Carmen Miranda – O Que É Que A Baiana Tem? (1972)

Este disco faz parte daquela coleção “Odeon 100 Anos”, onde diversos títulos da gravadora foram relançados em cd. Infelizmente desses 100 álbuns, pouco mais de 10% ainda podem ser encontrados. Foi mais ou menos o caso deste disco da Carmen Miranda. Um amigo procurou por todos os cantos e não o encontrou. Foi só depois de pesquisar em blogs e programas de trocas de arquivos que ele achou. Agora ele nos envia o arquivo como uma colaboração, um toque musical. Eu ouvi o disco e aprovei. Uma seleção com muita coisa boa. E atendendo as solicitações, estarei incluido a partir de agora a lista das músicas de cada disco postado aqui. Facilita, né? 🙂

01 – Querido Adão – (Oswaldo Santiago – Benedicto Lacerda)
02 – O Que É Que A Baiana Tem? – (Dorival Caymmi)
03 – Balancê – (Alberto Ribeiro – João de Barro)
04 – Quem Canta Seus Males Espanta – (Walfrido Silva – Alcebiades Barcellos)
05 – Gente Bamba – (Synval Silva)
06 – Pra Fazer Você Chorar – (Aldo Cabral – Benedicto Lacerda)
07 – Roda Pião – (Dorival Caymmi)
08 – Duvi-D-O-Dó – (Benedicto Lacerda – João Barcellos)
09 – O Dengo Que A Nega Tem – (Dorival Caymmi)
10 – Ninguém Tem Um Amor Igual Ao Meu – (Joubert de Carvalho)
11 – Pelo Amor Daquela Ingrata – (André Filho)
12 – Deixa Esse Povo Falar – (Arlindo Marques Jr. – Roberto Roberti)

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3 thoughts on “Carmen Miranda – O Que É Que A Baiana Tem? (1972)

  1. Esta compilação foi lançada em 1972, e, ao que parece, a foto da capa não é de Cármen Miranda. Foi a faixa-título, de 1939, que lançou o mestre baiano Dorival Caymmi, recém-chegado ao Rio de Jnaiero, então capital do Brasil, tanto que ele também canta com Cármen neste registro original. A música foi feita para o filme “Banana da terra”, produzido pelo americano Wallace Downey, para substituir “Na Baixa do Sapateiro”, de Ary Barroso, porque o mestre de Ubá pediu muito pela inclusão no filme desta música e de “Boneca de piche”, que Cármen Miranda e Almirante iriam cantar com os rostos pintados de preto (no lugar desta entrou “Pirulito”, de João de Barro, o Braguinha, e Alberto Ribeiro). Aqui também está a primeira gravação de outra música dessa mesma parceria, “Balancê”, que é do carnaval de 1937, mas depois ficou muito tempo esquecida até ser regravada por Gal Costa, em 1979, alcançando um êxito até maior do que na época deste registro de Cármen. “O dengo que a nêga tem”, do mestre Caymmi (1940), é uma resposta às críticas de que a cantora havia se “americanizado”. “Querido Adão”, marchinha do carnaval de 1936, é uma sequência de “Eva querida”, de Benedito Lacerda e Luiz Vassalo, lançada na folia anterior por Mário Reis. Curiosamente, durante uma turnê que Cármen então fazia na Argentina, quem divulgou “Querido Adão” foi Alzirinha Carvalho. Cármen também interpretou a marchinha no filme “Alô, alô, carnaval”, da Cinédia. Synval Silva, autor de “Gente bamba”, também fez para Cármen a antológica “Adeus batucada”. André Filho, autor de “Pelo amor daquela ingrata”, compôs a clássica marchinha “Cidade maravilhosa” (depois oficializada como hino da cidade do Rio de Janeiro), que ele mesmo gravou em dueto com Aurora Miranda, irmã de Cármen. Joubert de Carvalho, autor de “Ninguém tem um amor igual ao meu”. deu a Cármen Miranda seu primeiro grande sucesso, em 1930, “Pra você gostar de mim”, que seria mais conhecido como “Taí”.

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