{"id":4503,"date":"2014-09-28T23:09:02","date_gmt":"2014-09-29T02:09:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4503"},"modified":"2014-09-28T23:23:53","modified_gmt":"2014-09-29T02:23:53","slug":"roberto-inglez-and-his-orchestra-samba-samba-1951","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4503","title":{"rendered":"Roberto Inglez And His Orchestra &#8211; Samba Samba (1951)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-w9y6BdrzrBg\/VCi8cxUaajI\/AAAAAAAAKY4\/YMYJNKJDbLk\/s1600\/roberto%2B(1)p.JPG\" width=\"1000\" height=\"987\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-TZZ-4bzcPmQ\/VCi8h0yxw3I\/AAAAAAAAKZA\/YDiTkJCBdhM\/s1600\/roberto%2B(2)p.JPG\" width=\"1000\" height=\"991\" \/><\/p>\n<div>Vem de muito longe o interesse dos m\u00fasicos de outros pa\u00edses pela m\u00fasica popular produzida no Brasil.\u00a0 E estes, logicamente, passaram a considerar a m\u00fasica popular brasileira a melhor do mundo. Exportamos C\u00e1rmen Miranda, a bossa nova e muito mais. E, quando Walt Disney veio ao Brasil para fazer o desenho animado \u201cAl\u00f4, amigos\u201d, de 1942 (o que lan\u00e7ou o papagaio Z\u00e9 Carioca), encantou-se com \u201cAquarela do Brasil\u201d, de Ary Barroso. A ponto de o pr\u00f3prio Ary ter\u00a0 ido aos EUA fazer a m\u00fasica \u201cRio de Janeiro\u201d para o filme \u201cBrasil\u201d, da Republic Pictures (1944), estrelado pelo mexicano Tito Guizar.<\/div>\n<div>Pois hoje o Toque Musical traz exatamente um LP de 10 polegadas com m\u00fasicas brasileiras, gravado fora de nosso territ\u00f3rio: \u201cSamba, samba\u201d, de 1951. O \u00e1lbum foi realizado em Londres, nos est\u00fadios da EMI-Parlophone , e lan\u00e7ado nos EUA pela Coral Records (possivelmente n\u00e3o foi editado entre n\u00f3s). A execu\u00e7\u00e3o \u00e9 da orquestra do maestro e pianista Roberto Inglez. Na verdade ele se chamava Robert Inglis, e era escoc\u00eas de Elgin, vindo ao mundo no dia 29 de junho de 1913. Aos cinco anos de idade aprendeu piano, e aos 15 j\u00e1 possu\u00eda conjunto pr\u00f3prio. De origem simples, estudou e chegou a trabalhar como dentista durante o dia e como maestro \u00e0 noite. Claro que seu talento musical falou bem mais alto. Em 1937, estudando m\u00fasica na Royal Academy of Music, em Londres, conheceu o maestro Edmundo Ros, ent\u00e3o membro da Don Marino Barreto\u2019s Cuban Orchestra, especializada em m\u00fasica latina. Ao formar a pr\u00f3pria orquestra, Edmundo recrutou Robert, sugerindo o nome art\u00edstico de Roberto Inglez, uma vez que ele era o \u00fanico brit\u00e2nico na forma\u00e7\u00e3o.\u00a0 Robert trabalharia pouco tempo com Edmundo e, logicamente, formaria orquestra pr\u00f3pria. Seus primeiros discos, no entanto, s\u00f3 viriam no final de 1945, uma vez que a Segunda Guerra Mundial praticamente interrompeu a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica na Europa. Um ano mais tarde, Roberto Inglez \u00e9 contratado pelo Hotel Savoy,um dos mais sofisticados de Londres, e \u201clar\u201d de outro famoso pianista, Carroll Gibbons.<\/div>\n<div>Seus discos, em 78 rpm e LPs, sa\u00edram pela Parlophon brit\u00e2nica, pela Coral, nos EUA (caso deste aqui) e pela Odeon no Brasil e na Espanha, vendendo assustadoramente. Em todas as suas grava\u00e7\u00f5es, Roberto Inglez expressa sua paix\u00e3o pelos ritmos latinos,em especial os brasileiros. Paix\u00e3o esta que culminaria, em 1952, na sua primeira temporada no Brasil, liderando uma orquestra com 30 integrantes, com apresenta\u00e7\u00f5es no Hotel Casablanca do Rio de Janeiro (onde ficou quatro semanas em cartaz) e no Lord de S\u00e3o Paulo (por duas semanas). Diz a lenda que, nessa temporada, Inglez acompanhou as primeiras apresenta\u00e7\u00f5es da iniciante \u00c2ngela Maria. Voltando a Londres, Dalva de Oliveira foi estrela de seu \u201cset\u201d por duas semanas no Hotel Savoy, da\u00ed resultando a antol\u00f3gica s\u00e9rie de 17 grava\u00e7\u00f5es que a \u201crainha da voz\u201d fez por l\u00e1 junto com Inglez, 13 delas editadas no Brasil pela Odeon. Em 1954, Inglez casou-se e foi residir no Chile, ali formando a Roberto Inglez y su Orquestra Romanza. Voltaria ao Brasil em outras oportunidades, para novas temporadas art\u00edsticas e grava\u00e7\u00f5es na Odeon, retirando-se do cen\u00e1rio musical no in\u00edcio dos anos 1960.<\/div>\n<div>Roberto Inglez faleceu em 1978, em Santiago do Chile. O presente \u00e1lbum tem quatro m\u00fasicas feitas no Brasil, duas de Ary Barroso (\u201cBrasil\u201d, ali\u00e1s, \u201cAquarela do Brasil\u201d e\u201dOs quindins de Iai\u00e1\u201d), uma de Joel de Almeida (\u201cWhistle samba\u201d, t\u00edtulo com o qual foi rebatizada \u201cNasci para bailar, nasci para sambar\u201d, composta pelo \u201cmagrinho el\u00e9trico\u201d na \u00e9poca em que residia e trabalhava na Argentina) e outra de Ernesto Nazareth (o \u201ctango\u201d \u201cDengoso\u201d, cujas primeiras grava\u00e7\u00f5es apareceram por volta de 1910). As outras quatro faixas s\u00e3o de compositores \u201dgringos\u201d, mas ainda assim este \u201cSamba, samba\u201d \u00e9 um exemplo da paix\u00e3o que Roberto Inglez sempre teve por nossa m\u00fasica popular. Voc\u00ea por certo ir\u00e1 dizer ao terminar de ouvi-lo: \u201cBravo, maestr<a href=\"http:\/\/depositfiles.org\/files\/ovm2q8esp\" target=\"_blank\">o<\/a>!\u201d<\/div>\n<div>.<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">samba samba<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">brazil<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">os quindins de yay\u00e1<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">whistle samba<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">chi-baba chi-baba<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">zacatecas<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">mocking bird<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">dengozo<\/div>\n<div><\/div>\n<div>.<\/div>\n<div>*SAMUEL MACHADO FILHO.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vem de muito longe o interesse dos m\u00fasicos de outros pa\u00edses pela m\u00fasica popular produzida no Brasil.\u00a0 E estes, logicamente, passaram a considerar a m\u00fasica popular brasileira a melhor do mundo. 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