amor – no rancho fundo
meu primeiro amor
maria bonita
fim de semana em paquetá
acorda maria bonita
recordando o líbano
qui nem giló
até quarta feira
voltei
lá vem a rita
in the mood
san francisco
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Agostistinho de Matos – Um Violão Dentro Da Noite (198…)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Ontem, sexta feira, eu não postei nada. Juntou a preguiça com a falta de tempo e deu no que deu… Mas para compensar, vou ver se hoje consigo fazer duas postagens, para não perdermos a intesidade 😉
Vou logo apresentando aqui o disco que seria o de ontem: “Um violão dentro da noite”, do violonista mineiro Agostinho de Matos. Aliás, ao que parece, este foi o seu único registro fonográfico e ainda assim de maneira independente. Agostinho, para os que não o conhecem, foi um dos importantes professores de violão em Belo Horizonte. Muitos músicos e artistas conhecidos passaram pela sua escola, a EMAB. Ele também foi radialista, apresentando programas musicais nas Rádios Inconfidência e Guarani, aqui na capital Mineira. Também atuou na televisão, na extinta TV Itacolomi. Neste lp, cuja a data de gravação e lançamento não sejam informados (creio que é da década de 80), temos um repertório totalmente autoral, onde ele executa choro, tango, valsa, fox, balada, serenata e até música ao estilo paraguaio. Segundo contam, o professor Agostinho era um pouco avesso às gravações e só lançou este disco depois de muitos insistirem com ele. Vamos conhecer?

pascoal amigo
bela vista
berceuse
cheguei de mansinho
amargurado
argentinita
wilson, o pescador
canção de amor
e assim sou feliz
ave maria em serenata a dosquelim
ponteando a viola
o infinito é assim
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Trio Irakitan – As Vozes E O Ritmo Do Trio Irakitan (1958)

Olá amigos cultos e ocultos! Seguimos aqui com mais disco do Trio Irakitan. Estou trazendo este lp porque, ao que parece, ele ainda não teve a sua vez. Eu, por outro lado, eu adoro esse trio. Assim, vamos às vozes e ritmos do Trio Irakitan em sua formação inicial, com Edino, Gilvan e Joãozinho. Creio eu que este foi o segundo lp de 12 polegadas lançado por eles. Álbum muito bom, recheado de baião, toada e samba. Aliás, um disco onde predomina a música de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Composições que são, muitas delas, verdadeiros clássicos da música popular brasileira. Embora não conste no texto ou em qualquer outro lugar do disco, temos como participação, quase especial, o grande Sivuca que além de tocar, foi também o responsável por diversos dos arranjos. Como disse, um álbum dos melhores. Quem conhece não vai perder 😉

de perna bamba
moinho d’água
benzim
mangaratiba
asa branca
lancha nova
fogo pagô
dono dos teus olhos
kalú
siridó
baião
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Turibio Santos E Orquestra De Violões Do Rio De Janeiro (1984)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje, para não variar, eu estou um pouco cançado, depois de algumas horas de caminhada pela Av. Antonio Carlos. Ir na manifestação foi mole, duro foi ter que voltar como viemos, a pé. Ufa, custei, mas cheguei!
Vamos rapinho… vai aqui um disco do violonista Turibio Santos, acompanhando e regendo a Orquestra de Violões do Rio de Janeiro. O disco foi gravado ao vivo no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1984. Nele encontramos um repertório essencialmente erudito, com peças de Francisco Mignone, Leo Brouwer, Roberto Gnattali, Vivaldi, Joaquim Rodrigo e L. M. Gottschalk. Confiram aí…

maracatú do chico rei
a cidade das mil cordas
fantasia dos ecos
baião
grande fantasia triunfal sobre o hino nacional brasileiro
concerto em ré maior para violão e orquestra
concerto de aranjuez
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Vários – Radamés Gnattali E A Música Popular (1990)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Para abrilhantar a nossa terça feira eu estou trazendo para vocês este belíssimo álbum dedicado à música do mestre Radamés Gnattali. Trata-se de um disco promocional para a Atlantic, do extinto selo Kuarup. Creio eu que, originalmente, este disco não foi lançado com a intenção de promover a tal bandeira de combustível. A Kuarup tinha por hábito associar seus títulos e lançamentos à brindes promocionais de empresas, os discos eram relançados com novas capas, ou algo assim…
O certo é que temos aqui um disco em homenagem ao maestro, compositor, arranjador e instrumentista Radamés Gnattali. Uma produção de Mário  de Aratana e Henrique Cazes, músico o qual também participa como instrumentista no disco e dirige a Orquestra de Cordas Brasileiras, que praticamente dá corpo ao trabalho, ao lado do também genial Chiquinho do Acordeon, peça importante nessa produção. Está presente também o pianista João Carlos Assis Brasil, que segundo a ficha técnica na contracapa toca em duas das faixas (eu só percebi sua presença óbvia em “Maneirando”). Em resumo, temos aqui um excelente trabalho musical que Radamés, sem dúvida, deve ter aprovado lá de cima. Este álbum já teve seus dias em outras fontes e se não fossem elas e esta aqui (naturalmente), este momento estaria esquecido como tantos outros tem ficado. É por isso que o Toque Musical continua na ativa. Viva o compartilhamento musical! O resto são apenas produtos com seus prazos de validade vencidos 😉

remexendo – orquestra de cordas brasileiras
maneirando – joão carlos assis brasil
amargura – chiquinho do acordeon e orq. de cordas brasileiras
negaceando – joão carlos assis brasil
sarau para radamés – orquestra de cordas brasileiras
concerto para acordeon, tamboras e cordas – chiquinho do acordeon, henrique cazes e ocb
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Elvira Pagã – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 59 (2013)

E eis de volta o Grand Record Brazil, para alegria dos amigos cultos, ocultos e associados do TM. Nesta quinquagésima-oitava edição, estamos trazendo de volta, mais uma vez graças ao esforço do amigo e colecionador Beto de Oliveira, parcela substancial da carreira-solo de Elvira Pagã.
Nossa biografada, cujo nome de batismo era Elvira Olivieri Cozzolino, nasceu na cidade paulista de Itararé, divisa de São Paulo com o Paraná, no dia 6 de setembro de 1920. Ainda pequena, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, onde estudou num colégio de freiras, o Imaculada Conceição. Ainda estudante, organizava com a irmã, Rosina, inúmeras festas onde travariam inúmeras relações com o meio artístico da então Capital da República, sobretudo com os integrantes do Bando da Lua. Ainda na década de 1930, Rosina e Elvira atuaram em um espetáculo de inauguração do Cine Ipanema, ao lado dos Anjos do Inferno. Nessa ocasião receberam, de Heitor Beltrão, o apelido de Irmãs Pagãs (como a dupla ainda não tinha nome, Heitor a considerava “pagã”), que adotariam para o resto da vida.
As Irmãs Pagãs se apresentaram em inúmeras emissoras de rádio, como a Mayrink Veiga, e gravaram juntas um total de treze discos. Por quatro meses, excursionaram pela Argentina, Peru e Chile. Atuaram nos filmes  “Alô, alô, carnaval”(1935), “O bobo do rei”, “Cidade-mulher” (ambos de 1936), “Favela” (1939), “Laranja da China” (1940) e a produção argentina “Trés anclados em Paris” (1938).
A dupla encerrou-se em 1940, com o casamento de Elvira, e ambas passam a seguir carreiras independentes. Elvira Pagã tornou-se uma das maiores estrelas do teatro de revista, disputando com Luz del Fuego (Dora Vivacqua, Cachoeiro de Itapemirim, ES, 1917-Rio de Janeiro, 1967) o papel de destaque entre as mulheres brasileiras mais ousadas de seu tempo: foi a primeira a trajar biquini em Copacabana e, nos anos 1950, posou nua para uma foto, que distribuiu, vejam vocês, como cartão de Natal! Elvira foi também responsável direta por uma das tentativas de suicídio do compositor Assis Valente (ele cortou os pulsos, mas foi salvo), ao cobrar dele uma dívida escandalosa de 4.000 cruzeiros. Sua beleza e sensualidade lhe fizeram a fama (e lhe causaram até mesmo inúmeras prisões), tornado-a uma das “sex symbols” mais cobiçadas da época. Seu fã mais ardoroso era o perigosíssimo bandido Carne Seca, cuja cela na prisão estava abarrotada de fotos de Elvira, com destaque para uma na qual a vedete estava deitada sobre uma pele de onça, e onde se lia a dedicatória: “Para Carne Seca, um consolo de Elvira Pagã”.  Foi a primeira rainha do carnaval carioca – uma inovação nos festejos de Momo, que até hoje se mantém. No cinema, participou dos filmes “Carnaval no fogo” e “Dominó negro”, ambos de 1949, e “Aviso aos navegantes”, de 1950, também fazendo pontas em “Vegas nights” (1948) e “Écharpe de seda” (1950).
A partir dos anos 1970, passou a dedicar-se à pintura, adotando um estilo esotérico, mas não obteve muito destaque nessa atividade. Com a maturidade, Elvira foi se tornando misantropa e temperamental, evitando qualquer tipo de contato pessoal, principalmente com jornalistas e pesquisadores.
Elvira Pagã faleceu no Rio de Janeiro, em 8 de maio de 2003, fato este só divulgado três meses depois pela irmã, Rosina, então residindo nos EUA.
Como cantora-solo, Elvira gravou, em 78 rpm, doze discos com vinte e três músicas, onze delas de sua própria autoria (sendo a primeira delas o samba-jongo “Batuca daqui, batuca de lá”), entre 1944 e 1959. Desta produção, o GRB apresenta 16 preciosíssimos fonogramas. Para começar, as músicas de seu disco de estreia como solista, o Continental 15174, lançado em junho de 1944, apresentado os sambas “Arrastando o pé”, de Peterpan e Afonso Teixeira, matriz 829, e “Samburá”, de Gadé e Walfrido Silva, matriz 830. Em seguida,, os sambas de seu terceiro disco, também na então “marca dos três sininhos”, lançado em junho de 45 sob número 15353: “Na Feira do Cais Dourado”, de Nélson Teixeira e Nélson Trigueiro, matriz 1112, e “Um ranchinho na lua”, de Babi de Oliveira, matriz 1111. Em dezembro de 1949, Elvira lança pela Star, para o carnaval de 50, disco 169, duas composições de Sebastião Gomes e Nélson Teixeira: a “Marcha do ré” e o samba “Sangue e areia”. Ainda de 1950, apresentamos o disco Star 217, com o baião “Vamos pescar”, da própria Elvira mais Valentim, e o baião “Sururu de capote”, de José Cunha e Ramiro Guará, referência a uma iguaria gastronômica muito apreciada em Alagoas, em que o sururu, um molusco, é cozido ainda dentro da concha com leite de coco, tomate, cheiro verde e outros temperos. Depois, retira-se o caldo e serve-se o sururu, tanto como petisco como refeição, acompanhado de muita pimenta, pirão e purê de macaxeira (“Sururu de capote” deu título até mesmo a uma música do alagoano Djavan, por ele gravada em seu primeiro álbum, e à banda que o acompanhava em seus shows).
Para a folia de 1951, Elvira lança sob o selo Carnaval, da Star, disco 038, a marchinha “A rainha da mata”, dela própria com Valentim (referência direta à sua eleição para rainha do carnaval carioca, a primeira de longa dinastia) e o samba “Pau rolou”, de Sátiro de Melo e Manoel Moreira. Ainda em 51, a mesma Star lança, com o número 269, duas composições da própria Elvira: no lado A, o samba ”Cassetete, não!”, sem parceiro, ironizando os maus-tratos por ela sofridos em uma delegacia depois de uma de suas muitas passagens pela polícia, dada sua postura, então considerada imoral e agressiva por muitos. A música fez tanto sucesso que era cantada por travestis, que sofriam (como ainda hoje sofrem) perseguições policiais. Os “travecos”, quando davam as caras com os homens da lei, cantavam a música imitando os trejeitos de Elvira! No verso desse disco, apareceu o baião “Saudade que vive em mim”, parceria dela com Valentim.

Apresentamos depois as músicas do único 78 de Elvira Pagã no selo Ritmos, para o carnaval de 1956, número 20-0060, com duas composições próprias: a marchinha “Marreta o bombo” e o samba “Condenada”. Por fim, as músicas de seu penúltimo disco, o Marajoara MA-10009, para o carnaval de 1959, também da própria Elvira: a marchinha “Papel pintado”, matriz M-17, com parceria de Orlando Gazzaneo, e o samba “Você partiu”. Matriz M-18, que ela fez com Airão Reis e Nélson de Oliveira. Enfim, é com muita alegria que apresentamos esta retrospectiva de Elvira Pagã, e quem tiver as cinco músicas que ainda faltam para completar sua discografia-solo, entre em contato com o amigo Beto pelo email:betodec39@yahoo.com.br, que ele está no aguardo!

* Texto de SAMUEL MACHADO FILHO

Sivuca E Rildo Hora – Sanfona E Realejo (1989)

Muito boa noite, amigos cultos e ocultos! Como vocês já devem ter reparado no GTM, os nossos ‘toques’ estão vindo agora com senha e essa acompanha a postagem no grupo. Parece meio idiota e sem sentido fazer isso, ou mesmo uma chatice a mais  para se acessar o disco. Mas isso tem uma razão e eu explico. Acontece que muitos dos arquivos hospedados no Depositfiles ultimamente, tem sido apagados ou mesmo restritos. E eu só fico sabendo disso se alguém comenta. Creio que esses arquivos que a gente hospeda nesses sites, ficam, na verdade, muito expostos e a mercê da vontade e interesse de seus adminstradores. Eles, no fundo, não estão ligando à mínima para o conteúdo, desde de que esse não venha a lhe trazer problemas. Se der ‘ibope’, ainda melhor. Mas o certo é que contas ‘free’ estão sempre sujeitas a invasão e periodicamente são vasculhadas e quando acham por bem, bloqueiam ou apagam o que bem lhes interessar. Para evitar um pouco ou dificultar o monitoramento, descobri que pondo senha no arquivo compactado, dificulta a ação dos censores. Por isso temos agora a tal senha, ok?
Bom, para fechar bem a semana, ou dar início a uma nova, anuncio aqui o disco do domingo. Vamos hoje com o saudoso Sivuca ao lado de Rildo Hora. Um encontro da sanfona com o realejo. Realejo aqui no caso é um outro nome dado à gaita de boca, ou harmonica. Neste lp vamos encontrar os dois artistas muito a vontade, apresentando um repertório dos mais agradáveis. Entre temas autorais, temos também músicas de Caetano Veloso, da dupla Milton Nascimento e Fernando Brant, do grupo Boca Livre, Moraes Moreira, Jacob do Bandolim e por aí a fora… Um bom disco que sempre vale a pena ouvir de novo 🙂 confiram…

o amanhã
forró do abc
toada
sanfona e realejo
san vicente
forró bachiano
espraiado
os meninos da mangueira
você é linda
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The Rebels – Twist, Hully Gully, Surfin’ (1965)

Olá amigos cultos e ocultos do meu Brasil brasileiro e também aos estrangeiros de coração bem brasilerio… um bom dia a todos! E por falar em Brasil e seus brasileiros, hoje tem mais manifestações em massa por todo o país. Por aqui, creio, o bicho vai pegar… até porque hoje tem jogo da Copa das Confederações no Mineirão. Eu vou na passeata, mas quero ficar longe de qualquer tumulto. Vou de bike porque se precisar, caio na trilha. Não sei não, mas com tanta coisa que precisa ser resolvida nesse nosso país, se dependermos de manifestações, acho que vamos assim até o fim do ano, ou mais…
Mas deixando de lado essas questões, vamos ao que nos compete aqui, música para se ouvir com outros olhos. Hoje, vamos de rock, ou algo bem próximo disso. Tenho aqui para vocês mais um disco (e raro) de um dos primeiros grupos de rock brasilerios, The Rebels. Neste lp lançado pelo selo Imperial (e um dos primeiros discos estéreos lançado no Brasil) vamos encontrar o grupo com ainda mais vigor, trazendo um repertório muito bom, principalmente porque temos aqui três músicas dOs Beatles e mais uma série de clássicos da música jovem, que nessa época ainda era chamada de twist, hully gully, surfin’…
Para aqueles que não conhecem, The Rebels foi um grupo de rock/twist, formado no final dos anos 50. Em alguns sites informam que eles surgiram no Rio de Janeiro e depois mudaram-se para São Paulo. Eu, porém, me apoio em outras fontes que dizem que o grupo é mesmo paulista. Formado inicialmente por José Gagilardi Jr (guitarra base e vocal); Romeu Benvenutti (guitarra solo); Lídio Benvenutti, o Nene (bateria); José Carlos Camargo (baixo) e Gaspar (piano). Em 1960 José Gagilardi Jr sai do conjunto para se tornar o Prini Lorez, lembram dele? Os rebeldes dão uma pausa, mas retornam em 62 com uma formação diferente. No lugar de Gagilardi entra Constantino, Nene se transfere para o baixo, entra Nino na bateria e José Carlos Camargo assume a guitarra solo, além de se tornar o principal compositor. Sim, além dos ‘covers’ eles também compunham (pelo menos neste disco). Com esta formação eles gravaram ainda mais dois discos, cada um em gravadoras diferentes. Gravaram também um disco com um cantor americano chamado Dave Gordon (King Dave And The Rebels), mas este, acho, já com outra formação. Confiram aí…
walk right in
i want to hold your hand
a world without love
rebel surf
la bamba
if i had a hammer
let’s go
she loves you
a hard day’s night
my bonnie
about noon
mambo jambo twist
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Cauby Peixoto – Música E Romance (1957)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! E aí? Vamos ouvir o Cauby? Segue aqui mais um disco do cantor, conforme texto na contracapa, foi seu segundo álbum de 10 polegadas lançado pela RCA Victor. Temos assim, oito faixas internacionais, entre bolero, fox, beguine e samba canção, interpretadas pelo grande Cauby….

não fale de mim
outro dia
onde ela mora
garotas de portugal
espera-me no céu
anastásia
melodia do céu
vocë e eu
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Rud Wharton – Piano Bar (1955)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos. Finalmente, aqui vamos nós para mais um toque musical  diário. O dia já está no fim, mas logo um novo começa. É sempre assim 🙂
Antes que eu desmonte de sono encima do teclado, vou rapidamente mandando aqui mais um disco do acordeonista belga Rud Wharton em mais um disco produzido pela Musidisc, do produtor e cantor Nilo Sérgio. Lançado em 1955, este pequeno lp de 10 polegadas nos apresenta Rud Wharton desta vez num outro teclado, o piano. Ao que  podemos ver e ouvir, principalmente, o artista, em “Piano Bar”, nos brinda com oito temas internacionais famosos, cabendo também duas faixas nacionais para a “Dora”, de Caymmi e “Carinhoso”, de Pixinguinha. No blog temos também um outro disco deste artista, que segundo informações e comentários dos nossos amigos cultos, Rud era um músico europeu de passagem pelo Brasil. Parece não ter ficado por aqui  por muito tempo, mas o suficiente para lança alguns discos. Será que houve mais?
i’m in the mood for love
that’s amore
dora
chatanooga choo-choo
sweedish rhapsody
carinhoso
usted
luna rosa
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The Terribles – Brasa Quatro (1968)

Boa noite, amiguíssimos cultos e ocultos! Mantendo a tradição de um blog variado e surpreendente, aqui vamos nós, saindo do samba e caindo no rock… quero dizer, na onda da Jovem Guarda, mora? Mais uma vez, trago para vocês este conjunto vindo aqui das Geraes. E eu que nem me lembrava de já ter postado disco desse  grupo, o primeiro. Agora eu volto com este que foi seu quarto lançamento, pelo obscuro selo NCV, em 1968. Nada de muito diferente da proposta apresentada nos três primeiros álbuns, música jovem, porque não dizer, sucesso da época, Jovem Guarda. Mas entre tantos hits obrigatórios, há espaço para uma faixa autoral, “Deixe o tempo passar”. Os Terribles, neste lp, conta também com a participação da cantora Sonia Melo, lembram dela?

era um garoto como eu que amava os beatles e os rollings stones
aquela garota linda (she’s a woman)
prova de fogo
o telegrama (western union)
anna
deixe o tempo passar
só eu e você (there’s a kind of hush)
i’m believer
eu te amo mesmo assim
caramelo (mellow yellow)
maria carnaval e cinzas
o caderninho
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Adoniran Barbosa – Ao Vivo (1990)

Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje eu vou puxando aqui mais ‘disco de gaveta’, aquele que está sempre pronto, esperando sua hora e na falta da minha. Meu tempo está curto, então vamos curtí-lo…
Segue aqui este lp do Adoniran Barbosa, numa gravação feita ao vivo em 1979. Este foi o seu último registro em apresentação e veio a ser lançado em disco pela RGE onze anos depois. Este álbum voltou novamente a ser relançado com alguma mudanças na capa e creio que saiu já em versão digital (cd). Não vou nem tomar o trabalho de falar sobre esse registro. Como se pode ver, na contracapa, temos toda a informação necessária. Vão daí, que  eu de cá já vou indo… super atrasado!

trem das onze
já fui uma brasa
as mariposas
um samba no bixiga
samba italiano
bom dia tristeza
apaga o fogo mané
samba do arnesto
despejo da favela
uma simples margarida
viaduto santa efigênia
iracema
rua dos gusmões
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Linda Rodrigues 3 1/2 – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 58 (2013)

Como vocês bem se recordam, os três últimos volumes do meu, do seu, do nosso Grand Record Brazil apresentaram a discografia quase completa em 78 rpm da cantora Linda Rodrigues, fruto de esforçadíssimo trabalho do nosso amigo e colaborador Alberto de Oliveira. Pois bem: para este último volume, reservamos uma surpresa bastante agradável: as cinco gravações de Linda que faltavam! Afinal, quem deve tem que pagar, e só agora é que o Beto conseguiu essas faixas, porém nunca é tarde, não é mesmo? Portanto, é com muita alegria que completamos a coleção de Linda Rodrigues em 78 rpm com estas cinco faixas: “Enxugue as lágrimas”, samba lançado em janeiro de 1945, de Elpídio Viana e Carneiro da Silva, lado A do primeiro disco da cantora, o Continental 15222, matriz 892; “Os dias que lhe dei”, samba-canção de Newton Teixeira e Ayrton Amorim, lado A do disco Star 243, de 1951; “De mão em mão”, samba de Lecinho e Jaú, lançado também pela Star em dezembro de 1951 para o carnaval de 52 (disco 308-B); “Fique em casa”, samba-canção de Raymundo Olavo e Benê Alexandre, lançado em abril de 1954 (disco 16944-A, matriz C-3327); e “Chorar pra quê?”, samba de Aldacir Louro e Silva Jr., gravado na RCA Victor em 9 de outubro de 1957, com lançamento em janeiro de 58 para o carnaval (disco 80-1901-A, matriz 13-H2PB-0265). E, como complemento, apresentamos uma das últimas gravações da cantora: o samba-canção “Maldade”, extraída do primeiro dos dois compactos simples por ela gravados em esquema de produção independente. Aliás, o Beto conseguiu essa faixa graças a uma sugestão que dei a ele: o Beto viu no canal do MC Paulinho, no YouTube, um vídeo com essa gravação, e sugeri a ele que baixasse o vídeo, convertendo o áudio para mp3. Deu certo, como vocês ouvirão. Enfim, serviço completo para nossos amigos cultos, ocultos e associados! Afinal, quem espera sempre alcança… Lembrando que as músicas “Parceiro de Schubert” e “Escrava Isaura”, que revivemos no primeiro volume desta retrospectiva, são de Paulo Marques e Aylce Chaves, sendo que na “Isaura” eles têm Napoleão Alves como parceiro. Até a próxima, pessoal!

Texto de SAMUEL MACHADO FILHO

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Marivalda, A Forrozeira Da Amazônia – Mulher De Garimpeiro (1986)

Bom dia a todos os amigos forrozeiros cultos e ocultos! Ontem eu disse que estava encerrando a mostra junina, mas entre os discos que puxei veio também este curioso álbum da “Forrozeira da Amazônia”, a cantora e compositora cearence Maria Valníria Pinheiro, mais conhecida como Marinalva. Decidi então incluí-lo na festa. Disco bom para tocar no fim de festa, quando todo mundo já está calibrado e a criançada já foi dormir…
Marivalda vem neste álbum lançado pela Copacabana, trazendo seu forró picante, cheio de malícia e duplo sentido, uma peculiariedade nordestina sempre em voga. Mas há também espaço para músicas de outros autores, inclusive Humberto Teixeira em seu “Baião de Propriá”, ou ainda Pixinguinha em “Gavião Calçudo”.
Tem gente que me pergunta qual a razão de eu colocar aqui no final a lista da faixas das músicas, sendo que na maioria das vezes a contracapa já trás essa informação e eu na postagem incluo também essa contracapa. A verdade é que ao listar como texto os nomes das músicas, eu estou criando uma espécie de metadados que facilita a procura/pesquisa de uma determinada música no blog. Basta escrever o nome da música, ou parte dele, para cair nas postagens onde esta música se encontra. Entederam? 😉
PS.: corrigindo… fiz uma baita confusão com esta artista, trocando ela por outra cantora também com as mesmas características artísticas, nome parecido e até o mesmo jeitão. Para saber sobre a Marivalda, acabei indo parar num blog porreta! O Jornal Besta Fubana, onde tive o prazer de não apenas encontrar as informações necessárias, como também ótimos textos e artigos editados pelo seu adminstrador, Luiz Berto.

toco crú
faiquei e peguei fogo
pintainho no galinheiro
eu quero é mais
mulher de garimpeiro
papagaio dudu
paixão e desejo
xaxazando e rezando
gavião calçudo
lambada lambida
baião de propriá
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Oswaldo Bettio – Marcando Quadrilha (1991)

Bom noite, amigos cultos e ocultos! Por aqui encerramos nossa mostra de discos de festas juninas para este ano. Creio que já temos um bom número de opção, sem falar naqueles que já postados aqui em anos anteriores (os quais eu venho, dentro do possível, reponto novos links no GTM.
Repetido quase sempre o mesmo repertório, segue aqui este lp, lançado pela Edições Paulinas em seu selo independente Comep, trazendo no título o nome do radialista e compositor paulista, Oswaldo Bettio, irmão do não menos famoso e saudoso Zé Bettio, também radialista. Oswaldo, na verdade, aparece aqui apenas como marcador de quadrilha. As demais faixas musicais são por conta de um tal “Zé Pipa” e a “Turma do Quentão. Eis aí mais um disco ótimo para se tocar na festa, no intervalo do sanfoneiro 😉

quadrilha marcada – por oswaldo bettio
quadrilha instrumental
são joão luzitano
pula fogueira
capelinha de melao
cai cai balão
sonho de papel
antonio pedro e joão
isto é lá com santo antonio
noites de junho
chegou a hora da fogueira
lá vem a rita
o sanfoneiro só tocava isso
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Orquestra SBA E Côro – Festas Juninas – Pedro Antonio E João (196…)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Para não deixar a fogueira apagar e não perder o ritmo, aqui vai mais um disquinho junino 🙂 Aliás, quando digo para não perder o ritmo, falo num sentido mais amplo, visto que o presente lp, embora tenha tudo para ser o máximo, é no máximo curioso. Temos aqui uma bela capa representando uma autêntica festa de junho e um repertório também na medida. Porém, o maestro arranjador aqui estava mais com um espírito carnavalesco do que junino. Daí, temos doze autênticas pérolas transformadas em marchinhas com fortes tendências carnavalescas. Gostei não, mas achei curioso. Ótimo para se ouvir com outros olhos 😉

antonio, pedro e joão
chegou a hora da fogueira
noites de junho
isto é lá com santo antonio
o leilão
a dança da moda
são joão da rarão
festa portuguesa
capelinha de melão
pula fogueira
caí caí balão
sonho de papel
tarratatchim
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Martins Da Sanfona – Quadrilha (196..)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Dando sequencia à nossa semana dedicada às comemorações das festas juninas, eu trago hoje um autêntico disco de quadrilha. Certemente, muitos de vocês estarão envolvidos nas festividades do mês. Assim, vamos conhecer e levar este toque para as nossas festas. Taí uma boa trilha para animar a noite em volta da fogueira.
Temos aqui “Quadrilha”, lp lançado pela fábrica de discos pernambucana Rosenblit, através de seu selo Mocambo, trazendo o sanfoneiro Martins da Sanfona, também conhecido como Tony Martins e ainda Toinho da Sanfona. Este artista gravou vários discos entre as décadas de 50 e 60, sempre explorando o gênero forrózeiro, autêntico noirdestino. Certamente, a quadrilha de festa junina aqui tem todo o tempero nordestino, mas  não foge muito ao modelo tradicional, espalhado por diferentes regiões brasileiras. tem fogueira, tem quentão, tem rojão… e de quebra, traz na contracapa todo o roteiro de direção da quadrilha. Muito legal!

os cumprimentos
o passo da chuva
dança do xís
a dança da roda
o túnel
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São João Alegre! (1962)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Boa noite aos namorados. Noite cheia de amor… é… isso é muito bom. Eu até deveria ter postado aqui hoje um disco romântico para embalar os casais apaixonados. Mas como já havia prometido começar o forrózinho junino, vamos a ele… Porém, em homenagem aos namorados, eu escolhi um disco onde pelo menos a capa nos remetesse a isso. Bonitinha, não é mesmo? E olha ali o moleque preparando um estouro para os dois pombinhos, hehehe…
Pois é, temos aqui um raro e interessantíssimo álbum lançado pelo selo Philips, em 1962, celebrando uma festa que a cada dia vem perdendo seu espaço nas cidades brasileiras e na memória do povo. Uma pena… Mas aqui a gente estará sempre lembrando e trazendo discos maravilhosos como este.
“São João Alegre!” é um lp que reúne um grupo de artistas populares e dos mais originais. Vamos encontrar aqui Jackson do Pandeiro e sua parceira Almira; Jararaca e Ratinho (coisa rara!); Zé Calixto; Zé Fernandes; João Mello; Moura Jr e Gabriel e seu Violino. Ao que me parece, trata-se de uma coletânea extraída de gravações lançadas inicialmente em bolachas de 78 rpm, nos anos 50. Podemos dizer que sao gravações raras, que agora toma luz aqui no Toque Musical. Vamos conferir?

na base da chinela -jackson do pandeiro e almira
viva são joão – jararaca e ratinho
saltitando com a rabeca – gabriel e seu violino
avuale fulorão – moura jr
forró do carrossel – zé calixto
rancheira do porom pom pom -zé fernandes
vem amor – jackson do pandeiro
milho verde na fogueira – zé calixto
muié muderna – jackson do pandeiro e almira
segure o fle calixto – joão mello
toca fogo na fogueira – gabriel e seu violino
oito baixo renitente – zé fernandes
quadrilha do arraiá – jararaca e ratinho
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Banda De Pífanos Caruaru (1979)

Olá amigos cultos e ocultos! Para esta semana eu planejei postar aqui alguns discos de Festa Junina. Acontece que eu nem me lembrei, ou por outra, só fui pensa nisso agora. Infelizmente, no momento eu não tenho nada pronto, mas para compensar, já ressucitei algumas postagens antigas referentes aos festejos de junho. Amanhã, certamente, eu trarei novos/velhos discos para animar a festa.
Para o momento e sem muito a ver com a proposta (mas também sem fugir muito da ideia), vou trazendo como toque do dia a Banda de Pífanos Caruarú, em disco produzido pelo selo Marcus Pereira. A Banda de Pífanos de Caruaru, ou ainda Banda de Pífanos Zabumba de Caruaru é um dos conjuntos musicais mais antigos do Brasil, surgido em Pernambuco, em 1924. Trata-se de um grupo regional de música instrumental do nordeste brasileiro, composta de pífanos e percussão.

vira folha
pipoquinha
a briga do cachorro com a onça
macha dos bacamarteiros
xamengo dos pife
feira do troca troca
as espadas
pipoca moderna
os tupinambás
cavalinho cavalão
valsa da pastora
alvorada
novena
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