Sérgio Ricardo – Compacto (1968)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Este ano não está fácil de aguentar, heim?! Já nem lembro mais quantos artistas da música partiram para o descanso eterno, teríamos que listar. Muito triste… E desta última, lá se foi o nosso querido Sérgio Ricardo, um artista que aqui até dispensa apresentações pois já esteve presente em diversos de seus discos. E hoje e mais uma vez ele volta nessa nossa singela homenagem. Aqui temos um compacto simples de 68 onde estão registradas “LuandaLuar”, que participou da Bienal do Samba no Rio de Janeiro de 1968 e “Girassol”, que concorreu ao Festival Nacional de Música Popular Brasileira – O Brasil Canta no Rio, desse mesmo ano.

girassol
luandaluar



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Carlos Gonzaga – Adão E Eva (1960)

Boa noite, meus amigos cultos e ocultos! E aqui vai mais um compacto interessante, Carlos Gonzaga trazendo um 7 polegadas duplo, “Adão e Eva”. Lançado em 1960, este compacto fez um tremendo sucesso entre os jovens da época. Talvez mais sucesso e mais vendido que o própio lp. Carlos Gonzaga faz parte desse grupo de artistas pioneiros do rock no Brasil. Já tivemos a oportunidade de apresentar aqui outras coisas desse artista que veio das Minas Gerais. Fez sucesso com o rock, as baladas, calipsos e boleros. Não deixem de conferir no GTM…

adão e eva
a vida, só com amor
foi o luar
calypso de amor

 

Maysa (1966)

Olá, amigos cultos e ocultos! Aqui vamos com mais um disco de cantora e diga-se de passagem, um super disco e uma super cantora, a inesquecível Maysa. Mais uma cantora que dispensa apresentações até porque, aqui ela já tem o seu lugar garantido. Já postamos outras ‘cositas’ de Maysa. E desta vez vamos com este lp lançado pela RCA Victor, em 1966. Este foi seu décimo quarto algum de estúdio. Marcando os seus dez anos de carreira. Um disco com um toque moderno, a começar pela capa onde não consta nenhuma informação, nem o seu nome, apenas o seu retrato. Na contracapa já encontramos um texto de apresentação, de Roberto Corte Real e a lista de músicas. O repertório segundo contam, foi uma copilação de músicas gravadas em programas de televisão, temas nacionais e internacionais.

fantasia de trombones
(demais)
(meu mundo caiu)
(preciso aprender a ser só)
canto livre
just in time
canto de ossanha
as mesmas histórias
ne me quitte pas
tristeza
fantasia de cellos
(primavera)
(valsa de eurídice)
(canção do amanhecer)
canção sem título
morrer de amor



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14 Sucessos RCA Victor Vol. 2 (1966)

Olha aí, amigos cultos e ocultos! Hoje sem delongas, segue aqui outra boa seleção, desta vez da RCA Victor, que é sinônimo de qualidade e variedade. 14 Sucessos, Volume 2 nos traz uma coletânea de sucessos e em sua maioria artistas nacionais e de um período marcante da gravadora. Não deixem de conferir, pois aqui vocês encontram…

tristeza – maysa
a taste of honey – living brass
ternura – demetrius
michelle – expósito e sua orquestra
dio come ti amo – laredo brass
dá-me – dorothy
aline – orquestra namorados do caribe
ontem – sergio murilo
si fa sera – gianni morandi
maria elena – carlos gonzaga
thunderball – ray martin e sua orquestra
o homem que não sabia amar – josé ricardo
o canto de ossanha – wilson miranda
família buscape – meire pavão



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Conjunto Bossa Jeca – Samba Jeca (1963)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Somando nossas fileiras, eu hoje trago para vocês o “Samba Jeca”, um disco muito interessante, lançado no início da década de 60, bem no auge da Bossa Nova. A ideia, concebida pela produção da RCA Victor tinha como figura central o grande Chiquinho do Acordeon que recrutou um excelente grupo de instrumentistas, formando assim o Conjunto Bossa Jeca. Conforme informa o texto da contracapa, trata-se de um trabalho que buscava mesclar o samba a música sertaneja, uma espécie de fusão entre o samba e o calango, misturando ritmos, criando assim um disco com resultados surpreendentes. E não é para menos, afinal, quem está por trás de tudo isso é outro fera, o multi-instrumentista Zé Menezes, quem também tocou e cuidou dos arranjos. As músicas são de autoria de José Messias, sim, aquele mesmo que fazia parte do corpo de jurados do programa do Silvio Santos. Não deixem de conferir, no GTM! Só para associados e agora, mais que nunca, em tempo limitado.

samba jeca
já deu meia noite
vergonha de ficar
canção de sofrer
não diga a ninguém
saudade da saudade
madrugada e amor
dorme
vez de voar
maria do mau fim
sereno 
receita


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Antonio Carlos & Jocafi – Ossos Do Ofício (1975)

Muito bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Estamos começando mais um ano e como já disse anteriormente, ando prá lá de desanimado. Já tivemos momentos ruins, mas creio que agora estamos chegando no fundo do poço. Claro, me refiro a situação do Brasil, à merda que virou isso aqui. Estou literalmente enjoado com a mentalidade de boa parte desse povo burro brasileiro. Puta que pariu, elegeram um imbecil para Presidente da República! Que retrocesso! Que falta de visão! Creio, não, tenho certeza que vamos nos ferrar por conta dessa maldita escolha. O Brasil levou um golpe. O povo caiu no golpe e ainda ajudou ao carrasco a colocar a corda em seus pescoço. Agora, vamos comer o pão que o diabo amassou, vão vendo…
Isso tudo tem me incomodado muito e meu desgosto se reflete também aqui, nesse projeto de mais de uma década, o Toque Musical. Percebo que entre os amigos cultos, ocultos e agregados há muita gente que pisou na bola, seja por ingenuidade, seja por antipatia, seja mesmo por burrice e falta de senso. Sinceramente, não estou mais disposto a compartilhar com essa gente as coisas que aqui eu publico. Começo neste ano a fazer a faxina. Estarei banindo do GTM toda e qualquer pessoa que apoiou essa besta que assume o Governo. Estarei rastreando todos os perfis, qualquer indício de ‘bostonarismo’, eu deleto na hora. Agora, só atendo a pedidos de reposição de arquivos de quem tiver perfil no Facebook. Se não tiver, não precisa nem se dar ao trabalho de me mandar e-mails, ok? Se me obrigam a engolir esse governo idiota, serão aqui também tratados como idiotas. Quero distância dessa gente tosca. Coisas boas a gente deve compartilhar com quem é do bem. ‘Cidadão de bem’ não é ‘do bem’.
Mas, mudando de assunto, vamos ao principal… Começo o ano com este disco de Antonio Carlos & Jocafi, “Ossos do Ofício”, um lp lançado em 1975, quando ainda eles estavam no auge do sucesso. Na verdade, a dupla sempre fez muito sucesso, mesmo quando nos anos 80 a onda das bandas de rock tomaram a cena pop. Aliás, é bom dizer que foi a partir dos anos 80 que a verdadeira música brasileira de qualidade entrou em declínio. Por certo, muitos artistas sobreviveram e isoladamente um ou outro fez coisas bacanas, mas os tempos mudaram e numa visão generalizada, só pioramos… Felizmente, ainda podemos buscar no passado pérolas como esse disco. Um trabalho muito bacana, produção de primeira com artistas de primeira para ouvidos de primeira. Não deixem de conferir no GTM.

que me importa
ossos do ofício
indagorinha
pra uma mulher
trinta por cento
é de nicocó
perspectiva
contra-veneno
dou a mão a palmatória
baiada
armadilha
cada um sabe onde dói

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