Zuleika Ruvian – Boemia (1981)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Na semana passada, na Feira do Vinil e CDs Independentes aqui em BH, achei este lp, o qual me chamou a atenção pela capa. Ah, o que seriam dos artistas se não fossem as capas. Ou por outra, a capa muitas vezes pode definir a sorte do artista. Se a capa tiver aquele apelo visual necessário, o freguês aqui cai matando. E foi mais ou menos isso que aconteceu, bati o olho e pensei, capa interessante… tem coisa aí…. Realmente não me desapontei, o que para muitos pode ter parecido um disco brega, para mim, foi um achado. Zuleika Ruvian, até então nunca tinha ouvido falar nessa artista. Mas depois de ouvi o lp tive certeza de ter investido bem os meus 5 reais. Fiquei realmente surpreso com o nível da cantora, dos arranjos e também do repertório. Zuleika nos apresenta uma seleção pontual de composições de Adelino Moreira e seu fiel representante e também parceiro, Nelson Gonçalves. Estão aqui reunidas algumas das mais importantes e clássicas composições que se eternizaram na voz do ‘Metralha’. Estranho pensar numa mulher cantando essas canções, não apenas por retratarem o sentimento e a visão masculina, mas por serem mesmo músicas fortes, que exigem uma boa interpretação. Mas, Zuleika Ruvian não deixa por menos, interpreta com afinco, poderosa e bem afinada, mostra suas qualidades com segurança. Canta muito bem. Segundo informações que colhi na rede, mais especificamente uma nota no Orkut, Zuleika foi uma cantora que atuou na década de 70 e encerrou a carreira em 1983. Pelo perfil no Orkut não se sabe se ela ainda está viva, ou onde mora. Estendendo a pesquisa, vi que ela gravou outros discos e contradizendo a nota no Orkut, parece que ela já havia gravado até um compacto de 45 rpm, possivelmente nos anos 60. Seja como for, aqui está o seu disco de maior sucesso, ou pelo menos, o mais divulgado na rede.
Outra curiosidade que me chamou a atenção. Na capa, no canto inferior direito, há um desenho de um pé de sapato 43. Alguém pode me explicar a natureza da coisa? 🙂

a volta do boêmio
fica comigo esta noite
deixe que ela se vá
escultura
pensando em ti
meu dilema
meu vício é você
cilcone
maria bethania
argumento
mariposa
queixas
extase
renúncia
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