{"id":108,"date":"2012-03-26T23:22:00","date_gmt":"2012-03-26T23:22:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=108"},"modified":"2014-08-17T23:51:36","modified_gmt":"2014-08-18T02:51:36","slug":"varios-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-15-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=108","title":{"rendered":"V\u00e1rios &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical &#8211; Vol. 15 (2012)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/--47DjrPd2xM\/U_DGFFY68UI\/AAAAAAAAJ6s\/l2I4X6X1Dfs\/s1600\/CAPAP.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-46F3iUGz8RA\/U_DGMPEzawI\/AAAAAAAAJ60\/9LUMQeGiY2I\/s1600\/CONTRACAPAp.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia; font-size: 100%;\">Luzes, c\u00e2mera, a\u00e7\u00e3o&#8230; e m\u00fasica! Sim, esta d\u00e9cima-quinta edi\u00e7\u00e3o do Gran Record Brazil \u00e9 dedicada \u00e0 m\u00fasica de cinema, apresentando temas de filmes nacionais e tamb\u00e9m de produ\u00e7\u00f5es hollywoodianas, estas em vers\u00f5es para o idioma tupiniquim. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia; font-size: 100%;\">Come\u00e7amos com dois temas do filme \u201cRua sem sol\u201d, dirigido por Alex Viany para a Brasil Vita Filmes, e estrelado por Glauce Rocha, Carlos Cotrim, D\u00f3ris Monteiro (ainda de tran\u00e7as, no papel de uma deficiente visual) e Modesto de Souza. Ambos os sambas-can\u00e7\u00f5es s\u00e3o cantados por \u00c2ngela Maria, que tamb\u00e9m participou do filme, claro, interpretando-os, no disco Copacabana 5170, lan\u00e7ado em dezembro de 1953. Abrindo o disco, a faixa-t\u00edtulo do filme, \u201cRua sem sol\u201d, matriz M-641, assinada por M\u00e1rio Lago e Henrique Gandelmann, e no verso, matriz M-642, o cl\u00e1ssico \u201cVida de bailarina\u201d, de Chocolate (tamb\u00e9m humorista de r\u00e1dio e TV) e Am\u00e9rico Seixas. M\u00fasica muit\u00edssimo gravada (Elis Regina, Zizi Possi, Quarteto em Cy, Agnaldo Tim\u00f3teo, etc.).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia; font-size: 100%;\">J\u00e1 que falamos em Adelina D\u00f3ris Monteiro (sim, \u00e9 esse o nome completo dela), ela aqui comparece com o disco Todam\u00e9rica TA-5220, gravado em 8 de setembro de 1952 e lan\u00e7ado em outubro seguinte, no qual interpreta duas m\u00fasicas de outro filme de Alex Viany no qual ela tamb\u00e9m atuou, \u201cAgulha no palheiro\u201d, co-produzido por Moacyr Fenelon (um dos fundadores da lend\u00e1ria Atl\u00e2ntida) e pela Flama Filmes, da fam\u00edlia Berardo (em cujos est\u00fadios, situados no bairro carioca das Laranjeiras, instalou-se mais tarde a TV Continental, Canal 9). Primeiro, a m\u00fasica-t\u00edtulo do filme, \u201cAgulha no palheiro\u201d, matriz TA-366, de C\u00e9sar Cruz e Vargas Jr., e no verso, matriz TA-365, \u201cPerd\u00e3o\u201d, tamb\u00e9m de C\u00e9sar Cruz, mas sem parceiro. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia; font-size: 100%;\">O eterno Rei da Voz Francisco Alves era um cantor ecl\u00e9tico, vers\u00e1til, e interpretava de tudo que fazia sucesso em sua \u00e9poca em mat\u00e9ria de m\u00fasica. E nesta cinematogr\u00e1fica edi\u00e7\u00e3o do GRB, ele comparece com tr\u00eas grava\u00e7\u00f5es bastante apreciadas: do disco Columbia 55248-A, gravado em 7 de novembro de 1940 e lan\u00e7ado em dezembro seguinte, matriz 339, o samba-exalta\u00e7\u00e3o de Braguinha, Alberto Ribeiro e Alcyr Pires Vermelho, \u201cOnde o c\u00e9u azul \u00e9 mais azul\u201d, que Chico tamb\u00e9m cantou no filme \u201cC\u00e9u azul\u201d, da Sonofilms, dirigido pelo lusitano Ruy Costa (que como compositor assinava J. Ruy) e tendo no elenco Jaime Costa, D\u00e9a Selva, Helo\u00edsa Helena (hom\u00f4nima da famosa pol\u00edtica), Oscarito e Grande Otelo. Completando a participa\u00e7\u00e3o do grande int\u00e9rprete, duas vers\u00f5es gravadas na Odeon, ambas de Haroldo Barbosa, compositor, produtor e redator de programas de r\u00e1dio (entre eles o de Francisco Alves aos domingos) e TV, jornalista, etc. Do disco 125o5-A, gravado em 8 de agosto de 1944, matriz 7628, o fox \u201cPara sempre adeus (It can&#8217;t be wrong)\u201d, de Max Steiner e Kim Gannon, do filme americano \u201cA estranha passageira (Now voyager)\u201d, produzido pela Warner em 1942 sob a dire\u00e7\u00e3o de Irving Rapper e estrelado por Bette Davis, Paul Henreid, Gladys Cooper e Claude Rains. A pel\u00edcula venceu, inclusive, o Oscar de melhor escore de filme n\u00e3o-musical. Do filme franc\u00eas \u201cInquieta\u00e7\u00e3o (Fi\u00e8vres)\u201d, Chico Viola interpreta o fox-can\u00e7\u00e3o \u201cMaria\u201d, de Luchesi e Feline, grava\u00e7\u00e3o de 21 de setembro de 1946, por\u00e9m s\u00f3 lan\u00e7ada em maio de 47 com o n\u00famero 12773-A, matriz 8098. No selo original, a vers\u00e3o \u00e9 erroneamente creditada a Haroldo Lobo, mas o Haroldo que a fez \u00e9 mesmo o Barbosa! <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia; font-size: 100%;\">Nesta edi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m comparece o grande Jorge Goulart, recentemente falecido, com um disco de seu per\u00edodo \u00e1ureo na Continental, o de n\u00famero 16816, lan\u00e7ado em julho-agosto de 1953, no qual igualmente interpreta vers\u00f5es de filmes famosos internacionalmente. No lado A, matriz C-3164, a c\u00e9lebre can\u00e7\u00e3o \u201cLuzes da ribalta (Limelight)\u201d, composta por Charles Chaplin para o filme de mesmo nome (s\u00f3 lan\u00e7ado nos EUA em 1972, uma vez que Chaplin estava exilado na Su\u00ed\u00e7a por press\u00e3o do Comit\u00ea de Atividades Anti-Americanas) e vertido por Jo\u00e3o \u201cBraguinha\u201d de Barro e Ant\u00f4nio Almeida. Vers\u00e3o muito gravada, inclusive por sua mulher, Nora Ney. No verso, matriz C-3165, a \u201cCan\u00e7\u00e3o do Moulin Rouge\u201d, de uma produ\u00e7\u00e3o brit\u00e2nica de 1952 dirigida por John Huston e distribu\u00edda pela United Artists (portanto nada a ver com o \u201cMoulin Rouge\u201d de Baz Luhrman). \u00c9 um a valsa de Georges Aurick e William Engoick, com letra brasileira de Carlos Alberto. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia; font-size: 100%;\">Neyde Fraga (S\u00e3o Paulo, 1924-Rio de Janeiro, 1987), hoje esquecida mas que tinha uma bela voz de veludo, comparece aqui com uma faixa do disco Odeon 13562-A, matriz 9920,gravado em 16 de outubro de 1953 e lan\u00e7ado em dezembro seguinte. \u00c9 o cl\u00e1ssico \u201cLili (Hi\u00b4lili, hi\u00b4lo)\u201d, de Bronislau Kaper e Helen Deutsch, com letra brasileira do sempre eficiente Haroldo Barbosa. \u00c9 do cl\u00e1ssico musical americano \u201cLili\u201d, da MGM, protagonizado por uma das mais famosas atrizes do est\u00fadio do le\u00e3o, a francesa Leslie Caron. Foi regravada at\u00e9 mesmo em vers\u00e3o \u201cdisco music\u201d, por Nalva Aguiar, em 1977!<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia; font-size: 100%;\">S\u00edlvio Caldas, o eterno \u201ccaboclinho querido\u201d, bate ponto com duas m\u00fasicas do filme \u201cMaria Bonita\u201d, da Sonoarte Filmes, dirigido por Julian Mandel e baseado no romance hom\u00f4nimo de Afr\u00e2nio Peixoto, por ele gravadas na Odeon em primeiro de junho de 1937, com acompanhamento da Orquestra Copacabana do palestino Simon Bountman, e lan\u00e7adas em julho seguinte com o n\u00famero 11487. No lado A, matriz 5587, o conhecido tema folcl\u00f3rico \u201cMeu lim\u00e3o, meu limoeiro\u201d, adaptado para \u201csamba sertanejo\u201d por Jos\u00e9 Carlos Burle, tamb\u00e9m cineasta, e com a participa\u00e7\u00e3o vocal de Gidinho. No final dos anos 1960, este seria um dos carros-chefes de Wilson Simonal, que s\u00f3 aproveitou o estribilho, mas mesmo assim muita gente cantou isso junto com ele. No verso, matriz 5588, tamb\u00e9m de Jos\u00e9 Carlos Burle em parceria com o escritor J. G. De Ara\u00fajo Jorge (t\u00e3o discutido quanto lido), esta joia de can\u00e7\u00e3o, \u201cConfessando que te adoro\u201d. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: georgia; font-size: 100%;\"> Para encerrar, m\u00fasicas do filme \u201cO cangaceiro\u201d, produ\u00e7\u00e3o da Vera Cruz dirigida por Lima Barreto e vencedora da Palma de Prata no Festival de Cannes, na Fran\u00e7a, como melhor filme de aventuras (naquele tempo ainda n\u00e3o tinha a Palma de Ouro e sim o Grande Pr\u00eamio da Cr\u00edtica, vencido na ocasi\u00e3o por \u201cO sal\u00e1rio do medo\u201d, de Henri Georges-Clouzot). Vanja Orico, que tamb\u00e9m esteve no elenco do filme, interpreta a l\u00edrica toada \u201cSodade, meu bem sodade\u201d, feita por Z\u00e9 do Norte (Alfredo Ricardo do Nascimento, Cajazeiras, PB-1908-idem, 1979) ainda na adolesc\u00eancia. No acompanhamento, o violonista Aymor\u00e9 e orquestra dirigida por Gabriel Migliori, tamb\u00e9m respons\u00e1vel pela dire\u00e7\u00e3o musical do filme, em grava\u00e7\u00e3o RCA Victor de 29 de janeiro de 1953, lan\u00e7ada em abril seguinte com o n\u00famero 80-1101-B, matriz SB-093597. O Trio Marab\u00e1, cujos integrantes eram provavelmente mexicanos (afinal chamavam-se Pancho, Panchito e C\u00e1rmen Dur\u00e1n) vem com sua vers\u00e3o de \u201cMui\u00e9 rendera\u201d, o tema principal de \u201cO cangaceiro\u201d, lan\u00e7ada pela Copacabana em mar\u00e7o-abril de 1953 com o n\u00famero 5044-A, matriz M-332. No acompanhamento, a curiosa presen\u00e7a do conjunto de Alberto Borges de Barros, o Betinho, filho de Josu\u00e9 de Barros, descobridor de C\u00e1rmen Miranda, e int\u00e9rprete do conhecido fox \u201cNeurast\u00eanico\u201d (seu e de Nazareno de Brito) e do rock \u201cEnrolando o rock\u201d(dele e de Heitor Carillo), entre outras. Apesar do sucesso, Betinho deixou a carreira para cumprir miss\u00e3o evangelizadora. O pr\u00f3prio Z\u00e9 do Norte vem com o lado A de \u201cSodade, meu bem sodade\u201d, com Vanja Orico, matriz SB-093598, interpretando o coco \u201cMeu pinh\u00e3o\u201d, ou \u201cMeu pi\u00e3o\u201d, de sua autoria, tamb\u00e9m cantado por ele pr\u00f3prio em \u201cO cangaceiro\u201d. Apesar do \u00eaxito internacional do filme, a maior parte dos lucros ficou com a distribuidora, a multinacional americana Columbia Pictures (mais tarde vendida \u00e0 Coca-Cola e repassada \u00e0 nip\u00f4nica Sony), e a Vera Cruz, que tencionava ser uma Hollywood tupiniquim em S\u00e3o Bernardo do Campo (SP), acabou fechando suas portas em 1954, retomando suas atividades em ocasi\u00f5es espor\u00e1dicas. Enfim, esta cinematogr\u00e1fica edi\u00e7\u00e3o do GRB vai enriquecer as cole\u00e7\u00f5es de muitos amigos cultos e ocultos com um pouco do melhor que a m\u00fasica produziu para a chamada s\u00e9tima arte. \u00c9 ouvir e colecionar! <\/span><\/p>\n<div><span style=\"font-family: georgia; font-size: 100%;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: georgia; font-size: 100%;\">*<\/span><span style=\"font-family: georgia; font-size: 78%;\">TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO<\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: georgia; font-size: 78%;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: georgia; font-size: 78%;\">\u00a0<\/span><\/div>\n<div><span style=\"font-family: georgia; font-size: 78%;\">\u00a0<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Luzes, c\u00e2mera, a\u00e7\u00e3o&#8230; e m\u00fasica! 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