{"id":4330,"date":"2014-07-21T22:05:19","date_gmt":"2014-07-22T01:05:19","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4330"},"modified":"2014-07-22T08:08:24","modified_gmt":"2014-07-22T11:08:24","slug":"emilinha-borba-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-109-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4330","title":{"rendered":"Emilinha Borba &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical Vol. 109 (2014)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-tE5oxXofoV0\/U847CLW3v3I\/AAAAAAAAJeo\/5WdmUBY_jHs\/s1600\/CAPAp.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-SyI22o-jQmg\/U847HRC-FkI\/AAAAAAAAJew\/g8he_b5NgSY\/s1600\/CONTRACAPAp.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><\/p>\n<div>E a\u00ed vai, para nossos amigos cultos, ocultos e associados, a cent\u00e9sima-nona edi\u00e7\u00e3o do Grand Record Brazil. Desta vez, apresentamos uma das mais queridas cantoras do Brasil, aut\u00eantico \u00eddolo da fase \u00e1urea do r\u00e1dio brasileiro e um fen\u00f4meno de popularidade como poucos:\u00a0 Emilinha Borba. O nome completo de nossa focalizada era Em\u00edlia Savana da Silva Borba. Ela veio ao mundo na Esta\u00e7\u00e3o de Mangueira, no Rio de Janeiro, no dia 31 de agosto de 1923, filha do engenheiro agr\u00f4nomo Eug\u00eanio Jord\u00e3o da Silva Borba, por sinal propriet\u00e1rio da Vila Savana, onde nasceu e morava Emilinha, e Edith da Silva Borba. A fam\u00edlia teve ao todo sete filhos, sendo seis mulheres\u00a0 (Maria de Lourdes, Xezira, Salete, Em\u00edlia, Ely e Terezinha)e apenas um homem, Jos\u00e9 Maria, qual Emilinha era irm\u00e3 g\u00eamea.\u00a0 A prodigalidade do pai acabou por deixar a todos, quando faleceu prematuramente,em situa\u00e7\u00e3o bem dif\u00edcil.\u00a0 E Dona Edith precisou distribuir os filhos pelas casas dos parentes, e nossa Emilinha foi para a resid\u00eancia da av\u00f3, Dona Bela. Desde muito pequena, Emilinha demonstrou estar fadada a trilhar o caminho da arte, passando a frequentar as emissoras de r\u00e1dio. Apresentando-se no programa \u201cDe gra\u00e7a para todos\u201d, da PRG-3, R\u00e1dio Transmissora, produzido por Oscar Gomes Cardim, em 1937, recebia cach\u00eas de 20 mil-r\u00e9is.\u00a0 Passou tamb\u00e9m pelo \u201cPrograma juvenil\u201d, da PRD-2, R\u00e1dio Cruzeiro do Sul, e at\u00e9 mesmo pelo programa de calouros do sempre exigente Ary Barroso, onde conquistou o primeiro pr\u00eamio, feito do qual se orgulharia para o resto da vida.\u00a0 Na Cruzeiro do Sul,conheceu Bidu Reis, com quem formaria o duo As Moreninhas. Xezira Borba,irm\u00e3 de Emilinha, tamb\u00e9m chegou a esbo\u00e7ar carreira de cantora, com o pseud\u00f4nimo de Nena Robledo, gravando dois discos com tr\u00eas m\u00fasicas, mas abandonou o canto ao se casar com o compositor Peterpan (Jos\u00e9 Fernandes de Paula). Dona Edith, m\u00e3e de Emilinha, em 1938, trabalhava como faxineira do Cassino da Urca, e despertou a aten\u00e7\u00e3o de C\u00e1rmen Miranda, ent\u00e3o grande atra\u00e7\u00e3o da casa. Ao saber da reviravolta na vida dos Borbas, C\u00e1rmen se ofereceu para ajudar, caso alguma das filhas da Dona Edith pudesse ser aproveitada no espet\u00e1culo. Esta ent\u00e3o indicou Emilinha, que, com roupas fornecidas por C\u00e1rmen, fez um teste perante o mineiro Joaquim Rolas,dono do cassino. Percebendo o nervosismo da menina, que teve sua idade aumentada em dois anos, C\u00e1rmen desviava a aten\u00e7\u00e3o de Rolas com uma conversa sem fim enquanto Emilinha cantava. Al\u00e9m de ser uma das \u201ccrooners\u201d da Urca, a futura \u201cFavorita\u201d atuava na R\u00e1dio Cajuti. Em fevereiro de 1939, apresentou-se pela primeira vez em S\u00e3o Paulo, atrav\u00e9s da R\u00e1dio Record, no Teatro Coliseu, ao lado de Orlando Silkva, Almirante e S\u00edlvio Caldas. No mesmo ano, ainda como Em\u00edlia Borba, estreia em disco, na Columbia, interpretando a marchinha \u201cPirulito\u201d, ao lado de N\u00edlton Paz,\u00a0 e, embora s\u00f3 este\u00a0 aparecesse como int\u00e9rprete no selo, sua voz se evidenciava, e bem. At\u00e9 1940, ela faria mais quatro discos na Columbia, e um ano depois, teve curta passagem pela Odeon, aparecendo pela primeira vez no selo do disco como Emilinha Borba. Ela foi tamb\u00e9m a cantora que mais participou de filmes\u00a0 em toda a hist\u00f3ria do cinema brasileiro, cerca de 40, todos eles musicais: \u201cVamos cantar\u201d (1940), \u201cTristezas n\u00e3o pagam d\u00edvidas\u201d (1944), \u201cN\u00e3o adianta chorar\u201d (1944), \u201cSegura esta mulher\u201d (1946), \u201cEstou a\u00ed?\u201d (1948), \u201cDe pernas pro ar\u201d (1957), etc.\u00a0 Em 1944, Emilinha ingressa na lend\u00e1ria R\u00e1dio Nacional, onde atua por 27 anos, e volta a gravar na Columbia, j\u00e1 com o nome de Continental, onde fica at\u00e9 1958, quando ingressa em outra Columbia, a futura CBS, hoje Sony Music. \u00c9 a\u00ed que tudo acontece: sucessos sobre sucessos em disco, programas de audit\u00f3rio (inclusive o de C\u00e9sar de Alencar, seu apresentador oficial, ent\u00e3o l\u00edder de audi\u00eancia nas tardes de s\u00e1bado), faixas, trof\u00e9us, a propalada rivalidade com Marlene&#8230; \u00a0Esta come\u00e7ou em 1949, quando Marlene venceu o concurso de Rainha do R\u00e1dio (Emilinha s\u00f3 ganharia o t\u00edtulo em 1953). A \u201cFavorita\u201d teve at\u00e9 sua pr\u00f3pria p\u00e1gina na \u201cRevista do R\u00e1dio\u201d, o \u201cDi\u00e1rio de Emilinha\u201d, e o simples an\u00fancio de sua presen\u00e7a em qualquer cidade ou lugarejo do Brasil era feriado local, com desfile em carro aberto, outorga da chave da cidade etc. At\u00e9 agosto de 1995, foi a personalidade que mais apareceu em capas de revistas, aproximadamente 350! Entre 1968 e 1972, Emilinha esteve inativa por causa de um edema nas cordas vocais, voltando a cantar ap\u00f3s tr\u00eas cirurgias e um longo estudo de reeduca\u00e7\u00e3o da voz. Em toda a carreira, gravou, em 78 rpm, 117 discos com 216 m\u00fasicas, e cerca de dez LPs.\u00a0 Nos tr\u00eas \u00faltimos anos de vida, continuou se apresentando por todo o pa\u00eds, inclusive animando bailes carnavalescos. Em 2003,ap\u00f3s 22 anos sem gravar, lan\u00e7ou o CD independente \u201cEmilinha\u00a0 pinta&#8230; e Borba\u201d, que ela mesmo vendia de forma bem popular, em contato com o p\u00fablico.\u00a0 No in\u00edcio de 2005, lan\u00e7ou seu \u00faltimo trabalho em disco, o CD \u201cNa banca da folia\u201d, para o carnaval desse ano. Emilinha Borba morreu na tarde do dia 3 de outubro de 2005, aos 82 anos, de infarto fulminante, enquanto almo\u00e7ava em seu apartamento, no bairro carioca de Copacabana, mas continua at\u00e9 hoje lembrada por sua voz, popularidade e extremo carisma.\u00a0 E o GRB reverencia sua mem\u00f3ria apresentando dezoito faixas gravadas em 78 rpm, uma amostragem de alguns de seus melhores momentos, que os f\u00e3s da cantora por certo reconhecer\u00e3o aos primeiros acordes. Abrindo esta sele\u00e7\u00e3o, a batucada \u201cA louca chegou\u201d, do carnaval de 1953, de autoria de R\u00f4mulo Paes, Henrique de Almeida e Adoniran Barbosa, em dueto com o tamb\u00e9m \u201cbandleader\u201d Ruy Rey, lan\u00e7ada pela Continental em janeiro desse ano com o n.o 16692-B, matriz C-3005 (nessa ocasi\u00e3o tamb\u00e9m gravada na Copacabana por Elza Laranjeira). A maior parte das faixas com a \u2018Favorita\u201d aqui inclu\u00eddas foi por sinal gravada na Continental. Em seguida, um verdadeiro cl\u00e1ssico: o bai\u00e3o \u201cPara\u00edba\u201d, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, por ela imortalizado em primeiro de mar\u00e7o de 1950, com lan\u00e7amento em abril, disco 16187-B, matriz 2256 (Gonzag\u00e3o s\u00f3 fez seu pr\u00f3prio registro em 1952). No acompanhamento,o regional de Canhoto (Waldiro Frederico Tramontano) e o coro Os Bo\u00eamios. A m\u00fasica iria criar, por sinal, um neologismo significando mulher masculinizada, mas a express\u00e3o \u201cPara\u00edba masculina, mulher macho, sim senhor\u201d significava que a Para\u00edba era um estado, mas com nome feminino.\u00a0 A faixa 3 apresenta o choro \u2018Divagando\u201d,\u00a0 de N\u00e9lson Miranda e Luiz Bittencourt, com Emilinha acompanhada pelo conjunto Bossa Clube, e lan\u00e7ado pela Continental em novembro de 1945,disco 15473-B, matriz 1299. \u201cQuando tu n\u00e3o est\u00e1s (Cuando tu no est\u00e1s)\u201d \u00e9 uma vers\u00e3o de Haroldo Barbosa, em ritmo de bolero, para um tango de Carlos Gardel, Alfredo Le Pera e Battistella, que Francisco Alves interpretava em seus programas de r\u00e1dio. Mas foi Emilinha quem a gravou comercialmente, na Continental, menos de um ano depois da morte tr\u00e1gica do Rei da Voz, em 15 de abril de 1953, com lan\u00e7amento em julho-agosto seguintes sob n\u00famero 16796-A,matriz C-3113. A faixa seguinte traz a toada junina \u201cCapelinha de mel\u00e3o\u201d, motivo popular adaptado por Jo\u00e3o de Barro, o Braguinha, e Alberto Ribeiro, com lan\u00e7amento\u00a0 pela ent\u00e3o \u201cmarca dos sininhos\u201d em mar\u00e7o-abril de 1949, disco 16041-A, matriz 2058. Desse mesmo suplemento bimestral da Continental\u00a0 \u00e9 o samba \u201cDeixa que amanhe\u00e7a (Como nos versos de Bilac)\u201d, de autoria de Oswaldo Santiago, catalogado com o n\u00famero 16036-A,matriz 2041. A faixa 7 \u00e9 um verdadeiro cl\u00e1ssico de Emilinha e do carnaval: a marchinha \u201cChiquita Bacana\u201d, de Braguinha e Alberto Ribeiro, lan\u00e7ado em janeiro de1949 com o n\u00famero 15979-A,matriz 2001, \u00e9poca em estava em moda o chamado Existencialismo, cuja figura de proa era a atriz francesa Juliette Greco. Emilinha tamb\u00e9m a interpretou no filme \u201cEstou a\u00ed?\u201d, de Moacyr Fenelon. \u201cDan\u00e7ando a rumba\u201d, de Ayrton Amorim e M\u00e1rio Menezes,\u00a0 \u00e9 outro dos conhecidos hits da \u201cFavorita\u201d, e a Continental o lan\u00e7ou entre julho e setembro de1951, disco 16416-A, matriz 2680. Em seguida, temos o fox \u201cDeixa eu, n\u00eago (Let me go, lover)\u201d, de Jenny Lou Carson e All Hill, com letra brasileira de Giuseppe Ghiaroni, escritor, jornalista e ent\u00e3o colega de Emilinha na R\u00e1dio Nacional, onde escreveu in\u00fameras novelas e programas. A grava\u00e7\u00e3o da \u2018Favorita\u201d foi lan\u00e7ada pela Continental em maio-junho de 1955, sob n\u00famero 17123-A, matriz C-3609, imediatamente ap\u00f3s a de Violeta Cavalcanti com o Trio Irakitan, pela Odeon.\u00a0 Depois , do primeiro disco-solo de Emilinha, ent\u00e3o Em\u00edlia Borba, o Columbia 55048, temos o lado A, o samba-choro \u201cFa\u00e7a o mesmo\u201d, de N\u00e1ssara e Erat\u00f3stenes Fraz\u00e3o, gravado em 2 de mar\u00e7o de 1939 e lan\u00e7ado em maio do mesmo ano, matriz 145. Voltando \u00e0 Continental, ou melhor, permanecendo nela, j\u00e1 que era a antiga Columbia, temos o samba \u201cJurei\u201d, tamb\u00e9m de N\u00e1ssara, agora em parceria com Waldemar \u201cDunga\u201d de Abreu, lan\u00e7ado em setembro-outubro de 1950 sob n.o 16295-B, matriz 2417. A seguir, outra marchinha carnavalesca conhecid\u00edssima: a famosa \u201cVai com jeito\u201d, de exclusiva autoria do grande Braguinha, que a \u201cFavorita\u201d imortalizou em 19 de outubro de 1956, com lan\u00e7amento em janeiro de 57, sob n.o 17372-B, matriz C-3869, abrindo tamb\u00e9m o LP coletivo \u201cCarnaval de 1957\u201d, em 10 polegadas. \u201cVai com jeito\u201d,ali\u00e1s, dominou essa folia, sendo tamb\u00e9m apresentada no filme \u2018Garotas e samba\u201d, da Atl\u00e2ntida.\u00a0 \u201cVoc\u00ea e o samba\u201d, de Peterpan (cunhado de Emilinha) e Ari Monteiro, saiu pela \u201cmarca dos sininhos\u201d em outubro de 1945, sob n\u00famero 15455-B, matriz 1215. O fox-samba \u201cIstambul\u201d, de Norman Simon e Jimmy Kennedy, tem letra brasileira de Lourival Faissal, gravada por Emilinha em 2 de agosto de 1955 e lan\u00e7ada em outubro seguinte com o n.o 17177-A, matriz C-3675. Chegaria at\u00e9 mesmo ao LP, na compila\u00e7\u00e3o\u00a0 \u201cSele\u00e7\u00f5es Continental n.o 1\u201d, por sinal o primeiro da gravadora no formato-padr\u00e3o de 12 polegadas. Ainda do cunhado Peterpan, agora em parceria com Jos\u00e9 Batista, \u00e9 o bolero \u2018Noite de chuva\u201d, que Emilinha imortaliza na Continental de sempre em 7 de junho de 1954, para lan\u00e7amento no suplemento do bimestre junho-julho, disco 16990-B, matriz C-3361, sendo tamb\u00e9m apresentado no filme \u201cCapricho de amor\u201d, da Bandeirante Filmes.\u00a0 Outro inesquec\u00edvel hit carnavalesco de Emilinha aqui inclu\u00eddo \u00e9 a marchinha \u201cTomara que chova\u201d, de Paquito e Romeu Gentil, que dominou a folia de 1951. Inicialmente gravado na Odeon pelos Vocalistas Tropicais, ganha tamb\u00e9m registro de Emilinha pela Continental, em 25 de outubro de 50, com lan\u00e7amento um m\u00eas antes do carnaval, janeiro, sob n.o 16339-B, matriz 2479. A \u201cFavorita\u201d igualmente a interpretou no filme \u201cAviso aos navegantes\u201d, da Atl\u00e2ntida.\u00a0 A l\u00edrica toada \u201cN\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o luar\u201d, de Jos\u00e9 Batista, \u00e9 lan\u00e7ada pela \u201cmarca dos sininhos\u201d em\u00a0 abril-maio de 1956, sob n.o 17273-A, matriz C-3408. Para encerrar, temos justamente a estreia de Emilinha em disco, em dueto com N\u00edlton Paz: a marchinha \u201cPirulito\u201d, composta por Jo\u00e3o \u201cBraguinha\u201d de Barro e Alberto Ribeiro, com estribilho oriundo do folclore portugu\u00eas, para o filme \u201cBanana da terra\u201d, da Cin\u00e9dia, em substitui\u00e7\u00e3o ao samba \u2018Boneca de piche\u201d, de Ary Barroso, que seria interpretado por Almirante e C\u00e1rmen Miranda com os rostos pintados de preto, como malandros da Lapa. Como n\u00e3o houve acordo financeiro com Ary, Almirante e C\u00e1rmen filmaram \u201cPirulito\u201d com essa mesma caracteriza\u00e7\u00e3o.\u00a0 A grava\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, coube a dois estreantes em disco, o maranhense (de Caxias) N\u00edlton Paz, em dupla com nossa Emilinha, na Columbia, em 3 de janeiro de 1939, com lan\u00e7amento em plena folia, fevereiro, sob n.o\u00a0 55013-A, matriz 120, e com estrondoso sucesso, um fecho realmente de ouro para esta sele\u00e7\u00e3o. Com voc\u00eas, a minha, a sua, a nossa favorita&#8230;. Emilinha Borb<a href=\"http:\/\/depositfiles.org\/files\/j1zyknv1s\" target=\"_blank\">a<\/a>!<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Texto de Samuel Machado Filho<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E a\u00ed vai, para nossos amigos cultos, ocultos e associados, a cent\u00e9sima-nona edi\u00e7\u00e3o do Grand Record Brazil. 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