{"id":4823,"date":"2015-03-10T20:33:49","date_gmt":"2015-03-10T23:33:49","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4823"},"modified":"2015-03-10T22:04:26","modified_gmt":"2015-03-11T01:04:26","slug":"inezita-barroso-uma-homenagem-espeical","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4823","title":{"rendered":"Inezita Barroso &#8211; Uma Homenagem Especial"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-52Q0bxnpUrI\/VP95jZwL9YI\/AAAAAAAALQY\/2l46hIOPSCA\/s1600\/inezita.jpg\" width=\"1600\" height=\"1600\" \/>Em pleno Dia Internacional da Mulher,\u00a0 a 8 de mar\u00e7o deste 2015, tivemos mais uma perda irrepar\u00e1vel para nossa m\u00fasica popular, notadamente a caipira ou sertaneja de raiz. \u00c9 claro que os amigos cultos, ocultos e associados do TM sabem muito bem de quem estamos falando: In\u00eas Madalena Aranha de Lima, ou, como ficou para a posteridade, Inezita Barroso. E isso poucos dias ap\u00f3s seu anivers\u00e1rio de 90 anos, vitimada por uma pneumonia.\u00a0 Enfim, cada um tem um destino&#8230;\u00a0 O curioso \u00e9 que Inezita, considerada a mais aut\u00eantica int\u00e9rprete do cancioneiro caipira brasileiro, veio ao mundo justamente em S\u00e3o Paulo, Capital, no dia 4 de mar\u00e7o de 1925. De fam\u00edlia tradicional, come\u00e7ou a cantar bem cedo, aos sete anos de idade. Aos nove anos, j\u00e1 admirava o escritor e poeta M\u00e1rio de Andrade, um dos \u00edcones do Modernismo, e seu vizinho na Rua Lopes Chaves, no bairro paulistano da Barra Funda, a quem esperava passar diariamente enquanto brincava de patins.\u00a0 Aos onze anos, come\u00e7ou a estudar piano, e mais tarde cursou Biblioteconomia. A sua carreira art\u00edstica se inicia nos anos 1940, na R\u00e1dio Clube do Recife, interpretando can\u00e7\u00f5es folcl\u00f3ricas recolhidas por seu ilustre vizinho na Barra Funda paulistana, M\u00e1rio de Andrade, acompanhando-se ao viol\u00e3o. Ap\u00f3s se casar, em 1950, retoma as atividades musicais, ingressando, a convite do compositor Evaldo Ruy, na PRA-9, R\u00e1dio Bandeirantes de S\u00e3o Paulo\u00a0 (ent\u00e3o \u201ca mais popular emissora paulista\u201d). Teve a honra de participar da transmiss\u00e3o inaugural da primeira emissora de televis\u00e3o brasileira, a PRF-3, TV Tupi, e trabalhou como cantora exclusiva da PRG-9, R\u00e1dio Nacional (hoje Globo). Um ano depois, transfere-se para a Record, ent\u00e3o \u201ca maior\u201d. Ainda em 1951, grava seu primeiro disco, na Sinter, interpretando\u00a0 \u201dFuneral d\u2019um rei nag\u00f4\u201d (Hekel Tavares-Murilo Ara\u00fajo) e \u201cCurupira\u201d (Waldemar Henrique). \u00a0Aqui, ela j\u00e1 demonstra empenho na pesquisa e na divulga\u00e7\u00e3o de temas folcl\u00f3ricos, uma de suas marcas registradas. Em 1953, assina contrato com a RCA Victor, onde estreou gravando \u201cIsto \u00e9 papel, Jo\u00e3o?\u201d (Paulo Ruschell) e \u201cCatira\u201d (adapta\u00e7\u00e3o de\u00a0 R. de Souza). Em seu terceiro disco nessa marca, obt\u00e9m seu primeiro\u00a0 grande sucesso com \u201cMarvada pinga\u201d, moda de viola de autoria do professor Ochelcis Laureano, um dos carros-chefes de suas apresenta\u00e7\u00f5es pelo resto da vida. Curioso \u00e9 que, no lado B, apareceu o samba-can\u00e7\u00e3o \u201cRonda\u201d, de Paulo Vanzolini, que passou despercebido na ocasi\u00e3o e s\u00f3 teve \u00eaxito quando regravado por outros cantores, sendo hoje um cl\u00e1ssico.\u00a0 Outras expressivas grava\u00e7\u00f5es de Inezita na RCA Victor foram: \u201cOs estatutos da gafieira\u201d (samba-cr\u00f4nica de Billy Blanco),\u201dTaieiras\u201d, \u201cRetiradas\u201d e \u201cCoco do Man\u00e9\u201d (esta, de autoria de Luiz Vieira), entre outras.\u00a0 No cinema, atuou em filmes como \u201c\u00c2ngela\u201d (1951), \u201cDestino em apuros\u201d (considerado o primeiro filme nacional produzido em cores, de 1953), \u201c\u00c9 proibido beijar\u201d, \u201cO craque\u201d (ambos de 1954), \u201cMulher de verdade\u201d (1955), pelo qual recebeu o pr\u00eamio Saci de melhor atriz, conferido pelo jornal \u2018O Estado de S. Paulo\u201d, e \u201cCarnaval em l\u00e1 maior\u201d (tamb\u00e9m de 1955). Em 1954, estreou na televis\u00e3o, com um programa semanal na TV Record.\u00a0 Um ano mais tarde, 1955, Inezita muda de gravadora, indo para a Copacabana, onde lan\u00e7a seu primeiro LP, sem t\u00edtulo, incluindo m\u00fasicas como \u201cBanzo\u201d, \u201cViola quebrada\u201d e \u201cMineiro t\u00e1 me chamando\u201d, al\u00e9m de uma regrava\u00e7\u00e3o de \u201cFuneral d\u2019um rei nag\u00f4\u201d. Permaneceu nessa gravadora por mais de vinte anos, e l\u00e1 deixou memor\u00e1veis trabalhos em disco, alguns deles inclu\u00eddos neste repost, e dos quais falaremos a seguir. Outros sucessos de Inezita s\u00e3o \u201cLampi\u00e3o de g\u00e1s\u201d (outro de seus carros-chefes, composto por Zica Bergami, ent\u00e3o mulher de renome na alta-sociedade paulistana), \u201cEstatuto de boate\u201d (outro samba-cr\u00f4nica de Billy Blanco) e releituras de cl\u00e1ssicos como \u201cFiz a cama na varanda\u201d, \u201cDe papo pro \u00e1\u201d , \u201cNhapop\u00e9\u201d , \u201cNegrinho do pastoreio\u201d e \u201cBoi bumb\u00e1\u201d. Inezita fez sucesso tamb\u00e9m no exterior, uma vez que, de passagem pelo Brasil, celebridades como o ator franc\u00eas Jean-Louis Barrault, \u00a0o maestro Roberto Ingl\u00eas e o ator italiano Vittorio Gassman , levaram os discos de Inezita para a Europa, onde tiveram maci\u00e7a divulga\u00e7\u00e3o pelo r\u00e1dio. O curr\u00edculo da cantora-folclorista inclui apresenta\u00e7\u00f5es no Uruguai, na extinta Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, Israel , Paraguai, Uruguai e EUA, al\u00e9m de trof\u00e9us como Roquette Pinto\u00a0 e o Pr\u00eamio Sharp de M\u00fasica Brasileira.\u00a0 Durante toda essa longa e gloriosa trajet\u00f3ria, Inezita, conhecida como \u201ca rainha do folclore\u201d,\u00a0 conservou a qualidade de sua voz, ali\u00e1s ela foi uma das cantoras veteranas que melhor conseguiu essa proeza. \u00a0No in\u00edcio da d\u00e9cada de 1980, passou a apresentar, na TV Cultura de S\u00e3o Paulo, o famoso \u201cViola, minha viola\u201d (\u201cEta programa que eu gosto!\u201d),\u00a0 important\u00edssimo instrumento de divulga\u00e7\u00e3o da cultura caipira e regional brasileira, a princ\u00edpio comandado pelo radialista Moraes Sarmento. Inezita,\u00a0 no come\u00e7o, dividiu a apresenta\u00e7\u00e3o com Sarmento, que mais tarde passou a se dedicar apenas ao r\u00e1dio. Da\u00ed por diante, Inezita firmou-se como a \u00fanica apresentadora do \u201cViola, minha viola\u201d, e o programa tornou-se o musical mais l\u00f4ngevo\u00a0 da hist\u00f3ria da televis\u00e3o brasileira. \u00a0Tamb\u00e9m apresentou, no SBT, o programa \u201cInezita\u201d, dentro de uma faixa sertaneja que a emissora possu\u00eda aos domingos pela manh\u00e3, mas que n\u00e3o ficou muito tempo no ar. No r\u00e1dio, apresentou ainda os programas \u201cMutir\u00e3o\u201d, na R\u00e1dio USP\u201d, e \u201cEstrela da manh\u00e3\u201d, na Cultura AM. Continuou a se apresentar em shows por todo o Brasil, tendo a seu lado, em alguns deles, \u00a0nomes como a dupla Pena Branca e Xavantinho, a violeira Helena Meirelles e Oswaldinho do Acordeom. Aut\u00eantica \u201cdoutora\u201d em folclore, Inezita passou a lecionar a mat\u00e9ria em faculdades e universidades, a partir de 1982. Sua vasta discografia abrange\u00a0 cerca de25 discos em 78 rpm, e quase 30 \u00e1lbuns, entre LPs e CDs, al\u00e9m de alguns compactos.<\/p>\n<div>Em homenagem \u00e0 agora imortal Inezita Barroso, o Toque Musical decidiu apresentar uma repostagem especial de seis de seus \u00e1lbuns, a saber:<\/div>\n<div><a href=\"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=656\" target=\"_blank\">DAN\u00c7AS GA\u00daCHAS<\/a> (Copacabana, 1955) \u2013 Segundo LP de Inezita, em 10 polegadas, e por ela pr\u00f3pria\u00a0 considerado o melhor trabalho de sua carreira. Nele, a \u201crainha do folclore\u201d interpreta composi\u00e7\u00f5es de Luiz Carlos Barbosa Lessa (1929-2002), importante \u00edcone da cultura riograndense, e de seu parceiro de pesquisa, Paix\u00e3o Cortes. Acompanhada pelo grupo folcl\u00f3rico de Barbosa Lessa, Inezita nos traz temas como \u201cRancheira da carreirinha\u201d, \u201cBalaio\u201d, \u201cMa\u00e7arico\u201d e \u201cChimarrita bal\u00e3o\u201d, que voltaria a gravar em 1961, desta vez com orquestra, em LP de 12 polegadas com o mesmo t\u00edtulo. Bah, tch<a href=\"http:\/\/depositfiles.org\/files\/k4ddwg33q\" target=\"_blank\">\u00ea<\/a>!<\/div>\n<div><a href=\"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=2427\" target=\"_blank\">L\u00c1 VEM O BRASIL<\/a> (Copacabana, 1956) \u2013 terceiro \u00e1lbum de Inezita, ainda em 10 polegadas. \u00a0Uma pequena-grande\u00a0 obra-prima da fonografia brasileira, na qual a int\u00e9rprete, acompanhando-se ao viol\u00e3o, apresenta m\u00fasicas como \u201cO carreteiro\u201d, de Barbosa Lessa, \u201cGalope \u00e0 beira-mar\u201d, de Luiz Vieira\u201d, \u201cCantilena\u201d, motivo de negros do Rec\u00f4ncavo Baiano adaptado por Heitor Villa-Lobos e recriado por Sodr\u00e9 Viana, \u201cBerceuse da onda\u201d, poema de Cec\u00edlia Meirelles musicado por Oscar Lorenzo Fernandez, e a faixa-t\u00edtulo, \u201cL\u00e1 vem o Brasil\u201d, de N\u00e9lson Ferreira e Rafael Peixot<a href=\"http:\/\/depositfiles.org\/files\/4u68izp3s\" target=\"_blank\">o<\/a>.<\/div>\n<div><a href=\"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=1510\" target=\"_blank\">INEZITA APRESENTA<\/a> (Copacabana, 1958) \u2013 Um de seus melhores discos, a come\u00e7ar pela capa,\u00a0 um primoroso trabalho de arte gr\u00e1fica. Acompanhada pela orquestra e coro da R\u00e1dio Record, com arranjos e reg\u00eancias de Herv\u00ea Cordovil, e do Regional de Miranda, e participa\u00e7\u00e3o do grupo vocal Titulares do Ritmo, Inezita interpreta obras de cinco\u00a0 compositoras:\u00a0 Babi de Oliveira, Juracy Silveira, Zica Bergami (autora do cl\u00e1ssico \u201cLampi\u00e3o de g\u00e1s\u201d), Leyde Oliv\u00e9 e Edvina de Andrade.\u00a0 Batem ponto aqui temas como \u201cLamento\u201d, \u201cBatuque\u201d, \u201cConversa de ca\u00e7ador\u201d e \u201cCaboclo do Rio\u201d, esta \u00faltima curiosamente regravada um ano mais tarde pelo americano Nat King Cole, em portugu\u00eas,\u00a0 durante temporada no Brasi<a href=\"http:\/\/depositfiles.org\/files\/2v70iekoz\" target=\"_blank\">l<\/a>.<\/div>\n<div><a href=\"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=1420\" target=\"_blank\">CANTO DA SAUDADE<\/a> (Copacabana, 1959) \u2013 Outro \u00e1lbum com bonita capa e repert\u00f3rio bem cuidado. Inezita tem aqui, novamente, a presen\u00e7a de Herv\u00ea Cordovil nas orquestra\u00e7\u00f5es e nas reg\u00eancias, e a participa\u00e7\u00e3o dos Titulares do Ritmo. Um disco repleto de joias como \u201cDe papo pro \u00e1\u201d, \u201cMeu lim\u00e3o, meu limoeiro\u201d (que\u00a0 voltaria a ser sucesso anos mais tarde com Wilson Simonal), \u201cLuar do sert\u00e3o\u201d,\u00a0 \u201cFiz a cama na varanda\u201d e at\u00e9 mesmo \u201cNa Baixa do Sapateiro\u201d, cl\u00e1ssico samba-jongo do mestre Ary Barros<a href=\"http:\/\/depositfiles.org\/files\/s2edgb4tu\" target=\"_blank\">o<\/a>.<\/div>\n<div><a href=\"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=550\" target=\"_blank\">CL\u00c1SSICOS DA M\u00daSICA CAIPIRA<\/a> (Sabi\u00e1\/Copacabana, 1962) \u2013 Mais um grande trabalho da not\u00e1vel Inezita, no qual ela mostra por que foi uma das mais aut\u00eanticas int\u00e9rpretes do cancioneiro caipira do Brasil. Batem ponto temas como \u201cChico Mineiro\u201d, \u201cTristeza do jeca\u201d, \u201cBoi de carro\u201d, \u201cSert\u00e3o do Laranjinha\u201d, \u201cBaldrana macia\u201d e \u201cPingo d\u2019\u00e1gua\u201d. \u00d4 trem b\u00e3<a href=\"http:\/\/depositfiles.org\/files\/71ns1pjgk\" target=\"_blank\">o<\/a>&#8230;<\/div>\n<div><a href=\"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=1518\" target=\"_blank\">VAMOS FALAR DE BRASIL, NOVAMENTE&#8230; <\/a>(Copacabana, 1966) \u2013 Como indica o t\u00edtulo, este \u00e1lbum vem a ser uma sequ\u00eancia do bem-sucedido \u201cVamos falar de Brasil\u201d (1958). Aqui, Inezita tem as ilustres companhias do acordeonista Ca\u00e7ulinha, com seu regional, e Guerra Peixe, com sua orquestra e coro. O repert\u00f3rio tem\u00a0 pe\u00e7as do quilate de \u201cCais do porto\u201d, \u201cNa\u00e7\u00e3o nag\u00f4\u201d (ambas do mestre Capiba), \u201cMaracatu elegante\u201d (Jos\u00e9 Prates) , \u201cDan\u00e7a negra\u201d (Hekel Tavares e Sodr\u00e9 Viana) e \u201cDan\u00e7a do guerreiro\u201d (de Hekel com Luiz Peixot<a href=\"http:\/\/depositfiles.org\/files\/kz7ctcd0q\" target=\"_blank\">o<\/a>).<\/div>\n<p>Com a repostagem destes seis trabalhos de Inezita Barroso, o Toque Musical, por certo, presta uma digna e honrosa homenagem \u00e0quela que, incontestavelmente, foi a mais aut\u00eantica int\u00e9rprete de nossa m\u00fasica regional.<\/p>\n<div>\n<div>*Texto de Samuel Machado Filho<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em pleno Dia Internacional da Mulher,\u00a0 a 8 de mar\u00e7o deste 2015, tivemos mais uma perda irrepar\u00e1vel para nossa m\u00fasica popular, notadamente a caipira ou sertaneja de raiz. \u00c9 claro que os amigos cultos, ocultos e associados do TM sabem &hellip; <a href=\"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4823\">Continue lendo <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[845],"tags":[],"class_list":["post-4823","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-inezita-barroso"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4823","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4823"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4823\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4825,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4823\/revisions\/4825"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4823"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4823"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4823"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}