Um Desencontro No Au Bon Gourmet

Olá amigos cultos e ocultos! Começo a semana com uma postagem diferente, pelo menos inicialmente. Estou trazendo a público uma questão que eu gostaria de compartilhar com todos e por certo receber os comentários e opiniões.
Recebi neste fim de semana, para meu espanto (pois nunca passei por uma situação semelhante), um e-mail de um advogado (pelo menos é o que ele afirma ser), ‘informando’ que a gravação amadora do lendário show no restaurante Au Bon Gourmet, feito por Tom, Vinícius, João Gilberto e Os Cariocas é hoje de propriedade do Instituto Moreira Sales. Que esse registro fôra ‘vendido’ pelo radialista Pica Pau, segundo ele, detentor dos direitos autorais (embora a gravação tenha sido feita e era de propriedade de Jorge Karam). O advogado pede a retirada do arquivo imediatamente, sob pena de uma ação judicial. Como vocês todos devem saber, o Toque Musical não é uma loja virtual de discos. Aqui não há comércio ou ‘outros negocinhos’. Não estamos vendendo ou doando discos, fitas ou qualquer outro objeto do gênero. Aqui, apenas falamos desses e os indicamos. Será que encontraremos no site do IMS acesso à esses arquivos sonoros? Será que a história da Música Popular Brasileira só pode ser contada e ouvida através de grupos limitadores? Como é que é isso?
Publico a baixo a minha resposta, que foi enviada a este advogado. Para evitar possíveis ‘penas de talião’, estou retirando o link enviado. Caso alguém o procure, sabe-se que o mesmo eu poderei repassar por e-mail. Segue a baixo a minha resposta:
Sr Advogado,
a título de esclarecimento, gostaria de mais informações sobre o assunto. Pelo que eu sei, esta gravação, assim como tantas outras relacionadas à Bossa Nova estão disponíveis não apenas na Internet, em diversos sites para download, mas também (e principalmente) no Japão onde são comercializadas em cópias piratas. O mais curioso disso tudo é saber que os detentores de acervos dessa natureza, venderam (por um bom dinheiro) essas fitas (ou cópias) para colecionadores japoneses, os quais em seguida começaram a vender cópias (apenas no Japão) para interessados no mundo inteiro.
Se o senhor perceber bem, verá que no blog não há arquivos para serem baixados. O Toque Musical não disponibiliza produtos, apenas indica conteúdo. Por outro lado, gostaria também que o senhor me mostrasse esse contrato assinado. Como posso ter a certeza de que a gravação é a mesma e pertence ao IMS? Ela está acessível às pessoas, mesmo que para venda? Afinal, como é isso? Vocês tem o direito, estão usando esse material para alguma pesquisa? Estão disponibilizando à pesquisadores? Qual é o critério necessário para se ter direito a ouvir o conteúdo dessas gravações? Sinceramente, essas são questões que não apenas eu o faço, mas com toda a certeza muitos querem saber. Vivemos hoje um momento de revolução (e evolução). A lei do direito autoral ainda não foi mudada e nas condições atuais suas normas não se aplicam. Prova disso é que hoje qualquer conteúdo digital pode e está sendo compartilhado livremente. É bom lembrar que aqui, ninguém roubou nada de ninguém. Não há crime em falar publicamente sobre isso. A gravação que eu indico no meu blog está espalhada pela rede. Existem, que eu sei, pelo menos mais uns oito locais, sites ou blogs (isso para não falar em torrent, e-mule e tantos outros) compartilhando esses arquivos. Sugiro ao senhor fazer essa investigação, pois não será privando um blog respeitado como o Toque Musical que seu trabalho estará resolvido. Mesmo retirando a minha indicação de locais para se baixar os arquivos, eles continuarão existindo e com certeza estarão se multiplicando. Ao longo dos 3 anos de existência do blog, nunca tive problemas dessa natureza, isso porque não publico material que esteja em catálogo e nem os comercializo ou aceito doações em dinheiro em função do meu trabalho. Estou apenas preenchendo um espaço vazio, levando às pessoas interessadas um pouco de informação, história e cultura, a nossa cultura fonográfica e musical, que desde a muito tempo vem sendo sucateada, vendida ou entregue para estrangeiros, ou ainda capsuladas em museus que ninguém pode acessar.
Sugiro ainda que o senhor processe a Google, ao Rapidshare, Mediafire, Megaupload e tantos outros verdadeiros fomentadores, donos das ferramentas e responsáveis principais pelo que anda acontecendo no mundo, nesse sentido. São nesses que vocês devem focar. Não adianta aparar a grama, precisa mesmo é acabar com a praga. Resta saber o que é ou não é a praga. Eu, no meu entender, vejo que a praga é a ganância, o oportunismo vantajoso, a inveja e a ignorância…
Para finalizar, consultei o departamento jurídico do Instituto Moreira Sales sobre a sua pessoa e não encontrei o seu nome no quadro de funcionários ou de profissionais prestando serviços ao mesmo. Afinal, a quem mesmo o senhor está defendendo os direitos?
Cordialmente,
Augusto TM

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32 thoughts on “Um Desencontro No Au Bon Gourmet

  1. Caro Augusto. Minha informação vem agora para denunciar um homem chamado Sidney e outro chamado Manasses da MPBBOA: Souza Sidney(mpbboa@bol.com.br)no mercado livre (sidneyb@uninet.com.br)e (show8666@bol.com.br) (talvez seja uma só pessoa mesmo_) que vendem pela internet no ''Mercado Livre'' muitos discos Cds brasileiro e de fora também por exemplo todo o acervo disponibilisado pelo Blog Lonorix do ZecaLouro. Simplesmente eles, depois de ter entrado no Blog e ter copiado os dados da Loronix que aparecem lá em MP3 eles saem vendendo copias na internet e até disponibilisam esses imprudentes um endereço bancário para pagamento… Imaginem! Esses caras fazem uma grana preta extraodinária e continuem a piratar até dados de músicos brasileiros no catálogo e a venda nas lojas e enviem no mundo enteiro copias piratadas. O primeiro a ter denunciado este fato fopi meu amigo e grande colecionador lars Crantz da Suecia depois de eu ter confiado que como um babaca eu tinha enviado a pedido deles algums João Gilberto de versão digitalisadas no exterior e que não se encontram no Brasil. Este Sidney depois de eu ter limpado o documento ''Encontro no bom gourmet'' (as duas noites, propriedade de um colecionador do Rio e amigo meu) me mandou um e mail falando (breviamente) que eu estava errado que piriri pororo, exatamente a mesma informação enviada para você… de enveja que eles tinham de ter a venda naquele momento sómente o documento que vinha do Loronix (uma noite só)com som bem mais barulhento e cheio de schiados. Estes cara me enviaram um dia uma copia insane de um CD que eles pirataram de Toninho Horta chamado ''on The road'' e que está na venda nas lojas: pensando receber o original de segunda mão que vinha na informação da MPBBOA na internet eles simplesmente me enviaram uma copia pirata com xerox de capas idigno de gente respeitavel e capa de qualidade tão feia que nem piratas ousariam colocar a venda: Já tem varias queixas e denuncias feitas por colecionadores do Rio que estão apontando estas gesticulações deles ha muito tempo já. O único jeito de acabar com eles é simplesmente denunciar o fato nas autoridades: Simplesmente estes caras são piratas que não admitem que outra pessoa ou outros blogs dispnonibilizam qualquer informação sobre produtos que eles estão vendendo e lucrando até esquecendo que são produtos que eles pirataram e estão botando a venda para lucrar sem declarar nada(Botando na Bunda do Zé-Povão) Por certo agora esses caras ficaram gesticulando demais esta vez e vão com certeza diante de problemas grâaaaaves!!!. Não vou ficar assim de braços cruzados ou chupando dedo e vai ter que fazer uma queixa de verdade para denunciar pelo menos este tráfico e essas maneiras bem longe e fora do padrão que dura ha anos no Rio de janeiro! talvez tem outra pessoa atrás com invejá também da sua informação e que administra um blog sobre Música Brasileira lá nos Estados Unidos. Este Blog americano de fato também está fazendo uma grana preta imprecionante com os spongsors etc…
    Christophe Rousseau (Engenheiro do Som) Niteroi]
    crisdobrasil2005@hotmail.com

  2. Pois é! Muitos “blogs” acabaram mas pelo “Google” ainda se encontra muita coisa, até em endereços na Rússia!!
    Vai ser bem difícil acabar com tudo isso que está disseminado. Discos raros, pela lei do mercado, atingem valores absurdos, não pagam impostos e nem um centavo vai para os “direitos”.
    Por outro lado os institutos culturais, privados e estatais, dificultam muito os acessos aos acervos, devido a direito autoral e dificuldades administrativas.
    Então…

  3. Há já um certo tempo que este Triste Tristus, o bem nomeado mesmo, está aburrecendo o pessoal que trabalha por aqui e que infelizmente não colocam na velocidade que ele queria os discos que ele parece estar procurando aqui(senão me diz porque este maluco vem e entra ai!!! é inatividade e inocupação geral dele) que de obvio estes discos raros e caros que você esta procurando para copiar e revender não vão nunca ser encontrado aqui não! Como ele se permitiu de citar meu nome com a covardia habitual dele de se esconder atrás de anonimato e ter afirmação sobre coisas que ele parece nem poder alcançar e de forma totalmente errada sem nenhum questionamento sequer sobre cultura e divulgação eu vou lhe responder: Meu Brodder aqui não é um jardim de infancia seu Bobo: aqui é blog cultural e lugar de compartilhar coisas boas…échange culturel espéce de tête de noeud que si je t'attrappe je vais en faire un beau de noeud avec ta tête ''Ducon la Praline de Tarlouze de sa mère maudite!''.Aqui não é lugar para achar sua bola de borracha perdida!… aqui é lugar e é coisa de adulto seu Mané ; Lhe peçõ só de me dar o seu endereço para contato direto ''Especie de Marioneta'' que em seguida vou lhe transformar em ''Guinhol''e tu não ira importunar mais a ninguem! entende bem o portunhol seu pirateiro imbecil! Seria bom de você voltar a se preocupar com seu ''Maiombé'' seu Zé Mané!
    Encontro você para drink e destaque quando quizer!
    Chris – Niteroi

  4. (Antes de nada, dicir que nao sao portugues nem brasileiro, mas pretendo falar coma tal do melhor xeito que sei).
    Nao acredito nisso chamado “cultura gratuita”, pois penso que nao ha cultura sem indústria. Também acho aí uma certa falta de respeito cara os criadores cando se fala de restar direitos a eles sobre a súa obra e nao se fala do mesmo xeito dos direitos dum eletricista ou dum encanador sobre os seus trabalhos. Ninguem fala de que a reparaçao eletrica e a fontaneria sao un bem coletivo e que se deba poder acessar a eles de balde.
    Mais quando falo disto penso en uploader massivos que copian tudo, coma animaes que engulen sem diferenciar que estao a engulir.
    No tocante a sites coma este, Loronix, etc., nao penso que haxa mal en dar a conhecer discos de acesso moi complicado, pois semelha que as pessoas e organismos que poderiam e deberam ter feito algo pola sua difussao, nao fan.

  5. Este Christophe é mesmo um descompensado, precisa de remédios faixa preta, fica tão nervoso que dispara impropérios absurdos numa mistura maluca de português (que já deveria dominar) com um esquisito “francesnhol”.
    Para ele, todo mundo é pirata, só que não somos nós que fazemos a limpeza de sons de vinis pirateados, está tão por dentro do assunto, que cita pessoas até nos USA, é um perturbado total.
    Tenho autoridade pra falar de música, pois sou pianista formado em conservatório, com vários anos de especialização, tendo tocado durante muitos anos em casas noturnas famosas de SP, RJ, etc…, dentre elas o Bar Brhama em SP, já toquei no Hotel Glória no Rio e em muitos outros lugares, não me profissionalizei por questão de foro íntimo, preferí ser professor de matemática e física, e mais tarde empresário do comércio em geral, portanto, não necessito de vender disquinhos pirateados, isto fica para você.
    Seus arroubos são hilariantes, se o blogger me dá o direito de ser anônimo, posso utilizar isto da maneira que me convém.
    Tenho espírito crítico acentuado, se isto incomoda alguém, sinto muito, é só o que temos por enquanto.
    Tristus

  6. Simplesmente o que não gostemos de você tristus é que você dá sua opinião como se era uma opinião de um grupo ou opinião geral: a cada vez tentando depreciar o trabalho dos outros.É simplesmente como você vem de divulgar o eco da sua grande frustração de não ter nunca chegado a um nivel profissionnal como músicvo e ao menos ainda como pianista onde se deve trabalhar milhares de horas no instrumento para prentender viver tocando. Isto só! e ha tempo que todo mundo precentiu suas deviações insanes ofendendo e insistindo a sujar um pouco todo o pessoal… você está desequilibrado demais e ainda por cima chama de pirata quem é contratado e recebe salario por ter limpado e remasterizado Lps Brasileiros esquecidos e jogados ao lixo o vendidos a preço de banana…certamente você tem o seu Dom Tristus um triste comportamento e uma triste visão da nossa comunidade! Parece até que são outros impulsos que comendam seus ataques insanes e inuteis! Certamente é você que deveria consultar um medico ou parar de se drogar com estas pilulas pretas das quais você está fala tão bem pobrezinho!.
    Acha uma atividade (pro-fi-ssio-nal) e volta ao equilibro.

  7. Tristus, agora descobrimos o seu problema. Você é um músico frustrado e por isso incomoda muita gente. Você deve ser virginiano, com certeza!
    (sua auto crítica irá salvá-lo)
    Letícia Cipriano

  8. Tristus
    Vc é triste e chato,
    Vá tocar seu piano, e qdo tiver dando alguma audição nos avise por esse blog, se o Sr Augusto consentir….ok?
    Enqto isso vá pentear macaco.
    Renata

  9. É engraçado essa coisa de direito autoral.
    Estou fazendo um levantamento de mais de mil gravações (composições e versões)de um amigo, que há anos praticamente não vê um tostão de muita música, que ficam na mão desses caras de editoras, advogados, ECAD e etc…
    Vão procurar o que fazer em outro lugar e pagar o que devem a muitos autores, que estão passando dificuldades e alguns até virando moradores de rua.

    Salve o TM.

  10. Sempre visito o blog e raramente comento, apesar dos pedidos que o Augusto sempre faz. Não por descaso e sim por pura falta de tempo. Mas estou sempre por aqui. Entretanto, acho que devo dizer algumas palavras sobre o ataque do cara que se diz advogado e do tal Tristus.

    Tudo o que é postado aqui está fora de catálogo. Discos que nunca tiveram sua versão em CD ou foram porcamente lançados, para serem redescobertos na posteridade. Sem entrar no mérito de quem deveria fazer isso, seja o governo ou gravadoras, eles não fazem. Será que é correto jogar pra debaixo do tapete uma obra que não está acessível em loja/museu, seja de um desconhecido, ou de um célebre qualquer, só porque ela está protegida por um detentor de direito autoral que nao a disponibiliza, seja comercialmente ou não? Lembro-me da ocasião em que precisava das músicas de um raro compacto de um artista e fiquei sabendo que uma famosa pesquisadora tinha isso digitalizado. Ela não me passou exatamente por estar “infringindo os direitos autorais”. Detalhe: o compacto é de 1969 e suas músicas nunca foram relançadas. Era para um trabalho de faculdade e tive de ficar sem as músicas. Que pesquisadora é essa que “pesquisa”, mas que não disponibiliza um mp3 nem pra fins acadêmicos?Ignorância, medo ou foi só pra se sentir exclusiva? Também cito o LP do Sirlan como exemplo. Sempre citado em livros por Viva Zapátria, por colegas do Clube da Esquina, só tive a oportunidade de ouvir seu único disco pq foi disponibilizado AQUI. Se eu ficasse esperando a Warner, proprietária dos fonogramas, relançar o disco, esperaria a eternidade. Antes que digam “ah, mas tem os sebos”, garimpar nesses locais exige tempo. Dependendo do disco, dinheiro. Não 30 reais, as vezes 300. Muita gente já não tem mais vitrola (a indústria do CD, quando entrou com força total no Brasil, quase ordenou os brasileiros a jogarem fora os toca-discos) e, quando acha alguém pra passar para CD, há probabilidade de ser algo de qualidade grotesca. Restaurar, disponibilizar e divulgar discos raros é coisa de quem tem tesão pela música. Fico pensando em gente como Milton Banana e Guilherme Lamounier. Ambos tiveram seus discos disponiveis por causa dessas iniciativas, renderam matérias de jornal e tiveram sua obra reavaliada. Quando isso acontece, o Augusto deve se sentir recompensado, e com razão. Esse blog existe por isso. Não pra entrar em atrito com “advogados” ou gravadoras. Mas pra reverberar algo há mto esquecido.

  11. Acabou a rapadura para as gravadoras e mercado fonográfico tradicional que sempre explorou o artista e o amador. A tecnologia agora é democrática, acessível, aberta. Advogados e exploradores, arranjem outro jeito de ganhar dinheiro. O mundo mudou, não percebem?? Nós somos mais independentes. O CD que comprei é meu, faço o que quiser: mostro para amigos, copio para mim mesmo, empresto, só não vendo porque comércio não é meu ramo. Se fosse, abriria loja, formalizaria direitinho etc…. Como disse, a rapadura docinha que voces lamberam o tempo todo acabou, chupem o dedo ou tratem de evoluir com a tecnologia que hoje temos, digital, barata, acessivel, democrática, etc

  12. Renato, você definiu bem as coisas. A ideia é exatamente esta, reverberar. E isso, o pessoal da indústria fonografica já sacou. Eles não nos incomodam porque já conseguem perceber nos blogs algo de positivo. Somos o termômetro, a equipe de teste informal. Enquanto for interessante para eles a gente permanece. Contudo, existem aqueles que são orientados não por administradores, mas por advogados. De enganadas por blogueiros, algumas editoras passam a ser enganadas por advogados, que como poucos, sabem cozinhar as coisas em banho maria, sangrando aos pouquinhos para a fonte do cifrão não secar.

  13. Muitas gravadoras perdem dinheiro hoje, pois copia que nao se vende é perda, pois habia un custo de fabricaçao. Isto nao tem nada a ver co caso deste blog e doutros semelhantes, que ofertam mais nada ca discos fóra de catalogo. No tocante ó resto, ó da cultura democratica, nao é malo compartilhar com os amigos, mais eu acho mais interesante possuir o disco original, sempre. É uma coisa “fetish”, se querem dizer assim. Nao gosto dunha icona no meu disco duro. Aceito se nao ha outra alternativa.
    Ha muita gente na rede que diz “Gosto melhor de baixar e nao acho ter culpa na perda de ingresos das gravadoras (e das produtoras de cinema, etc.). Seus proprietarios tenhem muitos cartos e nao lhes faz tanta perda”. Mais pensa voçe que eles van mesmo tira-los seus cartos da conta bancaria na Suíza para os ponher num negocio ruinoso? Eles nao tenhem interese na música nin no cinema nim en máis nada ca na cor dos bilhetes. Eles o que van fazer sera ponher esses cartos noutro negocio rendíble.
    Acredito tambem en que muitos artistas nao percevem un can do seu trabalho hoje pelas maniobras sibilinas de avogados e demais. Mais, digo eu, se eles perceveram como é debido, voçe nao copiaria nemun disco mais?

  14. É engraçado… existem inúmeros sites de downloads na rede que disponibilizam discografias completas (e quilométricas) de artistas “ainda rentáveis” para a “indústria”, sem no entanto falar uma palavra sequer sobre as obras, os artistas, sem estimular qualquer tipo de discussão, debate, etc… juntam essa enxurrada de música (que com certeza eles jamais ouviram ou ouvirão)simplesmente para concentrar um zilhão de acessos (que se dão através do maior propagador da web, o Google) e fazer dinheiro facilmente com propaganda… mas é claro, isso o “excelentíssimo embora recalcado pianista de quinta” não vê… e o cara ainda fala com o pedantismo de quem acha que está fazendo algo útil (alguém aqui acha que a família do grande Mario Lago ganha um centavo a mais ou a menos de direitos por causa do TM??). Ou o cara é um tremendo ignorante ou está mal intencionado mesmo… e o mesmo vale para o tal “adevogado”. Esses caras preferem se apoiar em leis ultrapassadas que colocam três quartos do planeta (incluindo eles próprios) na ilegalidade a reconhecer que as coisas mudaram e buscar o debate para a construção de um novo modelo de negócios, mais adequado aos nossos tempos… Vida longa ao TM!!!

    Alegrus (pq se vc não mostra a sua cara, eu tb não tenho pq mostrar a minha).

  15. O jornalista e escritor Ruy Castro já revelou que existem várias gravações deste show, realizadas por diferentes pessoas. A do Walter Silva é apenas uma delas, e com baixa qualidade sonora, uma vez que foi realizada por um microfone colocado em frente ás caixas acústicas do equipamento do Au Bon Gourmet. Ou seja, se levarmos o conceito de pirataria ao remoto ano de 1962, ele também pirateou o som do espetáculo. Como podem agora alegar propriedade???

    Edson Mendes

  16. Vida longa ao TM, caro Augustus! O seu trabalho´de ve ser sempre venerado pelo ecletismo, pela diversidade sonora de seu acervo de MPB e tem o mérito de sua dedicação. Você respondeu à altura e a maioria dos comentários comprovam o quanto você e seu trabalho são queridos e recebidos por todos os seus seguidores. Por favor, não dê atenção aos babacas de plantão, principalmente se advogado$ forem, poi$ a maioria dele$, não entendem nada de música e de cultura brasileira.

    Sérgio Rocha/SP

  17. Engraçado isto, quando o artista lança o álbum, ninguém compra! Consequentemente ele sai de catálogo, depois os sebos vendem a R$ 1,00, os blogueiros compram e publicam, pronto!!! Agora virou raridade, pérola, jóia rara! E o que sobra disso tudo? Muita hipocrisia…
    Lázaro

  18. Lázaro, será que você veio se juntar ao cabeça dura do Tristus? Não acredito que uma pessoa, com um mínimo de consciência, tenha coragem de dizer uma besteira dessas. Isso só pode ser implicância, uma puta inveja ou despeito.
    Ninguém compra mais discos por que os preços são abusivos. Se artista fosse viver de disco ele estaria fudido. Se ele quiser se dar bem, vai ter que dançar certinho o xaxado das gravadoras, aceitar quietinho as imposições, se tornar praticamente um funcionário. Através de grandes gravadoras o artista só ganha se for medalhão e mesmo assim acaba aceitando algumas imposições. Disco novo é caro. No sebo isso pode ser ainda mais caro ou muitas vezes mais barato, depende da sorte, do interesse e até mesmo da raridade. Ser raro necessariamente não quer dizer ser bom. Ser caro também. Por outro lado, muito ao contrário do que você diz, o raro deixa de ser raro, exatamente por agora se encontrar com facilidade nos blogs.
    Mas quem vai à sebo é colecionador, amantes de discos de vinil, pesquisadores e fetichistas.
    As coisas que são publicadas neste blog, em sua maioria, são realmente difícieis de achar e mesmo que fossem fáceis é ainda mais cômodo, sensato e prático baixar e ouvir primeiro antes de sair para comprar. São os novos tempos, meu chapa.
    Quanto à hipocrisia, se existe, é apenas por parte de pessoas assim como você. Mas como eu não quero a sua falsa amizade, não terei com que me preocupar.
    Se isso lhe faz bem, vá engrossar as fileiras da ACP (Associação dos Chatos de Plantão)

  19. Lázaro, quase morro de tanto rir com a sua Teoria da Conspiração…
    vc tem o perfil certo para estagiário de gravadora falida. Quem sabe lá vc aprende o significado da palavra hipocrisia…

    Augusto, ao invés de manter esse blog (que apesar de excelente, tá cheio de anônimo invejoso e ignorante comentando), venda suas “pérolas” e compre uma casa em Mônaco… hauhauhuauha. VIDA LONGA AO TM!!

    Roger

  20. Meu Caro

    Não dê ouvidos a estes pseudo defensores de sei lá quem ou o quê. Nem mesmo o português eles sabem usar.
    Continua na sua trilha que nós estamos contigo.
    Lembre-se que a caravana passa e os cães ladram… apenas ladram.

    Genarius

  21. Acho que essa discussao toda ja deu o que tinha que dar… sem redundancias, e som na caixa (vitrola, CD player ou iPod, tanto faz). Vamos ouvir musica e ser feliz? cade o Encontro do Au Bon Gourmet entao??

  22. É numa discussão dessas que a gente vê quem defende está interessado na cultura e quem está interessado no dinheiro.

    Alguém acha que esse advogado ao menos ouviu esse show?

  23. Sou advogado, oiço os discos e defendo a publicação de todas essas jóias no blog.
    Força.
    Um abraço de Portugal

  24. Sou obrigado a comentar, pois estou indiretamente ligado ao assunto.
    Trabalhei na gravadora Som Livre e fui designado pelo meu diretor artístico para avaliar o acervo do Walter Silva (Pica-Pau), que estava querendo vendê-lo. Além dessa gravação do Au Bon Gourmet, (onde foram apresentadas pela primeira vez “Garota de Ipanema”, “Samba do Avião” e “Só Dança Samba” e a única vez que foi reunido num show o trio Tom Jobim, Vinícius de Moraes e João Gilberto, junto com Os Cariocas), o acervo do Walter tinha outras preciosidades, entre elas Maysa, Sílvia Teles, Chico Buarque (numa apresentação na FAU, ainda estudante de arquitetura, onde cantou “Pedro Pedreiro” e outra composição sua, que continua inédita).
    Esse material estava em fita de rolo 1/4, e para apresentar à diretoria da Som Livre, tive que digitalizar algumas músicas para serem avaliadas. Decidiu-se por não comprar esse acervo, pois o Walter não tinha autorização para comercializá-lo, e teríamos que arcar com esse custo, junto aos autores, artistas e detentores do direito dessa gravação.
    O amigo que digitalizou as músicas demonstrativas, estava prestando serviço para o Instituto Moreira Sales e, com a negativa da Som Livre, apresentou a eles esse acervo. Houve interesse por parte do IMS, segundo esse amigo, para ser digitalizado e disponibilizado à população e pesquisadores, via internet, gratuitamente (sem possibilidade de download). O IMS teria contratado, inclusive, o Walter para dar consultoria sobre seu acervo: artistas, músicas, histórias, ficha técnica, etc…
    Não li os comentários colocados aqui, farei depois com mais tranquilidade, só achei que deveria dar minha contribuição daquilo que vivenciei sobre o assunto.
    O Toque Musical presta um serviço inestimável à memória da música brasileira, não fere nenhum direito, ao contrário deveria ser patrocinado, incentivado, para continuar esse resgate. Acho que esse blog, e outros com o mesmo perfil, deveriam ser vistos pelas gravadoras como parceiros, criando mecanismos de disponibilização das músicas, para que possamos ter acesso a essa riqueza que é a música brasileira, beneficiando a todos, principalmente ao público. Sei que é possível, já tive experiências bem sucedidas, mas essa é uma outra discussão.
    Abç a todos,
    Renato Leite

  25. TM, vc poderia me disponibilizar por e-mail essa gravação. Cai aqui um sem-número de vezes tentando baixar esse album e só agora vi o ridiculo ocorrido. É triste perceber que a insdústria fonográfica conseguiu diluir muito as sobras da música dessas terras. Ver a cultura material da Bossa-Nova e Tropicália ainda exiladas em outros países é um absurdo!!! Mas não quero me estender, meus colegas a cima já expressaram a minha raiva, vamos de paz e arroz por aqui.
    Não sem antes, agradecer pelos textos e indicações que continua dando à todos.
    Nos mais, aquele abraço.
    G.R.B.

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