Saudosa Minas Gerais (1956)

Hoje, o TM oferece a seus amigos cultos e ocultos rara e preciosa parcela do rico acervo musical do estado de Minas Gerais. A música, inclusive, está presente em Minas desde o período colonial, mais precisamente desde a segunda metade do século XVI, quando a Companhia de Jesus trouxe para o estado os primeiros instrumentos musicais, com o objetivo de converterem os indígenas aos costumes europeus, difundindo a música barroca. Por décadas, os jesuítas foram responsáveis tanto pelo ensino da gramática e do latim quanto pela alfabetização musical nas escolas. Outro marco de identidade cultural de Minas são as bandas de música, que se desenvolveram a partir do século XIX. Sem esquecer as serestas de Diamantina, verdadeira tradição na cidade, terra natal do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902-1976). Compositores nascidos em Minas, como Ary Barroso (nascido em Ubá), Ataulfo Alves (de Miraí) e Alcyr Pires Vermelho (de Muriaé) deram expressiva contribuição para nossa música popular. Assim como a turma do Clube da Esquina, liderada por um mineiro de coração, Mílton Nascimento, surgida nos anos 1970. Sem esquecer grupos de rock como o Skank e o Jota Quest, ainda hoje em plena atividade. “Saudosa Minas Gerais”, o álbum que o TM nos traz hoje, foi lançado por volta de 1955/56 pela Columbia, hoje Sony Music, num tempo em que o LP estava em fase de implantação entre nós e tinha dez polegadas. Trata-se de uma compilação reunindo alguns intérpretes então contratados da gravadora, evidentemente extraídas de 78 rpm, e suas oito faixas, direta ou indiretamente, possuem elos de ligação com a música e a cultura popular mineira.  A curiosidade fica por conta da presença de Zilá Fonseca (Iolanda Ribeiro Angarano, São Paulo, 12/4/1919-Rio de Janeiro, 30/5/1992) em três faixas, uma em dueto com Cauby Peixoto, então despontando para o estrelato (“Elvira”, que abre o disco, adaptação em ritmo de baião da modinha “Elvira, escuta”),  e outras duas com Carlos Henrique (“Minha zabelê” e “Mineiro apaixonado”, ambas também baiões). Carlos Henrique ainda interpreta outro baião, “Alice”, em dueto com Aracy Costa, outra cantora de sucesso na época.  “Peixe vivo”, a música predileta do já citado ex-presidente JK, motivo folclórico de sua Diamantina natal, é aqui interpretada por Mary Duarte e Paulo Fernandes, e também em ritmo de baião, que nesse tempo ainda tinha força. As Irmãs Cavalcanti (Odemi e Noemi, esta última vocalista do Trio de Ouro em sua segunda fase) vêm com outras duas faixas bastante expressivas: o rasqueado “Terra distante” (parceria de Noemi com Sílvio Pereira de Araújo, o Pereirinha) e a faixa-título, que aliás encerra o disco, a “valsinha” “Saudosa Minas Gerais”, das próprias Cavalcantis. Por fim, temos um verdadeiro clássico da música sertaneja de raiz, a canção “Felicidade de caboclo”, de Gino Alves e Pichincha, no registro original de Caxangá e Sanica, lançado originalmente em bolacha de cera no finalzinho de 1954. Enfim, uma compilação rara e de valor histórico inestimável, que agora o TM possui a grata satisfação de nos oferecer. É ir pro GTM correndo, baixar e conferir…

elvira – cauby peixoto e zilá fonseca
minha zabelê – zilá fonseca e carlos henrique
alice – carlos henrique e aracy costa
mineiro apaixonado – carlos henrique e zilá fonseca
peixa vivo – mary duarte e paulo fernandes
terra distante – irmãs cavalcanti
felicidade de caboclo – caxangá e sanica
saudosa minas gerais – irmãs cavalcanti

*Texto de Samuel Machado Filho

Paulinho Boca De Cantor – Cantor Popular (1984)

Seu nome, na pia batismal, é Paulo Roberto Figueiredo de Oliveira. E é como Paulinho Boca de Cantor que todos o conhecem. Também compositor, é claro, ele veio ao mundo na cidade de Santa Inês, na Bahia, no dia 28 de junho de 1946. Começou sua carreira musical em 1962, como crooner da orquestra de Carlito (mais tarde Orquestra Avanço), que animava bailes em Salvador e no interior da Bahia. Em 1969, funda, juntamente com Pepeu Gomes, Baby Consuelo (hoje Baby do Brasil), Moraes Moreira e Luiz Galvão, um dos mais importantes grupos da história de nossa música popular: os Novos Baianos, do qual seria um dos principais compositores. O grupo, que revolucionou a MPB nos anos 70 e ainda é referência para novas gerações, lançou dez LPs de estúdio, entre eles o premiadíssimo “Acabou chorare”, de 1972, considerado o melhor álbum brasileiro da história, segundo a revista “Rolling Stone”. Com o fim dos Novos Baianos, em 1979, Paulinho Boca de Cantor partiu para a carreira-solo. Sua carreira no exterior começou em 1983, em Roma, capital da Itália, apresentando-se no show “Bahia de todos os sambas”, ao lado de ilustres  conterrâneos, tais como João Gilberto, Nana e Dorival Caymmi, Gal Costa, Caetano Veloso, Maria Bethânia e Gilberto Gil. Em 1988, passa a residir em Nova York, EUA, lá fundando a Bahia Band e com ela fazendo shows em várias cidades norte-americanas. Em 1990, Paulinho voltou a morar em Salvador, participando de inúmeros projetos culturais importantes. Em 1997, reuniu novamente os Novos Baianos, com quem gravou ao vivo o CD “Infinito circular”, e realizou shows históricos por todo o Brasil. Paulinho Boca de Cantor tem em sua discografia-solo onze álbuns, sendo o mais recente deles “Forró do Boca”, lançado em 2013 (o LP “Valeu”, de 1981, que trouxe o hit “Rock Mary”, foi um dos discos independentes mais vendidos no Brasil nessa época). Destaca-se ainda como pesquisador de nossa música popular, e lança, em 2002, em parceria com Edil Pacheco, o CD duplo “Do lundu ao axé – Bahia de todas as músicas”, homenagem aos maiores compositores do século XX (entre 1902 e 2002), com a participação de importantes nomes da MPB, tais como Gilberto Gil, Carlinhos Brown, Margareth Menezes, Armandinho, Luiz Caldas e Moraes Moreira. Foi também produzido por ele o álbum comemorativo do centenário do Esporte Clube Vitória, lançado em 1999, com participação de artistas-torcedores da agremiação, tipo Daniela Mercury, Durval Lélis, Ivete Sangalo , Tatau (do Araketu) e Gilmelândia (então vocalista da Banda Beijo). Da discografia-solo de Paulinho Boca de Cantor, o TM traz para seus amigos cultos e ocultos “Cantor popular”. Trata-se do terceiro LP-solo do artista, lançado no início de 1984, e o primeiro que fez para a todo-poderosa EMI, incorporada anos mais tarde pela Universal Music. Com produção executiva de Guilherme Maia e Tôni Costa, também responsáveis pelos arranjos, orquestrações e regências, ao lado de Jorginho Gomes, e direção de produção de Renato Corrêa (que integrou os Golden Boys), o disco tem dez faixas, seis delas assinadas pelo próprio Paulinho com parceiros, e dele podemos destacar a autobiográfica faixa-título, “Cantor popular”, que conta inclusive com a participação de Pepeu Gomes, a irreverente “O enviado”, “Salsa morena” (com influência de ritmos caribenhos) e “Voltar ao zero”, de Mauriçola. Tudo isso num trabalho impecável, tanto técnica quanto artisticamente, de um dos maiores nomes de nossa música popular, agora também com credenciais de pesquisador. E que continua na ativa, felizmente.

ecologia astral

quanto mais quente melhor

semente do prazer

cantos de fada

um peixe vivo

volta ao zero

cantor popular

salsa morena

alegria de doido

o enviado

*Texto de Samuel Machado Filho

Trio Patinhas – O Mundo Maravilhoso De Walt Disney (1975)

Outubro, mês das crianças. É também a ocasião de despertar um pouco da criança que sempre existe em cada um de nós, relembrando um tempo feliz e cheio de recordações gratas e agradáveis. As brincadeiras, os tempos de escola, amigos e colegas que ficaram para sempre na memória e no coração… Muita gente, tanto no Brasil como no mundo, teve sua infância embalada pelas imortais criações dos estúdios de Walt Disney (1901-1966), cartunista e produtor cinematográfico norte-americano. Ele e seus auxiliares criaram tipos inesquecíveis, que todos conhecem, tanto das histórias em quadrinhos  (até hoje publicadas entre nós pela Editora Abril) quanto dos desenhos animados: Mickey (o primeiro deles, surgido em 1928), Pluto, Pato Donald e seus sobrinhos Huguinho, Zezinho e Luizinho, Clarabela, Margarida, Pateta, Mancha Negra, Zé Carioca, Esquálidus, o pato Peninha… Um dos mais expressivos argumentistas e desenhistas da Disney foi Carl Barks, que criou para o velho Walt personagens como Tio Patinhas, Irmãos Metralha, a feiticeira Maga Patalójika e o Professor Pardal, além de ter transformado os sobrinhos de Donald em escoteiros-mirins. Nunca esquecendo que Walt Disney foi o pioneiro dos “cartoons” em longa-metragem, ao lançar, em 1937, o inesquecível “Branca de Neve e os Sete Anões”. Seguiram-se outros sucessos, tais como “Dumbo”, “Bambi”, “Pinóquio”, “Cinderela”, “Música, maestro”, “Alice no país das maravilhas”,  “A dama e o vagabundo”, “A bela adormecida”,  “Cento e um dálmatas”, “A espada era a lei” (em que apareceu outra bruxa famosa do estúdio, Madame Min),  “Mógli, o menino-lobo”, “Aristogatas”, “A pequena sereia” e também produções em “live action”, ou seja, com atores, tais como “Mary Poppins”, “A ilha do tesouro”, “Felpudo, o cão feiticeiro”, “O fantástico super-homem”, “A lenda dos anões mágicos”, “O fantasma do Barba Negra”, “Se meu fusca falasse” (“Cento e um dálmatas” também foi refilmado com atores, inclusive com Glenn Close fazendo uma Cruela de Ville impagável), “A montanha enfeitiçada”…  E como esquecer as séries “Disneylândia” e “Zorro” (baseada no personagem de Johnston McCulley), que a televisão exibiu por décadas, inclusive no Brasil? Ainda hoje, a Disney é um dos maiores conglomerados de entretenimento do mundo, atuando ainda no setor de TV aberta (é dona da rede ABC, ainda hoje uma das maiores dos EUA) e por assinatura, e continuando a produzir filmes animados (agora por computador, tipo “Toy story”, “Carros”, “Monstros S.A.”, “Up – Altas aventuras”, “Bolt – Supercão”, “Frozen”) e de “live action” (“Encantada”, “High School Musical”, “Jamaica abaixo de zero” etc.). Atualmente, a Disney também é proprietária da Marvel, detentora dos direitos de super-heróis como Capitão América, Hulk, Thor, Surfista Prateado, Homem-Aranha, Quarteto Fantástico e Homem de Ferro. Pois o TM oferece hoje a seus amigos cultos e ocultos um álbum lançado em 1975 pela Som Livre (com o selo Disneyland), muito apropriadamente denominado “O mundo maravilhoso de Walt Disney”. O disco foi produzido pelo professor Theotônio Pavão (Pratânia, SP, 27/4/1915-São Paulo, 25/2/1988), o que por si só já o credencia. Ele assina a maior parte das faixas, apresentando cada um dos principais personagens clássicos da Disney, como Tio Patinhas, Donald, Gastão (aquele da sorte infalível), Zé Carioca, Zorro, Mickey, Pluto, Vovó Donalda etc. Abrindo o álbum, um trecho do tema principal do filme “Pinóquio”, de 1940, “When you wish upon a star”, e seguem-se as músicas, na interpretação do Trio Patinhas, do qual Meire Pavão, filha do professor Theotônio e cantora de sucesso na Jovem Guarda, é por certo a vocalista principal. E para fechar com chave de ouro, uma regravação de “Papai Walt Disney”, versão de Sidney Morais (que assina como Espírito Santo, uma vez que seu nome completo é Sidney do Espírito Santo de Morais) que tanto sucesso fez em 1962 com o Conjunto Farroupilha. Enfim, um trabalho que merece ser ouvido por crianças e adultos, e uma justa homenagem ao criador do chamado “mundo da fantasia”, Walt Disney. É ouvir e sonhar…

when you wish upon a star
lobo mau e os três porquinhos
zé carioca
peninha
huguinho, zezinho e luizinho
os sobrinhos
vovó donalda
pateta e mickey nu burgestão
madame min
alô walt disney
pato donald
o grilo falante
professor pardal
zorro
moedinha do tio patinhas
coelho quincas
primo gastão
pluto
papai walt disney

*Texto de Samuel Machado Filho

A Moreninha – Trilha Sonora Da Peça Teatral (1969)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Trago hoje para vocês este compacto bem raro da trilha musical da peça teatral “A Moreninha”, que conforme podemos ver na capa teve a sua estréia em 29 de dezembro de 1968 no Teatro Achieta de São Paulo, trazendo um grande elenco e tendo como protagonistas os atores Perry Sales e Marília Pêra. Essa peça foi uma comédia musical escrita por Miroel Silveira e Cláudio Petraglia adaptada a partir do romance escrito por Joaquim Manuel de Macedo. As músicas são de autoria de Cláudio Petraglia, também produtor da peça e os arranjos e orquestração de Sandino Hohagen. Confiram já este compacto no GTM 😉

paquetá, paquetá – o elenco
cafuné – zezé motta e gésio amadeu
balada ‘a moreninha’- marília pêra
marcarei o seu nome – marília pêra e perry salles
  • Produção original do blog Sintonia Musikal, do amigo Chico.

Eddie Osborn – Baldwin Organ And Bongos (1960)

Olá amigos cultos e ocultos! Mesclando ainda mais a nossa salada mista de músicas e curiosidades fonográficas, aqui vai um disquinho estrangeiro e dos mais interessantes. Gosto muito das produções que surgiram em função e a partir dos sistemas HiFi (alta fidelidade) onde as gravadoras buscavam ao máximo explorar as nuances sonoras para demonstrar as qualidades de um novo som que os olhos acompanham. Para tanto, escolhiam orquestras que provocassem uma sonoridade exótica e nisso há muito dos ritmos latinos incluídos.
Temos aqui um disco da série Doctored For Super Stereo, apresentando o organista americano Eddie Osborn pilotando um tradicional teclado eletrônico da Baldwin, uma empresa que desde o início do século XX já fabricava pianos e posteriormente orgãos eletrônicos. Numa fusão interessante, temos aqui orgão e bongôs para um repertório bem variado de músicas bem conhecidas internacionalmente. Muito legal, vale uma conferida 😉

el cumbachero
barbara polka
buttons and bows
south of the border
frenesi
saints
washington post
tennesse waltz
perfidia
muskrat ramble
sid’s blues
ma, he’s making eyes at me

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Claudio Zoli (1988)

Considerado o príncipe da soul music brasileira, Cláudio Zoli é posto em foco hoje em nosso TM. Zoli veio ao mundo na cidade de São Gonçalo, litoral do estado do Rio de Janeiro, no dia 13 de maio de 1964. Desde cedo, interessou-se pela música, e cresceu ouvindo a “soul music” de feras como Tim Maia, Stevie Wonder e Marvin Gaye. Ainda garoto, começou a cantar e a tocar violão, e sua estreia profissional aconteceu aos 17 anos de idade, tocando na banda de Cassiano (criador de hits como “A lua e eu” e “Coleção”), que se tornaria o seu guru. Zoli também aprendeu muito com o mestre Tim Maia. Em 1982, fundou a banda Brylho, que, um ano mais tarde, lançou seu único LP. Nele, está o também único hit do grupo, “A noite do prazer”, relembrado até hoje (“Na madrugada a vitrola rolando um blues, tocando B. B. King sem parar”…) e sempre presente nos shows de Cláudio Zoli.  Após o fim da banda Brylho, em 1986, Cláudio Zoli grava seu primeiro álbum-solo, “Livre pra viver”. Nessa ocasião, obteve sucesso com músicas gravadas por outros intérpretes, caso de Marina Lima (“À francesa”, parceria dele com o irmão da cantora, Antônio Cícero) e Elba Ramalho (“Felicidade urgente”, parceria de Zoli com Ronaldo Lobato Santos, incluída na novela global “Vamp”, de 1991). Em um momento de baixa na carreira-solo de intérprete, Zoli formou, ao lado de Ritchie e Vinícius Cantuária, o grupo Tigres de Bengala, que lançou um único álbum em 1993. Seis anos mais tarde, entretanto, voltou a gravar como solista, lançando o álbum “Férias”, no qual acrescentou elementos do rap e do rhythm and blues ao seu tradicional soul-funk-samba. Casado com  Carol Duarte, também sua empresária, Cláudio Zoli tem três filhos, Lucas, nascido em 1986, Pedro, nascido em 1989, e João, em 1992. Dos três, apenas João optou por não seguir carreira musical, dedicando-se ao bodyboard (variante do surfe) e conquistando inúmeras premiações. Ao todo, Zoli gravou, até o presente momento,  treze álbuns, incluindo os que fez com o Brylho e o Tigres de Bengala, e o mais recente deles é “Amar e amanhecer”, lançado em 2014. Dessa discografia, o TM hoje apresenta o segundo álbum-solo de Cláudio Zoli, editado pela EMI em 1988. Aqui, o destaque fica por conta de “Não foi em vão”, versão de Cláudio Rabello para o clássico “What’s going on?”, de Marvin Gaye. Temos ainda a regravação de outro clássico, ‘’Azul da cor do mar”, eterno hit do “síndico” Tim Maia, e mais oito faixas do próprio Cláudio Zoli, por ele assinadas ao lado de parceiros como Bernardo Vilhena, Ronaldo Lobato Santos e Cassiano. Enfim, um bom trabalho de Zoli, que pode ser incluído entre os melhores já gravados por ele. É só ir pro GTM e conferir…  (A acrescentar que, quando do relançamento deste disco em CD, foram incluídas duas faixas-bônus, a instrumental “Funk house” e “Horizonte”).

criminoso sutil
não dá pra entender
quero te amar
último beijo
sem explicação
não foi em vão
noites de onda
azul da cor do mar
em nome do prazer
sangue negro
*Texto de Samuel Machado Filho

Laurindo Almeida – Virtuoso Guitar (1977)

Olá amigos cultos e ocultos! Embora eu tenha decidido passar a publicar aqui também discos internacionais, com artistas internacionais, sinto ainda um certa resistência na própria tradição do blog. Seria mesmo interessante postarmos discos estrangeiros tendo ainda tanta coisa brasileira a ser mostrada? Acho que vou reavaliar essa ideia, ou por outra, me permitir postar o que quiser, mas preferencialmente coisas ligadas ao Brasil.
E nessa, eu hoje trago um disco estrangeiro. Um interessante lp com o grande violonista Laurindo Almeida, um dos primeiros grandes artistas brasileiros a fazer sucesso e carreira lá fora. Violonista e compositor, Laurindo Almeida mudou-se para os ‘States’ na década de 50, tornando-se um requisitadíssimo músico de jazz. Gravou centenas de discos e tocou ao lado dos maiores nomes da música mundial. Resumir a atuação deste artista aqui neste post é até pecado, mas o que não falta na internet é informações sobre ele. Vale pesquisar e conhecer esse gênio do violão.
“Virtuoso Guitar” é um disco que não consta em sua discografia. Em edição limitada, este lp foi gravado em um processo especial, direto para o vinil e roda em 45 rpm. Nele temos dois momentos, um primeiro jazzístico e o outro mais erudito, trazendo uma sonata de  Radamés Gnattalli. Sem dúvida, um disco raro que merece nossa atenção. Confiram o conteúdo no GTM.

yesterday
jazz-tuno at the mission
late last night
sonata for guitar and cello in three movements:
allegretto comodo
adagio
com espírito

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Cana-Verde/ Ceará – Documentário Sonoro Do Folclore Brasileiro N. 36 (1981)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Por enquanto, nossa mostra da série Documentário Sonoro do Folclore Brasileiro termina aqui. Como disse, infelizmente, eu não tenho essa coleção completa. Ficaremos aguardando os números que nos falta. Caso alguém tenha algum ou o que falta, por favor, compartilhe aqui com o Toque Musical. 🙂

a minha caninha verde (abetura)
sorri, quá quá
eu não vendo
galo galo
menina tu vai ao baile
caninha verde, adeus adeus (despedida)

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