Guilherme Lamounier (1978)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Para que a nossa semana não fique só nos anos 50 e 60, vamos também para os 70 e com outros focos musicais. Naturalmente, toda postagem é motivada por alguma razão além do meu compromisso informal de fazê-la diária. Tô gostando muito de publicar aqui minhas últimas aquisições, mas também tem outras, as doações e colaborações, que eu não posso esquecer. Há pouco mais de um mês (no ano passado!), o amigo Tales enviou para mim, este álbum que ele mesmo digitalizou, segundo ele, “conforme as normas da casa”. Legal, veio tudo do jeito que eu gosto e sem me dar trabalho (valeu, amigão!). Como eu ontem estive ouvindo algumas músicas do Guilherme em parceria com Tibério Gaspar, acabei me tocando para o presente esquecido e daí, porque não postá-lo hoje? 🙂
Segue então mais um álbum do Guilherme Lamounier postado aqui no Toque Musical. Taí um artista que eu gosto muito e vez ou outra eu me pergunto, onde ele foi parar? O cara era muito bom compositor. Acho que depois deste disco, nunca mais ele foi notícia. Pelo menos para mim. Quando postei os outros dois discos dele também comentei isso, a sua ausência no cenário artístico e musical. Tem muita gente que acha o cara com uma ‘pegada’ meio brega, eu já diria que ele é um tipo romântico. O romantismo tem lá suas ‘franjas’, mas no caso dele, elas são bem aparadas. Guilherme tem uma composição que me lembra bem alguns velhos ‘jingles’. Sua música cola de imediato no ouvido e depois de ouví-las umas duas ou três vezes, a gente sai quase que sem querer cantarolando algum refrão. Neste álbum, lançado pela Som Livre em 78, temos apenas nove faixas, o que dá ao disco um outro padrão. Normalmente, discos de música popular, pop nacional, seguiam o modelo comercial de doze faixas. Eu sempre vi os lps, quando fogem a regra, com outros olhos (e ouvidos também). Penso que quando um artista ou grupo musical pop faz um disco sem seguir essa fórmula, tem algo de muito especial na manga, ou melhor, no trabalho. No caso do nosso amigo aqui não preciso nem repetir. Por certo este disco de 1978 não tem o mesmo vigor do trabalho de cinco anos atrás, mas não deixa de ter lá os seus encantos. Pessoalmente, eu adoro a faixa “Seu melhor amigo”, já foi tema de algumas paixões na minha adolescência (êta tempo bão, sô!).
Mas este disco é mesmo bacaninha. A produção e os arranjos são de Guto Graça Mello. Tem participações especiais de Lincoln Olivetti e, em praticamente quase todas as faixas, a Jane Duboc fazendo ‘backing vocal’. Confiram aí…

estrela de rock and roll (superstar)
seu melhor amigo
saci pererê
serenatas perfumadas com jasmim
para, chega, basta
liberdade
sandra
eu preciso de alguém
ser e estar

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