{"id":2429,"date":"2012-09-10T23:53:51","date_gmt":"2012-09-10T23:53:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=2429"},"modified":"2014-04-20T08:25:32","modified_gmt":"2014-04-20T11:25:32","slug":"tonico-e-tinoco-2-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-34-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=2429","title":{"rendered":"Tonico E Tinoco 2 &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical &#8211; Vol. 34 (2012)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-oH8qui5CddM\/UE575JowdGI\/AAAAAAAADrk\/Lo0CNdBo6Ho\/s400\/CAPAp.JPG\" width=\"400\" height=\"400\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-TEMJv-XBpBg\/UE5715amhJI\/AAAAAAAADrc\/jloCORmZyoo\/s400\/CONTRACAPAP.JPG\" width=\"400\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p>\u00ca trem b\u00e3o&#8230; Eis a segunda parte da retrospectiva que o meu, o seu, o nosso Grand Record Brazil dedica aos eternos e inesquec\u00edveis Tonico e Tinoco. Dupla que tem em seu respeit\u00e1vel curr\u00edculo, inclusive, atua\u00e7\u00f5es no cinema. Estrearam na s\u00e9tima arte em 1949, participando de \u201cLuar do sert\u00e3o\u201d, primeiro filme brasileiro do italiano M\u00e1rio Civelli (1923-1993), que teve um remake em 1971, sob a dire\u00e7\u00e3o de Oswaldo de Oliveira, e do qual a dupla tamb\u00e9m participou. Tamb\u00e9m atuaram em \u201cL\u00e1 no meu sert\u00e3o\u201d (1963), \u201cObrigado a matar\u201d (1965), \u201cOs tr\u00eas justiceiros\u201d (1972), \u201cA marca da ferradura\u201d (do mesmo ano), \u201cO menino jornaleiro\u201d (1982) e \u201cA marvada carne\u201d (1983). Enfim, caipiras versatil\u00edssimos.<\/p>\n<p>Prosseguindo esta retrospectiva da eterna \u201cdupla cora\u00e7\u00e3o do Brasil\u201d, apresentamos onze preciosos fonogramas, todos originalmente da Continental. Em ordem cronol\u00f3gica de lan\u00e7amento s\u00e3o estes: para come\u00e7ar, a primeir\u00edssima grava\u00e7\u00e3o da dupla: o cateret\u00ea \u201cEm vez de me agradecer\u201d, de autoria do Capit\u00e3o Furtado (Ariowaldo Pires, sobrinho de Corn\u00e9lio Pires, pioneiro na divulga\u00e7\u00e3o da m\u00fasica caipira em disco), em parceria com Jayme Martins e o violonista Aymor\u00e9. Feita em 26 de novembro de 1944, matriz 10324, era s\u00f3 um teste, uma \u201cprova\u201d, como se dizia na \u00e9poca. Quando eles foram gravar o verso do 78, cantaram t\u00e3o alto (como faziam l\u00e1 na ro\u00e7a)&#8230; que o microfone estourou! E a Continental os puniu com seis meses de aulas de canto para educar a voz e voltar a gravar&#8230; Para sorte deles, uma m\u00fasica que deveria entrar no \u00faltimo disco lan\u00e7ado pela dupla Palmeira e Piraci, que teria no lado B \u201cSalada internacional\u201d, foi proibida pela censura do Estado Novo, e o jeito foi usar justamente \u201cEm vez de me agradecer\u201d como lado A desse disco, o Continental 15385. Agradaram em cheio!<\/p>\n<p>Depois apresentamos o lado B do primeiro disco completo da dupla, de n.o 15417,\u00a0 gravado em 4 de agosto de 1945 e lan\u00e7ado em setembro seguinte, matriz 10453: a moda de viola \u201cPorto Esperan\u00e7a\u201d, mesmo nome de um distrito da cidade de Corumb\u00e1, Mato Grosso do Sul, onde se passa a narrativa.<\/p>\n<p>O 78 seguinte \u00e9 o de n\u00famero 15447-B, gravado em 8 de agosto de 1945 e lan\u00e7ado em outubro do mesmo ano, matriz 10470: outra moda de viola das boas, \u201cMoreninha\u201d, de Tonico sem parceiro.<\/p>\n<p>Temos depois as duas faixas do disco 15655, gravado em 10 de abril de 1946 e lan\u00e7ado em junho seguinte. O lado A, matriz 10581, \u00e9 outro moda\u00e7o de viola, \u201cDestino de caboclo\u201d, de Tonico e Aldo Renatti, No verso, a matriz 10580 nos traz o recortado mineiro \u201cAi, meu bem\u201d, de Piraci e Geraldo Costa.<\/p>\n<p>Completamos depois o disco 15706, gravado em primeiro de junho de 1946 e lan\u00e7ado em setembro seguinte, apresentando o lado B, correspondente \u00e0 matriz 10605, o rasqueado \u201cAdeus, morena, adeus\u201d, de Piraci e Luiz Alex, este \u00faltimo n\u00e3o creditado no selo original como co-autor.<\/p>\n<p>Nossa pr\u00f3xima faixa \u00e9 o lado A do disco 15795, gravado em pleno feriado de Tiradentes, 21 de abril de 1947, e lan\u00e7ado em julho seguinte, matriz 10707, a moda de viola \u201dA cruz do caminho\u201d, de Anacleto Rosas J\u00fanior (autor de in\u00fameros hits do sertanejo de raiz, como \u201cBaldrana macia\u201d, \u201cOs tr\u00eas boiadeiros\u201d e \u201cBurro pica\u00e7o\u201d) e Arlindo Pinto, outro compositor bastante considerado no g\u00eanero, tendo em seu curr\u00edculo parcerias com M\u00e1rio Zan (\u201cChalana\u201d, \u201cBalanceio\u201d) e Palmeira (\u201cBaile na tuia\u201d). Confira em nossa edi\u00e7\u00e3o anterior o lado B, que \u00e9 o cl\u00e1ssico \u201cTristeza do jeca\u201d.<\/p>\n<p>Passamos em seguida \u00e0s duas m\u00fasicas do Continental 15796, gravado tamb\u00e9m em 21 de abril de 1947, e lan\u00e7ado no mesm\u00edssimo suplemento de julho daquele ano. No lado A, matriz 10705, Arlindo Pinto entra novamente em cena, desta vez assinando em parceria com Geraldo Costa a moda de viola \u201cBoiadeiro entrevado\u201d. No verso, matriz 10704, Geraldo Costa assina com o acordeonista M\u00e1rio Zan (o consagrado autor de \u201cNova flor\u201d, \u201cQuarto centen\u00e1rio\u201d, \u201cChalana\u201d, \u201cFesta na ro\u00e7a\u201d etc.)o recortado mineiro \u201cQue lucro d\u00e1?\u201d, inclusive com o pr\u00f3prio M\u00e1rio puxando o fole no acompanhamento.<\/p>\n<p>Por fim, o disco que encerra esta nossa segunda parte \u00e9 o de n\u00famero 15819, gravado em 30 de junho de 1947 e lan\u00e7ado entre agosto e outubro do mesmo ano. No lado A, matriz 10727, o cateret\u00ea \u201cVoc\u00ea sabe onde eu moro\u201d, de Piraci e Geraldo Costa, de novo com a sanfona do mestre M\u00e1rio Zan no acompanhamento, mais o viol\u00e3o do co-autor, Piraci. No verso, matriz 10726, a moda de viola \u201cDestinos iguais\u201d, de autoria do mesmo Capit\u00e3o Furtado que os descobriu, em parceria com o professor Ochelcis Laureano, paulista de Sorocaba e autor do cl\u00e1ssico \u201cMarvada pinga\u201d, um dos eternos carros-chefes de Inezita Barroso. Curiosa, ali\u00e1s, \u00e9 a composi\u00e7\u00e3o de seu nome: \u201cO\u201d (artigo masculino), \u201cchel\u201d (segunda s\u00edlaba do nome da m\u00e3e, Rachel) e \u201ccis\u201d (s\u00edlaba do meio do nome do pai, Francisco), ficando \u201cOchelcis\u201d. Com esta interessante curiosidade, encerramos esta resenha do segundo volume que o GRB dedica a Tonico e Tinoco, a eterna e insubstitu\u00edvel \u201cdupla cora\u00e7\u00e3o do Brasil\u201d!<\/p>\n<p>* TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00ca trem b\u00e3o&#8230; Eis a segunda parte da retrospectiva que o meu, o seu, o nosso Grand Record Brazil dedica aos eternos e inesquec\u00edveis Tonico e Tinoco. Dupla que tem em seu respeit\u00e1vel curr\u00edculo, inclusive, atua\u00e7\u00f5es no cinema. 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