Aracy de Almeida – Canções de Noel Rosa (1955)

A Aracy de Almeida foi uma das principais intérpretes do genial Noel Rosa. Ele chegou certa vez a declarar que ela era a melhor intérprete de suas canções.Sua voz é marcante. Inquestionavelmente uma das maiores cantoras do Brasil. Embora sempre tenha sido lembrada como uma grande cantora, nas décadas de 70 e 80 ficou mais conhecida pelo público como a jurada rabugenta e mau-humorada nos programas do Chacrinha e Silvio Santos. Sobre o disco eu não preciso nem falar, né? Tá na capa… Tá dado o toque.

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10 thoughts on “Aracy de Almeida – Canções de Noel Rosa (1955)

  1. Os links do mediafire e do rapidshare não existem mais. Por favor, poste novamente essa jóia. Obrigado.

  2. Após dois álbuns de 78 rpm, em 1950/51, este foi o terceiro trabalho em que Aracy de Almeida reviveu a obra de Noel. E contou com a colaboração do paulistano (do Brás) Oswaldo Gogliano, o Vadico, grande parceiro de Noel em sucessos como “Feitio de oração” e “Conversa de botequim”, nos arranjos e regências. Vadico acabara de voltar de longa permanência nos Estados Unidos, e os arranjos do disco evidenciam algo do que aprendeu lá, sem no entanto descaracterizar a obra de seu amigo e parceiro Noel. Foram incluídas três composições inéditas de Noel: “Cor de cinza”, composta em 1933, “Voltaste”, composta em 1934 com o título “Voltaste pro subúrbio”, e “A melhor do planeta”, também feita em 1934, em parceria com Almirante (“a maior patente do rádio”). Grande amigo de Noel, e integrante junto com ele do Bando de Tangarás (também lançou o clássico “O orvalho vem caindo”, de Noel e Kid Pepe), Almirante produziu e apresentou, na Rádio Tupi do Rio de Janeiro, em 1951, a série de programas “No tempo de Noel Rosa” (mesmo título de um livro que publicou em 1963), apresentando grandes sucessos do Poeta de Vila e também composições inéditas, entremeadas por fatos biográficos (Aracy também participou, claro). ” (Já) Cansei de pedir” é criação da própria Aracy, em 1935, na RCA Victor (nem é preciso dizer que “o samba em pessoa”, ou “Araca”, como também era chamada a futura jurada de TV, adorava a música e, de resto, ninguém a cantava tão bem quanto Aracy). Ela também foi a criadora, em 1937, ano da morte de Noel, do último samba composto por ele, “Eu sei sofrer”, aqui regravado. “Meu barracão” é de 1933, lançado por Mário Reis na Columbia acompanhado pelo pianista Romualdo “Nonô” Peixoto (“o Paderewski do samba”), tio do cantor Cauby Peixoto. por fim, “(São) Coisas nossas” é um samba em que Noel exprime e sintetiza as coisas do Brasil. Ele próprio lançou a música na Columbia, em 1932, e a teria cantado em um filme de mesmo nome produzido em São Paulo, do qual não restaram cópias (fato a confirmar).

  3. Tem mais: “Fita amarela” é criação da dupla Francisco Alves e Mário Reis na Odeon, e foi sucesso no carnaval de 1933. O estribilho do samba, bastante conhecido, foi ouvido por Almirante quando ele estava num café de São João de Meriti (RJ), e era cantado por dois negros. Ernesto dos Santos, o Donga, autor do pioneiro samba “Pelo telefone”, de 1917, chegou a reclamar na justiça a autoria de “Fita amarela”, apontando semelhança entre este e um samba que fez com o pianista Aldo Taranto, chamado “Quando você morrer”, levado a disco por Cármen Miranda na mesma época de “Fita amarela”. Donga nada conseguiu, é claro…

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