Duplas Famosas – Coletânea Caipira (1988)

A postagem de hoje é muito especial. É uma singela homenagem à minha querida mãe falecida nesta data, a dois anos atrás. Nunca pensei que pudesse sentir tanta falta dela assim. Mãe é mãe. Um ser especial. Não é humano, não é mulher… é tão somente mãe. Me lembrei de algumas músicas que ela gostava de cantar. Na verdade eram tantas e de tão variado gosto musical, acho que foi daí que herdei isso dela. Duas das canções que ela gostava de cantar estão neste lp, “Meu primeiro amor” e “Índia”, com Cascatinha e Inhana. Sem dúvida, maravilhosas. Neste momento é inevitável que algumas lágrimas corram pelo meu rosto. Mãe é mãe…
Assim sendo, temos esta coletânea reunindo três da mais autênticas duplas, que eu chamaria carinhosamente de caipiras. São figuras das mais importantes no nosso cancioneiro popular. Não preciso nem repetir, está na capa, né? Este disco foi lançado pela Som Livre em 88. A capa, obviamente, não é esta. Sua criatividade também não fica longe dessa feita agora ‘a toque de caixa’. Somente no último minuto foi que encontrei a original. Mas vai ficar valendo a minha ‘arte’, hehehe… Quanto ao repertório, confira aí…

meu primeiro amor – cascatinha e inhana
desafio de perguntas – alvarenga e ranchinho
canoeiro – tonico e tinoco
la paloma – cascatiha e inhana
horóscopo – alvarenga e ranchinho
violeiro – tonico e tinoco
mister eco – alvarenga e ranchinho
triste destino – cascatinha e inhana
aparecida do norte – tonico e tinoco
soletrando – alvarenga e ranchinho
índia – cascatinha e inhana
berranteiro – tonico e tinoco

13 pensamentos em “Duplas Famosas – Coletânea Caipira (1988)

  1. Sabe que mesmo morando no Interior Paulista onde a musica caipira é(ou talvez era) fervilhante eu nunca me interessei por ela acho que por causa deste projétil de musica “sertaneja” que temos hoje.E o que me chamou atenção neste genero foi exatamente a dupla Cascatinha & Inhana pela harmonia da dupla (o lindo soprano de Inhana e a forma como Cascatinha domava o violão)e pelo programa Ensaio que eu tive a oportunidade de ver.E logo de pois conheci a hilária musica “Romance das Caveiras” no programa do Rolando Boldrin.Por tudo isso que hoje em dia admiro e ouço a musica caipira.
    Agora sabemos de onde vem seu aprimorado gosto musical TM!…Acho que ja escrevi demais…

  2. Daniel, realmente eu não cheguei a comentar, mas terei de agora em diante que pegar leve com essa pubicação. Não vai ser possível postá-la semanalmente, mas vou pensar numa forma de poder fazê-lo sem chamar a atenção daqueles que querem nos levar para o buraco. Fique ligado, pois eu vou comentar sobre isso, ok? abraços!

  3. Quero deixar aqui meu fraterno abraço pelos sentimentos que te atropelaram nesta data, e tambem meus agradecimentos pelo trabalho desse Blog que me faz um viciado em boa música.
    Minhas vistas são diárias e repetidas durante os dias, noites e madrugadas pelo temor de perder algumas pérolas e pelo prazer de encontrá-las.
    Forte abraço.

    Pejota – Fortaleza-Ce

  4. Ô TM, que interessante, temos mais uma coisa em comum. Quando ouço Cascatinha e Inhana cantando Meu Primeiro Amor e India eu lembro da minha mãe que já se foi. Aliás, foi com ela que conheci estas duas músicas – ela cantava igual. Eu tenho este LP e ela gostava quando eu o colocava pra rodar. Esse disco é bem bonito. Abraço

  5. Essas três duplas representam um passado glorioso da música sertaneja, sendo que Cascatinha e Inhana não cantavam apenas gêneros sertanejos, e tinham um repertório bastante variado. “Índia” e “Meu primeiro amor”, seus maiores sucessos, saíram em 78 rpm de 1952, e o interessante é que a gravadora (Todamérica) relutou em lançá-las no mercado, só o fazendo após muita insistência dos fãs dos “sabiás do sertão”, que ouviam a dupla interpretar as duas versões em seu programa da Rádio Record de São Paulo. Os dois sucessos também seriam cantados por eles em 1955, no filme “Carnaval em lá maior”, da Maristela. “Triste destino”, de 1957, é uma versão de Serafim Costa Almeida para a canção rancheira mexicana “Gorrioncillo pecho amarillo”, que curiosamente teria uma outra versão com Tibagi e Miltinho, “O passarinho do peito amarelo”. Aquilo que o saudoso Moraes Sarmento chamava pejorativamente de “sertaméxico”… Aliás, “La paloma” (que também o título em português de “Rolinha”) foi a estreia de Cascatinha e Inhana em disco, no ano de 1951, e é também uma versão de canção mexicana, de autoria de Sebastián Yradier, sendo a letra nacional de Pedro de Almeida. Quanto ás demais duplas presentes, elas também foram grandes. “Horóscopo”, com Alvarenga e Ranchinho (“os reis do riso”) foi lançada originalmente em 1937, na RCA Victor, com o título “Moda dos meses”, e é de autoria de Ariowaldo Pires, o Capitão Furtado, por sinal descobridor de Tonico e Tinoco (“a dupla coração do Brasil”), também aqui presentes. É uma verdadeira apologia contra o casamento, sustentando a ideia com o uso de tudo que é superstição. Teve uma sequência com a mesma melodia (“Segunda moda dos meses”) em 1942, gravada por Palmeira e Piraci. Interessante apanhado feito pela global Som Livre, eterna especialista em compilações.

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