Garotos Da Lua – No Mundo Da Lua (1956)

Boa noite, meus caros e prezados amigos cultos e ocultos! Aqui chegamos a última postagem do ano. Haveria nesta data muitos motivos para comemorarmos e teríamos até, talvez, uma maior atenção da minha parte na escolha desta nossa última postagem de fim de ano. Por certo, temos aqui um disco exemplar, merecedor de toda a nossa atenção e não é atoa que estou postando hoje. Mas, evidentemente, seria hoje um dia de festa não fosse o vírus, não fosse também a atuação desse (des) governo que nada de concreto. Vamos entrar o ano novo ainda na incerteza da vacina. É lamentável… Diante disso e de tantos outros perrengues, não estou muito animado a fazer festa por aqui. Assim, procuro neste último dia de 2020 ser como qualquer outro dia.
E aqui vamos para o “Mundo da Lua” com o lendário grupo vocal Garotos da Lua, neste lp da Sinter lançado em 1956. Este é um disco já bem divulgado em outros blogs e sites, daí não vejo a necessidade de repetir apresentações. Com certeza as informações serão fáceis de encontrar, até mesmo na contracapa, como podemos ver aqui.
Hoje, o que realmente importa são os meus, os nossos votos de um feliz ano novo! Que 2021 nos traga a vacina e que com ela possamos novamente nos reunir. Aliás, precisamos muitos nos reunir, sairmos as ruas para manifestar nosso repúdio pelo descaso desse governo canalha, genocida e bandido para com o nosso povo. Chega dessa gente!
Hoje, mais que nunca, quero desejar a todos os nossos amigos cultos ou ocultos muita felicidade em 2021! Muita saúde, muito amor, muita alegria… Fraternidade, reencontros, paz e reflexão. Que este ano que está chegando seja de mudança, de transformação e consciência. Tudo de bom para nós!
 
na baixa do sapateiro
vou tentar esquecer
não diga não
qui nem jiló
já vai
lá vem a baiana
recordação
policromia brasileira
 
 

 

 

 

Festival De Jazz – 2º Grande Concerto (1957)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Cá estamos com mais um toque musical e como já deu para vocês perceberem, entramos em dezembro com uma seleção ‘fonomusical’ das mais interessantes. Hoje temos este lp lançado pela Sinter, “Festival de Jazz – 2º Grande Concerto”. Este é um disco bem raro e que dificilmente ainda podemos encontrar um exemplar disponível no Mercado Livre ou Discogs Um disco de jazz, brasileiro e ainda dos anos 50! Conforme o texto de contra capa (aliás, diga-se de passagem, uma ficha completa), no dia 26 de novembro de 1956 aconteceu no Golden Room do Copacabana Palace o “2º Grande Concerto Brasileiro de Jazz, organizado por Jorge Guinle e um grupo de outros amantes de jazz americano. Neste registro fonográfico aparecem as orquestras e conjuntos de Hélio Marinho, Julinho BarbosaCipó, Clélio, K-Ximbinho, Kuntz Negle e também apresentando o Conjunto Farroupilha e a cantora Julie Joy. Ao que tudo indica, este lp foi gravado ao vivo, ou seja, em pleno show, apesar de ‘forçação’ com aplausos e gritinhos mal colocados no final de cada música. No entanto, não deixa de ser um disco memorável. Confiram no GTM…
 
atonal – orquestra hélio marinho
samba que eu quero ver – conjunto de clelio
tenderly – conjunto de kaximbinho e julie joy
but not for me – conjunto de júlio barbosa
is walked bud – conjunto de kuntz
i know that you snow – conjunto de cipó
tema para dois – conjunto de cipó
kachentema – conjunto de kaximbinho
how high the moon – conjunto de kuntz
jacques diraque – conjunto de cipó e conjunto farroupilha
bop-ciponato – conjunto de cipó
 
 
 

Melodias de Terreiro – Pontos e Rituais (1955)

Olá, meus amigos cultos e ocultos, boa noite! Estou trazendo hoje um disco que eu acho muito bacana e também por ser uma edição importantíssima da fonografia nacional. “Melodias de Terreiro – Pontos Rituais” foi o primeiro disco do gênero lançado no Brasil. E para tanto, seus produtores decidiram convidar cinco grandes nomes da música popular, segundo o texto de contracapa, profundos conhecedores, para interpretar as melodias de Terreiro e os Pontos Rituais: Lenita Bruno, Ataúlfo Alves, Jorge Fernandes, Leo Peracchi e Heitor dos Prazeres. Pelas imagens podemos de imediato ter todas as devidas informações. Taí, um disco que merece a nossa atenção. Não é atoa que tem maluco pedido até 900 pilas, no Mercado Livre. Mas aqui vocês conferem no GTM…

aruanda – jorge fernandes e leo peracchi
agô-iê – ataulfo alves
oxum-maré – lenita bruno, jorge fernando e leo peracchi
nêgo véio – heitor dos prazeres
congo – lenita bruno, jorge fernandes e leo peracchi
pai joaquim d’angola – ataulfo alves
ogum-yara – jorge fernandes e leo peracchi
vamos brincar no terreiro – heitor dos prazeres

.

Vanja Orico – Encontro Com Vanja Orico (1958)

Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Trago hoje para vocês e mais uma vez aqui no nosso Toque Musical a cantora e atriz Vanja Orico, artista brasileira, mas de reconhecimento internacional. Muito atuante nas décadas de 50, 60 e 70, tanto como atriz, onde participou de dezenas de filmes, nacionais e internacionais, como cantora, se apresentando e gravando diversos discos, no Brasil e na Europa. Uma artista que se destacou tanto na música quanto no cinema. Mulher bela e talentosa, faleceu em 2015, aos 85 anos.
Neste lp, “Encontro com Vanja Orico”, lançado pela Sinter, em 1958, temos a cantora interpretando um leque diferenciado de canções, com direção musical e acompanhamento do maestro Leal Brito, arranjos do próprio e também de Antonio Carlos Jobim, que no disco comparece com duas célebres composições, “Sucedeu assim” e “Eu não existo sem você”. Além dessas, ela também interpreta canções de Dorival Caymmi, Tito Madi, Paulo Ruschel, Gilvan Chaves, além de composição dela própria, o samba-canção “Confissão”, aqui com arranjos de Jobim. Um disco, realmente, dos mais interessantes e importante na discografia nacional. A sonoridade, inevitavelmente, está associada ao cinema, aos filmes de sua época. Não deixem de conferir no GTM 😉

sucedeu assim
o vento
marmelo é fruta gostosa
roda carreta
sou baiano
mocambo de palha
lá vai a garça voando
eu não existo sem você
capina menino
confissão
rio grande do sul
rio triste