Boas Festas (1960)

Nada com ter um blog para nessas horas poder desejar a todos um feliz natal, acompanhado de trilha sonora e tudo mais. Isso sim é que é um cartão musical! E ele vai para todos vocês, com os meus votos de boas festas. Feliz Natal!
Aqui temos mais um disquinho para servir de trilha nesta noite que se aproxima. Este é outro álbum com repertório natalino lançado (segundo me informaram) em 1960 pela RCA Victor. A bolacha traz doze temas tradicionais na interpretação de alguns dos mais importantes nomes da gravadora. Este disco só peca em um evidente detalhe, a capa. Nessa eles fizeram feio. Esse Papai Noel aí não convenceu. Se uma criança der de cara com essa figura, passa de imediato a não acreditar no bom velhinho. Mas tirando esse bizarro detalhe, o disco é muito bonito, confiram…

boas festas – carlos galhardo
natal branco – nelson gonçalves e trio de ouro
quando chega o natal – ivon curi
jingle bells – mozart e sua bandinha
o velhinho – carlos galhardo
noite silenciosa – trio de ouro
papai noel – carlos galhardo
natl pobre – trio nagô
natal das crianças – carlos galhardo
fim de ano – mozart e sua bandinha
natal – zaíra cruz
ano novo – ivon curi

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4 thoughts on “Boas Festas (1960)

  1. TM, um feliz natal para você e toda a sua família, e mais uma vez obrigado pelas postagens desse ano que já se esvai.

    Leandro – SP

  2. Já comentei esse disco no blog Baú de long playing, e lá ele é dado como sendo de 1957, portanto já no início da fabricação de LPs no formato-padrão de doze polegadas, o que é comprovado pelo próprio número de catálogo, BPL-11, sendo que “Carnaval RCA Victor”, também aqui postado, saiu com o número BPL-12. A exemplo de “Feliz Natal”, da Columbia, lançado também em 57 e igualmente aqui postado, é uma seleção de músicas natalinas interpretadas pelo cast da “marca do cachorrinho”. A faixa de abertura, “Boas festas”, de Assis Valente com Carlos Galhardo, é justamente a que lançou entre nós o gênero “musica natalina”, em 1933, tendo sido o primeiro grande sucesso do “cantor que dispensa adjetivos”. Galhardo também comparece aqui com “Natal das crianças”, originalmente lançada na Copacabana por seu autor, Blecaute, em 1955, “O velhinho”, de Otávi Babo Filho, primo de Lamartine Babo, criação de João Dias e Edith Falcão na Odeon, em 1953, e “Papai Noel”, uma das muitas exaltações ao bom velhinho, de uma época em que realmente se acreditava nele e podíamos libertar nossos sonhos e fantasias da infância. “Natal branco” nos traz Nélson Gonçalves com o Trio de Ouro em sua terceira fase, integrado por Herivelto Martins, Lourdinha Bittencourt (então mulher de Nélson) e Raul Sampaio, e é uma versão de Marino Pinto para o clássico “White Christmas”, de Irving Berlin, criação de Bing Crosby. “Fim de ano”, mais conhecida por “Adeus, ano velho”, primeiro verso da letra, é de Francisco Alves e David Nasser e foi lançada por João Dias na Odeon em 1951. Aqui, é executada pela bandinha do Mozart, que também apresenta o clássico “Jingle bells”, do inglês J. S. Pierpoint. Completam o repertório as raríssimas “Noite silenciosa”, com o Trio de Ouro, “Natal pobre”, com o Trio Nagô, “Ano novo”, com Ivon Cúri, e “Natal”, interpretada por Zaíra Cruz, uma cantora-mirim que fazia muito sucesso na época.

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