{"id":2358,"date":"2012-08-22T01:34:39","date_gmt":"2012-08-22T01:34:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=2358"},"modified":"2012-08-22T01:34:39","modified_gmt":"2012-08-22T01:34:39","slug":"aurora-miranda-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-31-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=2358","title":{"rendered":"Aurora Miranda &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical &#8211; Vol. 31 (2012)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-gFKZj1BDvnw\/UDQSOlUIxVI\/AAAAAAAADXY\/KKCsVo4bbX0\/s400\/CAPAp.JPG\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-Pgfht1wgtyQ\/UDQSLRBFXOI\/AAAAAAAADXQ\/RkwQf8sj3ho\/s400\/CONTRACAPAp.JPG\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p>Prosseguindo em sua brilhante trajet\u00f3ria, o Grand Record Brazil chega a seu trig\u00e9simo-primeiro volume, apresentando alguns dos melhores momentos da cantora Aurora Miranda, irm\u00e3 mais nova de C\u00e1rmen.<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio da irm\u00e3 famosa, que era portuguesa de nascimento, Aurora Miranda da Cunha nasceu no Rio de Janeiro, em 20 de abril de 1915. Assim como suas irm\u00e3s (havia tamb\u00e9m Cec\u00edlia, que n\u00e3o seguiu carreira de cantora), nossa Aurora gostava de cantar desde a mais tenra idade, alegrando os frequentadores da pens\u00e3o dirigida pela mam\u00e3e, a dona Em\u00edlia (esta, portuguesa, com certeza). Embora, na opini\u00e3o de muitos, ela tenha sido a melhor voz entre as Mirandas, o destino fez Aurora come\u00e7ar no r\u00e1dio \u00e0 sombra do \u00eaxito retumbante da mana C\u00e1rmen. Ainda aos 18 anos, foi convidada por Josu\u00e9 de Barros, o mesmo descobridor de C\u00e1rmen, para cantar um n\u00famero na R\u00e1dio Mayrink Veiga e, com o sucesso, passou a se apresentar no programa de Ademar Cas\u00e9 (av\u00f4 da atriz e comediante Regina Cas\u00e9), na PRAX, R\u00e1dio Philips. Em 1933, levada pelo pr\u00f3prio Josu\u00e9 de Barros, gravou seu primeiro disco, na Odeon, com duas faixas em dueto com Francisco Alves: a marchinha junina \u201cCai, cai, bal\u00e3o\u201d, de Assis Valente (considerada pioneira desse g\u00eanero entre n\u00f3s), e o samba \u201cToque de amor\u201d, de Floriano Ribeiro de Pinho. Um m\u00eas depois, novo dueto com Chico Alves no fox \u201cVoc\u00ea s\u00f3&#8230; mente\u201d, dos irm\u00e3os H\u00e9lio e Noel Rosa, que Aurora interpretaria, em 1989, no filme \u201cDias melhores vir\u00e3o\u201d, de Cac\u00e1 Diegues. Aos 25 anos, casou-se com o comerciante Gabriel Richaid, e ambos depois decidiram residir nos Estados Unidos junto com C\u00e1rmen Miranda. \u00c9 Aurora, inclusive, quem canta \u201cOs quindins de Iai\u00e1\u201d, de Ary Barroso, no filme \u201cVoc\u00ea j\u00e1 foi \u00e1 Bahia? (The three caballeros)\u201d, de Walt Disney (1944), misturando \u201clive action\u201d com anima\u00e7\u00e3o. Nessa \u00e9poca, tamb\u00e9m participou de programas radiof\u00f4nicos ao lado de Orson Welles e Rudy Vallee, e fez apresenta\u00e7\u00f5es no Teatro Roxy e na Boate Copacabana, em Nova York. Voltou ao Brasil em 1952, e ap\u00f3s a morte da irm\u00e3 C\u00e1rmen, em 1955, contribuiu em muito para perpetuar a mem\u00f3ria da \u201cpequena not\u00e1vel\u201d, tendo participado, em 1995, de uma homenagem a C\u00e1rmen no Lincoln Center de Nova York, al\u00e9m de dar entrevistas quando dos 90 anos de seu nascimento, em 1999, ocasi\u00e3o em que inaugurou in\u00fameras mostras alusivas ao evento.<\/p>\n<p>Aurora Miranda faleceu de forma discreta, em sua casa no Rio de Janeiro, a 22 de dezembro de 2005, de ataque card\u00edaco, deixando uma discografia de 81 discos de 78 rpm com 161 m\u00fasicas, al\u00e9m de um LP na Sinter. Desse legado, o GRB foi buscar onze fonogramas bastante representativos. Para come\u00e7ar, temos a marchinha \u201cAno novo\u201d, de Cust\u00f3dio Mesquita e Zeca Ivo, grava\u00e7\u00e3o Odeon de 23 de outubro de 1935, lan\u00e7ada em dezembro seguinte, disco 11292-A, matriz 5174. Em seguida, o samba-can\u00e7\u00e3o \u201cN\u00eago&#8230; neguinho\u201d, de Cust\u00f3dio Mesquita e Luiz Peixoto, gravado em 27 de abril de 35, com lan\u00e7amento em junho (11227-B, matriz 5023). A terceira faixa \u00e9 o samba &#8216;C\u00e2mbio de amor\u201d, tamb\u00e9m de Cust\u00f3dio Mesquita em parceria com Paulo Orlando, destinado ao carnaval de 1935 (grava\u00e7\u00e3o de 7 de agosto de 34, lan\u00e7ada ainda em novembro, disco 11165-B, matriz 4888). Para o Natal de 1935, Aurora gravou a marchinha \u201cNatal divino\u201d, de M\u00edlton Amaral, em\u00a0 4 de dezembro desse ano, com lan\u00e7amento a toque de caixa pela Odeon, disco 11288-A, matriz 5173. A faixa 5 \u00e9 o samba-can\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssico de Ary Barroso, \u201cRisque\u201d, lan\u00e7ado por Aurora na Continental ap\u00f3s sua volta ao Brasil, depois de 15 anos de perman\u00eancia nos Estados Unidos, em mar\u00e7o-abril de 1952, disco 16540-B, matriz C-2818 (na faixa 11 vem o lado A, matriz C-2817, uma regrava\u00e7\u00e3o do samba \u201cFaixa de cetim\u201d, tamb\u00e9m de Ary, originalmente lan\u00e7ado em 1942 por Orlando Silva). O disco tem orquestra\u00e7\u00e3o e reg\u00eancia do maestro Radam\u00e9s Gnattali, com o pseud\u00f4nimo de Vero, mas \u201cRisque\u201d n\u00e3o fez sucesso na voz de Aurora, segundo ela mesma por\u00a0 falta de empenho da Continental na divulga\u00e7\u00e3o do disco, e s\u00f3 no in\u00edcio de 1953 \u00e9 que a m\u00fasica fez sucesso, com Linda Batista. A faixa 6 apresenta, do quinto disco de Aurora, e pela Odeon (11074-B, matriz 4733), um grande sucesso do carnaval de 1934, \u201cSe a lua contasse\u201d, de Cust\u00f3dio Mesquita (e, segundo alguns estudiosos, em parceria com o m\u00e9dico e radialista Paulo Roberto, n\u00e3o creditado na edi\u00e7\u00e3o e no disco), grava\u00e7\u00e3o de 21 de outubro de 1933 lan\u00e7ada ainda em novembro desse ano. H\u00e1 uma participa\u00e7\u00e3o vocal de Jo\u00e3o Petra de Barros (\u201ca voz de 18 quilates\u201d), tamb\u00e9m n\u00e3o creditada no selo original. Em seguida seis grava\u00e7\u00f5es feitas nos EUA pela Decca, com acompanhamento do Bando da Lua: a da marchinha \u201cSeu condutor\u201d, de Herivelto Martins, Alvarenga e Ranchinho (sucesso destes dois \u00faltimos no carnaval de 1938), que Aurora realizou em 14 de agosto de 1941,\u00a0 alguns dias antes, 17 de julho, ela fez a de \u201cMeu lim\u00e3o, meu limoeiro\u201d, tema folcl\u00f3rico adaptado por Jos\u00e9 Carlos Burle que voltaria a fazer sucesso no final dos anos 1960 com Wilson Simonal. Ambas as grava\u00e7\u00f5es n\u00e3o foram lan\u00e7adas na \u00e9poca nem mesmo nos Estados Unidos, e s\u00f3 chegariam ao Brasil em LP de 1975. Dessa fase tamb\u00e9m \u00e9 o registro de Aurora para a cl\u00e1ssica marchinha carnavalesca que leva seu nome, de Roberto Martins e M\u00e1rio Lago, originalmente sucesso de Joel e Ga\u00facho em 1940 e regravado por Aurora em 20 de agosto de 1941, registro esse lan\u00e7ado no Brasil pela Odeon com o n\u00famero 18186-A, matriz DLA-2666. A seguir, outro cl\u00e1ssico,\u201cCidade maravilhosa\u201d, marchinha de Andr\u00e9 Filho que reproduzimos aqui em seu registro original (faixa 14), feito na Odeon em dueto com o pr\u00f3prio autor em 4 de setembro de 1934, com lan\u00e7amento em outubro seguinte (11154-A, matriz 4901). Hit no carnaval de 1935, foi oficializada como hino da cidade do Rio de Janeiro em 1960, e vale como lembran\u00e7a de uma cidade que perdeu todo o glamour do passado (mas quem sabe um dia volta?). A faixa 13 \u00e9 outro registro da Decca americana com Aurora e o Bando da Lua, e outro cl\u00e1ssico carnavalesco: \u201cPastorinhas\u201d, de Jo\u00e3o \u201cBraguinha\u201d de Barro e Noel Rosa, hit na folia de 1938 com S\u00edlvio Caldas e regravado pela cantora em 20 de agosto de 1941, no Brasil o lado B de \u201cAurora\u201d, matriz DLA-2666. Na faixa 12, mais um flagrante de Aurora Miranda na Decca: \u201cA jardineira\u201d, marchinha de Benedito Lacerda e Humberto Porto que tomou os sal\u00f5es em 1939 na voz de Orlando Silva e regravada por Aurora nos EUA em 20 de agosto de 1941, tendo o disco sa\u00eddo no Brasil pela Odeon com o n\u00famero 50029-A, matriz DLA-2642. Para encerrar, uma faixa do primeiro disco de Aurora Miranda, em dueto com Francisco Alves: o j\u00e1 citado samba \u201cToque de amor\u201d, de Floriano Ribeiro de Pinho, grava\u00e7\u00e3o Odeon de 22 de maio de 1933, lan\u00e7ada em junho seguinte sob n\u00famero 11018-B, matriz 4675. Enfim, uma pequena retrospectiva do trabalho de Aurora Miranda, que, ao contr\u00e1rio da irm\u00e3 C\u00e1rmen, nunca mereceu uma ou mais colet\u00e2neas individuais de suas grava\u00e7\u00f5es, nem em LP nem em CD. Esperamos que, com esta edi\u00e7\u00e3o do GRB, essa injusti\u00e7a comece desde j\u00e1 a ser reparada!<\/p>\n<p>TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prosseguindo em sua brilhante trajet\u00f3ria, o Grand Record Brazil chega a seu trig\u00e9simo-primeiro volume, apresentando alguns dos melhores momentos da cantora Aurora Miranda, irm\u00e3 mais nova de C\u00e1rmen. 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