Benito Di Paula (1971) REPOST

Esta semana vamos dar um tempo na turma da velha guarda. Sei que temos uma legião de fans e defensores dos artistas das décadas de … 40, 50 e 60. Mas nesta semana eu vou dar uma guinada e trazer algumas coisas diferentes, que merecem um pouco da nossa atenção.
Tenho para hoje, de abertura, um disco que poucos conhecem – o primeiro álbum de Benito Di Paula. Este é um artista que despensa apresentações, mas merece comentários. Benito é uma figura singular até no visual. Seu estilo, muito próprio, transformou-o em um dos grandes nomes do samba canção nos anos 70. Ao combinar o samba com piano em arranjos românticos e elaborados, ele criou um estilo que passaram a chamar de “samba jóia”. Tudo isso, obviamente, somado à sua figura meio cigana, meio sei lá o quê, de fraque, pulseiras e correntes. Mas voltando ao disco, este é um álbum muito interessante. Foi o primeiro álbum de Benito Di Paula e para seu infortúnio naquele momento, censurado por ter entre suas faixas uma música do subversivo compositor Chico Buarque. O disco foi recolhido. Somente voltou a aparecer 28 anos depois, no formato cd, lançado pela EMI Music na série “Dois Em Um” juntamente com seu álbum de maior sucesso, “Um Novo Samba”. Neste primeiro disco Benito ainda não se afastou do ‘crooner’ de boate que ele era nos anos 60. O repertório privilegia sucessos recentes da época de outros compositores como Ivan Lins, Taiguara, Roberto e Erasmo… Apenas quatro faixas são de sua autoria. os arranjos e regência são do maestro José Briamonte. Embora seja um disco basicamente de ‘covers’, não deixa de ser legal. Convido-os a ouvir.

apesar de você
jesus cristo
você vai ser alguém
viagem
a tonga da mironga do kaburetê
longe de você
salve salve
madalena
eu gosto dela
azul da cor do mar
menina
preciso encontrar você

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7 comentários a “Benito Di Paula (1971) REPOST

  1. Gente, cresci ouvindo isso! Hoje, esta lembrança valeu muito à pena.
    Baixei correndo pra voltar a infância.
    “A tonga da mironga do kaburetê” me fez voltar à uma Brasília branca que meu pai tinha e aos nosso passeios domingueiros para os sítios de amigos dele… caracas.
    Valeu demais!!!
    Muito obrigada por alegrar minha madrugada!

  2. …e existia um bar com música ao vivo em São Paulo, chamado O Jogral, de Luis Carlos Paraná, onde assisti vários pequenos shows de Benito de Paula, que então tinha um visual clean e tova violão — o repertório era samba, clássicos dos anos 50 e 60. Achava o Benito “médio” – também, a concorrência era brava; na mesma casa se apresentavam Toquinho, Zé Neto e Trio Mocotó, entre outros, numa mesma noite. Bons tempos. Saudade.

  3. As músicas interpretadas por Benito de Paula, marcaram momentos na minha vida, ele é simplório e cativante, tem alma de criança, tenho todos os discos dele.

  4. O gozado é que o Benito sempre foi considerado brega… Mas o repertório desse seu primeiro álbum é bastante interessante. Convém ressaltar que brega, hoje em dia, não é um termo pejorativo, e atualmente significa música popular de fácil assimilação.

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