Deo Lopes – Noite Cheia De Estrelas (1993)

Bom dia, amigos cultos, ocultos e associados! Chegamos enfim a mais uma sexta-feira (cerveja, cerveja, cerveja…) . Acredito que na próxima semana as postagens ficarão comprometidas diante ao fato de que estarei em viagem. Vou para Sampa, de lá para o Rio e do Rio para a cidade de Tiradentes, aqui em Minas. Levarei o notebook, mas não sei se terei tempo para manter diária as nossas postagens. Foi também por conta dessas viagens que eu me lembrei de postar hoje um disco do cantor e compositor Deo Lopes. Este álbum, assim como alguns outros, me foram emprestados pelo amigo Carlos Moraes, paulista que trocou a agitada São Paulo pela pacada Tiradentes (fora de temporada). Como irei no próximo final de semana para lá, vou levar de volta esses discos. Já faz mais de um ano que estão comigo. Assim, antes devolver, deixa eu passar logo tudo aqui para o computador.

O presente lp foi mais um belíssimo trabalho lançado pelo Deo, que pelo jeito de compor e também pelo seu repertório, me fazia crer ser uma artista mineiro. Suas produções sempre foram independentes, numa época em que fazer um disco nessas condições, não era para qualquer um. Seus álbuns são criativos e bem elaborados, em todos os sentidos. Uma prova de que o artista independente pode fazer mais e melhor, sem necessariamente contar com o ‘apoio’ de uma grande gravadora. Aliás, essas, diga-se de passagem, continuam pensando ‘monetariamente’. Cultura é apenas um item agregado. Neste belo lp, de capa dupla e tudo mais, vamos encontrar doze canções variadas, entre composições próprias, parcerias e de autores diversos. Destaca-se, obviamente, inclusive por dar nome ao disco, “Noite cheia de estrêlas”, um clássico da seresta, música de Cândido das Neves. Mas há outras, as quais eu, pessoalmente, gosto muito. “Praça Ramos”, do Wandy ‘Premê’ é ótima, notadamente inspirada em “Praça Clóvis”, de Paulo Vanzolini; “Incelença para o amor retirante”, de Elomar, super bacanda. Outra que gosto muito é “Açude encantado”, de Waldir da Fonseca e Charles, gravado originalmente pelo Grupo Raízes. Eu ouvia essa música direto nos anos 80. Bom, mas tem mais… o disco é todo reluzente e isso, muito graças à uma legião de músicos, cantores e técnicos da melhor qualidade. Não vou nem mencionar ou estender assunto, porque já estou atrasado. Confiem em mim e na bela capa, vale a pena ouvir de novo 😉
noite cheia de estrelas
praça ramos
relação natural
a resposta
toadinha cabocla
o sorriso da neguinha
conquistei a lua / linda garota
incelença para o amor retirante
as três estrêlas
coisas da minha terra
açude encantado
bola de prata

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