{"id":129,"date":"2012-03-06T00:15:00","date_gmt":"2012-03-06T00:15:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=129"},"modified":"2012-03-06T00:15:00","modified_gmt":"2012-03-06T00:15:00","slug":"varios-sertanejos-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-12-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=129","title":{"rendered":"V\u00e1rios Sertanejos &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical &#8211; Vol. 12 (2012)"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-DW4i7mpoexU\/T1VZ5QsnryI\/AAAAAAAABLE\/qAZU1ZmQlJY\/s1600\/CAPAp.JPG\"><img decoding=\"async\" style=\"display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-DW4i7mpoexU\/T1VZ5QsnryI\/AAAAAAAABLE\/qAZU1ZmQlJY\/s400\/CAPAp.JPG\" border=\"0\" alt=\"\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5716574142286245666\" \/><\/a><a href=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-83tO_Q0PZ5U\/T1VZ1Qn9xSI\/AAAAAAAABK4\/pkalMiq2yRE\/s1600\/CONTRACAPAP.JPG\"><img decoding=\"async\" style=\"display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 400px;\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-83tO_Q0PZ5U\/T1VZ1Qn9xSI\/AAAAAAAABK4\/pkalMiq2yRE\/s400\/CONTRACAPAP.JPG\" border=\"0\" alt=\"\" id=\"BLOGGER_PHOTO_ID_5716574073547244834\" \/><\/a><span   style=\"font-family:arial;font-size:100%;\">\u00ca trem b\u00e3o!  A d\u00e9cima-segunda edi\u00e7\u00e3o do Gran Record Brasil chega em clima bem caipira e sertanejo! Em dezesseis fonogramas raros e hist\u00f3ricos, teremos uma amostra de como era o g\u00eanero sertanejo de antanho. Aqui comparecem duplas bastante conhecidas e lembradas, al\u00e9m de outras que o implac\u00e1vel passar do tempo foi esquecendo. \u00c9 nesse  \u00faltimo caso que se enquadram as Irm\u00e3s Cavalcanti, Noemi e Odemi. Elas deixaram uma discografia escassa: apenas seis discos 78 com doze m\u00fasicas, todos pela Columbia. Eis aqui o primeiro deles, lan\u00e7ado no comecinho de 1954, janeiro, com o n\u00famero CB-10029. De um lado, matriz CBO-170,  o bai\u00e3o \u201cLumi\u00f4 lumi\u00f4\u201d, delas pr\u00f3prias, e no verso, matriz CBO-171, a guar\u00e2nia  \u201cPonta Por\u00e3\u201d, de Jamir da Silva Ara\u00fajo e Pereirinha. Em seguida iremos nos encontrar com uma dupla muito querida e lembrada: Nenete (Waldemar de Franchesi, 1919-1989), natural de Pirassununga, e Dorinho (Isidoro Cunha, Bernardino de Campos, SP, 1933-Campinas, SP, 2011), apelido que ele carregava desde a inf\u00e2ncia. Gravaram seu primeiro disco em 1955, na RCA Victor, com  a toada \u201cO milagre das rosas\u201d e o cururu \u201cToca sino\u201d. Em 78 rpm, na mesma marca, foram mais de trinta discos, al\u00e9m de 13 Lps de carreira, nos selos RCA Victor, RCA Camden, Caboclo\/Continental e Beverly, onde  gravaram o \u00faltimo, em 1976. Depois disso, Nenete afastou-se do meio musical por motivo de sa\u00fade, e faleceu em uma tentativa de assalto! Nenete e Dorinho aqui comparecem com um disco gravado em  19 de junho de 1962, o RCA Victor 80-2485. No lado A, matriz N2CAB-1748, uma regrava\u00e7\u00e3o do tango \u201cOuvindo-te\u201d, lan\u00e7ado em 1935 por seu autor, Vicente Celestino. No verso, matriz N2CAB-1749, a moda campeira \u201cGoiano valente\u201d, de Nenete com Piraci (de famosa dupla com Diogo Mulero, o Palmeira). Ambas as composi\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m fizeram parte do LP \u201cPescadores de sucesso\u201d, do mesmo ano. Por falar em Palmeira (Agudos, SP, 1918-S\u00e3o Paulo, 1967), eis que ele ressurge aqui em sua memor\u00e1vel dupla com Luizinho (Luiz Raimundo, S\u00e3o Paulo, 1916-idem,  1983) com dois discos RCA Victor, gravados em 12 de fevereiro de 1951 e lan\u00e7ados em maio do mesmo ano. O de n\u00famero 80-0763 apresenta duas composi\u00e7\u00f5es da pr\u00f3pria dupla: a moda campeira \u201cCh\u00e3o de Minas\u201d, matriz S-092841, e  a valsa \u201cS\u00e3o Judas Tadeu\u201d, matriz S-092842. J\u00e1 o disco 80-0764 apresenta a moda campeira \u201cSanta F\u00e9 do Paran\u00e1\u201d, de Palmeira e Ado Benatti, matriz S-092843, e o motivo folcl\u00f3rico mineiro \u201cPeixe vivo\u201d, adaptado por Palmeira e M\u00e1rio Zan, por sinal a m\u00fasica predileta do ex-presidente Juscelino Kubitschek, que era mineiro de Diamantina. Em seguida, uma dupla que ainda hoje est\u00e1 em atividade e muito querida: Pedro Bento (Jos\u00e9 Antunes Leme, n.1934), nascido em Porto Feliz, e Z\u00e9 da Estrada (Waldomiro de Oliveira, n.1929), que \u00e9 de Botucatu. Acrescentando elementos da m\u00fasica regional mexicana, sem no entanto abandonar as ra\u00edzes sertanejas, eles ficaram conhecidos como \u201cos amantes da rancheira\u201d, o que fica claro no disco aqui presente, de 1964, o Caboclo\/Continental CS-652. De um lado, matriz 55-035-A, o huapango \u201cTens que beber\u201d, de Z\u00e9 da Estrada e Ca\u00e7ula, da dupla com  Marinheiro, e no verso, matriz 55-035-B, a rancheira \u201cBebendo e chorando\u201d, de Milano e Serafim, ainda hoje uma das mais aplaudidas cria\u00e7\u00f5es da dupla. De longa carreira na m\u00fasica brasileira, Raul Torres (Botucatu, SP, 1906-S\u00e3o Paulo, 1970) aqui comparece em dupla com seu insepar\u00e1vel parceiro Flor\u00eancio (Jos\u00e9 Batista Pinto, 1909-1972), natural de Barretos, a atual capital brasileira do rodeio. No disco Todam\u00e9rica TA-5617, de 1956, foram regravados dois hits de Raul como compositor e int\u00e9rprete: no lado A, matriz TA-1318, em ritmo de bai\u00e3o, a pungente moda de viola \u201cBoi amarelinho\u201d, originalmente gravada pelo pr\u00f3prio Raul Torres em dupla com Ascendino Lisboa, em 1933. No lado B,matriz TA-1319, o  valseado \u201cMeu cavalo zaino\u201d, originalmente gravado por Raul em dupla com Serrinha, em 1939. Em seguida, dois discos RCA Victor: o primeiro de n\u00famero 80-0516, gravado em dezembro de 1946 mas s\u00f3 lan\u00e7ado em maio de 47. No lado A, matriz S-078685, a moda de viola \u201c\u00c9gua branca\u201d, em que Raul tem como parceiros Nh\u00f4 Pai (autor de \u201cBeijinho doce\u201d) e Godoy, e no verso, matriz S-078686,  o curios\u00edssimo \u201csamba baiano\u201d \u201cN\u00eaga, sai do sereno\u201d, de Raul Torres sem parceiro. Em seguida o disco 80-0285, gravado em 13 de junho de 1944 e s\u00f3 lan\u00e7ado em maio de 45,. No lado A, matriz S-052992, um supercl\u00e1ssico, \u201cModa da mula preta\u201d, in\u00fameras vezes regravado, inclusive por Luiz Gonzaga (na voz dele por sinal a m\u00fasica fez ainda mais sucesso!). No verso, matriz S-052993, o corrido \u201cNo recanto onde eu moro\u201d, de Raul Torres e  J\u00falio Lopes. Encerrando esta edi\u00e7\u00e3o sertaneja do GRB, a dupla Sucupira e Rosa Am\u00e9lia, de discografia escassa: apenas cinco discos 78 rpm com nove m\u00fasicas, gravados entre 1960 e 1963. Aqui est\u00e1 o \u00faltimo deles, do selo Orion, da Odeon, n\u00famero R-138, do in\u00edcio de 63. No lado 1, matriz 51292, a can\u00e7\u00e3o rancheira \u201cPassado feliz\u201d, de Sotero Silveira e Ulisses Nascimento, e no verso, matriz 51291 , o bolero \u201cEsque\u00e7a, meu amor\u201d, de \u00c1lvaro Alvim e Joel Honorato. Existe tamb\u00e9m um LP de 1983, \u201cGar\u00e7a branca\u201d. Enfim, uma boa oportunidade para as novas gera\u00e7\u00f5es conhecerem o estilo sertanejo de outros tempos, bem diferente do atual, que, com rar\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es, \u00e9 mais para p\u00fablico urbano. Ou\u00e7am, recordem e divirtam-se com esta edi\u00e7\u00e3o bem sertaneja do GRB! <\/span><\/p>\n<div><span   style=\"font-family:arial;font-size:100%;\"><br \/><\/span><\/div>\n<div><span   style=\"font-family:arial;font-size:100%;\">*<\/span><span   style=\"font-family:arial;font-size:78%;\">TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO<\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00ca trem b\u00e3o! A d\u00e9cima-segunda edi\u00e7\u00e3o do Gran Record Brasil chega em clima bem caipira e sertanejo! Em dezesseis fonogramas raros e hist\u00f3ricos, teremos uma amostra de como era o g\u00eanero sertanejo de antanho. 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