{"id":2629,"date":"2012-10-29T23:16:06","date_gmt":"2012-10-29T23:16:06","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=2629"},"modified":"2014-04-20T08:20:35","modified_gmt":"2014-04-20T11:20:35","slug":"varios-cantores-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-41-2012","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=2629","title":{"rendered":"V\u00e1rios Cantores &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical &#8211; Vol. 41 (2012)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-IHU3bDrg30k\/UI8MS5H4DFI\/AAAAAAAAEhA\/HVqJP0dmBaU\/s400\/CAPAp.JPG\" width=\"400\" height=\"400\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-9gNNtXOqQTU\/UI8MLY9i8DI\/AAAAAAAAEg4\/kTDphu5JeIE\/s400\/CONTRACAPAp.JPG\" width=\"400\" height=\"400\" \/><\/p>\n<p>E chegamos \u00e0 quadrag\u00e9sima-primeira edi\u00e7\u00e3o do meu, do seu, do nosso Grand Record Brazil. Desta vez, apresentamos uma sele\u00e7\u00e3o de sambas, do acervo do blog Coisa da Antiga (http:\/\/coisadaantiga.blogspot.com.br), pertencente ao grande Ary do Baralho, dono de um aut\u00eantico tesouro do g\u00eanero, cheio de raridades absolutas. A voc\u00ea, Ary, os nossos mais sinceros agradecimentos.<br \/>\nEsta sele\u00e7\u00e3o, com doze preciosas grava\u00e7\u00f5es, d\u00e1 bem uma ideia do que o Ary tem no Coisa da Antiga, aut\u00eanticas joias do samba. E come\u00e7amos com o carioca Moreira da Silva (1902-2000), o eterno rei do samba de breque, de vida (98 anos) e carreira l\u00f4ngevas. O eterno Kid Morenguera se faz presente atrav\u00e9s do disco Columbia 22165, lan\u00e7ado em dezembro de 1932, com vistas ao carnaval de 33. A faixa de abertura, matriz 381362, apresenta este que foi o primeiro grande sucesso do Moreira: \u201cArrasta a sand\u00e1lia\u201d, de Aur\u00e9lio Gomes e Osvaldo Vasques, este \u00faltimo conhecido como Baiaco (Rio de Janeiro, c.1913-idem, c.1935), ritmista e um dos fundadores da primeira escola de samba, a Deixa Falar, no bairro carioca do Est\u00e1cio. Entoado num esquema pergunta-resposta t\u00edpico do partido alto, caiu no agrado popular e tornou-se um cl\u00e1ssico. No verso, matriz 381363, outra composi\u00e7\u00e3o do Baiaco, agora em parceria com Ventura: \u201cVejo l\u00e1grimas\u201d.O acompanhmento neste disco \u00e9 do grupo Gente do Morro, liderado por Benedito Lacerda, com sua flauta inconfund\u00edvel.<br \/>\nPatr\u00edcio Teixeira (1893-1972) era tamb\u00e9m carioca, da Rua Senador Eus\u00e9bio, no cora\u00e7\u00e3o da lend\u00e1ria Pra\u00e7a Onze, aut\u00eantico reduto de sambistas e bo\u00eamios, e onde aconteciam os desfiles da escolas de samba cariocas at\u00e9 sua demoli\u00e7\u00e3o, para dar lugar \u00e0 Avenida Presidente Vargas. Cantor e violonista, tamb\u00e9m foi professor de viol\u00e3o, e entre suas alunas mais famosas est\u00e3o Linda Batista, Aurora Miranda e as irm\u00e3s Danusa e Nara Le\u00e3o. Dele apresentamos, inicialmente, outra composi\u00e7\u00e3o de Osvaldo \u201cBaiaco\u201d Vasques, em parceria com o grande flautista Benedito Lacerda: \u201cTenho uma n\u00eaga\u201d, grava\u00e7\u00e3o Victor de 14 de novembro de 1932, lan\u00e7ada em dezembro seguinte com o n\u00famero 33600-B, matriz 65535, tamb\u00e9m para a folia de 1933. Em seguida, de Max Bulh\u00f5es e M\u00edlton de Oliveira, outro samba bastante conhecido: \u201cSabi\u00e1-laranjeira\u201d (\u201couvi teu cantar bem perto\u201d&#8230;), de Max Bulh\u00f5es e M\u00edlton de Oliveira, grava\u00e7\u00e3o Victor de 13 de maio de 1937, lan\u00e7ada em agosto seguinte com o n\u00famero 34137-B, matriz 80404. Apesar de ser o outro lado do cl\u00e1ssico \u201cN\u00e3o tenho l\u00e1grimas\u201d, dos mesmos autores, este \u201cSabi\u00e1\u201d tamb\u00e9m fez sucesso, e ambas as m\u00fasicas seriam bastante cantadas no carnaval de 1938.<br \/>\nNo disco seguinte, o Columbia 22238, de 1933, mais uma vez Osvaldo Vasques, o Baiaco, se faz presente, com dois sambas interpretados em dueto por L\u00e9o Vilar (futuro l\u00edder do conjunto vocal Anjos do Inferno) e Arnaldo Amaral (que tamb\u00e9m foi gal\u00e3 de cinema): de um lado, matriz 381527, \u201cRindo e chorando\u201d, parceria de Baiaco com Bucy Moreira (1909-1982), neto da Tia Ciata, em cuja resid\u00eancia aconteciam rodas de samba na qual se reuniam aut\u00eanticos bambas da MPB no in\u00edcio do s\u00e9culo XX, como Pixinguinha, Donga e Jo\u00e3o da Baiana. Bucy tamb\u00e9m fundou uma escola de samba de nome pitoresco: V\u00ea se Pode! No verso, matriz 381526, \u201cSe passar da hora\u201d, em que Baiaco tem a parceria de Boaventura dos Santos.<br \/>\nRelembramos depois o grande Ciro Monteiro (1913-1973), o \u201ccantor das mil e uma f\u00e3s\u201d, tamb\u00e9m conhecido como \u201cFormig\u00e3o\u201d, sem d\u00favida um dos maiores expoentes de nosso samba, com uma carreira repleta de sucessos. Ele comparece aqui com dois sambas de Djalma Mafra (Rio de Janeiro, c.1900-idem, 1974), gravados na Victor: \u201cObriga\u00e7\u00e3o\u201d, parceria de Djalma com Alcides Rosa, registrado em 3 de maio de 1945 e lan\u00e7ado em julho seguinte sob n.o 80-0294-B, matriz S-078163, e \u201cOh seu Djalma\u201d, parceria de Mafra com Raul Marques (1913-1991), gravado em 13 de outubro de 1943 e lan\u00e7ado em dezembro seguinte com o n.o 80-0138-A, matriz S-052856.<br \/>\nApresentamos em seguida duas composi\u00e7\u00f5es de Geraldo Pereira (Juiz de Fora, MG, 1918-Rio de Janeiro, 1955), respons\u00e1vel por cl\u00e1ssicos como \u201cFalsa baiana\u201d, \u201cSem compromisso\u201d, \u201cEscurinha\u201d e \u201cEscurinho\u201d, interpretadas por Roberto Paiva (pseud\u00f4nimo de Helim Silveira Neves). Primeiro, \u201cSe voc\u00ea sair chorando\u201d, de Geraldo com N\u00e9lson Teixeira, grava\u00e7\u00e3o Odeon de 26 de setembro de 1939, lan\u00e7ada em novembro seguinte com o n.o 11788-B, matriz 6206, visando ao carnaval de 1940. Depois Roberto canta \u201cTenha santa paci\u00eancia\u201d, parceria de Geraldo com Augusto Garcez, em grava\u00e7\u00e3o Victor de 6 de mar\u00e7o de 1942, lan\u00e7ada em maio seguinte, disco 34923-A, matriz S-052489.<br \/>\nPara encerrar, o not\u00e1vel Ot\u00e1vio Henrique de Oliveira, ali\u00e1s, Blecaute (Esp\u00edrito Santo do Pinhal, SP, 1919-Rio de Janeiro, 1963), detentor de in\u00fameros \u00eaxitos no meio de ano e no carnaval (quem nunca cantou \u201cMaria Candel\u00e1ria\u201d, \u201cGeneral da banda\u201d, \u201cPapai Ad\u00e3o\u201d, \u201cPedreiro Valdemar\u201d e tantas outras?), e que recebeu esse apelido do Capit\u00e3o Furtado (Ariowaldo Pires), por causa dos blecautes (apag\u00f5es) que havia em toda a orla mar\u00edtima do Brasil na \u00e9poca da Segunda Guerra Mundial durante a noite, a fim de evitar ataques inimigos. Blecaute aqui comparece com dois cl\u00e1ssicos de Geraldo Pereira, gravados na Continental: Primeiro o delicioso \u201cChegou a bonitona\u201d, de Geraldo com Jos\u00e9 Batista, gravado em 11 de agosto de 1948, com lan\u00e7amento entre outubro e dezembro do mesmo ano, disco 15954-A, matriz 1922. Depois outro cl\u00e1ssico do Geraldo Pereira, agora em parceria com Arnaldo Passos, o famoso \u201cQue samba bom\u201d, lan\u00e7ado em janeiro de 1949 para o carnaval daquele ano com o n\u00famero 15981-B, matriz 2002. Um fecho realmente de ouro para esta samb\u00edstica sele\u00e7\u00e3o do GRB, para enriquecer os acervos de muitos amigos cultos, ocultos e associados. E olha: pretendemos aproveitar muito mais coisas do blog Coisa da Antiga, pois o Ary do Baralho tem bastante coisa boa nele. Aguardem!<br \/>\nTexto de SAMUEL MACHADO FILHO.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E chegamos \u00e0 quadrag\u00e9sima-primeira edi\u00e7\u00e3o do meu, do seu, do nosso Grand Record Brazil. 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