{"id":4471,"date":"2014-09-15T23:36:48","date_gmt":"2014-09-16T02:36:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4471"},"modified":"2014-09-16T19:57:27","modified_gmt":"2014-09-16T22:57:27","slug":"a-musica-de-lupicinio-rodrigues-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-117-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4471","title":{"rendered":"A M\u00fasica De Lupicinio Rodrigues &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical  Vol.117 (2014)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-00ebQmS6gb0\/VBeg9ZCG_JI\/AAAAAAAAKUA\/wJqvusVJVE8\/s1600\/CAPAp.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-AG39Tctx7M0\/VBehEZKGldI\/AAAAAAAAKUI\/bdI9NTToBf8\/s1600\/CONTRACAPAp.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><\/p>\n<div>Esta semana o Grand Record Brazil prossegue a retrospectiva dedicada \u00e0 obra de Lupic\u00ednio Rodrigues (1914-1974), por certo o maior nome que o Rio Grande do Sul deu \u00e0 nossa m\u00fasica popular. Depois de apresentarmos o pr\u00f3prio Lupi interpretando suas composi\u00e7\u00f5es, temos agora catorze preciosas grava\u00e7\u00f5es de suas obras nas vozes de int\u00e9rpretes diversos, a maior parte sambas e sambas-can\u00e7\u00f5es.<\/div>\n<div>Para come\u00e7ar, temos o pr\u00f3prio Lupic\u00ednio interpretando \u201cSombras\u201d, faixa que \u00e9 o lado B do disco Star 353, editado em maio-junho de 1952 no \u00e1lbum \u201cRoteiro de um bo\u00eamio\u201d. Eram quatro discos 78 embalados em capa especial, expediente \u00e0s vezes comum nessa \u00e9poca, em que o LP estava em processo de implanta\u00e7\u00e3o, e apenas come\u00e7ava a ser fabricado entre n\u00f3s. Na faixa seguinte \u00e9 \u201cTriste hist\u00f3ria\u201d, parceria de Lupi com Alcides Gon\u00e7alves, por este \u00faltimo interpretada,\u00a0 grava\u00e7\u00e3o Victor de 3 de agosto de 1936, lan\u00e7ada em setembro do mesmo ano, disco 34089-B (o primeiro com grava\u00e7\u00f5es de m\u00fasicas de Lupic\u00ednio), matriz 80188, samba que, por sinal, venceu, um ano antes, um concurso realizado em Porto Alegre por ocasi\u00e3o do centen\u00e1rio da Revolu\u00e7\u00e3o Farroupilha (os autores abiscoitaram dois contos de r\u00e9is).\u00a0 Em seguida,o samba-can\u00e7\u00e3o \u201cDiv\u00f3rcio\u201d, s\u00f3 de Lupic\u00ednio,por ele composto numa ocasi\u00e3o em que o assunto estava na pauta das discuss\u00f5es, interpretado por Jo\u00e3o Dias, cantor que Francisco Alves indicara para suced\u00ea-lo, dada a semelhan\u00e7a vocal. Grava\u00e7\u00e3o Odeon de 29 de janeiro de 1952,lan\u00e7ada em agosto do mesmo ano (um m\u00eas antes da tr\u00e1gica morte de Chico Viola em desastre automotivo),\u00a0 sob n.o 13306-A, matriz 9233. O cl\u00e1ssico \u201cVingan\u00e7a\u201d, tamb\u00e9m s\u00f3 de Lupic\u00ednio, \u00e9 a faixa seguinte, na grava\u00e7\u00e3o original do Trio de Ouro, ent\u00e3o em sua segunda fase,\u00a0 com Noemi Cavalcanti no lugar de Dalva de Oliveira, que se separara do fundador do grupo, Herivelto Martins, e mantendo Nilo Chagas (ainda que j\u00e1 tivesse diverg\u00eancias com Herivelto).\u00a0 Gravado na RCA Victor em 10 de abril de 1951 e lan\u00e7ado em junho seguinte sob n.o 80-0776-B,matriz S-092932, \u201cVingan\u00e7a\u201d, por\u00e9m, teve sucesso muito maior posteriormente, na voz de Linda Batista, que fez da m\u00fasica um cl\u00e1ssico, deixando este registro original esquecido. Ainda assim, o trazemos aqui para reavalia\u00e7\u00e3o.\u00a0 O \u201crei do samba de breque\u201d, Moreira da Silva, tamb\u00e9m mostrava algumas vezes sua faceta sentimental e rom\u00e2ntica,como aqui, interpretando \u201cMeu pecado\u201d, parceria de Lupic\u00ednio com Felisberto Martins. Grava\u00e7\u00e3o Odeon de 3 de outubro de 1944,lan\u00e7ada em novembro do mesmo ano, disco 12516-B, matriz 7572. Na faixa seguinte, o primeiro grande hit nacional de Lupic\u00ednio como autor, e outra parceria com Felisberto Martins: o samba \u201cSe acaso voc\u00ea chegasse\u201d,verdadeiro cl\u00e1ssico do g\u00eanero, que tamb\u00e9m projetou seu int\u00e9rprete, o grande Cyro Monteiro.\u00a0 Ele imortalizou esta obra-prima na Victor em 19 de julho de 1938, com lan\u00e7amento em setembnro seguinte, sob n.o 34360-A, matriz 80844. Tocou at\u00e9 em um filme americano chamado \u201dDan\u00e7arina loira\u201d e, em 1959, projetaria tamb\u00e9m a cantora Elza Soares.\u00a0 A eterna \u201cpersonal\u00edssima\u201d, Isaura Garcia, aqui comparece com \u201cEu n\u00e3o sou louco\u201d, samba que Lupic\u00ednio fez com Evaldo Ruy, visando o carnaval de 1950. Foi gravado na RCA Victor em 14 de novembro de 49, e saiu um m\u00eas antes da folia, em janeiro, com o n.o 80-0625-B, matriz S-078984. Orlando Silva,o sempre lembrado \u201ccantor das multid\u00f5es\u201d, vem com outro sucesso: \u201cBrasa\u201d,que Lupi comp\u00f4s ao testemunhar as brigas dom\u00e9sticas de seu \u00a0irm\u00e3o Francisco com a esposa, na ocasi\u00e3o em que residiu com eles. Novamente com a parceria de Felisberto Martins, foi imortalizado por Orlando na Odeon em\u00a0 9 de mar\u00e7o de 1945, e lan\u00e7ado em abril do mesmo ano,disco 12571-A, matriz 7772. Onofre Pontes \u00e9 o parceiro do nosso Lupic\u00ednio em \u201cAmigo ci\u00fame\u201d, lan\u00e7ado pela Copacabana em mar\u00e7o de 1957, na voz da grande Sapoti, \u00c2ngela Maria, disco 5739-B, matriz M-1634. Felisberto Martins volta a ser parceiro de Lupic\u00ednio em \u201cFeiticeira\u201d. Afinal, Lupi era gastr\u00f4nomo e cozinheiro de m\u00e3o cheia, e as mulheres sabiam que o caminho para o seu cora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m passava por uma boa mesa. Grava\u00e7\u00e3o de Homero Marques, lan\u00e7ada em 1952 pela Elite Special (coligada da Odeon), disco N-1081-A, matriz MIB-1131. \u201cQuem h\u00e1 de dizer\u201d, parceria de Lupic\u00ednio com Alcides Gon\u00e7alves, \u00e9 outro cl\u00e1ssico do samba-can\u00e7\u00e3o e da dor de cotovelo.\u00a0 Alcides, nessa \u00e9poca, era pianista em casas noturnas portoalegrenses, e,\u00a0 enquanto tocava, de certa feita observava enciumado o ass\u00e9dio dos fregueses da Boate Marab\u00e1 \u00e0 sua namorada,Maria Helena, bailarina da casa, o mesmo acontecendo com Lupic\u00ednio em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua escolhida. Era preciso esper\u00e1-las cumprir sua obriga\u00e7\u00e3o profissional, o cabar\u00e9 terminar. Francisco Alves imortalizou a m\u00fasica (letra de Lupi, melodia de Alcides) na Odeon em 25 de maio de 1948, com lan\u00e7amento em julho do mesmo ano, disco 12863-A, matriz 8369. \u201cPonta de lan\u00e7a\u201d, de Lupi sem parceiro, foi gravado na mesma Odeon por Dircinha Batista em 7 de fevereiro de 1952, com lan\u00e7amento em abril seguinte no lado B em que saiu o cl\u00e1ssico \u201cNunca\u201d, tamb\u00e9m de Lupi, disco 13244, matriz 9249, e obtendo igualmente sucesso, ainda que em menor propor\u00e7\u00e3o.\u00a0 Caco Velho (Mateus Nunes), \u201co sambista infernal\u201d, e protoalegrense como Lupic\u00ednio, assina com ele o samba \u201cQue baixo!\u201d, e o interpreta com toda a bossa que lhe era peculiar nesta grava\u00e7\u00e3o Continental de 9 de agosto de 1945, lan\u00e7ada em setembro do mesmo ano, disco 15416-A, matriz 1154.Para finalizar a sele\u00e7\u00e3o desta semana, homenageamos o time de futebol de cora\u00e7\u00e3o do mestre Lupic\u00ednio Rodrigues, apresentando o \u201cHino do Gr\u00eamio\u201d, por ele mesmo composto em 1953, em meio a uma greve no transporte p\u00fablico de sua Porto Alegre (da\u00ed o verso inicial, \u201cAt\u00e9 a p\u00e9 n\u00f3s iremos para o que der e vier\u201d).\u00a0 Tal obra, por\u00e9m, s\u00f3 seria gravada efetivamente em 1971, pela Banda do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro (ent\u00e3o Estado da Guanabara), para o LP de selo Continental \u201cHinos do futebol brasileiro\u201d. \u00c9 este registro que apresentamos nesta edi\u00e7\u00e3o do GRB, merecendo (e com louvor) figurar como exce\u00e7\u00e3o \u00e0 regra de apresentarmos apenas grava\u00e7\u00f5es em 78 rpm. Afinal, o retrato de Lupic\u00ednio est\u00e1\u00a0 na Galeria dos Gremistas Imortais, no sal\u00e3o nobre do clube. Divirtam-se e at\u00e9 a pr\u00f3xim<a href=\"http:\/\/depositfiles.org\/files\/hm3nucxpg\" target=\"_blank\">a<\/a>!<\/div>\n<div>..<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Texto de Samuel Machado Filho<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esta semana o Grand Record Brazil prossegue a retrospectiva dedicada \u00e0 obra de Lupic\u00ednio Rodrigues (1914-1974), por certo o maior nome que o Rio Grande do Sul deu \u00e0 nossa m\u00fasica popular. 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