{"id":4521,"date":"2014-10-07T20:22:21","date_gmt":"2014-10-07T23:22:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4521"},"modified":"2014-10-07T20:22:21","modified_gmt":"2014-10-07T23:22:21","slug":"4-ases-1-coringa-parte-1-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-120-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4521","title":{"rendered":"4 Ases &#038; 1 Coringa (parte 1) &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical Vol. 120 (2014)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-PHg1X_aeacQ\/VDRz6s7NNrI\/AAAAAAAAKcE\/g5xqglK5Lng\/s1600\/CAPAp.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-y0DJ4BK97y0\/VDRz_ZKFwQI\/AAAAAAAAKcM\/bRGHRdFuFzM\/s1600\/CONTRACAPAp.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><\/p>\n<div>Prosseguindo sua brilhante trajet\u00f3ria, o Grand Record Brazil, em sua edi\u00e7\u00e3o de n\u00famero 120, apresenta a primeira de duas partes de uma retrospectiva dedicada a um dos maiores conjuntos vocais e instrumentais que o Brasil j\u00e1 teve: os Quatro Ases e um Coringa. A hist\u00f3ria do grupo come\u00e7a em 1939, quando os irm\u00e3os cearenses Evenor, Perm\u00ednio e Jos\u00e9 Pontes de Medeiros, que estudavam no Rio de Janeiro, decidiram formar um quarteto vocal e instrumental juntamente com seu amigo Andre Batista Vieira, o Mel\u00e9. Dois anos mais tarde, ap\u00f3s formar-se em Qu\u00edmica, eles viajaram para Fortaleza, apresentando-se na Cear\u00e1 R\u00e1dio Clube com o nome de Bando Cearense (Evenor e Jos\u00e9 aos viol\u00f5es, Perm\u00ednio na gaita e Andr\u00e9 ao pandeiro, al\u00e9m, \u00e9 claro, dos vocais). Foi ent\u00e3o que se juntou a eles o violonista e vocalista Esdras Falc\u00e3o Guimar\u00e3es, o Pijuca. Por sugest\u00e3o do poeta e jornalista Dem\u00f3crito Rocha, eles passaram a se chamar Quatro Ases e um Mel\u00e9. De volta ao Rio, apresentaram-se por tr\u00eas meses na R\u00e1dio Mayrink Veiga, mas n\u00e3o houve contrato. Foram ent\u00e3o encaminhados \u00e0 R\u00e1dio Tupi por Jo\u00e3o Dunmar, diretor da Cear\u00e1 R\u00e1dio Clube, que estava no Rio por acaso, e substituiu o termo \u201cmel\u00e9\u201d por \u201ccoringa\u201d, termo mais conhecido no sul, que, no baralho, significa a mesma coisa. O sucesso foi imediato. No primeiro disco, lan\u00e7ado pela Odeon em setembro de 1941, sem men\u00e7\u00e3o no selo, acompanharam Dircinha Batista nos sambas \u201cEle disse que d\u00e1\u201d e \u201cCostela de cera\u201d. Estreia pra valer acontece em novembro do mesmo ano, quando a \u201cmarca do templo\u201d lan\u00e7a \u201cOs dois errados\u201d, e, do outro lado do disco, \u201cDora, meu amor\u201d.\u00a0 O grupo teve in\u00fameros sucessos,tais como: \u201cNo Cear\u00e1 \u00e9 assim\u201d, \u201cOnde est\u00e3o os tamborins?\u201d, \u201cBai\u00e3o\u201d, \u201cTerra seca\u201d, \u201c\u00c9 com esse que eu vou\u201d, \u201cSirid\u00f3\u201d, \u201cCabelos brancos\u201d, \u201cEu vi um le\u00e3o\u201d, \u201cTrem de ferro\u201d, \u201cEu vou at\u00e9 de manh\u00e3\u201d, \u201cChega, chega, chegadinho\u201d, \u201cMarcha do caracol\u201d, \u201cO periquito da madame\u201d,\u00a0 \u201cApanhador de papel\u201d.\u00a0 Em 1945, fizeram uma longa temporada no Prata, principalmente na Argentina, seguida do Chile. No cinema, atuaram nos filmes\u00a0 \u201cFogo na canjica\u201d, \u201cEssa \u00e9 fina\u201d, \u201cAviso aos navegantes\u201d e \u201cTudo azul\u201d. Em 1952, o Coringa Andr\u00e9 desligou-se do conjunto, e outros tr\u00eas o sucederam: Jorginho do Pandeiro, Nilo Falc\u00e3o e,por \u00faltimo, Miltinho. Nessa ocasi\u00e3o,a carreira do conjunto come\u00e7a a declinar,at\u00e9 sua dissolu\u00e7\u00e3o, nos anos 1960. Em cerca de vinte anos de carreira, os Quatro Ases e um Coringa gravaram mais de100 discos em 78 rpm, nos selos Odeon, RCA Victor, Mocambo, Todam\u00e9rica e Marajoara, al\u00e9m do LP \u201c\u00c9 com esse que eu vou\u201d, tamb\u00e9m pela Odeon, com regrava\u00e7\u00f5es, e alguns compactos. S\u00f3 lan\u00e7ariam um segundo e \u00faltimo LP em 1975, \u201cNovamente&#8230; Quatro Ases e um Coringa\u201d, selo Alvorada\/Chantecler, e depois sairiam de cena definitivamente.<\/div>\n<div>Nesta primeira parte, o GRB oferece catorze preciosas grava\u00e7\u00f5es dos Quatro Ases e um Coringa, verdadeiras joias da m\u00fasica popular brasileira, a maior parte em grava\u00e7\u00f5es Odeon. Abrindo o programa,\u201dTerra seca\u201d, samba que Ary Barroso considerava sua obra-prima, inspirado na triste fase da escravid\u00e3o dos negros no Brasil. O grupo cearense o imortalizou na \u201cmarca do templo\u201d \u00a0em 20 de setembro de 1943,com lan\u00e7amento em novembro do mesmo ano, disco 12375-A, matriz 7387. Da dupla Bide-Mar\u00e7al, autora de sambas cl\u00e1ssicos da MPB, \u00e9 \u201cPra que chorar?\u201d, tamb\u00e9m samba, este do carnaval de 1943, grava\u00e7\u00e3o de 27 de outubro de 42, lan\u00e7ada ainda em dezembro, disco 12235-A, matriz 7121. Outro cl\u00e1ssico \u00e9 o balanceio \u201cEu vou at\u00e9 de manh\u00e3\u201d, do cearense (como eles) Lauro Maia, gravado em 8 de fevereiro de 1945 e lan\u00e7ado em abril do mesmo ano sob n\u00famero 12568-A, matriz 7760. Temos depois a deliciosa marchinha \u201cPica-pau\u201d, outra composi\u00e7\u00e3o do mestre Ary Barroso, do carnaval de 1942, grava\u00e7\u00e3o de 14 de novembro de 41, lan\u00e7ada um m\u00eas antes da folia, em janeiro, com o n\u00famero 12096-A, matriz 6849. \u201cBar\u00e3o das cabrochas\u201d \u00e9 outro samba da grande dupla Bide-Mar\u00e7al aqui inclu\u00eddo, sucesso do carnaval de 1946. Os Quatro Ases e um Coringa o imortalizaram \u00a0em 22 de novembro de 45, e o lan\u00e7amento se deu um m\u00eas antes do carnaval, em janeiro, disco 12655-A, matriz 7939. Depois tem&#8230; \u201cFeijoada\u201d! \u00c9 uma marchinha de Rubens Soares, gravada \u00a0em 2 de fevereiro de 1943 e lan\u00e7ada em mar\u00e7o seguinte com o n\u00famero 12277-A, matriz 7196. Torcedor fervoroso do Am\u00e9rica Futebol Clube, Lamartine Babo comp\u00f4s os hinos n\u00e3o s\u00f3 desse como tamb\u00e9m de todos os grandes clubes do futebol carioca. Caso do famoso \u201cSempre Flamengo\u201d (\u201cUma vez Flamengo, Flamengo at\u00e9 morrer\u201d), marcha-hino que os Quatro Ases e um Coringa imortalizaram na \u201cmarca do templo\u201d em 2 de dezembro de 1944, com lan\u00e7amento em janeiro de 45, disco 12541-B, matriz 7719. Do carnaval de 1947 \u00e9 a marchinha \u201cO periquito da madame\u201d, de Nestor de Holanda, Carvalhinho e Afonso Teixeira, um sucesso que o grupo cearense gravou na Odeon em 9 de julho de 46 (vejam s\u00f3 a anteced\u00eancia!) com lan\u00e7amento ainda em novembro, disco 12735-B, matriz 8070. Do carnaval de 1943 \u00e9 a marchinha \u201cDeixai para mim as cabrochinhas\u201d, de Alcyr Pires Vermelho e Pedro Caetano, gravada na \u201cmarca do templo\u201d em 21de novembro de 42,lan\u00e7ada um m\u00eas antes da folia, me janeiro, disco 12246-A, matriz 7150. \u201cA ribeira do Caxia\u201d \u00e9 uma \u201cligeira\u201d de Lauro Maia, grava\u00e7\u00e3o de 29 de junho de 1945, lan\u00e7ada em agosto seguinte sob n\u00famero 12612-A,matriz 7868. Lan\u00e7ado em 1945 por Manezinho Ara\u00fajo, o \u201ccalango mineiro\u201d \u201cDezessete e setecentos\u201d, motivo folcl\u00f3rico adaptado por Luiz Gonzaga e Miguel Lima, foi regravado pelos Quatro Ases e um Coringa em 18 de abril de 1947, com lan\u00e7amento em julho seguinte com o n\u00famero 12784-B, matriz 8213 (conta errada, mas sucesso certeiro). As duas \u00faltimas faixas s\u00e3o da safra do grupo cearense na RCA Victor. \u201cXaxado\u201d, de Luiz Gonzaga e Herv\u00ea Cordovil, \u00e9 grava\u00e7\u00e3o de 14 de maio de 1952, lan\u00e7ada em julho do mesmo ano, disco 80-0938-B, matriz SB-093346, merecendo logo em seguida registro do pr\u00f3prio Gonzag\u00e3o. O xaxado \u00e9 definido como \u201cprimo do bai\u00e3o\u201d e foi divulgado pelo Nordeste do Brasil por Lampi\u00e3o e seu bando de cangaceiros. O nome da dan\u00e7a \u00e9 derivado da onomatopeia xa-xa-xa, que os dan\u00e7arinos fazem ao arrastar as alpercatas no ch\u00e3o. Por fim,o samba \u201cBoneca de pano\u201d, de Assis Valente, considerado seu \u00faltimo grande sucesso como compositor. Os Quatro Ases e um Coringa o imortalizaram na marca do cachorrinho Nipper em 10 de julho de 1950, com lan\u00e7amento em setembro do mesmo ano sob n\u00famero 80-0693-B, matriz S-092712. E na pr\u00f3xima semana traremos mais grava\u00e7\u00f5es desse not\u00e1vel conjunto cearense. Aguarde<a href=\"http:\/\/depositfiles.org\/files\/39opblt4h\" target=\"_blank\">m<\/a>!<\/div>\n<div><\/div>\n<div>*Texto de \u00a0SAMUEL MACHADO FILHO.<\/div>\n<div><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Prosseguindo sua brilhante trajet\u00f3ria, o Grand Record Brazil, em sua edi\u00e7\u00e3o de n\u00famero 120, apresenta a primeira de duas partes de uma retrospectiva dedicada a um dos maiores conjuntos vocais e instrumentais que o Brasil j\u00e1 teve: os Quatro Ases &hellip; <a href=\"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4521\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":["post-4521","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4521","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4521"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4521\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4522,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4521\/revisions\/4522"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4521"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4521"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4521"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}