Teatro Folclorico Brasileiro Brasiliana De Miecio Askanasy – Ritmos Danças E Canções Do Brasil (1955)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Segue aqui um disco dos mais interessantes, colhido aqui mesmo na internet, em um dos muitos blogs de música que já fecharam suas portas, acredito que seja do saudoso Sintonia Musikal. Enfim, temos aqui este lp lançado pelo selo Columbia, apresentando o Brasiliana -Teatro Folclórico Brasileiro, grupo cênico-musical formado no Rio de Janeiro no final dos anos 40. Uma grande companhia, grupo formado por trinta artistas, entre cantores, bailarinos, músicos e atores. Fizeram muito sucesso logo em sua estreia. Logo em seguida partiram para uma turnê vitoriosa e longa, de quatro anos pela Europa. Este lp foi gravado na França e lançado no Brasil logo que o grupo regressou ao Brasil. Neste disco de 10 polegadas encontramos oito temas clássicos do nosso cancioneiro popular. Na contracapa, como se pode ver, temos mais detalhes sobre o disco. Temos como cantor principal Nelson Ferraz. O grupo aqui é acompanhado pela orquestra do francês Leo Chauliac que também cuida dos arranjos juntamente com José Prates e Ary Silva. Sem dúvida, um disquinho dos mais interessantes e raros de se ver e ouvir nos dias de hoje. Confiram no GTM…
 
peguei um ita no norte
roda moenda
vou vender meu barco
carrapato
maracatu
gingando
velha bahia
ninguém me ama
 
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Dhaal – Estrela Do Amanhã (1987)

Digam aí, amiguinhos cultos e ocultos, tudo bem? Hoje o tempo está curtíssimo e para não ficarmos a ver navios, vai aqui um pronto e de gaveta. Um disco que só agora eu me toquei qual foi o motivo dele ter ficado na gaveta. Simplesmente não encontrei informações sobre o nosso artista. Mas, agora, já que comecei, vamos em frente… Temos aqui o cantor e compositor Dhaal, mineiro da cidade de Leopoldina, única informação a respeito deste artista que gravou em 1987 este lp, “Estrela do Amanhã”. Trabalho bem produzido e lançado pelo selo independente Lup. O repertório e quase todo autoral, mas cabe também músicas de outros artistas e em destaque temos aqui uma versão para o clássico do Clube da Esquina, “Para Lennon e McCartney”, de Lô, Márcio Borges e Fernando Brant. Está aí, mais um disco que só se encontra aqui no nosso Toque Musical. Confiram no GTM…
 
sonhar demais
blue nada mais que blue
catavento
por isso estou aqui
para lennon e maccartney
américa do sul
guardião
cantador
tem qualquer coisa no ar
 
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Don Pacheco E Sua Orquestra – Hoje É Dia De Rock (1960)

Olá, amiguíssimos cultos e ocultos! Mais um ‘Don’ aqui para vocês… Naquele período , final dos anos 50 e início dos 60 parece que era muito comum se usar o ‘Don’ a frente de um nome para lhe dar um caráter mais nobre, talvez de artista internacional, sei lá… Mas uma coisa é certa, geralmente eram pseudônimos. Neste lp temos Don Pacheco, que nada mais é que o maestro Pachequinho, numa nova investida, o rock, então um novo estilo que por aqui estava nascendo. “Hoje é Dia de Rock” é uma festa, com doze temas internacionais dos primórdios de um dos gêneros mais populares e de sucesso que é o tal rock’n’roll. Disco bacana, vale muito conferir…
 
tootsie
oh boy
rock around the rhine
dreamy melody
upturn
right now
el rancho rock
hope in my jalop
rockin’in
white silver sands
i never felt like this
wake up little susie
 
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Fafá Lemos E Seu Violino Com Surdina (1958)

Olá amigos cultos e ocultos! Aqui vamos nós, hoje com o lendário violonista Fafá Lemos em um de seus muitos discos gravados pela RCA Victor. Neste, lp de 10 polegadas, lançado em 1958 traz um repertório quase  todo instrumental de sambas, choros, maxixe, baião e beguines, todos temas bem conhecidos que não tem como não agradar. Em “Time Perna de Pau”, um samba bem na linha Adoniran Barbosa, temos também o prazer de ouvir o Fafá cantando. Disquinho bacana, podem conferir…
 
feitiço da vila
delicado
time perna de pau
mil violinos
dengoso
chão de estrelas
giannina mia
fafá em hollywood

Don Junior E Seu Sax Maravilhoso – Bossa Nova Vol. 2 (1963)

Boa noite, caríssimos amigos cultos e ocultos! Tenho aqui para vocês um disco que comprei recentemente num sebo por apenas 3 reais. Sim, ainda é possível encontrar discos a esse preço, até porque, algumas coisas, mesmo tendo o Mercado Livre e Discogs como régua, só desperta interesse de um público muito específico. No caso deste disco, verdade seja dita, foi mesmo um achado de muita sorte pois se trata de um belo exemplar de disco de bossa nova instrumental. Aqui temos Don Junior e Seu Sax Maravilhoso, um pseudônimo para o flautista e saxofonista argentino e naturalizado brasileiro, Héctor Costita. Costita nasceu na Argentina, mas mudou-se para o Brasil ainda nos anos 50, quando então veio para cá tocar na orquestra do maestro italiano Enrico Simonetti e Carlos Piper, contratado da gravadora RGE. Hector Costita esteve presente no surgimento da Bossa Nova e também fez parte da cena, gravou e acompanhou grandes nomes da nossa música como João Gilberto, Elis, Simonal e muitos outros. E foi nesta gravadora, RGE, que Héctor Costita gravou seus primeiros discos no Brasil, tanto com seu nome, como no “O Fabuloso Héctor”, como também usando pseudônimo como este e com o qual gravou dois lps: Don Junior e Seu Conjunto e Seu Sax Maravilho – Sambas, volumes 1 e 2. Curiosamente, talvez até antes, esses dois discos foram lançados pelo pequeno e obscuro selo SBA, que segundo dizem era de Simonetti. E nesses, embora seja a mesma capa, o título muda, era então Bossa Nova, conforme podemos ver neste exemplar que agora apresento. O repertório é o mesmo do disco RGE, uma seleta de sambas modernos, bossanovistas e da melhor qualidade, como podemos verificar  logo a baixo. Confiram no GTM…
 
só danço samba
ah se eu pudesse
nõs e o mar
raízes
sambossa
boa noite rio
o barquinho
a mesma rosa amarela
samba de uma nota só
volta por cima
foi a saudade
samba do avião
 
 

Agnaldo Timóteo – Obrigado Querida (1967)

Olá, amigos cultos e ocultos. Para a nossa tristeza, hoje lá se foi o Agnaldo Timóteo. Mais um grande artista que estamos perdendo, mas que fica também para sempre na memória da música popular brasileira. Um cantor controverso, polêmico, mas acima de tudo de um grande caráter. 
Fica aqui a nossa homenagem a ele em um de seus discos de maior sucesso, o “Obrigado Querida”. Neste temos uma série de músicas inesquecíveis, versões de ‘hits’ estrangeiros que fizeram sucesso em sua interpretação. Um disco também com clima de Jovem Guarda, porque não? Vale a pena relembrar… Grande Agnaldo Timóteo! Agora cantando no Céu. Confiram no GTM…
 
meu grito
livre (born free)
não pensa em mim (non pensare a mi)
se tu não fosse tão linda (se tu non fossi bella come sei)
creio sim (non credo)
junto a ti eu terei paz (fais-la rire)
mamãe estou tão feliz (mamma)
não me deixe mais
os verdes campos da minha terra (green green grass of home)
l’amour toujours l’amour
obrigado querida (mercy cherie)
quando não me quizeres mais  (quando vedro)
 
 
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Anamaria & Mauricio – No No No… Estamos Na Nossa (1970)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje estou trazendo um disco que há muito já devia ter entrado em nossa lista. Porém, de um disco um tanto quanto obscuro, se tornou na última década uma badalação, muito por conta dos gringos que o descobriram e daí, vocês já sabem, recebeu a ‘chancela’ internacional, se torna logo o supra-sumo da raridade, objeto de desejo das novas gerações de colecionadores. O disco passou a constar em todos os blogs de música e o Toque Musical para não ficar repetindo o refrão acabou por não publicá-lo. Mas agora, passada toda a onda, ele vem parar aqui na nossa praia…
“No, no no… Estamos na nossa” foi um disco produzido pela gravadora Chantecler para o selo americano MCA Records, o que nos sugere uma pretensão de lançamento internacional, coisa que creio, naquela época, não aconteceu. Mas o que faz este disco ser assim tão especial, além dessa afinada dupla é sem dúvida o corpo que dá vida ao disco, ou seja, o time de músicos envolvidos no projeto e também o repertório, muito bem selecionado. Anamaria e Maurício foram descobertos por Antônio Adolfo, conforme ele mesmo conta no texto de contracapa, no final dos anos 60. “No.no, no… Estamos na nossa” é um disco surpreendente pois conta com arranjos de Francisco de Moraes, Arthur Verocai e o Jongo Trio que também é quem acompanha a dupla. Participam também do disco o guitarista Lanny Gordin e o percussionista Carlinhos (?). A seleção musical foi feita por Antonio Adolfo, que parece também participar nas gravações. Aqui temos músicas de Marcos Valle, Ivan Lins, Fernando  Lona, Ruy Maurity, seus parceiros e outros… Disco realmente muito bacana que vocês poderão conferir de novo no nosso GTM…
 
freio aerodinâmico
lê lê lê
marina eu vou
escrito na parede da varanda
no, no, no… estamos na nossa
madalena
quem vem lá
pelo teletipo
amém, américa
ele e ela
minie
fotograma click
 
 

Lafayette E Os Grandes Sucessos (1983)

Boa noite, meus amigos cultos e ocultos! Cá estamos a começar mais um mês de postagens. Deixamos de lado um pouco os compactos, mas eles, assim como os cds, a qualquer hora podem voltar, sem restrições, com certeza! Começamos este mês de abril na mesma tristeza que temos vivido desde o início dessa pandemia, graças a esse maldito que está na Presidência. Mas eu não estou aqui para falar de miliciano genocida, este ainda vai pagar muito caro por tudo que tem nos feito passar. Nossa postagem de hoje, como todos já devem saber é em homenagem ao músico Lafayette, que infelizmente veio a falecer ontem, mais um vitimado pelo Covid-19. Creio que nem precisamos detalhar quem foi Lafayette, um pioneiro do orgão na música pop brasileira, atuou ao lado dos grandes nomes da música brasileira e em especial no período da Jovem Guarda. Sua marca registrada está no arranjo de teclado para o sucesso “Quero que vai tudo pro inferno”, de Roberto Carlos, em 1965. Além de ter acompanhado inúmeros artistas, também gravou muitos discos, boa parte deles pela CBS em sua série “Lafayette Apresenta os Sucessos”, que começou nos anos 60 e se estendeu na década seguinte. Foi redescoberto nos anos 2000 e em 2004, junto com um grupo de músicos e artistas da nova geração formaram o “Lafayette e Os Tremendões”, que era um grupo que fazia releitura das músicas de Roberto Carlos. Gravaram disco e fizeram muitos shows. 
Na falta momentânea de um de seus discos, acabei optando por esse ‘arquivo de gaveta’ que já tinha pronto por aqui. Trata-se de um lp que ele gravou em 1983, desta vez pelo selo Copacabana, uma seleção de sucessos desse período. Como em outros dos seus discos, este também é totalmente instrumental. Confiram no GTM…
 
uni duni tê
too late for goodbyes
whisky a go go
chuva de prata
leva
caminhoneiro
shy moon
careless whisper
nothing’s gonna change my love for you
i just called to say i love you
missing you
coração de estudante
 
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