José Roberto – E Seus Sucessos Vol. 2 (1969)

Bom dia, companheiros, amigos cultos e ocultos! Muita gente as vezes comenta ou pergunta sobre o meu gosto musical, tendo em vista a pluralidade e diversidade de títulos, artistas e gêneros. Eu, como sempre respondo, gosto de tudo que publico no Toque Musical, seja pela qualidade, empatia ou simplesmente pela curiosidade. Aliás, boa parte do que é postado no TM é feito visando despertar a curiosidade, o interesse em descobrir, conhecer e ouvir coisas que passaram e hoje já não estão mais em evidência. Aquilo que não se encontra fácil por aí. Torna-se fácil depois que chega até aqui. Daí, logo vai estar no Youtube e em outras praças… 🙂
Hoje, nosso toque musical relembra a Jovem Guarda. Estou trazendo aqui um disco do cantor José Roberto, baiano, que estreou na segunda metade dos anos 60. De estilo romântico, seguiu na onda da Jovem Guarda, quase um carbono de cantores como Roberto Carlos e Jerry Adriani, Conquistou muitos fãs e fez muito sucesso, inclusive em Portugal e em países da America Latina. Gravou, segundo consta, 27 discos, além de muitos shows pelo Brasil. Ainda hoje tem uma legião de fãs e seus discos são hoje difíceis de achar. Aqui temos o seu segundo lp, lançado em 1968, uma coletânea do supra-sumo romântico da Jovem Guarda. Confiram no GTM…

preciso esquecer que te amo
não chore assim
vende-se
voltarei, voltarás
o último trem
eu juro que vou te esquecer
não fique assim
fiz até esta canção
só me interessa você
faço tudo pra você gostar de mim
eu tinha tudo
a dúvida

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Schangay – Acontecivento (1976)

Boa noite, meus amigos cultos e ocultos! Fim de Semana Santa está aí… Páscoa e tudo mais… Felicidades a todos! Hoje eu nem queria postar nada, o desânimo é total, mas para não dizer que não falei de flores, deixa eu pegar mais um ‘disco de gaveta’. Mas não pode ser qualquer um. Vamos com alguma coisa bacana e que não se encontra dando sopa por aí…
Tenho para hoje o cantor, compositor e violeiro, Eugênio Avelino, ou, como é popularmente conhecido, Xangai. E aqui, em seu primeiro disco, lançado em 1976, pelo selo Epic, ele então tinha um outro nome artístico, ‘Schangay.’ Vejam vocês a criatividade dessa gente… Felizmente o tropeço foi só neste sentido, pois Xangai despontava como um grande artista cuja a obra é toda pautada no regionalismo, na música brasileira de raiz e isso foi ficando mais evidente a cada novo trabalho, a cada novo projeto. Sem dúvida, um grande artista da nossa música brasileira, reconhecido internacionalmente, sempre rodeado de bons parceiros. “Acontecivento” é um daqueles discos que só poderia ser mesmo daqueles anos 70, quando tudo era feito com muita qualidade e que um dia viraria um clássico ou disco para se rever os conceitos. E ele tem um pouco dos dois e mais, hoje em dia é um disco super raro. Traz um repertório com fortes influências nordestinas. Uma produção bacana e um time de músicos que dá a “Acontecivento” um brilho todo especial. Confiram no GTM..

acontecivento
asa branca
forró de surubin
boia fria
pronde tu vai luiz – verde caninha – esta noite serenou
jogo (peço e ela me dá)
cantiga de cego
tanto queima como atrasa
posso falar e cantar
na volta da pá
me diga se tá certo
marcha rancho
 

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