Quarteto Monte Carlo – Drink Musical (1960)

Bom dia, amiguíssimos cultos e ocultos! Eu estava para passar essa bola para o amigo Samuca, pois acontece que eu não achei nenhuma referencia sobre este disco, ou mais exatamente sobre o Quarteto Monte Carlo. O Samuel, rapaz culto e conhecedor de música, por certo deve saber alguma coisa, mas achei melhor não o incomodá-lo nesse período de Natal e coisa e tal… Vamos apenas focar no que temos, as músicas e o texto da contracapa. Conforme a contracapa, este é o segundo disco do quarteto. Seguindo na mesma linha, temos um conjunto de boate com toques sofisticados, um repertório bem ao gosto de um público refinado. Acredito que por trás desse quarteto há um Durval Ferreira, pois esse era um típico conjunto que embalava as noites em suas boates, em especial a Drink. Certamente ele é o homem dos teclados. E como podemos ver, a lista musical é uma trilha européia de clássicos pops daqueles anos dourados. Músicas francesas, italianas, portuguesas e espanholas, bem ao gosto dos ‘gente-finas’, os ‘socialites’…

noites de moscou
concerto de outono
la violetera
lisboa antiga
vilia
elegie
la frasquita
j’attendrais
les feulles mortes
preludio
vieni sul mar
la vie rose

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Scarambone E Seu Conjunto De Danças – Aquarela de Ritmos Vol 2 (1959)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje trago para vocês o lp “Aquarela de Ritmos”, do pianista e tecladista José Scarambone, lançado pela RCA Victor em 1959. Um lp bem interessante, trazendo um repertório com temas nacionais e internacionais, com destaque, obviamente, para o samba e em especial para dois deles, prenúncio da Bossa Nova, “A felicidade” e “Eu sei que vou te amar”, de Antonio Carlos Jobim e Vinícius de Moraes. Na contracapa, como pode ser visto, há um texto com mais informações sobre o artista e este disco. Adoro quanto isso acontece, assim me poupa palavras e agiliza nossas postagens. Confiram no GTM!

e daí?
perfume de gardênia
revolta
petite fleur
cansei
la strada del’amore
a felicidade
a very precious love
eu sei que vou te amar
quero beijar-te as mãos
ideias erradas
because of you



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Grupo Alquimia – Alquimia (1983)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Para não fugirmos do nosso drops misto, vamos hoje de música instrumental. Temos aqui um disco bacana, produção da gravadora Lira Paulistana no início da década de 80. Formado por um time de músicos de primeiríssima linha: André Dequech (piano), Robertinho Silva (bateria), Zeca Assumpção (contrabaixo) e Mauro Senise (sax e flauta). Em 1982 era lançado o Alquimia, um projeto de vanguarda que muito influenciou outros tantos e bons grupos de música instrumental brasileira. Gravado em apenas 3 dias, o disco seria lançado no ano seguinte. Como em tantos outros lançamentos da Lira Paulistana, Alquimia teve também uma única e pequena edição. O que quer dizer que se trata de um disco raro para colecionadores. Confiram esse belo trabalho no GTM.

ensaio n. 1
alquimia
pedra da lua
ensaio n. 2
alga
ensaio n. 3

 

Gao, Seu Piano e Orquestra (1964)

Olá amiguinhos cultos e ocultos! Hoje nós vamos com um disco do renomado pianista Gaó, Odmar Amaral Gurgel. Músico paulista, foi maestro, arranjador, compositor e instrumentista. Gaó foi inspirado em suas iniciais ao contrário. Foi diretor artístico da gravadora Columbia e da famosa Orquestra Colbaz, a qual gravou pela primeira vez a música “Tico-tico no fubá”, de Zequinha de Abreu. Não bastasse, ele foi muito além seguindo uma carreira internacional. Gaó teve um currículo extenso que merece um aprofundamento, mas por hoje ficaremos apenas nessa breve apresentação. O disco que hora apresentamos é uma seleção musical com temas nacionais e internacionais. Um disco gravado por ele, segundo consta no texto de contracapa em um momento de sua passagem pelo Brasil, quando na época morava nos Estados Unidos. Confiram aí mais esse resgatado no GTM.

diamante azul
in other words
mimoso
my beloved
roberta
minha garota sincopada
odeon
au revoir
anema e cuore
história de um amor
samba em prelúdio
greensleeves

 

George Kenny – Uma Noite No Beguin (1956)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Aqui, mais um náufrago resgatado, outro disco que merece o nosso toque musical. Hoje vamos com o organista argentino George Kenny, que segundo a contracapa nos informa ser este, na época, um dos grandes mestres dos teclados. Veio ao Brasil para se apresentar na lendária boate Beguin, do também lendário Hotel Glória, no Rio de Janeiro. Embora tenha todo esse mérito no texto de contracapa, George Kenny é hoje um ilustre desconhecido, pois nem mesmo fazendo uma busca no Google conseguimos encontrar mais informações sobre esse artista. Fica então mais essa chance, imortalizado no TM enquanto existir. Confiram no GTM!

holiday for strings
guacyra
laura
apanhei-te cavaquinho
andalucia
chuá chuá
all the things you are
liza

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Gandé E Walfrido Silva – Joe Pernambuco – Piano Brasileiro (1958)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Mais um exemplar que cai bem aqui no Toque Musical. Depois de haver sido postado em outros extintos blogs musicais, agora ele volta resgatado como náufrago para habitar nossa coleção. Temos aqui o lp Piano Brasileiro, editado pela Masterpiece-Musidisc, para o selo Audiola. Trata-se de uma dobradinha, ou seja, de um lado temos a dupla Gadé e Walfrido Silva e do outro Joe Pernambuco. Gadé e Walfrido são dois grandes nomes do samba-choro, compositores hoje em dia pouco comentados. Suas composições fazem muito lembrar Billy Blanco, Paulo Vanzolini ou Chico Buarque, com letras que retratam com humor a realidade brasileira. Suas composições foram gravadas por diversos artistas da nossa música desde o final dos anos 30. Do outro lado do disco temos Joe Pernambuco, pistonista, irmão do pianista Fats Elpídio, que aqui aparece como pianista também. Ele além de tocar piston também tocava piano e neste disco nos apresenta uma seleção de sambas clássicos e também composição própria (Policromia brasileira).em resumo, trata-se de um lp que tem como instrumento principal o piano. Daí o nome Piano Brasileiro. Confiram no GTM.

meu consolo
perdi a aposta
o feitiço virou
vai cavar a nota
tudo agora é sonho
100 anos de perdão
vou casar no uruguai
na candência do tambor
madalena
o orvalho vem caindo
policromia brasileira
despedida de mangueira
exaltação a mangueira
juro chora cavaquinho
a voz do morro


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Ruy Rey E Sua Orquestra – Ritmos Latino Americanos (1957)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Oportunamente, estou trazendo aqui discos que muito nos interessam e que foram postados em outros blogs que hoje já não existem mais. É o caso do Sintonia Musikal e Sanduiche Musical, do amigo Chico, que desanimado com este trabalho sem retorno, acabou abandonando o barco. Como um dos poucos que ainda sobraram nesse mar de afogados, nós do Toque Musical estamos recolhendo os sobreviventes, no caso os seus discos.
Entre tantos, temos um aqui bacana, “Ritmos Latino-Americanos, com Ruy Rey e Sua Orquestra. Este, me parece, foi seu primeiro disco em 33 rpm, lançado em 1957. Por certo, antes disso ele já havia participado de outros discos e gravações, inclusive aqui no Toque Musical temos ele na coletânea Grand Record Brazil e outras lançadas na década de 50. Neste lp de 12 polegadas temos o interprete num repertório para fazer frente a qualquer grande orquestra latino-americana. Apresentando doze temas clássicos entre boleros, sambas, mambos e cha-cha-cha. Sem dúvida, um dos grandes nomes dos anos 40 e 50 da música brasileira e porque não dizer, da latino-americana. Confiram já no GTM, pois esse náufrago, uma hora volta para o porto.

macarena
camino verde
sabiá de mangueira
negra açucarera
todo mundo quer dinheiro
no dejes para mañana
fantasia em mambo
donde quiera que tu vayas
star dust
faz quase um ano
mambo sevilhano
dansa do sabre

 

Som Brasileiro Vol. 2 (1976)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje o Toque Musical apresenta mais uma coletânea de MPB da melhor qualidade. É o segundo volume de “Som brasileiro”, lançado em 1976 pela EMI-Odeon (depois EMI e hoje Universal Music), na mesma linha do primeiro, que o TM já nos ofereceu. Em suas onze faixas, iremos encontrar muita coisa boa. Para começar, temos o dueto de Mílton Nascimento com Beto Guedes em “Nada será como antes”, extraído do álbum duplo “Clube da Esquina”, lançado em março de 1972. Dele também é a faixa “Trem azul”, com Lô Borges. Edu Lobo aqui comparece com “Vento bravo”, faixa de seu LP de 1973, oficialmente sem título mas conhecido como “Missa breve”. O inesquecível Zé Rodrix vem com sua versão do clássico “Casa no campo”, que fez com Tavito, gravada em 1976 para o álbum “Soy latino-americano”. Talentosa cantora e compositora, Sueli Costa vem com “Vamos dançar”, gravação de 1975. O grupo Som Imaginário, conhecido por acompanhar Mílton Nascimento em discos e shows, apresenta aqui  uma composição de seu tecladista Wagner Tiso, “Armina”, gravação de 1973 pinçada do álbum “Matança do porco”. Dorival Caymmi, o poeta seresteiro da Bahia, interpreta aqui “Dona Chica (Francisca Santa das Flores)”, gravação de 1972. Gonzaguinha, o eterno aprendiz, mostra aqui “Mundo novo, vida nova”, música com a qual concorreu no II Festival Universitário de MPB, da TV Tupi do Rio de Janeiro, em 1969, defendida por Claudette Soares, mas que ele próprio só viria a gravar em 1972. Compositor, cantor e pianista ainda hoje em atividade, João Donato aqui comparece com “Terremoto”, parceria com Paulo César Pinheiro e faixa do álbum “Quem é quem”, de 1973. Músico completo, Egberto Gismonti aqui nos mostra “Janela de ouro (A traição das esmeraldas)”, faixa extraída do álbum “Água e vinho”, de 1972. E, para encerrar com chave de ouro, “Sinal fechado”, de e com Paulinho da Viola, música com a qual ele venceu o quinto (e último) festival de MPB da antiga TV Record de São Paulo, em 1969. Enfim, um disco primoroso e repleto de bons momentos de nossa música popular. Confiram.

nada será como antes – milton nascimento e beto guedes

vento bravo – edu lobo

casa no campo – zé rodrix

vamos dançar – sueli costa

armina – som imaginário

dona chica – dorival caymmi

trem azul – lô borges

mundo novo vida nova – gonzaguinha

terremoto – joão donato

a janela de ouro – egberto gismonti

sinal fechado – paulinho da viola



*Texto de Samuel Machado Filho

Sexteto Rex – Ritmos Favoritos De Dança N. 2 (1957)

Olá, amigos cultos e ocultos! É com muita alegria que o Toque Musical oferece a vocês o segundo LP do Sexteto Rex, grupo formado no início dos anos 1950 em Porto Novo do Cunha, interior de Minas. É o segundo volume de “Ritmos favoritos de dança”, lançado pela Rádio em 1957 seguindo a mesma linha do primeiro, já postado anteriormente pelo TM, ou seja, sucessos antigos e então recentes, em arranjos dançantes.  Entre eles, temos  “Conceição”, eterno carro-chefe de Cauby Peixoto, “In the mood”, clássico do repertório do “bandleader” norte-americano Glenn Miller, aqui em ritmo de samba, “La mer”, fox do francês Charles Trenet que mereceu mais tarde, nos EUA, uma expressiva gravação da orquestra e coral de Ray Conniff, os boleros “Nunca jamais” e “História de um amor”, e um arranjo para fox do “Noturno”, de Chopin.  Em suma, o disco apresenta, conforme diz a contracapa, “uma miscelânea bem cuidada, bem escolhida e magnificamente executada”. Portanto, merecedora de mais esta postagem do TM. É só conferir.

joá
meu benzinho
tu precio
charmaine
historia de un amor
monalisa
conceição
nunca jamais
in the wood
i love you
la mer
noturno de chopin
 


*Texto de Samuel Machado Filho 

Rildo Hora – Suave É Noite (1962)

Gaitista, violonista, cantor, compositor, arranjador, maestro e produtor musical, Rildo Alexandre Barreto da Hora completou, em 2019, 80 anos de existência (nasceu em Caruaru, PE, a 20 de abril de 1939). Seu pai, o alagoano Misael Sérgio Pereira da Hora, era dentista, e sua mãe, a pernambucana Cenira Barreto Hora, foi sua primeira professora de teoria musical e piano. Em 1945, mudou-se com a família para o Rio de Janeiro, indo residir no subúrbio de Madureira. Aos seis anos de idade, interessou-se por harmônica de boca (a famosa gaita ou realejo, como é conhecida no Nordeste), e tornou-se autodidata, passando a estudar o instrumento, mesmo sem mestre. Rildo Hora desenvolveu sua técnica tocando frevos e choros que ouvia no rádio. Estudou harmonia, contraponto e composição na Escola de Música Pró-Arte com o maestro Guerra Peixe, e teve aulas de violão com Meira e Oswaldo Soares, tendo ainda frequentado outros cursos no Centro de Estudos Musicais. Aos 11 anos, tocava em festas populares pelos subúrbios do Rio. Apresentou-se na Rádio Mayrink Veiga, no programa “Trem da alegria”, apresentado por Lamartine Babo, Héber de Bôscoli e Iara Sales, o “trio de osso”. Nessa época, conheceu o violonista Manoel da Conceição, o Mão de Vaca, e apresentou-se no programa “A hora do pato”, na Rádio Nacional, passando a frequentar a lendária emissora da Praça Mauá. Aos doze anos, venceu um concurso de gaitas patrocinado pela fábrica Hering, na Rádio Mauá, e foi convidado por Fred Williams a fazer parte do grupo de gaitistas da emissora. Tocou cavaquinho em shows circenses, acompanhando cantores, e neles também atuou como solista de gaita de boca. Ainda faria parte do programa “Festival de gaitas”, na Rádio Nacional. Em 1958, formou, com Sérgio Leite e Luís Guimarães, o trio Malabaristas da Gaita. Na época da bossa nova, passou a tocar violão e cantar. Rildo Hora estreou em disco gravando, em 1960, um 78 rpm na marca Pawal, interpretando as músicas “Anjo” (de sua autoria com Alcino Diniz) e “Nem uma luz brilhou”(de Gilvan Chaves). A partir de 1968, passou a trabalhar como produtor musical, a convite de Geraldo Santos, trabalhando na gravadora RCA. Entre os artistas com quem ele trabalhou como produtor, destacam-se Martinho da Vila, João Bosco, Carlos Galhardo, Vicente Celestino, Clara Nunes, Maria Creuza e Chiquinho do Acordeom. Rildo Hora já marcou presença no Toque Musical com os álbuns “Sanfona e realejo” (com Sivuca) e “O tocador de realejo”.  Agora, nossos amigos cultos e ocultos são brindados com “Suave é a noite”, que vem a ser seu primeiro LP, exclusivamente com solos de gaita, lançado em 1962 pela Som/Copacabana. São 14 faixas com acompanhamento de orquestra, incluindo sua primeira composição “Brigamos com o amor”, de parceria com Gracindo Júnior (que fez também o texto da contracapa, um acróstico com o nome do músico), e sucessos da época, tais como “Suave é a noite”, a faixa-título, “Meu querido lindo”, “E a vida continua” e “Não importa”. Enfim, é uma homenagem à altura que o TM presta a este notável músico que é Rildo Hora, pela passagem de seus oitenta anos de existência.

cravo vermelho
nós e o mar
houvesse um coração
e a vida continua
felicidade
lembrança (un recuredo)
addio addio
tender is the nigth
ten lonely weekends
meu querido lindo
brigamos com amor
no je ne regrette rien
não importa
se ela voltar



*Texto Samuel Machado Filho

Musica Degli Indiani Del Brasile (1979)

A música indígena brasileira é parte do vasto universo cultural e dos povos indígenas que habitaram e sempre habitam o Brasil. Sendo uma das atividades culturais mais importantes na socialização das tribos, a música dos índios brasileiros é uniforme e de grande variedade. E é justamente um pouco dessa manifestação de grande importância histórica e cultural que o Toque Musical oferece hoje a seus amigos cultos e ocultos. Trata-se da edição italiana, sob o selo Albatros, de um álbum lançado em 1979 pela Folkways norte-americana, fruto do trabalho dos pesquisadores Harold Schultz e Vilma Chiara, de São Paulo. Ao que parece, este disco jamais foi lançado no Brasil. Mas é um documento importantíssimo, em que são apresentadas músicas de oito tribos indígenas brasileiras, que habitam as regiões Norte e Centro-Oeste de nosso território. Dentro da proposta do TM de oferecer o que é raro e curioso, este trabalho nos oferece uma preciosa amostra da música indígena brasileira, e torna-se obrigatório e indispensável para colecionadores e pesquisadores em geral. 

karajá
javahe
kraho
kraho
takuna
takuna
juruna
juruna
suya
suya
trumai
shukarramae
shukarramae
javahe



*Texto de Samuel Machado Filho

Tânia Mara Lopes Cançado – Tributo A Ernesto Nazareth (1988)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Convenhamos. há discos que estarão sempre fadados ao obscurantismos, tanto por sua produção limitada quanto por seu conteúdo. Independente de suas qualidades ou não, serão sempre discos que poucos conhecem. É por essas e outras que existe o Toque Musical, um ponto de referência para aquilo que nem sempre se vê e se ouve por aí.
Aqui temos um disco muito interessante, que merece o nosso ‘toque musical’. Como o título mesmo já anuncia, trata-se de um tributo ao nosso grande Ernesto Nazareth. Uma seleção de suas melhores e mais famosas composições, interpretadas pela excelente pianista mineira, a professora Tânia Mara Cançado, falecida em 2016. Tânia Mara foi professora na Escola de Música da UFMG, idealizadora do Centro de Musicalização Infantil e o Projeto Cariúnas, nesta Universidade. Dois projetos importantes de valorização da música e das artes no Estado de Minas Gerais e porque não dizer, no Brasil. Acredito que este tenha sido seu único registro musical em discos. Mais do que nunca, por suas qualidades como artista, professora e estudiosa da música, precisa ser recordada. E nada mais lindo que ouvi-la interpretando a obra de Ernesto Nazareth.

quebradinha
nenê
mercêdes
famoso
sarambeque
odeon
confidências
tenebroso
improviso
brejeiro


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Luiza Maria – Eu Quero Ser Um Anjo (1975)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Como sabem, a cada dia eu tenho espaçado ainda mais os nossos encontros e postagens. Sempre reclamei do tempo que tenho para me dedicar ao blog, principalmente quanto ainda tínhamos postagens diárias. Ainda me falta tempo e por conta disso, tenho buscado a ajuda de amigos que muito tem colaborado para a nossa sobrevivência.
Hoje, aproveitando uns momentos de ócio, resolvi postar algumas coisas. Estava ouvindo até agora há pouco este disco da cantora Luiza Maria, um álbum realmente bacana, bem setentão e inesquecível. Creio que a primeira vez que pus a mão nesse disco, eu ainda estava na minha segunda década, por volta dos 17 anos. Na época, esse era mais um dos muitos discos bons que rolavam na vitrola lá de casa. Não sei que fim levou e por muito tempo eu nem mais me lembrava. Foi só a partir do ‘bum’ dos blogs musicais que ele voltou, cheio de críticas positivas e interesse, pois afinal tratava-se de um disco que teve uma edição pequena, que nunca voltou a cena, nunca foi relançado… Redescoberto, se tornou como muitos outros raridade, disputada a tapas e tiros por colecionadores. Hoje, mais que raro, virou objeto de ostentação de endinheirados, pretensos colecionadores, que chegam a pagar mil pratas num exemplar! Pena que o meu sumiu, pois se o ainda tivesse, teria passado no cobre. Acho absurdo essa jogada de preços de vinil, mas se tem gente para pagar, que seja… Como colecionador, eu jamais pagaria, Enfim, cada um faz com seu dinheiro o que quer.
Bom, mas falando do disco em si, dessa artista pouco conhecida, achei melhor continuar na preguiça e colar aqui o texto bacana do jornalista Fernando Rosa (Senhor F), publicando originalmente na extinta revista Bizz:
Mesmo que insista em não saber disso, o Brasil teve a sua Carole King, com direito até mesmo a beleza da cantora e compositora americana. A moça atende pelo nome de Luiza Maria e gravou um raro e clássico disco em 1975, pela Philips. Com ela, músicos como o ex-Traffic Jim Capaldi, os iniciantes Lulu Santos, Rick Ferreira e Antônio Adolfo e outros cobras. E um repertório moderno e carregado de um frescor pop, que incluia uma canção inédita da Raul Seixas. Com uma carreira tão promissora quanto meteórica, Luiza Maria registrou seu nome na história do rock nacional com o disco “Eu Queria Ser Um Anjo”, produzido pelo guitarrista Rick Ferreira, que tocou com Raul Seixas. Em dez músicas, a maior parte de sua autoria, ela mostra seus refinados atributos de compositora, desfilando canções, roques, blues e climas zeppelianos, produzindo um resultado sem similar na época. E com sua voz um pouca rouca – mas quente e afinada, e transitando entre o rock de Rita Lee e a MPB de Gal Costa, disputa o espaço entre as melhores cantoras de sua geração. Atualíssimo em todos os aspectos, o disco abre com o folk-rock “Na Casca do Ovo”, parceria com Rick Ferreira e Paulo Coelho, sinalizando o tom alegre e comovente da obra. “Você precisa entender que o seu charme já era/E se você fecha a porta/Eu entro pela janela/Te mostro o verso que eu fiz/Te ensino o rock de novo/E com um beijo bem dado/Eu quebro a casca do ovo …”, canta ela. “Maya”, só dela, com arranjos de Capaldi, traz a guitarra de Lulu Santos, com o Vímana, em um dos momentos mais inspirados de sua carreira. O blues “Tão Quente” destaca, além da jazzística interpretação vocal, o piano “feito em casa” de Antônio Adolfo. E o envolvente funk-latino “Miro Giro” paga tributo ao então – e sempre! – obrigatório Santana. “O Príncipe Valente” assinala a presença de Raul Seixas/Paulo Coelho (novamente) no disco, com acompanhamento de Rick, Dadi (A Cor do Som) e Gustavo (A Bolha). “Não Corra Atrás do Sol”, com um saltitante piano de Mu (também A Cor do Som) e fuzz-guitar de Rick tem a clássica pegada roqueira dos anos setenta. Mas, é em “Universo e Fantasia”, uma espécie de “Starway to Heaven” (Led Zeppelin) brazuca, que o clássico rock setentista deixa sua marca mais profunda. O disco é um desfile de cobras do rock e da música popular brasileira, como raras vezes se reuniu. Além dos já citados, acompanham Luiza Maria os músicos Arnaldo Brandão (baixo, d’A Bolha), Fernando Gama (baixo, do Veludo Elétrico e Vímana), Rui Motta (também Veludo Elétrico e, depois, Mutantes, na fase Serginho), Luiz Paulo (teclados, ex-Módulo 1000) e Chico Batera, entre outros. Na capa, a jovem e bela Luiza Maria com longos cabelos cacheados e vestindo uma clássica bata, formatando o tradicional visual hippie setentão. Após três décadas, “Eu Queria Ser Anjo” continua moderno, em nada devendo aos melhores discos gravados em sua época, e esperando que sua beleza desperte a sensibilidade (ainda resta uma esperança!) de algum homem- ou mulher, quem sabe – de gravadora. Enquanto isso, na falta de uma edição oficial caprichada, incluindo as letras e a ficha técnica, rolam CDrs Brasil a fora, suprindo a necessidade e a curiosidade dos ouvintes mais ligados.

na casca do ovo

maya

tão quente

o príncipe valente

no fundo do poço

não corra atrás do sol

anjo

miro giro

eu sou você

universo em fantasia

 

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The Magnetic Sounds (1972)

Olá amiguíssimos, cultos e ocultos! Hoje temos o lp The Magnetic Sounds, disco lançado originalmente em 1972 e relançado novamente nos anos 80. Como todos já devem saber o The Magnetic Sounds era na verdade o grupo Carbono, especialista em covers. Aqui, eles adotam outro nome, talvez por questões contratuais. E ao que falam, eles gravaram também com outros nomes outros tantos discos. Como TMS, essa é a segunda vez que os apresentamos aqui no Toque Musical. Neste álbum , como todos podem ver, trazem um repertório totalmente internacional com temas de trilhas de filmes famosos. Um disco totalmente instrumental e que procura ser o mais carbono possível, mantendo os arranjos o mais próximo dos originais. Para quem gosta do gênero, taí… Confiram no GTM.

love story
sweet memories
passion love theme
sun flower (lost love)
davy
that’s what i want
notre theme d’amour
put me in your pocket
moi sensuelle
lost in space
performance
 
 
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André Penazzi – Orgão Samba Percussão Vol. 1 (1965)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje resolvi fazer uma re-postagem deste disco do maestro André Penazzi.. Na verdade, comecei ela no engano, pois não havia percebido que já tinha postado este lp aqui. É que na postagem de 11 anos atrás eu o fiz usando o lançamento original, lançado pela Audio Fidelity, em 1963. Agora, refaço essa postagem com um relançamento, feito em 1965, através do selo Som Maior. Aproveito para também rever minha crítica, pois, confesso, naquela época eu não dei a devida atenção ao disco. Sem dúvida, algo diferente do convencional, mas nada de bizarro, como disse anteriormente. Um disco bem gravado e sem dúvida de qualidade, a começar pelo próprio maestro e organista André Penazzi, que selecionou um repertório inteiramente de sambas, clássicos da nossa música brasileira. Nesta edição temos um texto na contracapa que nos poupa aqui de maiores informações. Quer saber, que ouvir? Vai buscar o seu no GTM, poque o tempo é limitado.

samba da madrugada
catiguei
tema do boneco de palha
levanta mangueira
você
e… você não dizia nada
mulata assanhada
liberdade demais
samba na minha terra
só vou de mulher
chora pierrot
quero morrer no carnaval

 

Sueli (1976)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje apresentamos um álbum da cantora Sueli, que começou sua carreira depois da Jovem Guarda, no início dos anos 1970, mas com características do movimento que encantou os jovens nos anos 60. Seu primeiro grande sucesso foi “Férias na praia”, uma versão da música “Ring ring”, do grupo sueco Abba, gravado em 1973. Neste LP de 1976, Sueli (que mais tarde passaria a interpretar sucessos sertanejos) revive versões que fizeram sucesso nos anos 1960, tais como “Estúpido Cupido”, “Banho de lua”, “Dominique”, “Alguém é sempre bobo de alguém” e “Filme triste”. Curiosamente, o responsável pelos arranjos e regências é o maestro Waldemiro Lemke, o mesmo que fez as orquestrações do álbum “Brotinho encantador”, de Celly Campello, já oferecido a vocês pelo TM. É uma credencial que por si só recomenda este disco, mais uma joia rara que o TM apresenta, e que vale a pena conferir.

estúpido cupido
banho de lua
túnel do amor
lacinhos cor de rosa
muito jovem
oh carol
dominique
se eu tivesse um martelo
jambalaya
marcianita
alguém é sempre bobo de alguém
filme triste



*Texto de Samuel Machado Filho 

Johnny Heyman And Orchestra – Dancing In The Dark (1967)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Há tempos não trazemos aqui as produções do lendário selo mineiro Paladium. Houve um tempo em que eu até pensei em criar um blog exclusivo só para publicarmos os discos dos selos MGL, Paladium e Bemol, que na verdade era tudo a mesma coisa, ou por outra, foi a sequencia de nomes da gravadora do engenheiro de som Dirceu Cheib. Nem vou entrar no mérito histórico da coisa, pois quem procurar aqui por discos desses selos vai encontrar toda a história. O fato é que a Paladium era um selo especializado em vendas diretas, a domicílio, de suas caixas/box trazendo um variado cardápio musical, como diferentes artistas e gêneros. Tudo de forma genérica, ou seja, músicas conhecidas e consagradas interpretadas por orquestras, grupos e artistas obscuros, em geral, músicos mineiros até então desconhecidos ou que viriam num futuro se tornarem famosos, como Wagner Tiso, Célio Balona, Nivaldo Ornellas e muitos outros… A Paladium também intercambiava fonogramas com outras editoras nacionais e dava a esses nomes fantasiosos para comporem assim um ‘cast’, comum a época. Por isso é comum encontrarmos discos dessas pequenas editoras/gravadoras com títulos diferentes para um mesmo fonograma. Coisas do tempo em que se amarrava cachorro com linguiça, quando não havia aqui no Brasil um controle mais rígido dos direitos autorais. Em resumo, aqui temos um exemplar que certamente fazia parte de uma desses box/coleção e o nome do artista é Johnny Heyman And Orchestra. Nome pomposo, que remete de imediato a algum possível maestro gringo famoso. Aliás, pela capa, tem-se a ideia de que se trata de um cantor acompanhado de orquestra, mas não é nada disso. Aqui é somente uma orquestra, que pela ficha técnica na contracapa nos informa que o disco foi gravado pela Bemol, com arranjos do maestro José Vicente, tendo como técnico de som Haroldo Mauro. A capa, uma criação que também já foi usada em outros discos do mesmo selo. Já o repertório, trata-se, como se pode ver ‘standards’ da música internacional, vigente naqueles tempos. Mais uma curiosidade para compor aqui o nosso toque musical. Confiram no GTM.

poinciana
midnightlace
love letters
dancing in the dark
speak low
exodus
vera cruz
you stopped out ot my dreams
i’ve got you under my skin
serenata
i’m gettin sentimental over you
the apartement



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Pinga Fogo E Manda Brasa – Convite De Casamento (1971)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje o Toque Musical traz para vocês uma autêntica raridade da música sertaneja. É o álbum “Convite de casamento”, ao que parece o único LP da dupla mineira Pinga Fogo e Manda Brasa, lançado pelo selo Madrigal em 1971 (segundo algumas fontes, o disco é de 1974). Como poderemos constatar, ouvindo o disco, a maneira de cantar da dupla é parecida com a de outras que existiam na época, como, por exemplo, Belmonte e Amaraí, ou ainda Mococa e Moraci.  Entre as doze faixas, está a guarânia “Amor com amor se paga”, que se tornaria sucesso nacional na voz de Cármen Silva. Outra curiosidade é que cinco músicas levam a assinatura do compositor, também mineiro, Hilário Barbosa, que até mereceu foto na contracapa. Em suma, uma joia rara do gênero sertanejo, que o TM tem a grata satisfação em oferecer.

convite de casamento
pedras e espinhos
 mulher fingida não entra no céu
adeus sempre adeus
saudades de você
mar de martírio
amor com amor se paga
cinco horas
por amor
velho carreiro
lembrança da minha terra
retrato daquela mulher



*Texto de Samuel Machado Filho

Hermeto Pascoal – Por Diferentes Caminhos (1989)

“Todo blog que se preza precisa ter estampado em suas listas discos do Hermeto Pascoal”, já escreveu o amigo Augusto, administrador do Toque Musical. E, não por acaso, o TM já postou alguns trabalhos do chamado “bruxo dos sons”. Aí vai, portanto, mais um álbum do mestre Hermeto para nossos amigos cultos e ocultos: “Por diferentes caminhos”, lançado em 1989 pela Som da Gente em LP duplo. Trata-se do primeiro (e até agora único) disco de piano-solo do músico alagoano. E, em dezesseis faixas, Hermeto apresenta um repertório não apenas de composições próprias (“Bebê”, “Macia”, “Pixitotinha”) como também de outros autores, que executa à sua maneira (“Rosa”, “Amanhã”, “Eu e a brisa”, o tango “Nostalgias”). E tudo com excelente qualidade técnica (o disco foi gravado em sistema digital), mais a espantosa habilidade de Hermeto ao piano, que dispensa quaisquer comentários. Em suma, um trabalho primoroso em tudo, digno de ser conferido. Afinal de contas, Hermeto Pascoal é um músico nota mil!

pixitotinha
bebê
macia
nascente
cari
fale mais um pouquinho
por diferentes caminhos
eu te tudo
nenê
sintetizando a verdade
pout pourri
ê são paulo
nostalgia
manhã
rosa
eu e a brisa




*Texto de Samuel Machado Filho 

Roberto Leal (1976)

Hoje, o Toque Musical oferece a seus amigos cultos e ocultos um disco de um autêntico embaixador da música portuguesa no Brasil. Estamos falando de Antônio Joaquim Fernandes, ou, como ficou para a posteridade, Roberto Leal, uma das grandes perdas deste 2019. Nascido no Vale da Porca, em Macedo de Cavaleiros, distrito de Bragança, Portugal, em 27 de novembro de 1951, nosso focalizado veio para o Brasil em 1962, com onze anos de idade, juntamente com os pais e nove irmãos, em cinco viagens. Na cidade de São Paulo, após trabalhar como sapateiro e comerciante de doces, iniciou a carreira de cantor de fados e músicas românticas. Em 1971, obteve seu primeiro sucesso com “Arrebita”, e ganhou grande popularidade apresentando-se em diversos programas de auditório da TV brasileira, como os de Chacrinha e Silvio Santos. Além do repertório romântico-popular, seu trabalho também se caracterizava por misturar ritmos lusitanos aos brasileiros, além de ter gravado em estilos tipicamente brasileiros, como o forró e o samba. Roberto Leal viveu entre o Brasil e Portugal, além de se apresentar em países da América do Sul, América Central e Europa divulgando a cultura portuguesa. Em toda a sua carreira, vendeu cerca de dezessete milhões de discos, e teve mais de trezentas músicas gravadas. Foi também apresentador de programas na Rádio Capital de São Paulo, e nas TVs brasileira e portuguesa. Casado durante 45 anos com Márcia Lúcia (também parceira dele em várias músicas), teve três filhos, nascidos no Brasil, e dois netos. Faleceu em 15 de setembro deste ano, aos 67 anos, em São Paulo, vítima de um melanoma maligno, contra o qual lutava havia dois anos, que evoluiu, atingindo o fígado, causando síndrome hepatorrenal. Em merecida homenagem póstuma a Roberto Leal, o TM oferece hoje o seu quarto álbum-solo, editado em 1976. Duas músicas deste disco foram grandes sucessos, “Bate o pé” e “Carimbó português”, com destaque ainda para a regravação de um clássico lusitano, “Só nós dois”. Aqui, Leal está no auge de sua carreira e este é um trabalho primoroso, que vale a pena ser ouvido de ponta a ponta. Não deixem de conferir no GTM.

viagem a lisboa

só nós dois

caninha verde

melro

fim dos tempos

linda gajinha

carimbó português

além da vida

madeira porto dourado

não fique triste

bate o pé

neste natal

 



*Texto de Samuel Machado Filho.

Marinho Guitarra De Ouro – Melô Da Pirâmide (1986)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Novamente, justificando nossa máxima de discos para se ouvir com outros olhos, temos aqui uma curiosidade que vem do Norte, o guitarrista paraense Mário Simões, mais conhecido para as bandas de lá (e de cá) como Marinho Guitarra de Ouro. Foi integrante do grupo do Mestre Solano, o Rei da Guitarrada do Pará. Em 1986 lançou este, que segundo contam, foi seu primeiro e único disco solo, gravado em Belém para o selo  Discos Polydisc. Trata-se de um trabalho instrumental no estilo ‘guitarrada’, um sub-gênero oriundo do Carimbó. Contagiante, gostoso de ouvir e dançar. Mas a curiosidade maior está na quarta faixa do lado A, a música “Invocado”, que nada mais é do que a famosa “Alagados”, sucesso do grupo Paralamas do Sucesso, lançada também naquele mesmo ano de 86. Bom, daí vem a dúvida, de quem é a música? Pois, tanto no disco de um quanto de outro consta como sendo trabalho autoral. Eu tenho para mim que a guitarrada em “Invocado” é a original. Por outro lado, nunca li nenhuma matéria sobre os Paralamas falando sobre a autoria de “Alagados”. Daí fica a dúvida e a pergunta: houve um plágio, uma apropriação…? Seja lá como for, tanto de um lado quanto do outro, a música é ótima, um convite para a alegria de dançar. 🙂 Confiram no GTM!

melô da piramide
chupa-chupa
rebolando
invocado
pipocando
chocante
arrepiando
agitada
arrasta pé
melô do apaixonado



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Pop Five Music Incorporated – A Peça (1969)

Salve, salve… amigos cultos e ocultos! Em nossa última postagem eu trouxe para vocês uma banda portuguesa de rock. Acho que vou mandar outra, mais um disco dos manos portugueses. Este disco aqui foi também um presente do filhote que esteve ano passado em Portugal. Entre tantos que eu listei ele me veio com esse, uma reedição limitada de uma banda chamada Pop Five Music Incorporated, que eu não conhecia. Quer dizer, não conhecia a banda, pois as músicas verdadeiros clássicos, quase de domínio público, kkk… Na verdade a PFMI foi uma banda praticamente calcada em covers, como muitas que tivemos aqui no Brasil. O grupo teve fama na ‘terrinha’ e ainda hoje é lembrado por muitos fãs. Confiram no GTM…

overture
jesus alegria dos homens
blackbird
to love somebody
proud mary
medicated god
mess around
hush
c’mon down to my boat
fire
sour milk sea
can i get witnes
 


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Banda 4 – Baby You Got Me (1968)

Boa noite, amigos cultos e ocultos. Aproveitando a ‘leva’ dos compactos, vou postando aqui um disquinho de uma banda de rock português. Um compacto duplo que já passou pelas minhas mãos e mais exatamente no meu tocadiscos. Há uns 8 anos atrás, herdei um lote de discos de uma amiga, cujo o irmão morou muitos anos no Porto. Ele, por lá faleceu e ela trouxe suas coisas de volta para o Brasil. Me doou uma coleção a qual guardei apenas alguns selecionados lps. Haviam também compactos, entre eles este do grupo Banda 4. Por falta de atenção, acho que não cheguei a ouvir o disco direito e acabei passando ele para um sujeito, o qual hoje eu me arrependo, tanto pelo disco como também para quem vendi (quase de graça). Só fui me tocar do erro que fiz algum tempo depois, ouvindo uma gravação digital. Não sei porque, me apaixonei pela faixa que dá título ao compacto, “Baby You Got Me”, me lembra muito Beatles (inevitável…). Embora portugueses, o Banda 4 cantava principalmente em inglês. Nunca pensei em postar este disco aqui, até porque eu não o tinha mais. Porém, hoje, na leva dos compactos, como disse… Achei que seria bacana tê-lo em nossa ‘vitrine’. Do pouco que sei sobre o grupo, parece, só gravaram este disquinho. Confiram no GTM.

baby you got me
gotta start lovin’ you
walkin’ on the beach
o ribeiro


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The Fevers – Compacto (1965)

Boa tarde, amiguíssimos cultos e ocultos! Na onda do disco de 7 polegadas, eu hoje tenho para vocês este compacto do The Fevers, lançado pela Philips, em 1965. Ao que tudo indica, este foi o primeiro ou segundo compacto lançado por eles. Aqui temos a formação original com Almir Bezerra (vocal), Lécio do Nascimento (bateria), Pedro da Luz (guitarra), Liebert Ferreira (baixo). Cleudir Borges (teclados) e Miguel Plopschi (sax). Temos neste disquinho a música de estréia, “Vamos Dançar o Let Kiss”, versão de “Let Kiss Jenka” e “Quando O Sol Despertar”, de autoria de Pedrinho e Almir…
Confiram o disquinho completo no GTM 😉

vamos dançar o let kiss
quando o sol despertar
 
 
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The Angels – Compacto (1963)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Compactando as emoções, tenho hoje para vocês este raro disquinho, um compacto duplo, com quatro faixas do conjunto The Angels, lançado em 1963 pela gravadora Copacabana. Este grupo pode ser considerado um dos pioneiros do rock nacional. Surgiu no final dos anos 50, quando o rock’n’roll começou a se espalhar pelo mundo. Formado no Rio de Janeiro pelos irmãos Carlos e Sérgio Becker (voz/guitarra e sax tenor), tendo ainda Jonas Damasceno no contrabaixo, Romir Andrade na bateria e Carlos Roberto na guitarra solo. Gravaram, inicialmente, três compactos pela Copacabana, sendo este o primeiro, se não me engano. Pouco tempo depois mudariam o nome da banda para The Youngsters, passando a gravar pela CBS e ainda na Polydor, já nos fins dos anos 60. O grande exito do grupo foi ter acompanhado Roberto Carlos em seus primeiros discos. Também gravaram acompanhando outros artistas, principalmente os da Jovem Guarda.
No disquinho que aqui apresento temos quatro músicas, autênticos rock’n’roll, sendo dois deles autorais, da própria banda. Confiram mais essa raridade no GTM, como sempre completo! 😉

gravy (for my mashed potatoes)
hully gully baby
hully guitar
the hully gully



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Renato E Seu Blues Caps – Compacto (1965)

Olá, amiguinhos cultos e ocultos! Mexendo em meus compactos, achei mais alguns que cabem bem aqui no nosso Toque Musical. Alguns disquinhos raros que por certo agrada muito aos colecionadores. Tenho aqui este compacto simples do Renato & Seus Blues Caps, lançado em 1965 e trazendo dois sucessos, a versão de “Shame And Scandal On The Family”, aqui chamada de “O Escandalo” e “Preciso Ser Feliz”, de Renato Barros, Paulinho e Lilian Knapp. Confiram o arquivo completo no GTM 😉

o escândalo
preciso ser feliz
 

Scott Walker – Maria Bethania – Compacto (1973)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Procurando sempre fazer jus a nossa máxima de que aqui se escuta música com outros olhos, eu hoje estou trazendo um disquinho diferente, um compacto de um artista internacional. Como todos sabem, o Toque Musical está focado na música brasileira, ou por outra, na música feita por brasileiros. Porém, eventualmente, buscamos ir além. Já criei aqui até as semanas temáticas, onde publico também discos estrangeiros, mas sempre relacionados a alguma coisa de Brasil. Desta vez, temos este compacto, lançado pela Philips, em 1973, do emblemático cantor americano Scott Walker, que infelizmente faleceu em março deste ano. Walker era um cantor, compositor e letrista. Iniciou sua carreira nos anos 60. Fez muito sucesso no trio The Walker Brothers, um grupo vocal onde ele era a voz principal. Embora se chamasse Walker Brothers eles não eram irmãos. Fizeram mais sucesso na Inglaterra. Mas ainda nos anos 60 Scott Walker partia para uma bem sucedida carreira solo. Dono de uma voz aveludada e única, influenciou artistas como David Bowie e Brian Ferry. Seus quatro primeiros discos são considerandos verdadeiras obras de arte. Já nos anos 70 passou por uma fase de ostracismo, gravando apenas para cumprir contrato com gravadoras. Foi nesta fase que lançou, em 1973, o disco “Any Day Now”, no qual está a música “Maria Bethania”, de Caetano Veloso. Acredito que o lp nunca tenha saído no Brasil, mas o compacto sim, trazendo a canção de Caetano e a faixa que dá título ao disco. Sua versão para “Maria Bethania” não difere muito da original, principalmente no arranjo. Na verdade, acho que as coisas não se casaram muito bem. Walker nesta época não estava em sua melhor fase como intérprete e aquele vozerão ficou meio apagado. Mesmo assim,  não deixa de ser uma interpretação bacana, curiosa mesmo, para nós brasileiros. Apenas para completar a trajetória deste artista, em sua última fase musical entrou numa outra ‘vibe’, fazendo trabalhos mais experimentais e conceituais, discos realmente para quem escuta música com outros olhos (e ouvidos). Confiram esse toque no GTM. O prazo, como sabem, é limitado 😉

maria bethânia
any day now

 

Rolando & Luiz Antonio – Les Étoiles (1982)

Olá amigos cultos e ocultos! Hoje eu trago para vocês a dupla ‘Les Étoiles”, Rolando Faria e Luiz Antônio, figuras de grande sucesso na Europa, em especial na Espanha e França onde fizeram carreira como artistas, desde o início dos anos 70. Gravaram diversos discos, participaram de  filmes e espetáculos, dividindo shows com grandes artistas  franceses e brasileiros. Foram responsáveis pela divulgação de muita música e artistas brasileiros na França. Atuaram até 1985, depois fizeram algumas apresentações até 2001, quando então Luiz Antônio veio a falecer, pondo assim um ponto final nessa história. Este foi o único disco da dupla lançado no Brasil, em 1982 pela RCA. São dez faixas, entre essas músicas de Chico Buarque, Caetano Veloso, Joyce, Milton Nascimento,Lecy Brandão, Teca & Ricardo Vilas. Sem dúvida, um trabalho competente e cheio de alegria. Confira mais esse toque no GTM 😉

chica-chica-boom-chic
você
viola violar
côco verde
estão batendo
antes que eu volte a ser nada
sol negro
nacional kid ou brasileiro
jeanne la française
alô alô
 

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Vanusa – Vanusa 30 Anos (1977)

Bom dia, amiguíssimos cultos e ocultos! Mais uma vez marcando presença em nossas postagens temos aqui a cantora Vanusa, desta vez em seu álbum de 1977, o “Vanusa 30 Anos”. Quem não sabe, ou não leu ainda a contracapa, há de pensar que os 30 anos são de carreira, mas não, nessa data ela estava fazendo seus 30 de idade. Lançado pela Som Livre, creio que este tenha sido um de seus melhores trabalhos na década de 70. Tem um repertório bacana, com músicas de Caetano Veloso, Belchior, Zé Ramalho, Arnaud Rodrigues, Assis Valente e outros… Os arranjos são de Lincoln Olivetti, com produção de Augusto Cesar Vanucci. Vale a pena relembrar… 😉

estado de fotografia
brincando com a vida
desencontro
a aranha
avôhai
duas manhãs
lá no pé da serra
boas festas
só nós dois
problemas
prece de caritas
maria madalena



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Martinha (1986)

Olá amigos cultos e ocultos! Trago aqui mais um disco de cantoras oriundas do período da Jovem Guarda. Desta vez vamos com a Martinha, que mais uma vez marca presença por aqui. Já postamos dela outros discos e agora estou trazendo este de sua fase nos anos 80. Disco lançado pelo selo 3M, uma produção de Moacyr Machado, com direção artística de Mickael. O lp traz um repertório de 10 canções, entre essas algumas de autoria da própria cantora, como podemos ver já estampada na contracapa. Um disco bem produzido, envolvend até uma pequena orquestra. Vale a pena conhecer ou relembrar. Confiram no GTM.

que homem é esse
muito estranho
pouco a pouco
já sei
confissões
fala mais alto coração
por mais ninguém
sal e pimenta
pouco demais
louca


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