{"id":3134,"date":"2013-06-10T19:27:43","date_gmt":"2013-06-10T22:27:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=3134"},"modified":"2013-06-10T19:27:43","modified_gmt":"2013-06-10T22:27:43","slug":"linda-rodrigues-3-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-57-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=3134","title":{"rendered":"Linda Rodrigues 3 &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical Vol. 57 (2013)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-D22RuzC1m1o\/UbZQw4VORBI\/AAAAAAAAGn8\/xV_fqftgLJ0\/s640\/CAPAp.JPG\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"640\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-Nd4t0atdxYI\/UbZQ2YtKYKI\/AAAAAAAAGoM\/T27S3lCscwY\/s640\/CONTRACAPAp.JPG\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"640\" \/><\/p>\n<div>E chegamos, nesta edi\u00e7\u00e3o do Grand Record Brazil, a de n\u00famero 57, \u00e0 terceira e \u00faltima parte da retrospectiva por n\u00f3s dedicada \u00e0 cantora e compositora Linda Rodrigues. E, de acordo com reportagem publicada pela \u201cRevista do R\u00e1dio\u201d em 1963, Linda era mesmo carioca, do bairro da Tijuca. Formou-se em enfermagem pela Escola Ana Nery, atendendo a um pedido de sua m\u00e3e, mas jamais exerceu a profiss\u00e3o. Linda se apresentou artisticamente como cantora pela primeira vez em 1935, na R\u00e1dio Transmissora carioca, sob a orienta\u00e7\u00e3o de Renato Murce, atuando com outros futuros astros da MPB e ent\u00e3o tamb\u00e9m amadores como ela: Emilinha Borba, Ciro Monteiro, Orlando Silva e Odete Amaral. Linda atuou dois anos na R\u00e1dio Clube do Par\u00e1, em Bel\u00e9m, cidade onde tamb\u00e9m iniciou seus estudos de enfermagem, e ao regressar a seu Rio de Janeiro natal, cantou na R\u00e1dio Cruzeiro do Sul. Em 1939, fez sua primeira viagem art\u00edstica, atuando na Feira de Amostras do Recife (PE), e tamb\u00e9m passou dois meses na Bahia. Voltando ao Rio, foi contratada pela lend\u00e1ria R\u00e1dio Nacional. Tamb\u00e9m atuou em S\u00e3o Paulo, na PRG-2, R\u00e1dio Tupi (ent\u00e3o \u201ca mais poderosa emissora paulista\u201d) e em shows, no ano de 1940. De volta a seu Rio natal, foi contratada para cantar nos cassinos da Urca e Icara\u00ed. Em 1943, Linda transfere-se para a PRG-3, R\u00e1dio Tupi do Rio (\u201co cacique do ar\u201d) e troca a Urca pelo Cassino Atl\u00e2ntico. Volta mais tarde ao Icara\u00ed, onde fica at\u00e9 a proibi\u00e7\u00e3o do jogo no Brasil, em 1946. De 1945 a 1957, com uma interrup\u00e7\u00e3o durante um per\u00edodo em que adoecera, Linda atuou na R\u00e1dio Mayrink Veiga, para a qual voltou em 1962, desta feita ficando um ano, transferindo-se para a R\u00e1dio Mau\u00e1, onde encerrou sua trajet\u00f3ria radiof\u00f4nica.<\/div>\n<p>E \u00e9 com este volume que encerramos o retrospecto da carreira de Linda Rodrigues em disco, iniciada, como voc\u00eas bem se lembram, em 1945. Desta feita, apresentamos 13 preciosas e hist\u00f3ricas grava\u00e7\u00f5es. Abrindo nossa sele\u00e7\u00e3o da semana, as faixas de seu segundo 78 rpm na RCA Victor, n.o 80-1798, gravado em 21 de mar\u00e7o de 1957 e lan\u00e7ado em junho seguinte, ambas sambas-can\u00e7\u00f5es: \u201cPianista\u201d, de Irany de Oliveira e Ari Monteiro, matriz 13-H2PB-0067 (curiosamente regravado por Cauby Peixoto em 1989), \u201cComent\u00e1rio barato\u201d, de autoria do violonista Jayme Florence, o Meira dos regionais, e J. Santos, matriz 13-H2PB-0068. De seu terceiro disco na marca do cachorrinho Nipper, destinado ao carnaval de 1958, n.o 80-1901, apresentamos o lado B, o samba \u201cQuando o sol raiar\u201d, de Mirabeau Pinheiro (tamb\u00e9m co-autor dos cl\u00e1ssicos \u201cCacha\u00e7a\u201d, \u201cJarro da saudade\u201d e \u201cTem n\u00eago bebo a\u00ed\u201d, entre outras), Sebasti\u00e3o Mota e Urgel de Castro. Gravado em 9 de outubro de 1957 e lan\u00e7ado em janeiro de 58, matriz 13-H2PB-0272, tamb\u00e9m fez parte do LP coletivo \u201cCarnaval RCA Victor \u2013 volume 1\u201d (n\u00e3o esquecendo de que esta era uma \u00e9poca de transi\u00e7\u00e3o de formatos, do 78 para o vinil, que desbancou de vez a quebradi\u00e7a bolacha de cera em 1964). A 28 de janeiro de 1958, Linda grava \u201cSereno no samba\u201d, de Aldacir Louro\u00a0\u00a0e Dora Lopes, matriz 13-J2PB-0345, e, fiel \u00e0 dor-de-cotovelo que era sua especialidade, um bolero dela mesma em parceria com o mesmo Aldacir, \u201cNada me falta\u201d, matriz 13-J2PB-0346. Grava\u00e7\u00f5es estas que foram para as lojas em abril do mesmo ano com o n.o 80-1935.\u00a0\u00a0J\u00e1 para o carnaval de 1959, a primeiro de outubro de 58, Linda Rodrigues grava duas composi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias com parceiros: o samba \u201cTem areia\u201d (com Jos\u00e9 Batista), matriz 13-J2PB-0499, e a \u201cMarcha da folia\u201d (com Aldacir Louro e Silva J\u00fanior), matriz 13-J2PB-0500, lan\u00e7adas um m\u00eas antes da folia, em janeiro, com o n.o 80-2025. Em 27 de janeiro de 1959, Linda grava seu \u00faltimo disco na RCA Victor, n.o 80-2054, lan\u00e7ado em abril seguinte. Abrindo-o, um bolero que fez com Aldacir Louro, \u201cMeu romance\u201d, matriz 13-K2PB-0577 (regravado por Francisco Carlos em 1985). No verso, matriz 13-K2PB-0578, o samba-can\u00e7\u00e3o \u201cMesa discreta\u201d, de Elias Cortes. Em seguida, por causa de mudan\u00e7as na dire\u00e7\u00e3o art\u00edstica da RCA Victor, Linda Rodrigues teve rescindido seu contrato com a empresa. Um ano mais tarde, lan\u00e7a seus dois \u00faltimos 78 rpm, pela Chantecler: em agosto, sai o disco 78-0297, que abre com o cl\u00e1ssico samba-can\u00e7\u00e3o \u201cNegue\u201d, de Adelino Moreira em parceria com o radialista Enzo de Almeida Passos (criador dos programas \u201cTelefone pedindo bis\u201d e \u201cA grande parada Brasil\u201d), matriz C8P-593, lan\u00e7ado em janeiro do mesmo ano por Roberto Vidal e in\u00fameras vezes regravado (em 1978, Maria Beth\u00e2nia o reviveu com sucesso em seu LP \u201c\u00c1libi\u201d). No verso, matriz C8P-594, um samba-can\u00e7\u00e3o da pr\u00f3pria Linda mais um certo Castelo: \u201cTenho moral\u201d. E, em novembro de 1960, sai o disco 78-0357, que abre com o samba-can\u00e7\u00e3o \u201cCompanheiras da noite\u201d, dela mesma com Aylce Chaves e William Duba, matriz C8P-713, e no verso, matriz C8P-714, apareceu a segunda grava\u00e7\u00e3o que fez para o cl\u00e1ssico \u201cLama\u201d, de Paulo Marques e Aylce Chaves. \u201cCompanheiras da noite\u201d, por sinal, deu t\u00edtulo \u00e0quele que, ao que parece, seria seu \u00fanico LP gravado (Chantecler CMG-2119), editado em 1961, e no qual as tr\u00eas outras faixas que gravou na \u201cmarca do galinho madrugador\u201d tamb\u00e9m apareceram, sendo a regrava\u00e7\u00e3o de \u201cLama\u201d a faixa de abertura. Enfim, \u00e9 com muita satisfa\u00e7\u00e3o e a alegria do dever cumprido, que encerramos esta retrospectiva que o GRB dedicou a Linda Rodrigues, agradecendo a imprescind\u00edvel colabora\u00e7\u00e3o do amigo Alberto Oliveira. Como percebem voc\u00eas, um esfor\u00e7o que valeu a pena, e muito!<\/p>\n<div><\/div>\n<div>Texto de Samuel Machado Filho<\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E chegamos, nesta edi\u00e7\u00e3o do Grand Record Brazil, a de n\u00famero 57, \u00e0 terceira e \u00faltima parte da retrospectiva por n\u00f3s dedicada \u00e0 cantora e compositora Linda Rodrigues. 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