{"id":4244,"date":"2014-05-26T19:46:07","date_gmt":"2014-05-26T22:46:07","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4244"},"modified":"2014-05-26T19:46:07","modified_gmt":"2014-05-26T22:46:07","slug":"dick-farney-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-102-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4244","title":{"rendered":"Dick Farney &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical Vol. 102 (2014)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-M35j70y_oqM\/U4O7TJHAInI\/AAAAAAAAJGE\/C6_rzgOqeyI\/s1600\/CAPAp.JPG\" width=\"1600\" height=\"1600\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-SVYrmKOfQRU\/U4O7Y1U7uEI\/AAAAAAAAJGM\/ixtY2P-_yO8\/s1600\/CONTRACAPAp.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><\/p>\n<div>Prosseguindo sua longa e auspiciosa trajet\u00f3ria de sucesso, o Grand Record Brazil, \u201cbra\u00e7o de cera\u201d do Toque Musical, chega \u00e0 sua cent\u00e9sima-segunda edi\u00e7\u00e3o reverenciando mais um grande nome de nossa m\u00fasica popular, criador de p\u00e1ginas inesquec\u00edveis de nosso cancioneiro e aut\u00eantico precursor da bossa nova. Estamos falando de Dick Farney. \u00a0Farn\u00e9sio Dutra e Silva (seu nome de batismo) nasceu no Rio de Janeiro em 14 de novembro de 1921. Oriundo de fam\u00edlia rica, teve apenas um irm\u00e3o, Cyleno, que viria a ser famoso gal\u00e3 do cinema tupiniquim com o nome de Cyll Farney e chegou a tocar bateria nos primeiros conjuntos do jovem Dick. Seus pais cultivavam a m\u00fasica cl\u00e1ssica: o pai era pianista, e a m\u00e3e cantava. Dick faria o curso de teoria musical na Escola Nacional de M\u00fasica, e estudaria canto com Diva Pasternack. Essa forma\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica n\u00e3o o impediria de se passar para o piano jazz\u00edstico, j\u00e1 que sempre foi um apaixonado pela m\u00fasica norte-americana, com influ\u00eancias especialmente do piano de Nat King Cole e da voz de Bing Crosby. Em 1934, com 12 anos, o pr\u00e9-adolescente Dick se apresentou na R\u00e1dio Guanabara, executando o \u201cPrel\u00fadio n.o 7\u201d de Chopin. Em 1936, no programa \u201cPicolino\u201d, de Barbosa J\u00fanior, tocou a \u201cDan\u00e7a ritual do fogo\u201d, de Manuel\u00a0 de\u00a0 Falla, e a \u201cCan\u00e7\u00e3o da \u00cdndia\u201d,\u00a0 de Korsacov. Um ano depois, estreia como cantor, na\u00a0 R\u00e1dio Cruzeiro do Sul, interpretando \u201cDeep purple\u201d, de\u00a0 David Rose. Em 1938, foi at\u00e9 a R\u00e1dio Mayrink Veiga, levando um disco seu particular, ouvido por C\u00e9sar Ladeira, ent\u00e3o diretor art\u00edstico da emissora (ele pensou que estava ouvindo Bing Crosby, tal a semelhan\u00e7a vocal). A coisa, claro, resultou em contrato, de quatrocentos mil-r\u00e9is por m\u00eas, e um programa exclusivo, \u201cDick Farney, a voz e o piano\u201d . Dois anos mais tarde, transferiu-se para a poderosa e lend\u00e1ria PRE-8, R\u00e1dio Nacional. Entre 1941 e 1944, Dick tamb\u00e9m se integrou \u00e0 orquestra de Carlos Machado, no Cassino da Urca, como pianista e cantor. Ainda em 44, gravou seu primeiro disco, pela Continental, com m\u00fasicas norte-americanas, ao qual seguiram-se mais quatro em ingl\u00eas. Seu primeiro disco com m\u00fasica brasileira, o sexto, s\u00f3 viria agosto de 1946, com o cl\u00e1ssico \u201cCopacabana\u201d (nesta sele\u00e7\u00e3o), pontap\u00e9 inicial para in\u00fameros outros hits, entre os quais est\u00e3o \u201cPonto final\u201d,\u201dA saudade mata a gente\u201d, \u201cMarina\u201d, \u201cSomos dois\u201d, \u201cUm cantinho e voc\u00ea\u201d, \u201cAlgu\u00e9m como tu\u201d, \u201cA fonte e o teu nome\u2019, \u201cGrande verdade\u201d, \u201cEste seu olhar\u201d, \u201cPerdido de amor\u201d, \u201cTereza da praia\u201d (dueto com L\u00facio Alves), \u201cVoc\u00ea\u201d (dueto com Norma Bengell) e os presentes nesta edi\u00e7\u00e3o do GRB, muitos dos quais regravados por ele mesmo in\u00fameras vezes. Em fins de 1946, ap\u00f3s um encontro com o maestro Bill Hitchcock e o pianista Eddie Duchin no Copacabana Palace Hotel, Dick Farney embarca para os EUA, onde permanece por dois meses, visando conhecer o ambiente musical\u00a0 de l\u00e1 e travar amizade com v\u00e1rios artistas, seus \u00eddolos. Quase em seguida, meados de 1947, volta \u00e0 terra do Tio Sam, preso a um contrato de 56 semanas com os cigarros Philip Morris, ent\u00e3o patrocinador de programas da NBC (National Broadcasting Company), entre eles o do prestigiado comediante Milton Berle, no qual atua como int\u00e9rprete fixo. Nessa ocasi\u00e3o, Dick Farney grava alguns discos na Majestic, vindo a ser o criador de um cl\u00e1ssico norte-americano, o\u00a0 fox \u201cTenderly\u201d, de Jack Lawrence e Walter Gross. Ao desembarcar no Rio de Janeiro, j\u00e1 um astro, Dick assina vultoso contrato com a PRG-3, R\u00e1dio Tupi (\u201co cacique do ar\u201d), recebendo a soma de trinta mil cruzeiros por m\u00eas! Em 1948, admiradores do jazz norte-americano fundaram o Sinatra-Farney F\u00e3 Clube, hist\u00f3rico reduto pr\u00e9-bossanovista, tendo entre seus frequentadores ilustres o compositor e pianista Jo\u00e3o Donato, e a cantora Nara Le\u00e3o. Dick atuou tamb\u00e9m no cinema, participando dos filmes\u00a0 \u201cSomos dois\u201d (Cin\u00e9dia, 1950), no qual contracenava e cantava, mas que n\u00e3o lhe deixaria boas lembran\u00e7as, \u201cCarnaval Atl\u00e2ntida\u201d (1952) e \u201cPerdidos de amor\u201d (Cinel\u00e2ndia Filmes, 1953). O curr\u00edculo internacional de Dick Farney inclui tamb\u00e9m a Argentina, onde esteve duas vezes, em 1949 e 1951, atuando na R\u00e1dio El Mundo e na Boate Embassy de Buenos Aires, sendo conhecido pelos portenhos como \u201cel Bing Crosby brasile\u00f1o\u201d. Em 1956\/58 retorna a Nova York, EUA, a fim de se apresentar no Hotel Waldorf Astoria. Durante seis meses, ainda se apresentou\u00a0 em Cuba, Rep\u00fablica Dominicana e Porto Rico. Nos anos seguintes, continua somando mais e mais admiradores, com uma discografia de mais de vinte LPs, e apresenta\u00e7\u00f5es principalmente na noite, chegando at\u00e9 a ser dono de casas noturnas, a Farney\u2019s e a Farney\u2019s Inn, ambas em S\u00e3o Paulo, cidade para a qual se muda em 1959. Nessa \u00e9poca, apresenta o programa \u201cDick Farney show\u201d, na TV Record, e mais tarde constr\u00f3i uma bela casa nas cercanias da Represa Billings, projetada por ele mesmo e sua terceira mulher. \u00a0\u00c9 tamb\u00e9m um dos pioneiros da TV Globo do Rio de Janeiro, inaugurada em 1965, apresentando, ao lado da atriz Betty Faria, o programa \u2018Dick e Betty\u201d. Por volta de 1979, Dick Farney deixa de atuar na noite, por achar que o p\u00fablico n\u00e3o era mais o mesmo, por\u00e9m continuando a gravar e a se apresentar em ocasi\u00f5es especiais, como em 1981, no \u00d3pera Cabar\u00e9, em S\u00e3o Paulo,numa noite recebendo seu amigo L\u00facio Alves, com quem gravara, em 1954, o cl\u00e1ssico \u201cTereza da praia\u201d, de Tom Jobim e Billy Blanco. Por essa \u00e9poca, j\u00e1 se dedicava \u00e0 pintura, uma antiga paix\u00e3o que finalmente podia desenvolver, e com talento. Dick Farney morreu no dia 4 de agosto de 1987, em S\u00e3o Paulo, aos 65 anos, de edema pulmonar. Deixou, por\u00e9m, um invej\u00e1vel legado musical. Dele, o GRB foi buscar 14 grava\u00e7\u00f5es de seus primeiros anos de carreira, todas feitas na Continental, sua primeira gravadora.\u00a0 Abrindo a sele\u00e7\u00e3o desta semana, temos o fox \u201cWhat\u2019s new?\u201d, de Bob Haggart e Johnny Burke, de seu segundo disco, n\u00famero 15186-A, lan\u00e7ado em agosto de 1944, matriz 819, grande hit na voz de Farney entre n\u00f3s. Do primeiro disco, n.o 15180, lan\u00e7ado em junho do mesmo ano, foi escalado outro fox, tamb\u00e9m lado A, \u201cThe music stopped\u201d, de Harold Adamson e Jimmy McHugh, matriz 839. A faixa 3, j\u00e1 com m\u00fasica brasileira, \u00e9 o samba-can\u00e7\u00e3o \u201cEla foi embora\u201d, do organista Djalma Ferreira em parceria com Oscar Belandi, lan\u00e7ado pela ent\u00e3o \u201cmarca dos sininhos\u201d em setembro de 1946, matriz 1543. Na faixa 4, o cl\u00e1ssico que abriu definitivamente as portas do sucesso para Dick Farney: \u201cCopacabana\u201d, de Jo\u00e3o de Barro (Braguinha) e Alberto Ribeiro, gravado em 2 de junho de 46 e lan\u00e7ado em agosto do mesmo ano com o n\u00famero 15663-A, matriz 1509. O samba tinha sido feito sob encomenda para um filme norte-americano de mesmo nome,mas acabou n\u00e3o entrando no mesmo. Claro que os puristas consideraram a interpreta\u00e7\u00e3o de Dick Farney por demais americanizada, calcada em Bing Crosby, mas a interpreta\u00e7\u00e3o e o acompanhamento, feito por orquestra de cordas, com reg\u00eancia de Eduardo Patan\u00e9, passaram a se constituir modelo de sofistica\u00e7\u00e3o para nossa m\u00fasica popular. \u201cFoi e n\u00e3o voltou\u201d, de Oscar Belandi e Chuca-Chuca, \u00e9 outro samba-can\u00e7\u00e3o t\u00edpico dessa \u00e9poca, que Dick Farney gravou acompanhando-se ao piano em 19 de abril de 1947, com lan\u00e7amento em junho seguinte sob n\u00famero 15783-B, matriz 1655. O que ocorre tamb\u00e9m na faixa seguinte, \u201cEsquece\u201d, de autoria do cantor Gilberto Milfont, sendo que desta vez Dick est\u00e1 acompanhado de Betinho (Alberto Borges de Barros, autor e int\u00e9rprete de \u201cEnrolando o rock\u201d e do fox \u201cNeurast\u00eanico\u201d, entre outras) e Juvenal. Tamb\u00e9m samba-can\u00e7\u00e3o, gravado em 29 de maio de 1948 e lan\u00e7ado entre julho e setembro do mesmo ano, disco 15927-A, matriz 1869. \u201cMeu Rio de Janeiro\u201d, uma das muitas homenagens musicais j\u00e1 prestadas\u00a0 \u00e0 \u201ccidade maravilhosa\u201d e ent\u00e3o capital do Brasil, \u00e9 um samba de Oscar Belandi e N\u00e9lson Trigueiro, em registro feito na mesma sess\u00e3o de \u201cEsquece\u201d e editado pela Continental \u00a0no mesm\u00edssimo suplemento, sob n\u00famero 15917-A, matriz 1867. A 24 de maio desse mesmo ano de 1948, Dick grava o samba-can\u00e7\u00e3o \u201cSer ou n\u00e3o ser\u201d, de Jos\u00e9 Maria de Abreu (tamb\u00e9m regente da orquestra que o acompanha) e Alberto Ribeiro, outra expressiva p\u00e1gina de seu repert\u00f3rio, que a Continental lan\u00e7ar\u00e1 tamb\u00e9m entre julho e setembro desse ano, com o n\u00famero 15916-A,matriz 1858. Cinco dias depois, na mesm\u00edssima sess\u00e3o de \u201cMeu Rio de Janeiro\u201d e \u201cEsquece\u201d, Dick imortaliza o samba \u201cOlhos tentadores\u201d, de Oscar Belandi e\u00a0 Chico Silva, matriz 1868, mas que a Continental s\u00f3 traz para as lojas em mar\u00e7o-abril de 1949, com o n\u00famero 16008-B. Entre julho e setembro desse mesmo ano de 49, \u00e9 lan\u00e7ado pela \u201cmarca dos sininhos\u201d outro cl\u00e1ssico do samba-can\u00e7\u00e3o (ent\u00e3o predominante nessa \u00e9poca pr\u00e9-bossa nova, como percebem), \u201cSempre teu\u201d, da festejada dupla Jos\u00e9 Maria de Abreu-Jair Amorim, com o n\u00famero 16083-B, matriz 2099. Para os festejos natalinos desse 1949, entre outubro e dezembro, Dick Farney lan\u00e7a uma can\u00e7\u00e3o muito apropriadamente chamada \u201cFeliz Natal\u201d (mais conhecida como \u201cNoite azul\u201d, primeiro verso da letra),um dos in\u00fameros hits da dupla Kl\u00e9cius Caldas-Armando Cavalcanti, com o n\u00famero 16123-A,matriz 2173, que a Continental relan\u00e7ar\u00e1 em 1955 sob n\u00famero 17230-B. Do multi-instrumentista Garoto (An\u00edbal Augusto Sardinha), verdadeiro m\u00e1gico das cordas, \u00e9 o samba-can\u00e7\u00e3o seguinte, parceria com Jos\u00e9 Vasconcelos (seria o humorista?), \u201cNick Bar\u201d (tamb\u00e9m\u00a0 nome de pe\u00e7a teatral e de um bar de S\u00e3o Paulo, ent\u00e3o instalado na\u00a0 Rua Major Diogo, ao lado do TBC, Teatro Brasileiro de Com\u00e9dia, onde os artistas que l\u00e1 se apresentavam sempre apareciam para tomar um drinque ap\u00f3s as fun\u00e7\u00f5es). O pr\u00f3prio Garoto est\u00e1 no acompanhamento deste registro de Farney, ao lado de Vero (Radam\u00e9s Gnattali), Vidal e Trinca, com lan\u00e7amento pela Continental entre outubro e dezembro de 1951, disco 16479-B, matriz 2718. \u201cRanchinho de palha\u201d, samba rom\u00e2ntico, igualmente tendendo para o samba-can\u00e7\u00e3o, \u00e9 de outro violonista e compositor de renome, Luiz Bonf\u00e1, e Dick Farney o imortalizou na Continental em 27 de mar\u00e7o de 1951, com lan\u00e7amento em maio-junho seguintes, sob n.o 16412-A, matriz 2596. Para finalizar, uma grava\u00e7\u00e3o feita por Dick em Buenos Aires, capital da Argentina, nos est\u00fadios da TK, gravadora que ent\u00e3o representava a Continental naquele pa\u00eds (e que a empresa brazuca, por tabela, representava aqui). \u00c9 outro samba-can\u00e7\u00e3o de Luiz Bonf\u00e1, \u201cSem esse c\u00e9u\u201d, lan\u00e7ado no Brasil entre setembro e dezembro de 1952 com o n\u00famero 16659-A, matriz IB-260\/52, tendo no acompanhamento o organista Jorge Kenny. Enfim, um pouco do vasto e expressivo legado de Dick Farney, com justi\u00e7a um dos imortais de nossa m\u00fasica popula<a href=\"http:\/\/depositfiles.org\/files\/jdkcgnytw\" target=\"_blank\">r<\/a>.<\/div>\n<div>Texto de SAMUEL MACHADO FILHO<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prosseguindo sua longa e auspiciosa trajet\u00f3ria de sucesso, o Grand Record Brazil, \u201cbra\u00e7o de cera\u201d do Toque Musical, chega \u00e0 sua cent\u00e9sima-segunda edi\u00e7\u00e3o reverenciando mais um grande nome de nossa m\u00fasica popular, criador de p\u00e1ginas inesquec\u00edveis de nosso cancioneiro e &hellip; <a href=\"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4244\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[392,11,13],"tags":[],"class_list":["post-4244","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dick-farney","category-exclusivos-do-toque-musical","category-selo-grand-record-brazil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4244","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4244"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4244\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4245,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4244\/revisions\/4245"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}