{"id":4498,"date":"2014-09-27T20:37:05","date_gmt":"2014-09-27T23:37:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4498"},"modified":"2014-09-27T20:39:10","modified_gmt":"2014-09-27T23:39:10","slug":"j-g-de-araujo-amo-1964","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4498","title":{"rendered":"J G De Ara\u00fajo &#8211; Amo (1964)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-dx-My4kLLdQ\/VCdEn5KRRWI\/AAAAAAAAKYg\/8PdPiScG_JI\/s1600\/jg%2Bde%2Baraujo%2B(1)p.JPG\" width=\"1000\" height=\"990\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-0kIpjQhGXjU\/VCdEtPU5_CI\/AAAAAAAAKYo\/7IiD6enND5E\/s1600\/jg%2Bde%2Baraujo%2B(2)p.JPG\" width=\"1000\" height=\"1001\" \/><\/p>\n<div>Que tal um pouco de poesia? Bem, \u00e9 o que o Toque Musical oferece hoje a seus amigos cultos,ocultos e associados. Trata-se um LP da Musidisc, gravadora que encerrou definitivamente suas atividades em 2013, apresentando poemas escritos e declamados por um autor t\u00e3o discutido quanto lido: J. G. de Ara\u00fajo Jorge.<\/div>\n<div>Batizado como Jos\u00e9\u00a0 Gulherme de Ara\u00fajo Jorge, nosso focalizado nasceu na Vila de Tarauac\u00e1, Estado do Acre, no dia 20 de maio de 1914, filho de Salvador Augusto de Ara\u00fajo Jorge (membro de tradicional fam\u00edlia acreana) e Zilda Tinoco de Ara\u00fajo Jorge.\u00a0 Era tamb\u00e9m sobrinho-neto do embaixador Artur Guimar\u00e3es de Ara\u00fajo Jorge (m\u00e9dico, escritor e orador, presidente perp\u00e9tuo da Academia Amazonense de Letras) e\u00a0 do professor Afr\u00e2nio de Ara\u00fajo Jorge, fundador do Gin\u00e1sio Alagoano, de Macei\u00f3. \u00a0J. G. passou sua inf\u00e2ncia na capital do Estado, Rio Branco, onde fez o curso prim\u00e1rio no Grupo Escolar Sete de Setembro.Em seguida, ao mudar-se para o Rio de Janeiro, fez o curso secund\u00e1rio nos col\u00e9gios Anglo-Americano e Pedro II.\u00a0 Colaborando desde menino na imprensa estudantil, foi fundador e presidente da Academia de Letras do Internato Pedro II, que ficava num casar\u00e3o de S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, destru\u00eddo por um inc\u00eandio muitos\u00a0 anos depois. Ainda ginasiano, teve sua primeira publica\u00e7\u00e3o na imprensa adulta: o poema \u201cRi, palha\u00e7o, ri\u201d, de 1931, aparecido no jornal \u201cCorreio da Manh\u00e3\u201d e depois no \u201cAlmanaque Bertrand\u201d para o ano seguinte,mas nunca inclu\u00eddo em seus livros, como outros trabalhos seus dessa \u00e9poca. Colaborou tamb\u00e9m no jornal \u201cA Na\u00e7\u00e3o\u201d , nas revistas \u2018Vamos Ler!\u201d e \u201cCarioca\u201d, etc.\u00a0 Formou-se pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil.\u00a0 Foi eleito \u201cPr\u00edncipe dos Poetas\u201d em 1932, numa memor\u00e1vel cerim\u00f4nia\u00a0 acontecida no Externato Pedro II. Saudado na festa pelo tamb\u00e9m escritor Coelho Neto, recebeu das m\u00e3os da poetisa Ana Am\u00e9lia,ent\u00e3o presidente da Casa do Estudante do Brasil, como pr\u00eamio e homenagem, um livro ofertado por Adalberto Oliveira, ent\u00e3o \u201cPr\u00edncipe da Poesia Brasileira\u201d. Ainda estudante, J. G. de Ara\u00fajo Jorge venceu concursos de orat\u00f3ria, tendo sido orador oficial de entidades universit\u00e1rias. Recebeu em Coimbra, Portugal, o t\u00edtulo de \u201cestudante honor\u00e1rio\u201d, e fez Curso de Extens\u00e3o Cultural na Universidade de Berlim. Foi casado com Maria Souza de Ara\u00fajo Jorge. Seu primeiro livro, \u201cMeu c\u00e9u interior\u201d, foi publicado em 1934, seguido de outros 35. Entre suas obras, destacamos: \u201cBazar de ritmos\u201d (1935), \u201cHarpa submersa\u201d (1952), \u201cConcerto a quatro m\u00e3os\u201d (1959), \u201cDe m\u00e3os dadas\u201d (1961), \u201cPoemas do amor ardente\u201d (idem),\u00a0 \u201cCantigas de menino grande\u201d (1964), \u201cTrevos de quatro versos (idem), \u201cQuatro damas\u201d (1965), \u201cOs mais belos sonetos que o amor inspirou\u201d (1966 e 1970), \u201cMensagem\u201d (1966), \u201cO poder da flor\u201d (1969), \u201cO poeta na pra\u00e7a\u201d (1981), \u201cTempo ser\u00e1\u201d (1986) e a colet\u00e2nea de cr\u00f4nicas \u201cNo mundo da poesia\u201d (1969).\u00a0 Foi conhecido como \u201co poeta da povo e da mocidade\u201d, por sua mensagem social e pol\u00edtica, e por sua obra l\u00edrica, de linguagem simples, impregnada de romantismo moderno, mas \u00e0s vezes dram\u00e1tico, o que o fez um dos poetas mais lidos e, ao mesmo tempo, o mais combatido do Brasil. Com irrefre\u00e1vel voca\u00e7\u00e3o para a pol\u00edtica, J.G. candidatou-se a v\u00e1rios cargos p\u00fablicos. Em 1970, foi eleito deputado federal pela antiga Guanabara, sendo reeleito duas vezes (1974 e 1978). Ocupou a vice-lideran\u00e7a do MDB, hoje PMDB, e a presid\u00eancia da Comiss\u00e3o de Comunica\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara dos Deputados. J. G. de Ara\u00fajo Jorge faleceu no Rio, em 27 de janeiro de 1987. E at\u00e9 hoje seus livros continuam bastante procurados nos sebos, uma vez que h\u00e1 tempos n\u00e3o s\u00e3o reeditados.\u00a0 Mesmo esquecido pela cr\u00edtica, \u00e9 um dos poetas cujos textos mais aparecem na internet, e talvez seja um dos mais lembrados, lidos e copiados pelos enamorados.<\/div>\n<div>Neste \u00e1lbum da Musidisc, lan\u00e7ado originalmente em 1964, um pouco da arte po\u00e9tica de J. G. de Ara\u00fajo Jorge. O t\u00edtulo do\u00a0 LP \u00e9 o mesmo de um livro que ele publicou em 1938, \u201cAmo!\u201d, e por certo sua audi\u00e7\u00e3o ir\u00e1 comprovar a perman\u00eancia e a for\u00e7a de sua poesia. Depois deste \u00e1lbum, J. G. ainda lan\u00e7aria um outro, sem t\u00edtulo, pela gravadora Equipe de Oswaldo Cadaxo, provavelmente em 1970.\u00a0 Ou\u00e7a este \u201cAmo!\u201d e desperte o poeta que existe em voc<a href=\"http:\/\/depositfiles.org\/files\/gm2gq55dh\" target=\"_blank\">\u00ea<\/a>!<\/div>\n<div><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">amo<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">balada da chuva<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">cena a hora do poente<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">noiva<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">trecho de carta in\u00fatil<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">essa<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">h\u00e1 dias<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">maldade<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">carnaval<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">t\u00e9dio<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">ideal de amor<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">gata angor\u00e1<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">poema para mulher que passou<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">voc\u00ea<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">carta cinzenta<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">a lenda do poente<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">felicidade<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">a vida<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">fim<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">.<\/div>\n<div><\/div>\n<p>*Texto de SAMUEL MACHADO FILHO<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Que tal um pouco de poesia? 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