Orlando Silva – Funart (1985)

Olá amigos cultos e ocultos! Semana curta e corrida. Tenho que aproveitar os últimos dias de 2009 para não entrar no ano novo cheio de pendências. Sempre fica alguma coisa para a última hora. Daí, tenho que agilizar…
Rapidinho, aqui vai mais um disco do Orlando Silva. Como vocês já perceberam, eu sou fã desse grande cantor. O álbum que eu apresento foi lançado pela Funart em 1985, dentro do Projeto Almirante, que buscava entre outras, resgatar grandes nomes da música brasileira em seus primórdios, através fonogramas que até então nunca antes haviam sido reeditados. Um trabalho semelhante ao que foi feito pela Moto Discos, Filigranas Musicais, Revivendo outros. Conforme o texto do encarte do álbum, são doze matrizes editadas originalmente em discos de 78 rotações, recuperadas e editadas pela primeira vez em lp. Abrangendo da valsa romântica ao samba carnavalesco, esses fonogramas oferecem uma mostra bem representativa do repertório do “cantor da multidões”. Confiram o toque…
quem cantar meu samba
quando a noite vem
solidão
depois que você me deixou
volta
eu trabalhei
meu caboclo
história antiga
por quanto tempo ainda
confiança
glória
ontem a tarde

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4 thoughts on “Orlando Silva – Funart (1985)

  1. Em vida de Orlando Silva (1915-1978), poucos foram os relançamentos em LP das gravações daquela que chamam de “fase áurea” do cantor (RCA Victor, 1935/1942), mesmo porque ele preferia regravar tais músicas. o que se revelou um equívoco, além das inevitáveis comparações de timbre, detalhes de interpretação e acompanhamento. Como os registros originais eram obras de arte acabadas, mesmo os admiradores mais fieis de Orlando, ou principalmente estes, não aceitariam tais regravações. Só depois da morte de Orlando, em 1978, é que haveria reedições mais frequentes dos registros originais, tanto em LP como depois em CD, feitas com a colaboração de abnegados colecionadores, uma vez que as gravadoras não guardavam as matrizes de cera de tais discos. Este LP da Funarte, lançado quando seu presidente era o grande cartunista Ziraldo, tem, em suas primeiras nove faixas, gravações dessa fase áurea, o samba-canção “Solidão”(l937), a valsa “Por quanto tempo ainda” (1939), “Quem cantar meu samba” e a valsa “Quando a noite vem”( ambas de 1941) o fox-canção “Volta” e a canção patriótica “Meu caboclo”, ambos de 1942,e as carnavalescas “História antiga” (marcha, 1939), “Eu trabalhei” (samba, 1941) e “Depois que você me deixou” (marcha-rancho também de 1941). Da Odeon, sua gravadora seguinte, entrou o samba “Confiança”, de 1943. A regravação da valsa “Glória”, de Bonfiglio de Oliveira e Branca Coelho, originalmente lançada por Gastão Formenti, já é do período em que Orlando gravava na Copacabana (1952), e por fim o fox-canção “Ontem à tarde”, do grande Lamartine Babo, corresponde à vlta definitiva de Orlando à RCA Victor, em 1960. Nesses três últimos casos, pode-se perceber um Orlando Silva com um timbre um pouco mais grave, mas esse é o curso natural da voz humana. E era o mesmo Orlando de recursos técnicos impecáveis, voz prodigiosa e interpretação comovente. Aliás, dos selos aqui citados, a Revivendo é a única que ainda sobrevive, a duras penas, e esperamos que o trabalho dela continue, mesmo depois da morte de seu fundador, Leon Barg, acontecida em 2009.

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