{"id":4093,"date":"2014-03-31T21:17:19","date_gmt":"2014-04-01T00:17:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4093"},"modified":"2014-04-01T21:24:18","modified_gmt":"2014-04-02T00:24:18","slug":"a-musica-de-buci-moreira-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-96-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4093","title":{"rendered":"A M\u00fasica De buci Moreira &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical Vol. 96 (2014)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-QgYw7AUcBrc\/UztQ6b56AsI\/AAAAAAAAIyw\/D-WMsCBvBP8\/s1600\/CAPAp.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-SpOu1iToUZE\/UztQ1YKhOVI\/AAAAAAAAIyo\/e5vT0srkHho\/s1600\/CONTRACAPAp.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><\/p>\n<div itemprop=\"articleBody\">\n<div>Estamos de volta com o Grand Record Brazil, em sua edi\u00e7\u00e3o de n\u00famero 96. Desta feita, apresentamos a primeira de duas partes de uma retrospectiva dedicada \u00e0 obra musical de um dos maiores compositores do samba carioca: Buci Moreira. Buci veio ao mundo no dia primeiro de agosto de 1909. Seu pai, Guilherme Eduardo Moreira, era violonista e ele, desde pequeno, mostrou voca\u00e7\u00e3o para ritmista. Buci tamb\u00e9m era neto da lend\u00e1ria Tia Ciata, em cuja resid\u00eancia, nas proximidades da n\u00e3o menos lend\u00e1ria Pra\u00e7a Onze, reuniam-se pioneiros do samba. Em 1917, sem deixar sua casa em S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, passou a viver tamb\u00e9m com outra fam\u00edlia no mesmo bairro, fazendo companhia a um menino da casa, e come\u00e7ando seus estudos. Em 1922, foi morar com a av\u00f3, at\u00e9 a morte desta, em 1924, e de 1925 a 1927, estudou na Escola Bom Jesus, na Ilha de Paquet\u00e1. Com a morte de sue pai, em 1928, Buci foi viver com os tios na Pra\u00e7a Onze, ingressando no Col\u00e9gio Benjamin Constant. No ano seguinte, desfilou pela \u00fanica vez naquela que \u00e9 considerada a primeira escola de samba, a Deixa Falar. Foi justamente na Pra\u00e7a Onze que, em 1930, foi descoberto por Francisco Alves, primeiro a gravar uma composi\u00e7\u00e3o de Buci, o samba \u201cPalha\u00e7o\u201d, parceria com N\u00e9lson Janu\u00e1rio. Nessa ocasi\u00e3o, come\u00e7ou a atuar como ritmista em grava\u00e7\u00f5es na Odeon, formando dupla com Waldemar Silva e, depois, com Arn\u00f4 Canegal. Entre 1936 e 1940, foi diretor de harmonia da Escola de Samba V\u00ea Se Pode, do Morro de S\u00e3o Carlos, da qual foi um dos fundadores e onde, claro, tamb\u00e9m desfilou. Trabalhou no cinema, com o cineasta Moacyr Fenelon, e em 1943 participou, ao lado de outros sambistas, do famoso filme inacabado de Orson Welles, \u201cIt\u2019s all true\u201d. Entre seus sucessos como compositor destacam-se \u201cAnda, vem c\u00e1\u201d (neste volume), \u201cQuem pode, pode\u201d, \u201cPor que \u00e9 que voc\u00ea chora?\u201d, \u201cEm uma linda tarde\u201d e, o mais conhecido, o samba \u201cN\u00e3o p\u00f5e a m\u00e3o\u201d, parceria com Arn\u00f4 Canegal e Mutt, gravado pelos Titulares do Ritmo e um dos campe\u00f5es do carnaval de 1951. Buci Moreira faleceu em seu Rio de Janeiro natal, no dia 28 de mar\u00e7o de 1982. Neste primeiro volume, apresentamos dez composi\u00e7\u00f5es de Buci Moreira, interpretadas por cantores de prest\u00edgio em seu tempo. Abrindo-o, temos Linda Batista, interpretando o samba \u201cCasa de c\u00f4modos\u201d, parceria de Buci com Carlos de Souza, por ela gravado na Victor em 18 de maio de 1944 e lan\u00e7ado em\u00a0\u00a0agosto seguinte sob n.o 80-0196-A, matriz S-052964. Ela ainda interpreta aqui \u201cMau costume\u2019 (faixa 3), samba dos mesmos autores mais Chiquinho Sales, gravado tamb\u00e9m no selo do cachorrinho Nipper em 15 de junho de 1942, com lan\u00e7amento em agosto do mesmo ano sob n.o 34954-A, matriz S-052554. Por fim, Linda canta, na faixa 5, o samba \u201cSalve a batucada\u201d, do mesmo trio de autores de \u2018Mau costume\u201d, tamb\u00e9m grava\u00e7\u00e3o Victor, esta de 11 de maio de 1942, lan\u00e7ada em julho seguinte com o n\u00famero 34939-B, matriz S-052514. Na faixa 2, a bossa inconfund\u00edvel da dupla Francisco Alves e M\u00e1rio Reis, no samba \u201cAnda, vem c\u00e1\u201d, gravado na Odeon em 3 de agosto de 1931, disco 10824-B, matriz 4264. O curioso \u00e9 que Buci Moreira aparece como autor no selo original, mas na edi\u00e7\u00e3o impressa, da editora Mangione, o samba \u00e9 creditado a Francisco Alves, Ismael Silva e N\u00edlton Bastos. Na faixa 4, temos o samba \u201cVoc\u00ea foi a culpada\u201d, parceria de Buci Moreira com o ex-pugilista Kid Pepe, na interpreta\u00e7\u00e3o dos Quatro Diabos,grupo vocal integrado por estudantes de direito. Saiu pela Odeon em agosto de 1935, sob n\u00famero 11252-B, ali\u00e1s o \u00fanico disco do quarteto. Filha do compositor e instrumentista Heitor Leite Sodr\u00e9, que adotou o pseud\u00f4nimo de Heitor Catumbi, a carioca Odal\u00e9a Sodr\u00e9 (1924-?) interpreta aqui outro samba da parceria Buci Moreira-Kid Pepe, \u201cRomance da morena\u201d, lan\u00e7ado pela Columbia em 1936 no primeiro de seus tr\u00eas \u00fanicos discos, n\u00famero 8165-B, matriz 1112. Aurora Miranda, irm\u00e3 de C\u00e1rmen, vem com a marchinha natalina \u201cBlem blau\u201d, em que Buci tem como parceiros Portello Juno e Vicente Paiva (que a acompanha aqui com sua orquestra), grava\u00e7\u00e3o Odeon de 3 de novembro de 1936, lan\u00e7ada em dezembro seguinte sob n.o 11414-A, matriz 5434. O Quarteto de Bronze, que tem sido um mist\u00e9rio quanto a seus integrantes, comparece com o samba \u201cTerra do ferro\u201d, parceria de Buci Moreira com Carlos de Souza e Ely de Almeida, lan\u00e7ado pela Victor em maio de 1942 sob n.o 34925-A. Falando em C\u00e1rmen Miranda, ela aqui nos apresenta \u201cDance rumba\u201d, que Buci fez em parceria com um especialista nesse ritmo caribenho, Djalma Esteves. Grava\u00e7\u00e3o Odeon de 25 de mar\u00e7o de 1937, lan\u00e7ada em julho do mesmo ano, disco 11489-A, matriz 5557. Para encerrar esta primeira parte, temos outra C\u00e1rmen, a Barbosa, de curta carreira e morte prematura, interpretando o samba \u201cMaior prazer\u201d, parceria de Buci Moreira com Miguel Ba\u00faso, em grava\u00e7\u00e3o Columbia de 13 de maio de 1939, lan\u00e7ada em junho seguinte sob n.o 55069-B, matriz 153. Semana que vem, amigos cultos, ocultos e associados, mais um pouco da obra musical de Buci Moreira. At\u00e9 l<a href=\"http:\/\/depositfiles.org\/files\/ticj5ch4g\" target=\"_blank\">\u00e1<\/a>!<\/div>\n<div><\/div>\n<div>*Texto de Samuel Machado Filho<\/div>\n<\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estamos de volta com o Grand Record Brazil, em sua edi\u00e7\u00e3o de n\u00famero 96. Desta feita, apresentamos a primeira de duas partes de uma retrospectiva dedicada \u00e0 obra musical de um dos maiores compositores do samba carioca: Buci Moreira. 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