{"id":100,"date":"2012-04-02T11:35:00","date_gmt":"2012-04-02T11:35:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=100"},"modified":"2012-04-02T11:35:00","modified_gmt":"2012-04-02T11:35:00","slug":"ademilde-fonseca-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-16-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=100","title":{"rendered":"Ademilde Fonseca &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical &#8211; Vol. 16 (2012)"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-ae2l9Xnfhis\/T3mPqayiM9I\/AAAAAAAABYw\/6xIgttro7MY\/s1600\/CAPAP.JPG\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" border=\"0\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5726766360086852562\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-ae2l9Xnfhis\/T3mPqayiM9I\/AAAAAAAABYw\/6xIgttro7MY\/s400\/CAPAP.JPG\" style=\"cursor: hand; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-rtY9Qeu2ktY\/T3mPkUh511I\/AAAAAAAABYk\/oh8ednffTi0\/s1600\/CONTRACAPAP.JPG\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" border=\"0\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5726766255327270738\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-rtY9Qeu2ktY\/T3mPkUh511I\/AAAAAAAABYk\/oh8ednffTi0\/s400\/CONTRACAPAP.JPG\" style=\"cursor: hand; display: block; height: 400px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;\" \/><\/a><\/p>\n<div><span style=\"font-family: georgia;\">No dia 27 de mar\u00e7o de 2012, o Brasil perdeu uma de suas cantoras mais expressivas, e um aut\u00eantico \u00edcone da chamada era do r\u00e1dio: Ademilde Fonseca Delfim. E o Grand Record Brazil presta merecida e expressiva homenagem a esta que foi conhecida como \u201crainha do chorinho\u201d, reunindo 40 preciosas grava\u00e7\u00f5es em 78 rpm, selecionadas entre as mais de 80 deixadas pela cantora nesse formato. <\/span><span style=\"font-family: georgia;\">Ademilde nasceu em Maca\u00edba, RN, em 4 de mar\u00e7o de 1921. Aos quatro anos de idade mudou-se com a fam\u00edlia para a capital potiguar, Natal, ali vivendo at\u00e9 1941. Gostava de cantar desde crian\u00e7a, e ainda na adolesc\u00eancia come\u00e7ou a se interessar por serestas, travando conhecimento com m\u00fasicos l\u00e1 de Natal. Foi com um desses seresteiros, Naldimar Gede\u00e3o Delfim, que Ademilde contraiu n\u00fapcias, indo morar com ele no Rio de Janeiro. Em 1942, ap\u00f3s um teste na R\u00e1dio Clube do Brasil, apresentou-se no programa de calouros \u201cPapel carbono\u201d, de Renato Murce. Nesse mesmo ano cantou em uma festa, acompanhada pelo regional do flautista Benedito Lacerda, o choro cl\u00e1ssico \u201cTico-tico no fub\u00e1\u201d, de Zequinha de Abreu, com letra do dentista Eurico Barreiros, que a havia feito especialmente para sua filhinha Ely cantar, onze anos antes, sendo tal letra conhecida por Ademilde desde menina. Benedito gostou tanto de sua interpreta\u00e7\u00e3o que a levou \u00e0 gravadora Columbia (futura Continental), cujo diretor art\u00edstico era o grande Jo\u00e3o \u201cBraguinha\u201d de Barro, para registrar seu primeiro disco. Isso se deu em 10 de agosto de 1942, e foi a primeira vez que o \u201cTico-tico\u201d foi gravado com letra, e sete anos depois da morte de Zequinha de Abreu. Lan\u00e7ado em setembro seguinte com o n\u00famero 55638, o disco trouxe no verso o samba \u201cVolte pro morro\u201d, do pr\u00f3prio Benedito Lacerda com Darcy de Oliveira. Nele tamb\u00e9m comparece como sanfoneiro o grande Luiz Gonzaga, certamente n\u00e3o creditado no selo por ser contratado da RCA Victor. E os chorinhos cantados por Ademilde foram se sucedendo, sempre com sucesso: \u201cApanhei-te, cavaquinho\u201d, \u201cUrubu malandro\u201d, \u201cBrasileirinho\u201d, \u201cTeco-teco\u201d, \u201cO que vier eu tra\u00e7o\u201d \u201cPedacinhos do c\u00e9u\u201d, \u201cPinicadinho\u201d, etc., dando \u00e0 cantora o t\u00edtulo incontest\u00e1vel de \u201crainha do chorinho\u201d. Em 1944, levada pelo cantor D\u00e9o, Ademilde foi para a R\u00e1dio Tupi (\u201co cacique do ar\u201d), apresentando-se com os regionais de Claudionor Cruz e Rog\u00e9rio Guimar\u00e3es. Em 1952, ela seguiu para a Fran\u00e7a, junto com a Orquestra Tabajara de Severino Ara\u00fajo para participar de um espet\u00e1culo produzido em Paris pelo jornalista e empres\u00e1rio de comunica\u00e7\u00e3o Assis Chateaubriand, dono dos Di\u00e1rios e Emissoras Associados. Em 1954, transferiu-se para a ent\u00e3o poderosa R\u00e1dio Nacional, onde se apresentou com os regionais de Canhoto (Waldomiro Frederico Tramontano), Jacob do Bandolim e Pixinguinha, e tamb\u00e9m das orquestras de dois \u201ccrac\u00f5es\u201d da emissora da Pra\u00e7a Mau\u00e1, Radam\u00e9s Gnatalli e Chiquinho. Em 1964, a cantora fez uma excurs\u00e3o pela Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica (Portugal e Espanha), ao lado de nada mais nada menos que Jamel\u00e3o, sendo que em Lisboa Ademilde ficou cerca de seis meses em cartaz. Ap\u00f3s quinze anos de afastamento, em 1975, Ademilde voltou ao disco, lan\u00e7ando um bem cuidado LP na marca Top Tape, apresentado-se, durante essa d\u00e9cada, em shows no Teatro Opini\u00e3o, do Rio. Participou do CD coletivo &#8216;Caf\u00e9 Brasil\u201d(2001) e do espet\u00e1culo \u201cAs eternas cantoras do r\u00e1dio\u201d, ao lado de Violeta Cavalcanti, Carm\u00e9lia Alves e Ellen de Lima. Nos \u00faltimos anos de vida, Ademilde vinha fazendo shows juntamente com a filha, Eymar Fonseca, mostrando que ainda estava em plena forma. Dias antes de falecer, aos 91 anos de idade, a cantora havia gravado uma entrevista para o programa \u201cSarau\u201d, da emissora de TV paga Globo News. <\/span><span style=\"font-family: georgia;\">Nesta d\u00e9cima-sexta edi\u00e7\u00e3o do GRB, in\u00fameros momentos expressivos da carreira de Ademilde Fonseca. \u201cTico-tico no fub\u00e1\u201d, claro, est\u00e1 nesta sele\u00e7\u00e3o, e \u00e9 a primeira faixa. Ao lado de outros chorinhos famosos, como \u201cApanhei-te, cavaquinho\u201d, \u201cDoce melodia\u201d, \u201cGalo garniz\u00e9\u201d, Dinorah\u201d, tem tamb\u00e9m samba de carnaval (\u201cSentenciado\u201d), bai\u00e3o (\u201cMeu Cariri\u201d, co-autoria de Dil\u00fa Mello, tamb\u00e9m respons\u00e1vel pelo hit \u201cFiz a cama na varanda\u201d, sendo que na \u00e9poca do lan\u00e7amento desse bai\u00e3o, 1953, havia uma grav\u00edssima seca no Nordeste), toada (a bem-feitinha \u201cSe amar \u00e9 bom\u201d, melodia de Jos\u00e9 Maria de Abreu e letra de Ant\u00f4nio Domingues, o lado B do disco de \u201cMeu Cariri\u201d), m\u00fasica de festa junina (\u201cFogueira\u201d, tamb\u00e9m de Abreu com Jair Amorim), e at\u00e9 mesmo a curiosa \u201cBai\u00e3o em Cuba\u201d, mostrando a n\u00edtida semelhan\u00e7a do bai\u00e3o com os ritmos afro-caribenhos ent\u00e3o em moda, tipo rumba, mambo, etc. O cl\u00e1ssico bai\u00e3o \u201cDelicado\u201d tamb\u00e9m marca ponto, e dada a tessitura r\u00edtmica, s\u00f3 Ademilde poderia grav\u00e1-lo, posto ser um \u201cbai\u00e3o -choro\u201d, com a vertiginosa rapidez que lhe era peculiar. Enfim, uma riqu\u00edssima e expressiva retrospectiva da carreira desta insubstitu\u00edvel cantora que \u00e9 Ademilde Fonseca.<\/span><\/div>\n<p><span style=\"font-family: georgia; font-size: 100%;\"><i>Pra terminar, eu gostaria de fazer uma solicita\u00e7\u00e3o que nada tem a ver com esta resenha, mas que o pr\u00f3prio Augusto me sugeriu. Estou \u00e0 procura da m\u00fasica \u201cMaria da Piedade\u201d, de Evaldo Ruy, que foi a primeira grava\u00e7\u00e3o do cantor Mauricy Moura (Santos, SP, 1926-S\u00e3o Paulo, 1977). Ela saiu pela Sinter em maio de 1952, no 78 de n\u00famero 142-A (com um monte de zero antes!). Teve inclusive um blogueiro chamado Marcos Massolini, tamb\u00e9m jornalista e poeta, que administra o blog Almanaque do Malu (\u00e9 o apelido dele) que comprou em um sebo da Av. Duque de Caxias, centro de S\u00e3o Paulo, um LP de 10 polegadas chamado \u201cMeia-noite\u201d, tamb\u00e9m da Sinter, claro, que reproduz a grava\u00e7\u00e3o do Mauricy pra \u201cMaria da Piedade\u201d, mostrou a capa do disco no blog, tudo, mas n\u00e3o o disponibilizou para download. Cheguei a escrever ao tal Malu pedindo uma c\u00f3pia em mp3 do \u201cMaria da Piedade\u201d, ele at\u00e9 me respondeu dizendo que ia mandar, mas j\u00e1 se passaram tr\u00eas semanas&#8230; e nada! Talvez seja precipita\u00e7\u00e3o minha, mas duvido de que ele cumpra sua promessa. Por essa raz\u00e3o, solicito aos amigos cultos e ocultos do TM, que acompanham estas minhas resenhas do GRB, que se algu\u00e9m tiver o \u201cMaria da Piedade\u201d com Mauricy Moura, enviem uma c\u00f3pia em mp3 pro email do TM, que a\u00ed o Augusto me repassa. Combinado? Por ora, curtamos a inesquec\u00edvel Ademilde&#8230; <\/i><\/span><\/p>\n<div><span style=\"font-family: georgia; font-size: 100%;\"><br \/><\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: georgia; font-size: 100%;\">*<\/span><span style=\"font-family: georgia; font-size: 78%;\"> texto de Samuel Machado Filho<\/span><\/div>\n<p><\/p>\n<div><span style=\"font-family: georgia; font-size: 78%;\"><br \/><\/span><\/div>\n<p><\/p>\n<div><span style=\"font-family: georgia; font-size: 78%;\"><br \/><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No dia 27 de mar\u00e7o de 2012, o Brasil perdeu uma de suas cantoras mais expressivas, e um aut\u00eantico \u00edcone da chamada era do r\u00e1dio: Ademilde Fonseca Delfim. 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