Francisco Alves – O Cantor Eclético (1969)

Eis aí um astro de primeira grandeza. Este cara foi o primeiro e um dos poucos artistas a permanecer, durante toda a sua carreira, no topo do sucesso. Morreu num acidente (?) automobilístico quando ainda estava no auge… sua morte causou comoção nacional. Francisco Alves foi responsável pelo surgimento de diversos artistas, como Orlando Silva. Ajudou também a consagrar diversos sambistas como Cartola, Heitor dos Prazeres e Ismael Silva. Também era conhecido como Chico Viola, seu codinome fora da Odeon.
Neste álbum, lançado pela Odeon em 1961, temos uma seleção com músicas originalmente gravadas em bolachões de 78rpm, a partir de 1927, indo até 1942. Temos neste disco “Aquarela do Brasil” de Ary Barroso, numa das versões mais bonitas que já ouvi. Em fevereiro eu havia postado um outro disco semelhante, mas só que eram com gravações pela RCA Victor.

malandrinha
a voz do violão
deusa
cai, cai, balão
feitio do coração
meu romance
que tem você
aquarela do brasil
cidade de são sebastião
esmagando rosas
carnaval da minha vida

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5 pensou em “Francisco Alves – O Cantor Eclético (1969)

  1. Francisco Alves foi o cantor que mais gravou discos em 78 rpm no Brasil, e somente nesse formato: foram 524 discos com 983 gravações, a maior parte na Odeon e também nos selos Disco Popular (onde começou, ainda na fase mecânica de gravação), RCA Victor e Columbia, futura Continental. Aqui temos inclusive seu carro-chefe, 'A voz do violão”, canção dele em parceria com Horácio Campos, lançada na revista teatral “Não é isso que eu procuro” e gravada por ele QUATRO vezes, a saber: 1928, 1929, 1939 e 1951. “Malandrinha”, de Freire Júnior, foi gravada originalmente por Pedro Celestino (irmão de Vicente Celestino), mas o sucesso foi mesmo de Chico Alves, que a gravou duas vezes, em 1928 e 1952, este último registro só lançado um ano após a morte do Rei da Voz, em 78 rpm e no LP de dez polegadas “Álbum da saudade”, o primeiro dos muitos vinis que seriam lançados pela Odeon (e também pela RCA e Continental), reaproveitando os antigos 78 rpm do cantor. O que dizer então de “Aquarela do Brasil”? É um clássico indiscutível do mestre de Ubá, Ary Barroso, e seu êxito internacional, com o nome em inglês de “Brazil”, se deve a Walt Disney, que a incluiu em seu desenho animado “Alô, amigos”, de 1942, no qual ele lançou o famoso papagaio Zé Carioca, contracenando com o pato Donald no trecho sobre nosso país. Era a tal “política da boa vizinhança”… “Deusa”, de Freire Júnior, lançada com Chico em 1931, foi dedicada na edição impressa “ao mavioso tenor Vicente Celestino”, mas quem gravou foi Chico Alves mesmo. “Feitio de oração” (e não “do coração”) é um clássico da parceria Noel Rosa-Vadico, com aquelas famosas frases “Ninguém aprende samba no colégio” e “O samba nasce do coração”. É um dueto com Cstro Barbosa, também comediante e criador do famoso programa radiofônico “PRK-30”, e saiu em 1933. Temos ainda, também de 1933, a marchinha junina “Cai, cai, balão”, em dueto com Aurora Miranda, irmã de Cármen, que estreou em disco com esta gravação, e a música é considerada pioneira do gênero “música de festa junina”, hoje quase esquecido. Seu autor, Assis Valente, inauguraria entre nós, ainda nesse ano, o gênero “canção de Natal” com a marchinha “Boas festas” (“Anoiteceu, o sino gemeu…”), na voz de Carlos Galhardo.Há ainda dois sucessos de 1941: o samba “Cidade de São Sebastião”. da segunda versão do espetáculo “Joujoux e Balangandãs” (na primeira, dois anos antes, estava justamente “Aquarela do Brasil”) e o bolerão “Esmagando rosas”, regravado mais tarde por Ãngela Maria. O samba “Que tem você?”, de 1939, tem a parecria do grande Mário Lago, cujo centenário de nascimento, aliás, estamos comemorando neste ano. Encerrando este LP, a valsa “Carnaval da minha vida”, de 1942, da parecria Benewdito Lacerda (que acompanha Chico com sua inconfundível flauta e seu regional)-Aldo Cabral, este letrsita dos mais fecundos da MPB, bastando lembrar por exemplo “Mensagem” (parceria com Cícero Nunes), lançada por Isaura Garcia em 1946 e carro-chefe da cantora (“Quando o carteiro chegou”…). Chico Viola é para sempre!

  2. Fala Augusto,

    Hehehe

    Mais uma jóia de nossa música com o link inválido. Teria como respostar?

    Agradecido!

    Abraço

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