{"id":4595,"date":"2014-11-12T19:52:57","date_gmt":"2014-11-12T21:52:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4595"},"modified":"2014-11-12T21:09:39","modified_gmt":"2014-11-12T23:09:39","slug":"cantores-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-124-2014","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4595","title":{"rendered":"Cantores &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical Vol. 124 (2014)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"https:\/\/3.bp.blogspot.com\/-51ZlQxXQPW4\/VGPU0WO417I\/AAAAAAAAKoQ\/DPhwCqvLkms\/s640\/CAPAp.JPG\" width=\"640\" height=\"640\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"https:\/\/1.bp.blogspot.com\/-9LKXbOMJ4qE\/VGPU4Uryq1I\/AAAAAAAAKoY\/wLpJZZqWa9g\/s640\/CONTRACAPAp.JPG\" width=\"640\" height=\"640\" \/><\/p>\n<div>E chegamos \u00e0 edi\u00e7\u00e3o de n\u00famero 124 do Grand Record Brazil. Para esta semana, o amigo Augusto preparou uma sele\u00e7\u00e3o variada, interessante e como sempre de grande valor hist\u00f3rico e art\u00edstico. Aqui est\u00e3o catorze grava\u00e7\u00f5es, por certo bastante representativas de nosso glorioso passado musical, interpretadas por sete cantores, com duas faixas para cada um.<\/div>\n<div>Para come\u00e7ar, apresentamos Carlos Alberto Ferreira Braga, o Jo\u00e3o de Barro, tamb\u00e9m conhecido por Braguinha (Rio de Janeiro,\u00a0 29\/3\/1907-idem, 24\/12\/2006), compositor de in\u00fameros e expressivos sucessos no carnaval e no meio-de-ano. Nesta edi\u00e7\u00e3o de GRB, apresentamos duas grava\u00e7\u00f5es que ele fez como int\u00e9rprete, \u00e0 frente do Bando de Tangar\u00e1s, na Parlophon, ambas do disco 13173, lan\u00e7ado em junho de 1930. Come\u00e7amos com o lado B, matriz\u00a0 3539, uma toada de autoria dele pr\u00f3prio, \u201cA mulher e a carro\u00e7a\u201d. Depois temos o lado A, matriz 3538, por certo o que mais apareceu. Trata-se do samba \u201cMinha cabrocha\u201d, de autoria de Lamartine Babo, ent\u00e3o definindo seu estilo.\u00a0 Este, ali\u00e1s, foi o primeiro grande sucesso autoral de Lal\u00e1, e, embora samba de meio-de-ano, tamb\u00e9m alcan\u00e7aria \u00eaxito no carnaval de 1931. \u201cMinha cabrocha\u201d \u00e9 conhecido at\u00e9 hoje e tem v\u00e1rias regrava\u00e7\u00f5es. N\u00e9lson Gon\u00e7alves (Santana do Livramento, RS, 21\/6\/1919-Rio de Janeiro, 18\/4\/1998), o sempre querido e lembrado \u201cmetralha do gog\u00f3 de ouro\u201d, cujos \u00e1lbuns t\u00eam sido presen\u00e7a cativa no Toque Musical, est\u00e1 presente nesta edi\u00e7\u00e3o do GRB com outras duas faixas, que gravou na Victor em princ\u00edpio de carreira. A primeira \u00e9 o cl\u00e1ssico fox-can\u00e7\u00e3o \u201cDos meus bra\u00e7os tu n\u00e3o sair\u00e1s\u201d, de autoria de Roberto Roberti. N\u00e9lson o imortalizou na marca do cachorrinho Nipper em 27 de abril de 1944,com lan\u00e7amento em junho do mesmo ano, disco 80-0186-A, matriz S-052950. Depois temos \u201cA valsa de Maria\u201d, de Cust\u00f3dio Mesquita e David Nasser, gravada em 28 de janeiro de 1943 e lan\u00e7ada em abril do mesmo ano, disco 80-0066-A, matriz S-052706. Em ambas as faixas, o acompanhamento \u00e9 da orquestra do pr\u00f3prio Cust\u00f3dio Mesquita. Temos, \u00a0em seguida, as m\u00fasicas do \u00fanico 78 rpm de Jonas Corr\u00eaa Tinoco (Niter\u00f3i, RJ, 14\/9\/1918-Rio de Janeiro, 1\/12\/1986), o Victor 33639, gravado em 13 de julho de 1932 e lan\u00e7ado somente em abril de 33, quando ele tinha 15 anos incompletos. O lado A, matriz 65543, sem d\u00favida foi o que se tornou mais conhecido:\u00a0 a \u201cCan\u00e7\u00e3o do jornaleiro\u201d, de autoria de Heitor dos Prazeres, que popularizou Jonas de imediato e motivou a realiza\u00e7\u00e3o de uma campanha de amparo aos pequenos jornaleiros. \u00caxito permanente, teve regrava\u00e7\u00f5es por Franquito, En\u00e9as Fontana e at\u00e9 mesmo por Wanderley Cardoso, um dos futuros astros da Jovem Guarda.\u00a0 No lado B, matriz 65544, Jonas gravou outra pungent\u00edssima can\u00e7\u00e3o, \u201cN\u00e3o tenho mais felicidade\u201d, composta pelo mesmo autor de \u201cCidade maravilhosa\u201d e \u201cAl\u00f4, al\u00f4\u201d, Andr\u00e9 Filho. Entretanto, Jonas Tinoco abandonou de repente sua carreira, que come\u00e7ara bastante promissora, por motivos at\u00e9 hoje desconhecidos. Sylvio Vieira (Jacare\u00ed, SP, 28\/5\/1899-Petr\u00f3polis,RJ, 7\/2\/1970) tinha origem nobre: era Baronete da Pedra Negra. Estudou canto l\u00edrico e sua estreia profissional se deu em 23 de abril de 1920, no Teatro S\u00e3o Jos\u00e9 de S\u00e3o Paulo, interpretando o papel de Valentim na \u00f3pera \u201cFausto\u201d, de Gounod. Atuou em companhias populares e em revistas, nos principais teatros da ent\u00e3o capital da Rep\u00fablica, o Rio de Janeiro (Jo\u00e3o Caetano, Gl\u00f3ria. Cassino, Recreio). Em 23 de novembro de 1935, fez parte da primeira apresenta\u00e7\u00e3o completa, em portugu\u00eas, da \u00f3pera \u201cO guarani\u201d, de Carlos Gomes, no Teatro Municipal carioca, sendo figura constante nas temporadas l\u00edricas oficiais dessa casa de espet\u00e1culos at\u00e9 o in\u00edcio dos anos 1960. Sylvio Vieira comparece nesta edi\u00e7\u00e3o do GRB com as m\u00fasicas do disco Victor 33558, gravado em 29 de abril de 1932 e lan\u00e7ado em junho do mesmo ano. O lado A, matriz 65477, apresenta o maior sucesso do cantor na \u00e1rea da m\u00fasica popular: a can\u00e7\u00e3o \u201cFr\u00f4 do ip\u00ea\u201d, de autoria do pistonista Bomfiglio de Oliveira, em parceria com N\u00e9lson de Abreu. No lado B, matriz 65478, ele nos apresenta outra can\u00e7\u00e3o, esta de Andr\u00e9 Filho, \u201cComo \u00e9 lindo o teu olhar\u201d. Carlos Galhardo,\u00a0 o eterno \u201ccantor que dispensa adjetivos\u201d, \u00e9 aqui apresentado em dois momentos distintos de sua vitoriosa carreira. De in\u00edcio, ele interpreta aqui \u201cFelicidade&#8230; \u00e9 quase nada\u201d, de Joubert de Carvalho e Gilberto de Andrade, em ritmo de samba-can\u00e7\u00e3o (no original era rumba). Seu criador, nos palcos e no disco, foi Roberto Vilmar, em\u00a0 1933.A regrava\u00e7\u00e3o de Galhardo foi feita na RCA Victor em 24 de maio de 1950, com lan\u00e7amento em agosto do mesmo ano, disco 80-0674-B, matriz S-092682. Pulamos em seguida para o in\u00edcio da carreira de Galhardo, apresentando a faixa de abertura de seu primeiro disco, o Victor 33625, gravado em 5 de janeiro de 1933 e lan\u00e7ado em mar\u00e7o do mesmo ano, matriz 65658: \u00e9 o frevo-can\u00e7\u00e3o (ent\u00e3o chamado de \u201cmarcha pernambucana\u201d) \u201cVoc\u00ea n\u00e3o gosta de mim\u201d, de autoria dos irm\u00e3os Raul e Jo\u00e3o Victor Valen\u00e7a. Carlos Galhardo,por sinal, seria o cantor do Sul mais fiel ao frevo, lan\u00e7ando m\u00fasicas do g\u00eanero em v\u00e1rios carnavais, sempre com sucesso certo no Recife e, por tabela, em todo o Nordeste. Aut\u00eantico precursor da bossa nova, M\u00e1rio Reis (Rio de Janeiro, 31\/12\/1907-idem, 5\/10\/1981) aqui interpreta dois sambas do mestre de Ub\u00e1, Ary Barroso, por sinal seu colega de Faculdade de Direito. Primeiro, \u201cDeixa esta mulher sofrer\u201d, grava\u00e7\u00e3o Columbia de 13 de outubro de 1939, lan\u00e7ada em\u00a0 dezembro do mesmo ano, disco 55189-A, matriz 218. A faixa seguinte vem a ser a primeira composi\u00e7\u00e3o gravada de Ary, \u201cVou \u00e0 Penha\u201d, aludindo a uma festa que acontece no Rio de Janeiro entre os meses de outubro e novembro, no caminho de subida para a Igreja da Penha, ao lado do Parque Shangai, com barraquinhas, venda de artigos religiosos, alimenta\u00e7\u00e3o t\u00edpica, etc. O samba saiu no quarto disco de M\u00e1rio Reis, o Odeon 10298-A, em dezembro de 1928, matriz 2078, e teria uma continua\u00e7\u00e3o trinta anos mais tarde, composta pelo pr\u00f3prio Ary, \u201cEu fui de novo \u00e0 Penha\u201d, gravada por Lucienne Franco. Por fim, apresentamos Roberto Vidal, cantor que teve sua \u00e9poca, mas foi esquecido com o passar do tempo.\u00a0 Aqui temos as faixas do disco RCA Victor 80-2159, gravado em 28 de outubro de 1959 e lan\u00e7ado em janeiro de 60. O lado A, matriz 13-K2PB-0805, \u00e9 um cl\u00e1ssico bastante conhecido: \u201cNegue\u201d, samba-can\u00e7\u00e3o de Adelino Moreira em parceria com\u00a0 Enzo de Almeida Passos, criador, no r\u00e1dio, do \u201cTelefone pedindo bis\u201d e da \u201cGrande parada Brasil\u201d. Teria seu sucesso confirmado e aumentado pelas regrava\u00e7\u00f5es que recebeu posteriormente:\u00a0 Carlos Augusto, Linda Rodrigues, N\u00e9lson Gon\u00e7alves, Cauby Peixoto&#8230; e, em 1978,\u00a0 \u201cNegue\u201d voltaria \u00e0s paradas de sucesso, na voz de Maria Beth\u00e2nia.\u00a0 Este registro original de Roberto Vidal para \u201cNegue\u201dchegaria, em 1961, a seu primeiro LP, sem t\u00edtulo (RCA Camden CALB-5038). Entretanto, o lado B do 78, matriz 13-K2PB-0806, estranhamente, n\u00e3o teria a mesma sorte. Trata-se do samba \u201cTriste cora\u00e7\u00e3o\u201d, de autoria da cantora Linda Rodrigues em parceria com Aldacir Louro. Portanto, \u00e9 mais uma raridade que o GRB nos apresenta, encerrando a sele\u00e7\u00e3o desta semana, apresentando sete cantores e catorze interpreta\u00e7\u00f5es que t\u00eam em comum seu inestim\u00e1vel valor art\u00edstico e hist\u00f3rico. Bom divertimento e at\u00e9 a pr\u00f3xim<a href=\"http:\/\/depositfiles.org\/files\/9fo0r5s0d\" target=\"_blank\">a<\/a>!<\/div>\n<div><\/div>\n<div>*Texto de Samuel Machado Filho<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>E chegamos \u00e0 edi\u00e7\u00e3o de n\u00famero 124 do Grand Record Brazil. Para esta semana, o amigo Augusto preparou uma sele\u00e7\u00e3o variada, interessante e como sempre de grande valor hist\u00f3rico e art\u00edstico. 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