{"id":4747,"date":"2015-01-27T19:36:12","date_gmt":"2015-01-27T21:36:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4747"},"modified":"2015-01-27T19:36:12","modified_gmt":"2015-01-27T21:36:12","slug":"pixinguinha-1-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-132-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4747","title":{"rendered":"Pixinguinha 1 &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical Vol. 132 (2015)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-twG6EYm4ozI\/VMgCGJjlM2I\/AAAAAAAALCo\/lwVpl-JR_1U\/s1600\/CAPAp.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-H0szlOz-aeY\/VMgCLZtjZAI\/AAAAAAAALCw\/Zgk9PrHFTsg\/s1600\/CONTRACAPAp.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><\/p>\n<div>Um verdadeiro g\u00eanio da m\u00fasica popular brasileira.\u00a0 Uma perfei\u00e7\u00e3o em tudo que fez: flautista, saxofonista, compositor,\u00a0 arranjador.\u00a0 Um aut\u00eantico mestre.\u00a0 E \u00e9 justamente a obra de Alfredo da Rocha Viana J\u00fanior, ali\u00e1s, Pixinguinha, que o Grand Record Brazil tem a honra de focalizar nesta e na pr\u00f3xima edi\u00e7\u00e3o.<\/div>\n<div>Esta aut\u00eantica legenda de nossa m\u00fasica popular veio ao mundo no bairro do Catumbi, Rio de Janeiro, no dia 23 de abril de 1897. Seu pai, funcion\u00e1rio dos correios e tamb\u00e9m flautista, possu\u00eda uma vasta cole\u00e7\u00e3o de partituras de choros antigos.\u00a0 Nosso focalizado aprendeu m\u00fasica em casa,tendo inclusive aulas de flauta com Irineu \u201cBatina\u201d de Almeida, \u00a0fazendo parte de uma fam\u00edlia com v\u00e1rios irm\u00e3os m\u00fasicos, entre eles Ot\u00e1vio Viana, o China. Foi ele quem conseguiu para o irm\u00e3o seu primeiro emprego. Pixinguinha come\u00e7ou a atuar como m\u00fasico ainda adolescente, em 1912, em cabar\u00e9s da Lapa, e depois substituiu o flautista titular na orquestra da sala de proje\u00e7\u00e3o do Cine Rio Branco. \u00a0Continuou atuando, nos anos seguintes, em cinemas, casas noturnas, ranchos carnavalescos e no teatro de revista, e nessa \u00e9poca tamb\u00e9m fez suas primeiras grava\u00e7\u00f5es em disco.\u00a0 Aos 14 anos, fez sua primeira composi\u00e7\u00e3o, o choro \u201cLata de leite\u201d. Integrou, ao lado de Donga e Jo\u00e3o Pernambuco, o Grupo Caxang\u00e1 e, a partir deste, em 1919, formou outro conjunto que se tornaria famoso:\u00a0 Os Oito Batutas, que tocava na sala de espera do Cine Palais.\u00a0 Um dos mais ass\u00edduos frequentadores dessas audi\u00e7\u00f5es dos Batutas era Ruy Barbosa, que sempre pedia que eles tocassem \u201cBem-te-vi\u201d, de Catulo da Paix\u00e3o Cearense.\u00a0 Os Oito Batutas se apresentaram ainda na Fran\u00e7a e na Argentina, onde inclusive gravaram uma s\u00e9rie de discos na Victor de Buenos Aires. \u00a0Mais tarde, formou a Orquestra T\u00edpica Pixinguinha-Donga, que gravava na Parlophon, subsidi\u00e1ria da Odeon. Outro ilustre f\u00e3 do mestre do choro era o escritor M\u00e1rio de Andrade, a quem Pixinguinha forneceu, em 1926, os elementos para a cena de macumba de sua obra-prima, o romance \u201cMacuna\u00edma\u201d.<\/div>\n<div>Contribuindo para que o choro brasileiro encontrasse uma forma musical definitiva, Pixinguinha foi contratado, em 1929, pela rec\u00e9m-instalada filial brasileira da gravadora Victor (depois RCA Victor), como instrumentista, arranjador e maestro. Nessa \u00e9poca dividia com Radam\u00e9s Gnattali a responsabilidade de reger a Orquestra Victor Brasileira (ou Orquestra T\u00edpica Victor). Nessa gravadora tamb\u00e9m formou o Grupo da Guarda Velha e, mais tarde, a orquestra Diabos do C\u00e9u, acompanhando nas grava\u00e7\u00f5es os cantores contratados da empresa nessa \u00e9poca, tais como C\u00e1rmen Miranda, S\u00edlvio Caldas, Gast\u00e3o Formenti, Francisco Alves, M\u00e1rio Reis, Patr\u00edcio Teixeira, Carlos Galhardo,etc.\u00a0 Tamb\u00e9m formou a Orquestra Columbia de Pixinguinha, igualmente acompanhando os cantores nas grava\u00e7\u00f5es de est\u00fadio dessa marca, futura Continental. Mais tarde, em 1937, formou o conjunto Cinco Companheiros. Em 1940, a convite do maestro americano Leopold Stokowski, ent\u00e3o em turn\u00ea no\u00a0 Brasil, a bordo do navio \u201cUruguai\u201d, Pixinguinha organizou um grupo de m\u00fasicos e cantores brasileiros para fazer grava\u00e7\u00f5es . Estas, feitas no pr\u00f3prio navio, seriam lan\u00e7adas nos EUA em dois \u00e1lbuns de 78 rpm, a rar\u00edssima s\u00e9rie \u201cNative brazilian music\u201d.<\/div>\n<div>Nos anos 1940, talvez por dificuldades de embocadura, Pixinguinha teve de trocar a flauta pelo saxofone, e realizou, ao lado do flautista Benedito Lacerda,uma s\u00e9rie de grava\u00e7\u00f5es\u00a0 antol\u00f3gicas, at\u00e9 hoje bastante procuradas por estudiosos e pesquisadores da MPB.\u00a0 Na d\u00e9cada de 1950, formou a Turma da Velha Guarda, ao lado de velhos companheiros, tais como Almirante, Donga, Bide e J. Cascata, com quem inclusive gravou LPs rememorativos na Sinter e participou, em 1954, do Festival da Velha Guarda, promovido pela R\u00e1dio Record de S\u00e3o Paulo. Em 1962, fez a trilha sonora do filme \u201cSol sobre a lama\u201d, e ganhou novos parceiros, tais como Vin\u00edcius de Moraes e Herm\u00ednio Bello de Carvalho. Com este \u00faltimo, fez a m\u00fasica \u201cFala baixinho\u201d, escrita no hospital ap\u00f3s um enfarte que sofrera, em 1964, e finalista em um festival. \u00a0Em 1968, gravou, ao lado de Jo\u00e3o da Baiana e Clementina de Jesus, o \u00e1lbum \u201cGente da antiga\u201d, produzido justamente por Herm\u00ednio.\u00a0Mestre Pixinguinha faleceu em seu Rio de Janeiro natal, a 17 de fevereiro de 1973, de infarto, na sacristia da Igreja da Paz, no bairro de Ipanema, onde assistia a um batizado, ostentando a mesma eleg\u00e2ncia com que sempre viveu. E deixando um legado precioso e importante para quem estuda e pesquisa nossa m\u00fasica popular. Uma parte dele o GRB come\u00e7a a oferecer agora, apresentando, neste primeiro volume, 12 grava\u00e7\u00f5es precios\u00edssimas, todas feitas na RCA Victor. \u00a0Para come\u00e7ar, Jacob do Bandolim executa o choro \u201cTeu aniversario\u201d, originalmente intitulado \u201cRecordando\u201d e assim gravado pelo pr\u00f3prio Pixinguinha em 1935. O registro de Jacob data de 30 de junho de 1950 e saiu em setembro do mesmo ano, disco 80-0688-B, matriz S-092700. O pr\u00f3prio Pixinguinha, ao saxofone, em dueto com Benedito Lacerda, vem em seguida com outro expressivo choro, \u201cProezas de S\u00f3lon\u201d, em grava\u00e7\u00e3o de 4 de junho de 1946, lan\u00e7ada em agosto de 47 sob n\u00famero 80-0534-B, matriz S-078536. E logo depois, uma raridade: Pixinguinha cantando (!) um lundu que fez com Gast\u00e3o Viana,\u201cYa\u00f4\u201d, originalmente lan\u00e7ado em 1938 por Patr\u00edcio Teixeira, com palavras africanas na letra: \u201cakic\u00f3\u201d (galo), \u201cpelu adi\u00e9\u201d (o peru rodopia entre as galinhas), \u201cjacut\u00e1\u201d (casa) e \u201cYa\u00f4\u201d (mulher filha de santo). Pixinguinha fez seu registro na RCA Victor em 7 de julho de 1950, com lan\u00e7amento em setembro do mesmo ano, disco 80-0692-A, matriz S-092707. O duo Pixinguinha (sax)-Benedito Lacerda (flauta) volta em seguida apresentando \u201cSegura ele\u201d, choro\u00a0 que o pr\u00f3prio mestre gravou pela primeira vez, como solista de flauta, em 1930. Esta regrava\u00e7\u00e3o Victor \u00a0(com Benedito Lacerda na co-autoria, por acordo comercial que havia entre ele e Pixinguinha) data de 20 de maio de 1946, lan\u00e7ada em outubro do mesmo ano, disco 80-0447-B, matriz S-078520. Uma amostra do talento de Pixinguinha como orquestrador e maestro vem em seguida com a polca (de sua autoria, assim como todas as faixas aqui reunidas) \u201cMarreco quer \u00e1gua\u201d, com ele mesmo regendo sua orquestra. Grava\u00e7\u00e3o RCA Victor de 16 de abril de 1959, lan\u00e7ada em julho seguinte sob n\u00famero 80-2081-A,matriz 13-K2PB-0627. Jacob do Bandolim volta em seguida, recordando outra obra-prima de Pixinguinha, o choro \u201cSofres porque queres\u201d, que mestre Pizindim (apelido que lhe teria sido dado por sua av\u00f3, significando,em africano, \u201cmenino bom\u201d)\u00a0 lan\u00e7ou como solista de flauta, em 1917. Jacob o regravou pela RCA Victor em 10 de julho de 1957, com lan\u00e7amento em\u00a0 setembro seguinte sob n\u00famero 80-1845-A, matriz 13-H2PB-0165. Temos depois o lado B desse mesm\u00edssimo 78, matriz 13-H2PB-0166, onde Jacob revive outro choro conhecid\u00edssimo do mestre Pixinguinha: \u201cCochichando\u201d, que antes se chamava \u201cCochicho\u201d e teve sua primeira grava\u00e7\u00e3o em 1944, na voz do cantor D\u00e9o, com letra de Braguinha e Alberto Ribeiro. Depois, vem o cl\u00e1ssico \u201cLamento\u201d (que, mais tarde, teria seu t\u00edtulo mudado para \u201cLamentos\u201d, no plural). Lan\u00e7ado originalmente em 1928 pela Orquestra T\u00edpica Pixinguinha-Donga, \u00e9 revivido aqui pelo bandolim m\u00e1gico do mestre Jacob em grava\u00e7\u00e3o RCA Victor de 14 de mar\u00e7o de1951, lan\u00e7ada em junho do mesmo ano, disco 80-0767-A, matriz S-092905. Jacob do Bandolim faria uma grava\u00e7\u00e3o ainda melhor deste choro em 1967, integrando o LP \u201cVibra\u00e7\u00f5es\u201d.\u00a0 O duo Pixinguinha-Benedito Lacerda retorna depois com outro grande choro, \u201cPag\u00e3o\u201d, grava\u00e7\u00e3o RCA Victor de 12 de junho de 1946, lan\u00e7ada em mar\u00e7o de 47, disco 80-0498-B, matriz S-078662. Eles executam ainda outro choro, \u201cVagando\u201d, grava\u00e7\u00e3o de 26 de dezembro de 1950, lan\u00e7ada pela marca do cachorrinho Nipper em mar\u00e7o de 51,disco 80-0746-B, matriz S-092817. \u201cPaciente\u201d, choro executado pela orquestra do pr\u00f3prio Pixinguinha com ele \u00e0 frente, foi gravado em 16 de abril de 1959, matriz 13-K2PB-0628, e \u00e9 o lado B do 78 de \u201cMarreco quer \u00e1gua\u201d. A faixa seguinte, outro choro cl\u00e1ssico, \u00e9 \u201cUm a zero\u201d, que Pixinguinha comp\u00f4s em 1919, por ocasi\u00e3o da conquista do Campeonato Sul-Americano de Futebol pelo Brasil, frente ao Uruguai,. pela contagem que d\u00e1 t\u00edtulo \u00e1 composi\u00e7\u00e3o.\u00a0 Lan\u00e7ado originalmente pela dupla Pixinguinha-Benedito Lacerda em 1946, \u00e9 aqui revivido por Jacob do Bandolim em grava\u00e7\u00e3o RCA Victor de 13 de junho de 1955, lan\u00e7ada em\u00a0 agosto seguinte sob n\u00famero 80-1476-B, matriz BE5VB-0770. Um belo come\u00e7o para a retrospectiva que o GRB faz, alusiva \u00e0 obra do mestre Pixinguinha. E teremos ainda muito mais no pr\u00f3ximo volume&#8230; Aguarde<a href=\"http:\/\/depositfiles.org\/files\/jv4a7xol0\" target=\"_blank\">m<\/a>!<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\u00a0* Texto de Samuel Machado Filho<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um verdadeiro g\u00eanio da m\u00fasica popular brasileira.\u00a0 Uma perfei\u00e7\u00e3o em tudo que fez: flautista, saxofonista, compositor,\u00a0 arranjador.\u00a0 Um aut\u00eantico mestre.\u00a0 E \u00e9 justamente a obra de Alfredo da Rocha Viana J\u00fanior, ali\u00e1s, Pixinguinha, que o Grand Record Brazil tem a &hellip; <a href=\"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4747\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11,122,13],"tags":[],"class_list":["post-4747","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-exclusivos-do-toque-musical","category-pixinguinha","category-selo-grand-record-brazil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4747","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4747"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4747\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4748,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4747\/revisions\/4748"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4747"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4747"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4747"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}