{"id":4486,"date":"2014-09-23T23:45:13","date_gmt":"2014-09-24T02:45:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4486"},"modified":"2014-09-25T22:23:52","modified_gmt":"2014-09-26T01:23:52","slug":"linda-batista-elizeth-cardoso-onilda-figueiredo-carmen-barbosa-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-118-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4486","title":{"rendered":"Linda Batista, Elizeth Cardoso, Onilda Figueiredo &#038; Carmen Barbosa &#8211; Sele\u00e7\u00e0o 78 RPM Do Toque Musical Vol. 118 (2014)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-dZb4MKcCVTg\/VCIstiU1s1I\/AAAAAAAAKW0\/v30DXKWR-JU\/s1600\/CAPAP.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/4.bp.blogspot.com\/-aR9qe_YCQaQ\/VCIszlRl8hI\/AAAAAAAAKW8\/giO2o-3YoMs\/s1600\/CONTRACAPAP.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><\/p>\n<div>E vai para o ar mais uma edi\u00e7\u00e3o do Grand Record Brazil, a de n\u00famero 118. \u00c9 mais um volume dedicado \u00e0s cantoras, apresentando quatro grandes int\u00e9rpretes que fizeram hist\u00f3ria em nossa m\u00fasica popular.<\/div>\n<div>Para come\u00e7ar, temos Linda Batista (Florinda Grandino de Oliveira, S\u00e3o Paulo, 14\/6\/1919-Rio de Janeiro,\u00a0 17\/4\/1988),que marca presen\u00e7a no GRB desta semana com quatro faixas bastante expressivas, todas em grava\u00e7\u00f5es Victor. A primeira \u00e9 a divertida marchinha \u201cNo boteco do Jos\u00e9\u201d, sucesso do carnaval de 1946, alusivo \u00e0 conquista do campeonato carioca de futebol pelo Vasco da Gama (o time era ent\u00e3o chamado \u201cexpresso da vit\u00f3ria\u201d), no ano anterior, invicto, fazendo men\u00e7\u00e3o inclusive ao atacante Lel\u00e9 (Manuel Pessanha, 1918-2003), artilheiro do certame, de chute fort\u00edssimo.\u00a0 Flamenguista convicto, Wilson Batista fez a marchinha em parceria com Augusto Garcez, e Linda a gravou em 21 de setembro de 1945, sendo lan\u00e7ada ainda em\u00a0 novembro com o n.o 80-0348-A, matriz S-078294. Logo depois,ao lado das Tr\u00eas Marias, com acompanhamento da orquestra do maestro Passos, \u00a0Linda interpreta o cl\u00e1ssico samba-can\u00e7\u00e3o \u201cBom dia\u201d, de Herivelto Martins e Aldo Cabral, em grava\u00e7\u00e3o de 2 de julho de 1942, lan\u00e7ada pela marca do cachorrinho Nipper em setembro do mesmo ano, disco 34962-A, matriz S-052569. \u201cBom dia\u201d tem in\u00fameras regrava\u00e7\u00f5es, destacando-se as de Dalva de Oliveira e Maria Beth\u00e2nia. Ru\u00e7o do Pandeiro e Alfeu de Brito assinam o samba \u201cQuem sabe da minha vida sou eu\u201d, que Linda gravou em 13 de agosto de 1941, com lan\u00e7amento em outubro seguinte sob n.o 34814-A, matriz S-052327. Linda Batista encerra sua participa\u00e7\u00e3o neste volume com o divertido samba-de-breque \u201cEu fui \u00e0 Europa\u201d, de Chiquinho Sales. No enredo, Linda \u00e9 uma cantora brasileira que vai se apresentar numa r\u00e1dio europeia, mas \u00e9 presa, confundida com uma espi\u00e3, e levada para a execu\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m&#8230; tudo n\u00e3o passou de um sonho! Grava\u00e7\u00e3o de 10 de junho de 1941, lan\u00e7ada em agosto do mesmo ano com o n.o 34785-A, matriz S-052241. Nestas duas \u00faltimas faixas,o acompanhamento \u00e9 creditado aos Diabos do C\u00e9u, mas estes n\u00e3o eram mais os integrantes da orquestra formada e dirigida por Pixinguinha, e sim os do regional de Benedito Lacerda, como sempre fazendo maravilhas com sua flauta inconfund\u00edvel.\u00a0 Como a denomina\u00e7\u00e3o era de propriedade da Victor, outros grupos tamb\u00e9m podiam aparecer nos selos dos discos como Diabos do C\u00e9u, caso do regional de Benedito.<\/div>\n<div>\u00a0A eterna \u201cDivina\u201d, \u201cEnluarada\u201d e \u201cMagn\u00edfica\u201d Elizeth Cardoso, nascida (16\/7\/1920) e falecida (7\/5\/1990) no Rio de Janeiro, int\u00e9rprete de uma longa e vitoriosa carreira, bate ponto aqui com outras quatro faixas,todas gravadas em seu in\u00edcio de carreira. Primeiro, temos seu primeiro\u00a0 sucesso mai\u00fasculo, \u201cCan\u00e7\u00e3o de amor\u201d, samba do comediante Chocolate (Dorival Silva, 1923-1989) em parceria com Elano de Paula, que se tornaria para sempre carro-chefe de Elizeth. Saiu no disco de estreia da cantora na Todam\u00e9rica, n.o TA-5010-B, gravado em 27 de julho de 1950 e lan\u00e7ado em outubro seguinte, matriz TA-20, do qual tamb\u00e9m apresentamos logo depois o lado A, \u201cComplexo\u201d, samba de Wilson Batista e Magno de Oliveira, matriz TA-19. Meses antes, por\u00e9m, Elizeth\u00a0 havia gravado seu primeiro disco na Star, futura Copacabana, n\u00famero 202, do qual apresentamos o samba do lado B, \u201cMensageiro da saudade\u201d, composto por Ataulfo Alves e Jos\u00e9 Batista, com acompanhamento da orquestra de Acyr Alves. Esse disco, lan\u00e7ado provavelmente em mar\u00e7o de 1950, seria logo retirado das lojas pela gravadora, que alegou \u201cproblemas t\u00e9cnicos\u201d, jamais esclarecidos devidamente. Por fim, Elizeth canta \u201cVenho de longe\u201d, samba-can\u00e7\u00e3o de Dermeval Fonseca e Alberto Ribeiro, grava\u00e7\u00e3o Todam\u00e9rica de 25 de janeiro de 1952, lan\u00e7ada em abril do mesmo ano, disco TA-5145-B, matriz TA-238.<\/div>\n<div>Natural do Recife, a capital pernambucana, Onilda Figueiredo, a cantora que apresentamos a seguir, deixou, segundo consta, \u00a0uma escassa discografia. Gravou, em 78 rpm, quatro discos com oito m\u00fasicas, entre 1956 e 1958, todos pela Mocambo, gravadora que por sinal tinha sede no Recife, e pertencia aos irm\u00e3os Rozenblit.\u00a0 Foi tamb\u00e9m contratada da R\u00e1dio Jornal do Comm\u00e9rcio, e era presen\u00e7a constante nos programas de audit\u00f3rio da emissora recifense, cujo slogan era \u201cPernambuco falando para o mundo\u201d. \u00a0Fez ainda uma participa\u00e7\u00e3o na colet\u00e2nea \u201cCatorze maiorais em boleros\u201d (Copacabana, 1964), interpretando \u201cDuas cruzes\u201d. Ei-la aqui com as faixas de seu 78 de estreia, o Mocambo 15094, lan\u00e7ado em junho de 1956, com dois boleros. Primeiro, o lado B, matriz R-695, \u201cDesespero\u201d, de autoria de \u00c2ngelo Iervolino. E, em seguida, o lado A, o cl\u00e1ssico \u201cNunca! Jamais! (Nunca! Jam\u00e1s!)\u201d, matriz R-694, de autoria do mexicano Lalo Guerrero, em vers\u00e3o de N\u00e9lson Ferreira, tamb\u00e9m not\u00e1vel compositor e ent\u00e3o diretor art\u00edstico da Mocambo. Enorme sucesso, \u201cNunca! Jamais!\u201d seria mais tarde faixa de abertura do \u00fanico LP da cantora, o 10 polegadas \u201cA voz de Onilda Figueiredo\u201d, sendo tamb\u00e9m gravado por outros int\u00e9rpretes (Ivon C\u00fari, \u00c2ngela Maria, Rosa Pardini, Zez\u00e9 Gonzaga etc.).<\/div>\n<div>Finalmente, lembramos de uma cantora expressiva, que infelizmente partiu muito cedo: C\u00e1rmen Barbosa. Carioca do bairro do Catumbi, nascida em 4 de setembro de 1912, ela faleceria em 3 de setembro de 1942, um dia antes de fazer trinta anos, v\u00edtima de grave doen\u00e7a. Ela aqui comparece com as quatro faixas finais de nossa sele\u00e7\u00e3o desta semana. De in\u00edcio tem \u201cBanalidade\u201d, samba de Gilberto Martins (nada banal,apesar do t\u00edtulo), grava\u00e7\u00e3o Columbia de 19 de junho de 1939, lan\u00e7ada em julho seguinte sob n.o\u00a0 55073-A, matriz 165. O samba-can\u00e7\u00e3o \u201cCarnaval que passou\u201d \u00e9 do mestre Benedito Lacerda, que muito incentivou C\u00e1rmen Barbosa em sua carreira e por sinal a acompanha com sua flauta m\u00e1gica em todas as quatro faixas que ela interpreta aqui, \u00e0 frente de seu regional.\u00a0 Grava\u00e7\u00e3o Victor de 30 de abril de 1937, lan\u00e7ada em agosto do mesmo ano, disco 34192-A, matriz 80390 (aqui, o regional de Benedito Lacerda aparece com o nome de Bo\u00eamios da Cidade). O samba \u201cDepois que ele partiu\u201d \u00e9 tamb\u00e9m de Benedito, agora em parceria com Gilberto Martins, e C\u00e1rmen o gravou na Columbia em 8 de agosto de 1939, com lan\u00e7amento em setembro sob n.o 55157-B, matriz 187. Por fim, temos outro bom samba, \u201cAdeus, Favela\u201d, de N\u00e9lson Trigueiro e Paulo Pinheiro, grava\u00e7\u00e3o Columbia de 13 de maio de 1939, lan\u00e7ada em junho seguinte sob n.o\u00a0 55069-A, matriz 152. Enfim, uma edi\u00e7\u00e3o em que o GRB revive quatro grandes cantoras da MPB, cujo legado \u00e9 sempre desfrut\u00e1vel e imperd\u00edvel. At\u00e9 a pr\u00f3xim<a href=\"http:\/\/depositfiles.org\/files\/cgt449s81\" target=\"_blank\">a<\/a>!<\/div>\n<div><\/div>\n<div>* Texto de Samuel Machado Filho<\/div>\n<div><\/div>\n<div>.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E vai para o ar mais uma edi\u00e7\u00e3o do Grand Record Brazil, a de n\u00famero 118. \u00c9 mais um volume dedicado \u00e0s cantoras, apresentando quatro grandes int\u00e9rpretes que fizeram hist\u00f3ria em nossa m\u00fasica popular. 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