{"id":2264,"date":"2012-07-23T21:08:24","date_gmt":"2012-07-23T21:08:24","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=2264"},"modified":"2012-07-23T21:13:54","modified_gmt":"2012-07-23T21:13:54","slug":"varios-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-28-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=2264","title":{"rendered":"V\u00e1rios &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical &#8211; Vol. 28 (2012)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-BEIpif6zF7Q\/UA25ctwBp2I\/AAAAAAAADEY\/9Dk4IUrWJGw\/s400\/CAPAp.JPG\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-x-to3siIv4g\/UA25Xgy4rgI\/AAAAAAAADEQ\/5TTYS_bpD2Q\/s400\/CONTRACAPAp.JPG\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p>Fratura no joelho \u00e9 um tro\u00e7o bem complicado&#8230; O nosso Augusto TM que o diga! Mas depois de mais um per\u00edodo de aus\u00eancia for\u00e7ada (at\u00e9 eu senti saudades), eis aqui a vig\u00e9sima-oitava edi\u00e7\u00e3o do meu, do seu, do nosso Grand Record Brazil, apresentando mais dez preciosos fonogramas da era das 78 rota\u00e7\u00f5es por minuto para enriquecer os acervos de nossos amigos cultos e associados. E come\u00e7amos com um sucesso de Patr\u00edcio Teixeira (1893-1972), carioca da Rua S\u00e3o Leopoldo, na lend\u00e1ria Pra\u00e7a Onze, que come\u00e7ou a gravar ainda pelo processo mec\u00e2nico e continuou de maneira bem sucedida na fase el\u00e9trica, at\u00e9 quando saiu seu \u00faltimo disco, em 1944. (depois disso, ainda gravaria a can\u00e7\u00e3o \u201cAzul\u00e3o\u201d, de Hekel Tavares e Luiz Peixoto, para um LP da Sinter).\u00a0 Foi at\u00e9 professor de viol\u00e3o, e entre suas alunas mais ilustres est\u00e3o Nara Le\u00e3o e as irm\u00e3s Linda e Dircinha Batista. E Patr\u00edcio aqui comparece com um cl\u00e1ssico: o samba \u201cGavi\u00e3o cal\u00e7udo\u201d, do mestre Pixinguinha, com letra de C\u00edcero \u201cBaiano\u201d de Almeida, cujo sucesso desaguaria no carnaval de 1930. Saiu em duas grava\u00e7\u00f5es de Patr\u00edcio: a primeira no selo Parlophon, em mar\u00e7o de 1929, e esta segunda, com o selo Odeon, lan\u00e7ada em agosto do mesmo ano com o n.o 10436-A, matriz 2685, na qual o int\u00e9rprete canta a letra completa, acompanhado de piano e viol\u00e3o (no registro original era com orquestra, e nele s\u00f3 foram apresentados o estribilho e uma das estrofes). \u201cAzul\u00e3o\u201d tamb\u00e9m est\u00e1 aqui, mas no registro original do \u201ccantor das noites enluaradas\u201d, Paraguassu (Roque Ricciardi, 1894-1976), lan\u00e7ado pela Columbia em fevereiro de 1930, disco 5141-A, matriz 380474.<\/p>\n<p>Em seguida, um mon\u00f3logo divertid\u00edssimo interpretado pelo ator Pinto Filho. Trata-se de \u201cGuerra ao mosquito\u201d, de Luiz Peixoto e Marques Porto, lan\u00e7ado pela Parlophon em agosto de 1929 com o n.o 12989-A, matriz 2670. Mais atual imposs\u00edvel, uma vez que o Brasil tem sido, nos \u00faltimos tempos, atingido por endemias tropicais como a dengue, especialmente no ver\u00e3o. N\u00e3o faltam farpas a pol\u00edticos de prest\u00edgio na \u00e9poca, como o ent\u00e3o candidato a presidente da Rep\u00fablica J\u00falio Prestes.<\/p>\n<p>A pr\u00f3xima faixa vem a ser o primeiro grande sucesso nacional de Ary Barroso como compositor: a marchinha \u201cD\u00e1 nela\u201d, interpretada por Francisco Alves com a Orquestra Pan American de Simon Bountman, e um dos hits do carnaval de 1930. Grava\u00e7\u00e3o de 9 de janeiro daquele ano, lan\u00e7ada pouco depois sob n.o 10558-A, matriz 3258. No dia 18, a m\u00fasica venceu um concurso promovido no Teatro L\u00edrico do Rio de Janeiro, e com o dinheiro ganho (cinco contos de r\u00e9is!), Ary Barroso teve condi\u00e7\u00f5es de se casar (com Yvonne Belfort Arantes) e ainda recebeu seu diploma de advogado. De letra extremamente machista (caracter\u00edstica da \u00e9poca), \u201cD\u00e1 nela\u201d tamb\u00e9m deu nome a uma revista do Teatro Recreio, nela interpretada (de cal\u00e7a comprida!) por Za\u00edra Cavalcanti.<\/p>\n<p>Um dos cl\u00e1ssicos de Ary Barroso em parceria com Luiz Peixoto, o samba-can\u00e7\u00e3o \u201cNa batucada da vida\u201d (subintitulado \u201cA can\u00e7\u00e3o da enjeitada\u201d) tornou-se inovador na \u00e9poca do lan\u00e7amento, pelo realismo com que tratava uma tem\u00e1tica de cunho social. Originalmente saiu em 1934, na voz de C\u00e1rmen Miranda, e aqui \u00e9 apresentada no registro de Dircinha Batista, feito na Odeon em 14 de abril de 1950 e lan\u00e7ado em agosto seguinte, disco 13031-B, matriz 8685, com acompanhamento de piano do pr\u00f3prio mestre de Ub\u00e1. Como bem sabem os f\u00e3s de Elis Regina, em 1974 ela tamb\u00e9m fez um registro memor\u00e1vel desta composi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O inesquec\u00edvel Kid Morenguera, o grande Moreira da Silva (1902-2000), insubstitu\u00edvel rei do samba de breque, aqui comparece com o rar\u00edssimo disco Star 225, datado de 1951, com acompanhamento do conjunto do violonista Claudionor Cruz, destacando-se o saxofone de Portinho (Ant\u00f4nio Porto Filho), tamb\u00e9m maestro e arranjador de prest\u00edgio. De um lado, o samba-choro \u201cEntrevista\u201d, do pr\u00f3prio Moreira, e no verso, nesse mesmo ritmo, a homenagem do GRB aos motoristas na semana do dia deles e de seu santo padroeiro, S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o: \u201cSou motorista\u201d!<\/p>\n<p>Humberto Marsicano fez parte da gera\u00e7\u00e3o de artistas paulistas surgidos no final dos anos 1920. De sua escassa discografia como cantor (apenas 16 fonogramas distribu\u00eddos em nove 78 rpm), apresentamos o disco Columbia 5051, lan\u00e7ado em julho de 1929, com acompanhamento da orquestra de \u00c1lvaro Ghiraldini. Abrindo-o, matriz 380143, o samba-choro \u201cMulher sem cora\u00e7\u00e3o\u201d, composto por um nome que iniciava ent\u00e3o sua carreira, Jos\u00e9 Maria de Abreu (1911-1966), paulista de Jacare\u00ed, respons\u00e1vel por sucessos inesquec\u00edveis, tais como \u201cE tome polca\u201d, \u201cAlgu\u00e9m como tu\u201d, \u201cDan\u00e7ando com voc\u00ea\u201d e muitos outros. No verso, matriz 380144, o delicioso \u201csambinha-embolada\u201d Tico-tico vu\u00f4\u201d, de Juca Paulista e Juvenal de Abreu.<\/p>\n<p>Para encerrar, uma marchinha do carnaval de 1957, lan\u00e7ada pela Continental em janeiro desse mesmo ano, com o n.o 17375-B, matriz C-3912. \u00c9 \u201cSeu Romeu\u201d, de Jo\u00e3o Rosa, Arnaldo Moraes e do paulistano Ruy Rey (1915-1995), sendo este \u00faltimo o int\u00e9rprete. Ruy, que se chamava Domingos Zeminian, foi tamb\u00e9m ex\u00edmio \u201cbandleader\u201d, e especializou-se em ritmos hispano-americanos, precursores da atual salsa. Enfim, um belo apanhado com o qual o GRB mata as saudades de todos que estavam aguardando esta retomada. Divirtam-se e recordem!<\/p>\n<p>*TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Fratura no joelho \u00e9 um tro\u00e7o bem complicado&#8230; O nosso Augusto TM que o diga! 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