{"id":3010,"date":"2013-04-29T07:49:14","date_gmt":"2013-04-29T10:49:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=3010"},"modified":"2013-04-29T07:49:14","modified_gmt":"2013-04-29T10:49:14","slug":"jacob-do-bandolim-7-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-54-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=3010","title":{"rendered":"Jacob Do Bandolim 7 &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical &#8211; Vol 54 (2013)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-loAvCPLXj3Y\/UX5MTGHrnPI\/AAAAAAAAGSk\/_HeJgYGh4VQ\/s400\/CAPAP.JPG\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-XatgPZAl1Gw\/UX5MPM-vH8I\/AAAAAAAAGSc\/RbZMk4o26es\/s400\/CONTRACAPAP.JPG\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"400\" \/><\/p>\n<div>E chegamos \u00e0 edi\u00e7\u00e3o n\u00famero 54 do Grand Record Brazil. Uma trajet\u00f3ria muito boa, mas certamente iremos muito al\u00e9m, gra\u00e7as a voc\u00eas, nossos amigos cultos, ocultos e associados que tanto nos prestigiam. Aqui, encerramos a nossa retrospectiva dedicada ao mestre Jacob do Bandolim, apresentando mais preciosos fragmentos extra\u00eddos de suas apresenta\u00e7\u00f5es radiof\u00f4nicas.<\/div>\n<div>Nas primeiras faixas, apresentamos excertos de uma apresenta\u00e7\u00e3o feita por Jacob na R\u00e1dio Bandeirantes de S\u00e3o Paulo, ent\u00e3o conhecida como \u201ca mais popular emissora paulista\u201d, no ano de 1962, quando a emissora funcionava em um pr\u00e9dio da Rua Paula Souza, zona cerealista da capital bandeirante, com apresenta\u00e7\u00e3o de um important\u00edssimo nome da radiofonia paulistana, Moraes Sarmento. Abrindo o programa, a cl\u00e1ssica valsa \u201cRevendo o passado\u201d, de Freire J\u00fanior, cuja primeira grava\u00e7\u00e3o, apenas instrumental, surgiu em 1926, a cargo da Banda da Casa Edison. Em 1933, surgiu o primeiro registro cantado, na voz de Augusto Calheiros (\u201ca patativa do Norte\u201d). Tem v\u00e1rias outras grava\u00e7\u00f5es, e \u00e9 lembrada at\u00e9 hoje. Depois vem o choro \u201cIng\u00eanuo\u201d, que, segundo o pr\u00f3prio Pixinguinha, era, de todas as m\u00fasicas que comp\u00f4s, a que mais admirava. Sua primeira grava\u00e7\u00e3o surgiu em 1947, num daqueles famosos duetos entre o sax do mestre Pizindim e a flauta de Benedito Lacerda (que entrou como co-autor por conta de um acordo comercial que havia entre ambos). Pe\u00e7a inclusive regravada pelo pr\u00f3prio Jacob, em 1967, no \u00e1lbum \u201cVibra\u00e7\u00f5es\u201d. Logo depois, Moraes Sarmento l\u00ea trechos da resposta de Jacob a uma carta de 19 (!) p\u00e1ginas, enviada a Jacob em 1968 (na qual ele \u00e9 at\u00e9 chamado de driblador de enfartes), lamentando o descaso das r\u00e1dios, televis\u00f5es e gravadoras a seu trabalho e a de outros de sua gera\u00e7\u00e3o que ainda estavam vivos. Revela, inclusive, que a RCA havia preparado os LPs-colet\u00e2neas \u201cEra de ouro\u201d e \u201cAssanhado\u201d na \u00e9poca em que sofreu um enfarte (mar\u00e7o de 1967), e pretendia lan\u00e7\u00e1-los t\u00e3o logo o mago do bandolim falecesse, o que s\u00f3 aconteceria dois anos mais tarde (os \u00e1lbuns, claro, sa\u00edram ainda em vida do mestre). E, claro, agradece a todos os que ent\u00e3o o prestigiavam, e que ainda o estimulavam a permanecer na ativa. Lembrava que numa entrevista dada ao jornal \u201cO Tempo\u201d, de S\u00e3o Paulo, em 1953-54, o choro acabaria em 10 anos. Ele parecia ter acertado, pois, de fato, o choro teve momentos de decad\u00eancia, mas ainda hoje permanece viv\u00edssimo, e felizmente o mago do bandolim errou esta profecia.<\/div>\n<div>Voltaremos em seguida a 1946, mais precisamente aos tempos em que o grande Almirante apresentava o programa \u201cPessoal da velha guarda\u201d, na R\u00e1dio Tupi do Rio de Janeiro (\u201co cacique do ar\u201d). Aqui, Jacob interpreta dois choros de sua autoria, muit\u00edssimo bem apoiado pelo regional de Benedito Lacerda mais o sax de Pixinguinha: \u201cRemelexo\u201d e \u201cTreme-treme\u201d, por ele lan\u00e7ados, respectivamente, em 1948 e 1947, na Continental. Jacob, claro, tamb\u00e9m passou pela lend\u00e1ria R\u00e1dio Nacional, e, acompanhado pela orquestra da emissora, apresenta, de Herv\u00ea Cordovil (mineiro de Vi\u00e7osa e autor de cl\u00e1ssicos como \u201cCabe\u00e7a inchada\u201d, \u201cSabi\u00e1 na gaiola\u201d e \u201cRua Augusta\u201d), a \u201cValsa simples\u201d, ao que parece jamais levada a disco comercial.<\/div>\n<div>Logo depois, apresentamos participa\u00e7\u00f5es do bandolim do mestre Jacob em grava\u00e7\u00f5es marcantes e expressivas, todas da RCA Victor. A primeira \u00e9 a que Dorival Caymmi fez para seu cl\u00e1ssico samba-can\u00e7\u00e3o \u201cMarina\u201d, em 11 de julho de 1947, com lan\u00e7amento em agosto seguinte sob n.o 80-0536-A, matriz S-078762. \u201cMarina\u201d foi uma coqueluche na \u00e9poca, e recebeu tr\u00eas grava\u00e7\u00f5es anteriores nesse mesmo ano: Francisco Alves (Odeon), Dick Farney (Continental, tida como a de maior \u00eaxito) e N\u00e9lson Gon\u00e7alves (tamb\u00e9m na RCA Victor). O cl\u00e1ssico choro \u201cDoce de coco\u201d, lan\u00e7ado pelo pr\u00f3prio Jacob em 1951, aqui aparece cantado por Isaura Garcia, \u201ca personal\u00edssima\u201d, com letra do mestre caipira Jo\u00e3o Pac\u00edfico, gravada na marca do cachorrinho Nipper em 10 de setembro de 1954, com lan\u00e7amento em dezembro seguinte, disco 80-1389-A, matriz BE4VB-0571. Por\u00e9m, a letra mais conhecida feita para \u201cDoce de coco\u201d \u00e9 a de Herm\u00ednio Bello de Carvalho, por certo posterior a esta aqui. No outro lado, matriz BE4VB-0572, Isaurinha canta o samba \u201cSou paulista\u201d, de Jayme Florence (o violonista Meira dos regionais) e Augusto Mesquita, tamb\u00e9m respons\u00e1veis pelo cl\u00e1ssico \u201cMolambo\u201d. Depois vem a regrava\u00e7\u00e3o feita por Luiz Gonzaga para seu primeiro grande sucesso como solista de sanfona: o \u201cxamego\u201d Vira e mexe\u201d, feita em 5 de janeiro de 1950 e lan\u00e7ada em mar\u00e7o seguinte. O disco (34748-B) e a matriz (52155) receberam os mesm\u00edssimos n\u00fameros do original, que \u00e9 datado de 1941. A matriz de cera teve tantas c\u00f3pias prensadas que ficou totalmente inutilizada, o que obrigou Gonzag\u00e3o a fazer este novo registro, agora com o refor\u00e7o do bandolim do grande Jacob. A diferen\u00e7a \u00e9 que, no original, o lado A tinha a valsa \u201cSaudades de S\u00e3o Jo\u00e3o del Rei\u201d, e aqui, a faixa que acompanha \u201cVira e mexe\u201d \u00e9 o bai\u00e3o \u201cQui nem jil\u00f3\u201d, do pr\u00f3prio Gonzag\u00e3o e Humberto Teixeira.<\/div>\n<div>Para finalizar, apresentamos trechos do programa \u201cJacob e seus discos de ouro\u201d, da R\u00e1dio Nacional, o \u00faltimo que fez em vida, gravado exatamente um dia antes de seu falecimento, 12 de agosto de 1969, e que seria apresentado no dia 15, o que evidentemente n\u00e3o aconteceu. A apresenta\u00e7\u00e3o \u00e9 feita pela Voz da Am\u00e9rica, emissora sediada na capital dos EUA, Washington, dentro do programa \u201cGaleria musical da Am\u00e9rica\u201d. \u00c9 com essa apresenta\u00e7\u00e3o que encerramos esta retrospectiva do GRB dedicada a Jacob do Bandolim, um mestre das cordas como poucos, e cuja saudade ainda d\u00f3i na gente!<\/div>\n<div><\/div>\n<div>TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E chegamos \u00e0 edi\u00e7\u00e3o n\u00famero 54 do Grand Record Brazil. Uma trajet\u00f3ria muito boa, mas certamente iremos muito al\u00e9m, gra\u00e7as a voc\u00eas, nossos amigos cultos, ocultos e associados que tanto nos prestigiam. 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