{"id":4352,"date":"2014-07-28T20:17:25","date_gmt":"2014-07-28T23:17:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4352"},"modified":"2014-07-28T20:17:25","modified_gmt":"2014-07-28T23:17:25","slug":"marlene-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-110-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4352","title":{"rendered":"Marlene &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical Vol. 110 (2014)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-RvjwM2jTVOE\/U9bVWhx3g8I\/AAAAAAAAJx0\/qsSHn1IxD7c\/s1600\/CAPAP.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-qB-FvYFhg6A\/U9bVdYPv80I\/AAAAAAAAJx8\/9stBL7lQQ1Y\/s1600\/CONTRACAPAP.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><\/p>\n<div>Depois de Emilinha Borba, na semana passada, nada mais justo que o Grand Record Brazil dedique este seu cent\u00e9simo-d\u00e9cimo volume \u00e0quela que foi durante anos apontada como sua rival, sem nunca t\u00ea-lo sido. E nossos amigos cultos, ocultos e associados por certo j\u00e1 perceberam que estamos falando de Marlene, ali\u00e1s uma das in\u00fameras perdas importantes deste ano de2014, ainda em curso. Batizada como Victoria Bonaiutti de Martino, nossa focalizada veio ao mundo no dia 22 de novembro de 1922, em S\u00e3o Paulo, na Bela Vista (o velho e bom Bixiga), bairro central tipicamente italiano, com caracter\u00edsticas tradicionais ainda conservadas em parte.\u00a0 Os\u00a0 pais,claro, eram italianos, e Vit\u00f3ria era a ca\u00e7ula de tr\u00eas filhas, as demais eram Marieta e Geni. Seu nome vem do pai, Victorio, falecido sete dias ap\u00f3s seu nascimento. A m\u00e3e, Dona Antonieta, n\u00e3o se casaria outra vez, e por isso teve de arcar sozinha com a manuten\u00e7\u00e3o e a educa\u00e7\u00e3o das filhotas. Alfabetizava no Instituto de Surdos e Mudos e trabalhava como costureira. Como pertencesse \u00e0 Igreja Batista, D. Antonieta conseguiu que Victorinha fosse internada, pagando apenas uma taxa, no Col\u00e9gio Batista Brasileiro, com mensalidades dispensadas, em troca\u00a0 de a futura estrela executar\u00a0 servi\u00e7os gerais, como a arruma\u00e7\u00e3o dos dormit\u00f3rios.\u00a0 Nesse col\u00e9gio, frequentado por meninos e mo\u00e7as da alta sociedade, Victorinha estudou dos 9 aos 15 anos, destacando-se nas equipes esportivas, e no coro juvenil da igreja. Sabia tamb\u00e9m declamar, e cantava se acompanhando ao viol\u00e3o. Mais tarde, Victoria vai cursar a Faculdade de Com\u00e9rcio, na Pra\u00e7a da S\u00e9, a fim de se tornar contadora. Ao mesmo tempo, necessitando trabalhar, emprega-se, durante o dia, em um escrit\u00f3rio comercial, e come\u00e7a a participar de uma entidade estudantil rec\u00e9m-formada, a qual passa a dispor de um espa\u00e7o na PRH-9. R\u00e1dio Bandeirantes (ent\u00e3o \u201ca mais popular emissora paulista\u201d), \u201cA hora do estudante\u201d, onde seria cantora. Nessa ocasi\u00e3o,seus colegas estudantes escolhem o nome art\u00edstico que a imortalizou, Marlene, por certo em homenagem \u00e0 atriz e cantora alem\u00e3 Marlene Dietrich. Mais tarde, acompanhando a sambista Jeanette Thadeu, \u201ca garota do chap\u00e9u-de-palha\u201d, vai conhecer a PRG-2, R\u00e1dio Tupi (\u201ca mais poderosa emissora paulista\u201d), sendo admitida com sal\u00e1rio de 200 mil-r\u00e9is mensais.\u00a0 Cansada da desaprova\u00e7\u00e3o e dos temores de sua fam\u00edlia (que n\u00e3o podia admitir nenhuma incurs\u00e3o no setor art\u00edstico, por raz\u00f5es sociais e religiosas ent\u00e3o vigentes), Marlene soube que o empres\u00e1rio e radialista Armando Silva Ara\u00fajo (Domanar) poderia lhe proporcionar um teste para crooner no Cassino Icara\u00ed, em Niter\u00f3i. A\u00ed, toma o trem, e vai para o Rio de Janeiro, faz o teste no Icara\u00ed com o maestro Vicente Paiva e \u00e9 aprovada. Passa depois a ser crooner da orquestra de Carlos Machado, no Cassino da Urca, o mais famoso do Brasil e o preferido dos turistas, pelo qual passavam grandes cartazes internacionais.\u00a0 E Marlene (\u201ca que canta o samba diferente\u201d) foi logo se constituindo em uma das atra\u00e7\u00f5es do cassino. Mas, em abril de 1946, o ent\u00e3o presidente Dutra pro\u00edbe o jogo no Brasil, com o consequente fechamento dos cassinos e desemprego de artistas. Para Marlene, por\u00e9m, houve compensa\u00e7\u00e3o, pois seguiu com a orquestra de Carlos Machado para a boate Casablanca. Vai depois para o sofisticad\u00edssimo Copacabana Palace, hotel dos irm\u00e3os Guinle, promovida a estrela da casa. Em 1947, atua na R\u00e1dio Mayrink Veiga e, depois, na R\u00e1dio Globo. Pouco antes, lan\u00e7ou pela Odeon seu primeiro disco, interpretando \u201cSwing no morro\u201d e \u201cGinga, ginga, moreno\u201d,obtendo mais tarde seu primerio hit mai\u00fasculo, no carnaval daquele ano, a marchinha \u201cCoitadinho do papai\u201d, premiada no concurso oficial da prefeitura do Rio. J\u00e1 estreara no cinema, em 1944, atuando na com\u00e9dia \u201cCora\u00e7\u00f5es sem piloto\u201d, e em seguida nos filmes carnavalescos \u201cPif-paf\u201d (1945), \u201cCa\u00eddos do c\u00e9u\u201d (1946) e \u201cEsta \u00e9 fina\u201d (1947). Em 1948, assina contrato com a lend\u00e1ria R\u00e1dio Nacional, para atuar no programa de C\u00e9sar de Alencar, logo tornado-se uma das estrelas da emissora da Pra\u00e7a Mau\u00e1. Um ano mais tarde, vence espetacularmente o concurso de Rainha do R\u00e1dio, derrotando Emilinha Borba,franca favorita, com o apoio da Antarctica, que ent\u00e3o lan\u00e7ava o guaran\u00e1 Ca\u00e7ula, sendo esse concurso a origem da eterna rivalidade entre seus f\u00e3s e os de Emilinha. A partir da\u00ed, todos sabem o que acontece: sucessos sem conta no disco (grava tamb\u00e9m na Star, Continental, RCA Victor, Todam\u00e9rica, Sinter,\u00a0 RGE&#8230;), e excurs\u00f5es pelo Brasil e no exterior. Vai a Paris (ficou quatro meses e meio em cartaz no famoso teatro Olympia), Nova York , Chicago, Santiago do Chile, Buenos Aires (na Argentina, em 1954, atuou no filme \u201cAdeus, problemas\u201d), e se apresenta em Cannes, na Fran\u00e7a, a convite do duque e da duquesa de Windsor. Em 1952, casa-se com o tamb\u00e9m ator Luiz Delfino, que conhecera durante as filmagens de \u201dTudo azul\u201d, e o enlace, na Igrejinha do Outeiro da Gl\u00f3ria, \u00e9 um verdadeiro acontecimento. Ao lado dele, dedica-se ao teatro, sua maior e declarada paix\u00e3o, consagrada pelo p\u00fablico e cr\u00edtica como atriz, e ambos fazem sucesso no r\u00e1dio e na TV com o programa \u201cMarlene, meu bem\u201d, escrito por M\u00e1rio Lago,vers\u00e3o brazuca da sitcom americana \u201cI love Lucy\u201d, satirizando epis\u00f3dios da vida a dois. . Atuou em espet\u00e1culos como \u201cCarnav\u00e1lia\u201d, \u201c\u00c9 a maior\u201d, \u201cTe pego pela palavra\u201d, \u201cBotequim\u201d e \u201c\u00d3pera do malandro\u201d, a maior parte registrados\u00a0 em disco.\u00a0 Como compositora, fez o samba-can\u00e7\u00e3o \u2018A grande verdade\u201d (parceria com Luiz Bittencourt), gravado em 1951 por Dalva de Oliveira. Enfim, uma artista completa. Marlene faleceria em 13 de junho de 2014, no Rio, aos 91 anos, de fal\u00eancia m\u00faltipla de \u00f3rg\u00e3os. Ela estava internada no hospital Casa de Portugal, em virtude de uma queda sofrida dias antes, em casa. Para sempre \u201ca maior\u201d, \u201ca incompar\u00e1vel\u201d e \u201caquela que n\u00e3o perde a majestade\u201d, \u00a0Marlene recebe a homenagem do GRB, nesta edi\u00e7\u00e3o em que apresentamos catorze de suas melhores grava\u00e7\u00f5es,\u00a0 nas quais se mostra uma int\u00e9rprete vers\u00e1til e personal\u00edssima. Abrindo esta sele\u00e7\u00e3o, que contou inclusive com a preciosa colabora\u00e7\u00e3o deste que vos escreve, a marchinha \u201cVou nas \u00e1guas\u201d, de Raul Sampaio e Benil dos Santos, para o carnaval de 1959, grava\u00e7\u00e3o Odeon de 6 de novembro de 58, lan\u00e7ada ainda em dezembro, disco\u00a0 14398-B, matriz 13037. Em seguida,o bai\u00e3o \u201cEstrela Mi\u00fada\u201d, primeira composi\u00e7\u00e3o gravada do maranhense (de Pedreiras) \u00a0Jo\u00e3o do Valle, em parceria com Luiz Vieira, grava\u00e7\u00e3o Todam\u00e9rica de 26 de mar\u00e7o de 1953, lan\u00e7ada em junho do mesmo ano sob n.o TA-5293-B, matriz TA-432. Nessa ocasi\u00e3o, Jo\u00e3o do Valle era servente de pedreiro, de dormir na obra e tudo o mais, e uma mulher que morava l\u00e1 perto tocava esse disco sem parar,o dia todo. Jo\u00e3o n\u00e3o tinha coragem de dizer que a m\u00fasica era dele. Um dia, n\u00e3o dando mais para segurar a coisa, ele se chegou para seu chefe e perguntou: \u201cT\u00e1 ouvindo essa m\u00fasica?\u201d \u201cSim, \u00e9 Estrela Mi\u00fada\u201d, respondeu ele. \u201cSabe quem canta?\u201d, perguntou Jo\u00e3o. \u201cSei, \u00e9 a Marlene\u201d. \u201cE quem \u00e9 o autor?\u201d O chefe n\u00e3o sabia, e ao ouvir de Jo\u00e3o do Valle que o autor era ele, nem acreditou: \u201cQue \u00e9 isso, neguinho, t\u00e1 delirando? Traz massa, neguinho, traz massa!\u201d Depois vem o samba \u201cGabi morena\u201d, de autoria de outro expressivo compositor nordestino, o pernambucano Luiz Bandeira (tamb\u00e9m autor de\u201dNa cad\u00eancia do samba\u201d,o famoso \u201cQue bonito \u00e9\u201d), gravado na Continental pela \u201cmaior\u201d em 2 de junho de1954, com lan\u00e7amento em junho-julho desse ano, disco 16991-A, matriz C-3380. Temos em seguida a divertida marchinha-cr\u00f4nica \u201cIbrahim piu-piu (Marcha do Ibrahim)\u201d, um dos hits do carnaval de 1956, de autoria de Miguel Gustavo, sem d\u00favida um cronista musical de seu tempo. Lan\u00e7ada pela Sinter ainda em novembro-dezembro de 55 sob n.o 00-00.440-B, matriz S-1002, faz refer\u00eancia ao colunista social Ibrahim Sued, muito popular na imprensa e na televis\u00e3o, com bord\u00f5es que marcaram \u00e9poca: \u201cDepois eu conto\u201d, \u201cDe leve&#8230;\u201d, \u201cBola branca\u201d, \u201cBola preta\u201d, \u201cAl\u00f4, panteras e panterinhas\u201d, \u201cE adem\u00e3 que eu vou em frente\u201d etc. O l\u00edrico e expressivo samba-can\u00e7\u00e3o \u201cLuz de vela\u201d, de Luiz Ant\u00f4nio, \u00e9 lan\u00e7ado por Marlene, na Continental, em maio-junho de 1952, com o n.o 16563-B,matriz C-2822. Sucesso no carnaval de 1953, a \u201cMarcha do sapinho\u201d, de Humberto Teixeira e Norte Victor, \u00e9 lan\u00e7ada pela mesma Continental na voz da \u201cincompar\u00e1vel\u201d em janeiro desse ano, com o n.o 16670-B, matriz C-2990, sendo interpretada tamb\u00e9m por Oscarito e Maria Antonieta Pons no filme \u201cCarnaval Atl\u00e2ntida\u201d.\u00a0 \u201cCanta, menina, canta\u201d, samba de Monsueto e Arnaldo Passos,\u00e9 lan\u00e7ado pela Sinter em maio-junho de1955 sob n.o 00-00.395-A, matriz S-893, entrando mais tarde no LP de dez polegadas \u201cVamos dan\u00e7ar com Marlene e seus sucessos\u201d. Jo\u00e3o \u201cBraguinha\u201d de Barro, N\u00e1ssara e Ant\u00f4nio Almeida assinam a marchinha \u201cSereia da areia\u201d, do carnaval de 1952, que a Continental p\u00f5e nas lojas um m\u00eas antes dos festejos momescos, em janeiro, disco 16509-B, matriz C-2777, e \u00e9 tamb\u00e9m interpretada por Marlene no j\u00e1 citado filme \u201cTudo azul\u201d, da Flama Filmes, \u00faltimo trabalho do cineasta Moacyr Fenelon.\u00a0 Do mesmo suplemento Continental de \u201cLuz de vela\u201d, maio-junho de 1952, \u00e9 o bai\u00e3o junino \u201cCan\u00e7\u00e3o das noivas\u201d, de Haroldo Lobo e R\u00f4mulo Paes, que \u00e9 catalogado com o n\u00famero 16556-B, matriz C-2843. \u201cQuero sambar\u201d, de autoria de Z\u00e9 K\u00e9ti, \u00e9 gravado na RCA Victor pela nossa Marlene em 30 de agosto de 1957, sendo lan\u00e7ado em novembro seguinte sob n.o 80-1862-A,matriz 13-H2PB-0207. Marlene tamb\u00e9m o interpreta no filme \u201cO cantor e o milion\u00e1rio\u201d, da Cinematogr\u00e1fica Guaruj\u00e1\u201d, no qual atua como atriz, interpretando a si mesma, ao lado do marido, Luiz Delfino. Norival Reis,o Vav\u00e1, que tamb\u00e9m era t\u00e9cnico de grava\u00e7\u00e3o da Continental, assina com Rutinaldo Silva \u201cVamos \u00e0 valsa\u201d, que Marlene lan\u00e7a pela gravadora dos irm\u00e3os Byington em maio-junho de 1951, sob n.o 16406-A,matriz 2610. Tamb\u00e9m na Continental, agora tendo ao lado o ent\u00e3o nascente conjunto vocal Os Cariocas, e com acompanhamento impec\u00e1vel da Orquestra Tabajara de Severino Ara\u00fajo, Marlene lan\u00e7a, entre outubro e dezembro de 1949, no disco 16125, dois bai\u00f5es cl\u00e1ssicos da parceria Luiz Gonzaga-Humberto Teixeira, que o pr\u00f3prio Gonzag\u00e3o s\u00f3 ir\u00e1 gravar posteriormente. No lado A, matriz 2166, \u201cMacap\u00e1\u201d, e no verso, matriz 2167, \u201cQui nem jil\u00f3\u201d, originalmente valsa,mas que Humberto Teixeira transforma no ent\u00e3o ritmo da moda, alcan\u00e7ando expressivo \u00eaxito. Esta faixa encerra nosso retrospecto marleniano, mas, antes dela, iremos encontrar a divertida valsa \u2018Marlene, meu bem\u201d, de M\u00e1rio Lago, em dueto com o entoa marido Luiz Delfino, e inspirada no j\u00e1 citado programa de r\u00e1dio e TV de mesmo nome, escrito justamente por M\u00e1rio Lago. Foi lan\u00e7ado pela Sinter em setembro-outubro de 1955, sob n.o 00-00.425-A, matriz S-975.Enfim, esta \u00e9 a homenagem do GRB \u00e0quela que foi, \u00e9 e ser\u00e1 eternamente A MAIO<a href=\"http:\/\/depositfiles.org\/files\/trzitad6t\" target=\"_blank\">R<\/a>!<\/div>\n<div><\/div>\n<div>* Texto de Samuel Machado Filho<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depois de Emilinha Borba, na semana passada, nada mais justo que o Grand Record Brazil dedique este seu cent\u00e9simo-d\u00e9cimo volume \u00e0quela que foi durante anos apontada como sua rival, sem nunca t\u00ea-lo sido. E nossos amigos cultos, ocultos e associados &hellip; <a href=\"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4352\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11,103,13],"tags":[],"class_list":["post-4352","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-exclusivos-do-toque-musical","category-marlene","category-selo-grand-record-brazil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4352","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4352"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4352\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4353,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4352\/revisions\/4353"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4352"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4352"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4352"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}