David Carroll – Percussion in Hi Fi (1956)

Olá amigos cultos e ocultos! Esta postagem já era para ter saído, mas depois de ter feito a resenha, houve uma queda de energia por aqui e eu acabei perdendo tudo. Daí fiquei meio sem saco para começar a escrever de novo. Mas vamos lá…  Segue aqui um disco muito interessante que eu tive a felicidade de reencontrar na rede. Me recordo, quando ainda criança, na casa da minha tia havia uma radiola bonitona enfeitando a sala. Nessa radiola havia um compartimento para discos e entre os tantos que tinha, havia este lp que era muito apreciado por todos nós. Trata-se de um disco de excelente qualidade sonora, explorando ao máximo a inovação do Hi-Fi e para tanto, nada melhor que uma orquestra capaz de produzir uma sonoridade rica e exótica, onde se destaca os instrumentos percussivos e um aspecto muitas vezes jazzístico. Tudo sob a regência do renomado maestro americano David Carroll. Disco importado, provavelmente nunca chegou a ser lançado no Brasil.

jell’s bells
bali ma’i
the chimes of swing
malaguena
discussion in percussion
the cricket
jungle drums
spanish symphonique

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Som Três – 3 (1971)

Os amigos cultos, ocultos e associados do TM já foram brindados com o primeiro álbum do grupo Som Três, formado por César Camargo Mariano (piano), Sabá (contrabaixo) e Toninho Pinheiro (bateria), lançado em 1966 pela Som Maior. Pois hoje estamos trazendo de volta o Som Três, e desta vez apresentando uma coletânea que a Odeon lançou em 1971, reunindo doze faixas extraídas dos quatro LPs que o conjunto gravou na “marca do templo”. Se não, vejamos: do primeiro LP do grupo para a “marca do templo” (e segundo de carreira), “Som Três show”, lançado em 1968, entrou apenas uma faixa, “Watch what happens”. Do álbum de 1969, sem título, foram pinçadas as faixas “For once in my life”, “Que pena (Ela já não gosta mais de mim)”,sucesso de Jorge (então) Ben, “Blood mary” (esta, do próprio tecladista, César Camargo Mariano) e “California soul”. No mesmo ano, o grupo lançou “Um é pouco, dois é bom, este Som Três é demais”, do qual foram escaladas as faixas “Spooky”, “Tanga”, “Não identificado”, “Take it easy my brother Charles” (outro hit de Jorge da Capadócia)e “Teletema” (da novela “Véu de noiva”, da TV Globo). Por fim, do quinto e último LP do grupo, “Tobogã”, de  1970, entraram “Irmãos Coragem” (da novela global de mesmo nome, arrebentando em audiência na época) e “O telefone tocou novamente”, outro grande sucesso de Jorge Ben, depois Ben Jor. Tudo dentro do impecável padrão técnico de gravação que a Odeon possuía na época, e com execuções de primeira, sob medida para ouvir e dançar. Portanto, uma coletânea imperdível que o TM oferece, reunindo alguns dos melhores momentos do Som Três na “marca do templo”, em mais uma significativa amostra do que há de mais expressivo na música instrumental  brazuca. Agora é correr pro GTM e conferir…

for once in my life
o telefone tocou novamente
spooky
tanga
não identificado
take it easy my brother charles
watch what happens
que pena
blood-mary
teletema
irmãos coragem
california soul

*Texto de Samuel Machado Filho

The Three Suns – Movin”n’Groovin’ (1962)

Olá, amigos cultos e ocultos! Aqui vai mais um lp internacional, lançado no Brasil, possivelmente, por volta de 1963, pelo selo RCA Victor. Uma garantia de qualidade, com certeza! Mas, para além da qualidade técnica, temos aqui um curioso e excelente grupo chamado The Three Suns. Formado no final dos anos 30 pelos irmãos Al Nevins (guitarra) e Morty Nevins (acordeom) e o primo Artie Dunn (vocal e orgão). O The Three Suns foram muito populares nos anos 40 e 50. Se destacaram pela peculiaridade musical, com efeitos sonoros e arranjos que mais lembravam trilhas para filmes. Aliás, eles fizeram alguns filmes, os percursores do vídeo clip, para aquelas máquinas, tipo junkeboxes, onde se colocava uma moeda e podia assistir o filminho. Uma atração para a época. Um de seus hits mais famosos é “Twilight Time”, numa versão ainda instrumental. O trio durou até os anos 50, quando então surgiu o rock’n’roll. A partir daí eles começaram a fazer uma música ainda mais interessante, usando também de outros instrumentos. Aproveitando a inovação do hi-fi e do estéreo, eles compuseram arranjos elaborados e lançaram discos como este Movin’N’Groovin’, que foi lançado lá fora em 1962. Aqui no Brasil deve ter chegado um ano depois ou mais. Um disco delicioso de se ouvir. Tenho certeza de que se ouvirem, irão gostar 😉

april showers
caravan
autumn leaves
dancing with tears in my eyes
jungle drums
movin’ ‘n’ groovin’
anniversary song
beyond the sea
some of these days
danny’s inferno
the vagabond king waltz
stumbling

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Cambinda Paraíba – Documentário Sonoro do Folclore Brasileiro N. 26 (1978)

quem nos guia esta luz – assuspendo nossa bandeira (cantos de invocação)
encruza lança, levanta bandeira (canto de rua)
oi viva nosso rei na corte (canto de realeza)
aruanda lele (canto de rua)
oi cambinda brilhante (canto de saída)
chego dona lepordina (canto da boneca)
amola o machado (canto do leão coroado)
o rei, rainha (canto do embaixador)
toque de percussão (zabumbas e maracás)

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Waldir Calmon E Seu Conjunto – Feito Para Dançar N. 6 (1957)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Não sei bem o motivo, mas o processo de postagem aqui no blog está cada dia mais lento. Ou é o meu computador que está quase na hora de entregar as chuteiras, ou é algum programa que o está deixando devagar. O fato é que eu estou gastando quase meia hora para publicar uma postagem. Desanimador…
Hoje, vamos de Waldir Calmon, um artista já bem divulgado por aqui e também muito apreciado, o que nos leva, sempre que possível, publicar um de seus inúmeros discos. Aqui temos mais um da série ‘Feito para dançar’. Mais um álbum feito ao estilo ‘faixa única’,ou seja, aqueles discos os quais não trazem separação das faixas/músicas para não haver pausa no ritmo da dança. Neste caso, neste lp, temos o lado A quase em formato de pot pourri, um lado inteiro sem pausas. Dá pra dançar por uns 20 minutos 🙂 Confiram no GTM 🙂

anema e core
te voio bene
solamente una vez
no dimenticar
serra da boa esperança
baianada
summertime in venice
samba
tudo é amor
aos pés da santa cruz
perdido
feitio de coração

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Bill Doggett – Honky Tonk Popcorn (1969)

Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Como eu já havia dito, a partir de agora, depois de completar a maioridade com 10 anos de atividades, o Toque Musical abre ainda mais o seu leque de variedades passando a postar também discos e artistas internacionais. Na verdade estarei, neste sentido, postando aqui um pouco da minha coleção pessoal, discos os quais fazem parte da minha modesta coleção de jazz, blues, trilhas sonoras e algumas orquestras. Teremos assim publicações diversas esperando também ampliar o nosso quadro de amigos e visitantes.
Abrindo, trago hoje um discaço que há alguns anos atrás voltou a ser relançado no formato vinil. Estamos falando do excelente “Honky Tonk Popcorn” do genial Bill Doggett, músico americano que atuou por mais de 60 anos no jazz e rhythm & blues. Pianista e organista, tocou ao lado de outros grandes nomes da música americana. Sua gravação mais conhecida é Honky Tonk””, um hit de 1956 que vendeu horrores, alcançando a primeira posição da Billboard por mais de dois meses. Em 1969 ele volta a cena com “Honky Tonk Popcorn”, um delicioso álbum recheado de muito funk, rhythm & blues e jazz. Destaque para funkadaço “Honky Tonk”, música de abertura, colocada estrategicamente na primeira faixa para pegar o nêgo no laço pela orelha. Lp altamente recomendável. Não deixem de conferir 😉

honky tonk
twenty five miles
honky tonk popcorn
slippin’in
cozy corner
corner pocket
make your move
after lunch
mad
a dozy
mister pitiful
turnabout

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Tania Maria – The Lady From Brazil (1987)

Olá amigos cultos e ocultos! Não estranhem se hoje não tem disquinho da série Documentário Sonoro do Folclore Brasileiro. Não estranhem e nem desesperem, as postagens continuam. Só que acho melhor intercalar com outros discos, outros títulos e curiosidades… como eu já havia informado, a partir de agora iremos incluir em nossas postagens discos e artistas internacionais. Não é que esteja faltando discos nacionais para postar. Acontece que eu estou querendo mesmo diversificar e postar aqui um pouco dos meus discos, aqueles que realmente fazem parte do meu pequeno acervo. Mas também continuamos com as raridades nacionais, afinal aqui continua sendo um lugar para quem escuta música com outros olhos, né?
Pois bem, hoje vamos com um disco internacional, porém a artista é brasileira. Temos aqui e mais uma vez a cantora, compositora e instrumentista Tania Maria, um nome consagrado no mundo do chamado latin jazz. Artista que cravou sua carreira tanto na Europa quanto nos Estados Unidos. Aqui temos um disco dela gravado nos anos 80, com produção do fera George Duke, que também participa em boa parte do disco. Tem o percussionista Paulinho da Costa, outro brasileiro radicado nos Estados Unidos e uma penca de instrumentistas de primeiríssima engrossando o caldo. Confiram…

the lady from brazil
i should not call you
tanoca vignette
bronx
just get up
valeu
all gone love
it hurts so much

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Samba De Caboclo RJ – Documentário Sonoro Do Folclore Brasileiro N. 17 (1977)

Segue aqui o volume 17, Samba de Caboclo, de São João de Meriti, no Rio de Janeiro. Interpretação do Grupo Joel Lourenço. Registro colhido nesta cidade em 1977.

jucinha
terno de atabaques
não tem lêlê
eu vi a cotia
salve deus
na trança de seus cabelos
olha a flor da matamba
caboclo é bom

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Fandango Do Paraná – Documentário Sonoro Do Folclore Brasileiro N. 15 (1976)

Olá amigos cultos e ocultos! E vamos nós com mais um disquinho da série Documentário Sonoro do Folclore Brasileiro. Desta vez destacando o Fandango do Paraná. Registro realizado em 1968, nos estúdios da TV Iguaçú, de Curitiba. O disquinho, como se pode ver foi lançado em 1976.

andorinha
vilão do lenço
martiquira
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