Oswaldo Santiago (1973)

Olá eleitores brasileiros! Espero que tenham votado com consciência. Olá também aos demais que de algum lugar do mundo vieram parar aqui. Sejam bem vindos!
Depois daquela dose de ontem com Carlos Galhardo, me lembrei de um nome, que por certo muitos não conhecem ou esqueceram, me refiro à Oswaldo Santiago, um dos grandes letristas da música brasileira nos anos 30, 40 e 50. Foi o autor dos versos do Hino a João Pessoa, música de Eduardo Souto e gravado por Francisco Alves. Seu parceiro mais constante foi Paulo Barbosa e dos interpretes, Carlos Galhardo foi sem dúvida o seu maior porta-voz. Oswaldo se afastou da música para se dedicar às leis. Embora não fosse formado em Direito passou o resto de sua vida estudando questões de direito autoral. Chegou inclusive a escrever alguns livros sobre o assunto. (gostaria de saber qual é a opinião dele sobre tudo isso nos dias de hoje).O disco que temos aqui foi uma iniciativa louvável e muito importante por parte da RCA Victor para com a memória da música brasileira. O álbum foi lançado em 1973, trazendo os grandes sucessos de sua co-autoria. Carlo Galhardo está em quase todas. Confiram essa rara coletânea.

italiana – carlos galhardo
lenda árabe – carlos galhardo
lig, lig, lig, lé – castro barbosa
madame pompadour – carlos galhardo
cortina develudo – carlos galhardo
viver parate amar – vicente celestino
jóia falsa – gastão formenti
torre de marfim – carlos galhardo
vela branca sobre o mar – carlos galhardo
a princesa e a rosa – vicente celestino
roleta da vida – carlos galhardo
eternamente – gastão formenti

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5 thoughts on “Oswaldo Santiago (1973)

  1. O blog é maravilhoso, obrigado por nos disponibilizar links das musicas que, podemos com orgulho, dizer que são de nosso Brasil!

  2. De fato, Oswaldo Santiago marcou época como compositor, tendo feito até mesmo versões de sucessos internacionais. “Cortina de veludo” foi o primeiro grande sucesso romãntico de Carlos Galhardo, “o cantor que dispensa adjetivos”, e foi gravado originalmente por ele em 8 de maio de 1935, na Columbia, futura Continental (disco 8156-B). Seu início havia sido na RCA Victor, em 1933, com dois frevos para o carnaval daquele ano, e na chamada “marca do cachorrinho” (que por sinal se chamava Nipper) ele só podia gravar marchinhas e sambas. Para ter oportunidade de se lançar como cantor romântico, ele se transferiu para a Columbia, gravando justamente “Cortina de veludo”, um êxito arrebatador. Galhardo gravou na Columbia 20 discos de 78 rpm com 19 músicas, mas em 1936 a RCA Victor trouxe o cantor de volta a seu cast, e nesse retorno ele lançou exatamente “Italiana”, também presente neste LP. Outros sucessos esmagadores de Galhardo aqui reunidos foram “Lenda árabe”, Madame Pompadour”, 'Torre de marfim”, “Vela branca sobre o mar” e “Roleta da vida”. Santiago também era de carnaval, e aqui temos alguns de seus êxitos na folia de Momo: “Lig, lig, lig, lé”, com o também comediante Castro Barbosa (regravada mais tarde por Ney Matogrosso para a abertura da mal-sucedida novela global “Negócio da China”), “Joia falsa” e “Eternamente”, ambas com Gastão Formenti. Formenti (1894-1974) era paulista de Guaratinguetá e entre seus maiores sucessos estão “Maringá”, “De papo pro á”, “Zíngara”, “Na Serra da Mantiqueira”, “Foi boto, sinhá”, “Casa de caboclo” (“um é pouco, dois é bom, três é demais”), “Folhas ao vento” e “Tutu Marambá”. Duas faixas com o grande tenor Vicente Celestino (“a voz orgulho do Brasil”) completam o repertório deste LP-homenagem a Oswaldo Santiago.

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