{"id":3275,"date":"2013-08-05T22:40:07","date_gmt":"2013-08-06T01:40:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=3275"},"modified":"2013-08-05T22:40:07","modified_gmt":"2013-08-06T01:40:07","slug":"selecao-78-rpm-do-toque-musical-oscarito-pimentinha-e-arrelia-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=3275","title":{"rendered":"Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical &#8211; Oscarito &#8211; Pimentinha E Arrelia (2013)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-xLfA9WEl1D0\/UgBSiMlO-2I\/AAAAAAAAHLw\/Is7S3i-4hTY\/s640\/CAPAp.JPG\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"640\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-l4-WbAo0x6o\/UgBSeRHfS7I\/AAAAAAAAHLo\/Cd25UAS2I-U\/s640\/CONTRACAPAp.JPG\" alt=\"\" width=\"640\" height=\"640\" \/><\/p>\n<div>E\u00a0\u00a0aqui estamos com mais uma edi\u00e7\u00e3o do meu, do seu, do nosso Grand Record Brazil. \u00c9 a de n\u00famero 63, desta feita apresentando m\u00fasicas cuja caracter\u00edstica \u00e9 o bom humor, interpretados por comediantes que marcaram \u00e9poca em nossa m\u00eddia. S\u00e3o treze grava\u00e7\u00f5es como sempre preciosas, que por certo v\u00e3o deixar lembran\u00e7as muit\u00edssimo agrad\u00e1veis em quem vivenciou a \u00e9poca deles, e surpresa igualmente agrad\u00e1vel para quem n\u00e3o conhece, e tem \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o, portanto, uma oportunidade rara de conhecer.<\/div>\n<div>Muitos se lembram com saudade, inclusive eu pr\u00f3prio, do palha\u00e7o Arrelia, ali\u00e1s, Waldemar Seyssel\u00a0\u00a0(Jaguaria\u00edva, PR, 1905-S\u00e3o Paulo, 2005). Ele come\u00e7ou a atuar no circo aos seis meses de idade, e n\u00e3o parou mais. Veio de uma fam\u00edlia circense tradicional, cujo av\u00f4, J\u00falio Seyssel, era\u00a0\u00a0nascido e residente na Fran\u00e7a, tendo sido at\u00e9 mesmo professor da famosa Universidade de Sorbonne.\u00a0\u00a0Nessa ocasi\u00e3o, J\u00falio conheceu uma jovem espanhola, artista de circo, claro, que fazia acrobacias em cima de um cavalo. Os dois se casaram, e J\u00falio trocou a universidade pelo picadeiro.\u00a0\u00a0O casal veio ao Brasil durante uma temporada do Grande Circo Ingl\u00eas, dos irm\u00e3os Charles, e resolveu ficar por aqui mesmo. J\u00e1 Arrelia (apelido que lhe foi dado por seu tio,\u00a0\u00a0Henrique)come\u00e7ou no circo saltando, passando depois pelo trap\u00e9zio, cama el\u00e1stica e outras acrobacias.\u00a0\u00a0Quando seu pai, cansado, deixou o picadeiro, passou a dedicar-se \u00e0 arte de divertir o p\u00fablico. Seu primeiro parceiro foi o ator Feliz Batista, que fazia o palha\u00e7o de cara branca, vindo depois o irm\u00e3o, Henrique Sobrinho.\u00a0\u00a0Ap\u00f3s anos de trabalho no picadeiro, Arrelia troca o circo pela televis\u00e3o, por quest\u00f5es financeiras. Seu \u201cCirco do Arrelia\u201d, iniciado em 1953, passou pela TV Paulista (hoje Globo) e pela Record, e \u00e9 a\u00ed que surge seu parceiro mais famoso:\u00a0\u00a0seu sobrinho Walter Seyssel, o Pimentinha (Juiz de Fora, MG, 1926-Itu, SP, 1992). \u00c9 com ele que Arrelia interpreta as faixas escaladas para esta edi\u00e7\u00e3o do GRB. Para come\u00e7ar, a marchinha \u201cMuito bem (Como vai?)\u201d, utilizando um bord\u00e3o famoso do grande Arrelia: \u201cComo vai, como vai, vai, vai? Muito bem, muito bem, bem, bem!\u201d O pr\u00f3prio Arrelia, mais Manoel Ferreira e Ant\u00f4nio Mojica, transformam esse bord\u00e3o cl\u00e1ssico em marchinha de sucesso no carnaval de 1957, lan\u00e7ada pela Copacabana em seu selo Carnaval, com o n\u00famero 051-A, matriz M-1831. Um ano mais tarde, em janeiro de 1958, a Copacabana lan\u00e7a para a folia desse ano outra marchinha por eles interpretada: \u201cHom\u2019essa!\u201d, do pr\u00f3prio Arrelia e Jos\u00e9 Saccomani, matriz M-2075, curiosamente em dois 78 rpm diferentes: 5855 e 5861, ambos no lado A!\u00a0\u00a0Temos ainda outros registros do Pimentinha em dueto: com D\u00e9o Maia (cantora e atriz que foi professora prim\u00e1ria antes de se dedicar ao teatro de revista), ele canta o samba \u2018Dengo\u201d, de autoria do mestre Ary Barroso, grava\u00e7\u00e3o Odeon de 3 de junho de 1953, lan\u00e7ada em agosto seguinte com o n.o 13483-B, matriz 9747. Ainda com o tioz\u00e3o Arrelia, ele interpreta outra marchinha, \u201cCacho de banana\u201d, do pr\u00f3prio Arrelia mais Jos\u00e9 Saccomani e Erc\u00edlio Consoni, para o carnaval de 1958, e que a Copacabana lan\u00e7a em janeiro desse ano tamb\u00e9m em dois 78 rpm diferentes:\u00a0\u00a05855-B, e 5862-A, com a mesm\u00edssima matriz, M-2094! Como solista, Pimentinha interpreta outra marchinha, por ele pr\u00f3prio assinada em parceria com Jos\u00e9 &amp; Em\u00edlio Saccomani: \u201cNa bodega\u201d, para o carnaval de 1960, editada pela mesma Copacabana ainda em dezembro de 59 com o n.o\u00a0\u00a06067-B, matriz M-2548. D\u00e9o Maia ainda canta com ele o choro \u201cVou a Paris\u201d, de Vicente Paiva e Luiz Peixoto, lado A do 78 de \u201cDengo\u201d, o Odeon 13483, matriz 9745, e obviamente registrado na mesma sess\u00e3o.\u00a0\u00a0Encerrando sua participa\u00e7\u00e3o neste volume, Pimentinha canta a \u201cMarcha do Cacareco\u201d,de Elzo Augusto, Edaor e Romaris,\u00a0\u00a0lan\u00e7ada pela Copacabana no lado A de \u201cNa bodega\u201d, matriz M-2547, para o carnaval de 1960. O Cacareco em quest\u00e3o \u00e9 um rinoceronte que foi trazido do Jardim Zool\u00f3gico do Rio de Janeiro para o de S\u00e3o Paulo, e houve uma pol\u00eamica generalizada na \u00e9poca sobre se ele deveria permanecer em Sampa ou voltar pro Rio. Enquanto isso, nas elei\u00e7\u00f5es de 1959, os paulistanos, decepcionados com os pol\u00edticos candidatos\u00a0\u00a0a vereadores (como at\u00e9 hoje), acabaram votando, em sinal de protesto, no Cacareco, que recebeu mais de 100 mil votos (todos nulos, claro), mais at\u00e9 que o vereador mais votado, que teve 95.000 votos! Isso aconteceria em 1978 com o jogador de futebol Biro-Biro, ent\u00e3o no Corinthians, que mais tarde candidatou-se a vereador por S\u00e3o Paulo e se elegeu de verdade.\u00a0\u00a0Dois casos imposs\u00edveis de se repetir nestes tempos de urna eletr\u00f4nica&#8230;<\/div>\n<div>Em seguida relembraremos Oscar Lorenzo Jacinto de la Imaculada Concepci\u00f3n Tereza D\u00edaz (M\u00e1laga, Espanha, 1906-Rio de Janeiro, 1970), que ganhou a imortalidade com o pseud\u00f4nimo de Oscarito.\u00a0\u00a0Filho de pai alem\u00e3o e m\u00e3e portuguesa, veio para o Brasil com um ano de idade, mas s\u00f3 se naturalizou brazuca em 1949. Come\u00e7ou nos picadeiros de circo, aos cinco anos (afinal ele, como Arrelia e Pimentinha, era membro de fam\u00edlia circense), como palha\u00e7o, trapezista, acrobata e ator, al\u00e9m de aprender a tocar violino! Foi marcante figura no teatro de revista, onde come\u00e7ou em 1932 na pe\u00e7a \u201cCalma, Geg\u00ea\u201d (s\u00e1tira a Get\u00falio Vargas) e no cinema, onde debutou tr\u00eas anos mais tarde, atuando em \u201cNoites cariocas\u201d. Seu nome est\u00e1 ligado \u00e0 hist\u00f3ria da Atl\u00e2ntida, est\u00fadio que se caracterizava por suas chanchadas, onde atuou em in\u00fameros filmes,\u00a0\u00a0alguns em parceria com Grande Otelo, como \u201cA dupla do barulho\u2019 (1953) e \u201cMatar ou correr\u201d (1954). Outros t\u00edtulos de destaque em sua filmografia s\u00e3o \u201cCarnaval no fogo\u201d (1949), \u201cAviso aos navegantes\u201d (1950), \u201cBarnab\u00e9, tu \u00e9s meu\u201d (1952), \u201cNem Sans\u00e3o nem Dalila\u2019 (1954), \u201cDe vento em popa\u201d (1957), \u201cEsse milh\u00e3o \u00e9 meu\u201d (1958) e \u201cOs dois ladr\u00f5es\u201d (1960). Seu \u00faltimo trabalho no cinema foi em \u201cJovens pra frente\u201d,\u00a0\u00a0de 1968. Foi casado com a tamb\u00e9m atriz Margot Louro, com quem teve dois filhos. Oscarito teve seu nome como paralelo aos maiores c\u00f4micos do cinema internacional, como o\u00a0\u00a0americano Charles Chaplin e o mexicano Cantinflas.\u00a0Evidentemente, Oscarito tamb\u00e9m gravou algumas m\u00fasicas, predominantemente carnavalescas, que tamb\u00e9m interpretava em seus filmes. E eis aqui nesta edi\u00e7\u00e3o do GRB seis delas. Pra come\u00e7ar, a famosa \u201cMarcha do gago\u201d (\u201cT\u00e1, t\u00e1, t\u00e1 t\u00e1 na hora\/ Va-va-vale tudo agora\u201d), de Armando Cavalcanti e Kl\u00e9cius Caldas , indiscutivelmente seu maior sucesso musical, lan\u00e7ado em dezembro de 1949 pela Star com o n\u00famero 177-A, e um dos maiores sucessos da folia de 1950, fazendo inclusive refer\u00eancia a Carlo Pintacuda, um famoso automobilista da \u00e9poca. Da mesma dupla, agora com o refor\u00e7o de David Nasser, \u00e9 o lado B, a marchinha \u201cGreve no har\u00e9m\u201d, que apresentamos na faixa 10. O disco tamb\u00e9m saiu com o selo Carnaval, com o n\u00famero 049, e ambas as m\u00fasicas fizeram parte do filme \u2018Carnaval no fogo\u201d.\u00a0Completando este programa, quatro grava\u00e7\u00f5es Sinter:\u00a0\u00a0a marchinha \u201cToureiro de Cascadura\u201d (faixa 12), de Armando Cavalcanti e David Nasser, matriz S-39, e o samba \u201cGarota boa\u201d, (faixa 9), de Saint Clair-Senna, matriz S-40, do disco 00-00.018, editado em dezembro de 1950 para a folia de 51, para a qual tamb\u00e9m saiu o disco 00-00.019, em seguida mesmo, com duas composi\u00e7\u00f5es dos mesmos Armando Cavalcanti e Kl\u00e9cus Caldas: a famosa \u201cMarcha do nen\u00e9m\u201d (\u201cI\u00e9, i\u00e9, i\u00e9, faz o nen\u00e9m\u201d, faixa 13), matriz S-41, e a tamb\u00e9m marcha \u201cPouca roupa\u201d (faixa 11), todas quatro do filme \u201cAviso aos navegantes\u201d, outro estouro de bilheteria na \u00e9poca.\u00a0\u00a0Enfim, m\u00fasica e bom humor mais uma vez encontram-se nesta edi\u00e7\u00e3o do GRB, para alguns lembrarem, out\u00f5es conhecerem, e para todos se divertirem muito!<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Texto de SAMUEL MACHADO FILHO<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E\u00a0\u00a0aqui estamos com mais uma edi\u00e7\u00e3o do meu, do seu, do nosso Grand Record Brazil. \u00c9 a de n\u00famero 63, desta feita apresentando m\u00fasicas cuja caracter\u00edstica \u00e9 o bom humor, interpretados por comediantes que marcaram \u00e9poca em nossa m\u00eddia. 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