{"id":4843,"date":"2015-03-19T20:56:00","date_gmt":"2015-03-19T23:56:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4843"},"modified":"2015-03-19T20:56:00","modified_gmt":"2015-03-19T23:56:00","slug":"cantoras-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-135","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4843","title":{"rendered":"Cantoras &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical Vol. 135"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/2.bp.blogspot.com\/-Sg0811SGq_s\/VQtb4ev4xdI\/AAAAAAAALS4\/JML88H7etKs\/s1600\/CAPAp.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-KyqyIPyHSpg\/VQtb-Ye9OtI\/AAAAAAAALTA\/l708Gt2JAYg\/s1600\/CONTRACAPAp.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/>Para alegria dos amigos cultos, ocultos e associados do TM, o Grand Record Brazil est\u00e1 de novo na \u00e1rea, agora em sua edi\u00e7\u00e3o de n\u00famero 135. Desta vez, apresentamos mais um punhado de registros hist\u00f3ricos, exclusivamente com vozes femininas, sempre presentes em nosso GRB. S\u00e3o dezoito joias preciosas, de fazer qualquer colecionador vibrar, gravadas entre os anos 1910 e 1930.<\/p>\n<div>Iniciamos nosso retrospecto com Abigail Maia (Porto Alegre, RS, 17\/10\/1887-Rio de Janeiro,\u00a0 20\/12\/1981). Cantora e tamb\u00e9m atriz, fundou companhia teatral junto com Oduvaldo Vianna, al\u00e9m de se destacar, tempos depois, como radio-atriz na lend\u00e1ria R\u00e1dio JESZNacional do Rio de Janeiro. Abigail, cuja discografia como int\u00e9rprete seria escassa, aqui comparece em tr\u00eas faixas. A primeira \u00e9 \u201cChico, Man\u00e9, Nicolau\u201d, batuque paulista de autor desconhecido, em grava\u00e7\u00e3o mec\u00e2nica Odeon\/Casa Edison de 1916, disco 121173. J\u00e1 d\u00e1 fase el\u00e9trica de registros fonogr\u00e1ficos \u00e9 a can\u00e7\u00e3o \u201cFlor de maracuj\u00e1\u201d, de Marcelo Tupinamb\u00e1 e Amadeu Amaral. Foi gravada por Abigail na Victor em 24 de fevereiro de 1931, e o disco foi lan\u00e7ado com o n\u00famero 33425-B, matriz 65112. Por fim, outro registro mec\u00e2nico, o do \u201ccoco baiano\u201d \u201cO cumbuco e o balaio\u201d, mais uma pe\u00e7a de autor ignorado,\u00a0 em grava\u00e7\u00e3o Odeon\/Casa Edison de 1916, disco 121172.<\/div>\n<div>Maior nome feminino da m\u00fasica erudita brasileira, aplaudida e consagrada no Brasil e no exterior, tendo sido at\u00e9 mesmo enredo de escola de samba,\u00a0 Bidu Say\u00e3o (Baldu\u00edna de Oliveira Say\u00e3o, Itagua\u00ed, RJ, 11\/5\/1902-Rockport, Maine, EUA, 13\/3\/1999), aqui comparece com uma modinha de Barrozo Neto e Nosor Sanches, a \u201cCan\u00e7\u00e3o da felciidade\u201d, originalmente lan\u00e7ada em 1928 por uma certa Maria Emma. A grava\u00e7\u00e3o de Bidu foi feita na Victor (selo Victrola) em 14 de setembro de 1933, e o disco recebeu o n\u00famero 4229-B, matriz 65853.<\/div>\n<div>Filha de um diplomata brasileiro e de uma cantora l\u00edrica, Gilda de Abreu (Paris, Fran\u00e7a, 23\/9\/1904-Rio de Janeiro, 4\/6\/1979) foi cineasta, atriz, escritora, radialista e cantora. Casou-se,\u00a0 em 1933, com o tamb\u00e9m cantor Vicente Celestino, em duradoura uni\u00e3o que perduraria at\u00e9 a morte deste, em 1968. Inclusive dirigiu, entre outros, os dois filmes estrelados pelo marido, \u201cO \u00e9brio\u201d (1946) e \u201cCora\u00e7\u00e3o materno\u201d (1951). Aqui, Gilda interpreta \u201cBonequinha de seda\u201d, valsa de sua autoria e Narbal Fontes,\u00a0 inclu\u00edda no filme de mesmo nome, da Cin\u00e9dia, dirigido pelo j\u00e1 citado Oduvaldo Vianna, e do qual foi a atriz principal. Grava\u00e7\u00e3o Victor de 10 de novembro de 1936, lan\u00e7ada em dezembro do mesmo ano, disco 34112-A, matriz 80239.<\/div>\n<div>A soprano luso-brasileira Cristina Maristany (Porto, Portugal, 11\/8\/1906-Rio Claro, SP, 27\/9\/1966) foi membro-int\u00e9rprete da Academia Brasileira de M\u00fasica e, um ano antes de seu falecimento (1965), recebeu a Medalha Carlos Gomes. Consagrada nacional e internacionalmente, assim como Bidu Say\u00e3o, Cristina interpreta aqui uma serenata de autoria do compositor mexicano Manuel Ponce, no original em espanhol, \u201cEstrelita\u201d. Grava\u00e7\u00e3o Columbia de 1935, em disco n\u00famero 8144-A, matriz 1087.<\/div>\n<div>Odete Amaral (Niter\u00f3i, RJ, 28\/4\/1917-Rio de Janeiro, 11\/10\/1984), \u201ca voz tropical do Brasil\u201d, aqui interpreta este que \u00e9 considerado seu primeiro grande sucesso, a marchinha \u201cColibri\u201d, de Ary Barroso, do carnaval de 1937. Acompanhada pelos Diabos do C\u00e9u, de Pixinguinha,Odete gravou a m\u00fasica na Victor em 13 de novembro de 36, com lan\u00e7amento ainda em dezembro, disco 34120-B, matriz 80255.<\/div>\n<div>Sylvinha Mello (Vit\u00f3ria, ES, 23\/2\/1914-Paris, Fran\u00e7a, c. 1978) foi uma das primeiras cantoras brasileiras a fazer sucesso no exterior, particularmente nos EUA, atuando em r\u00e1dios e casas noturnas . De sua escassa discografia brasileira como int\u00e9rprete, aqui vai o fox \u201cCan\u00e7\u00e3o das \u00e1guas\u201d, de Joubert de Carvalho,\u00a0 grava\u00e7\u00e3o Victor de \u00a026 de maio de 1936, lan\u00e7ada em julho do mesmo ano, disco 34070-B, matriz 80166.<\/div>\n<div>Laura Suarez (Rio de Janeiro, 23\/11\/1909-idem, c. 1990) foi uma verdadeira\u00a0 \u201cgarota de Ipanema\u201d, uma vez que foi eleita Miss Ipanema em 1930, sendo considerada uma das mulheres mais bonitas de seu tempo. Al\u00e9m de cantora e compositora, foi tamb\u00e9m atriz\u00a0 de teatro (no qual atuou por mais de cinquenta anos), televis\u00e3o e cinema. Fez toda a sua carreira discogr\u00e1fica na extinta Brunswick, e dela\u00a0 apresentamos aqui uma can\u00e7\u00e3o sua de parceria com Henrique Vogeler (co-autor do cl\u00e1ssico \u201cAi Ioi\u00f4\u201d), intitulada \u201cRomance\u201d. O disco saiu em 1931, ano em que a gravadora encerrou suas atividades no Brasil, provavelmente em mar\u00e7o, sob n\u00famero 10159-B, matriz 618.<\/div>\n<div>Membro da alta sociedade carioca, Maria de Lourdes de Assis, ali\u00e1s Madelou Assis (Rio de Janeiro, 1915-idem, 1956) come\u00e7ou sua carreira em 1932, aos 16 anos,\u00a0 atuando em um cinema como apresentadora de um espet\u00e1culo do qual participaram alguns cantores de sucesso na \u00e9poca. Atuou nas r\u00e1dios Mayrink Veiga (Rio) , Record, Kosmos e Cruzeiro do Sul (S\u00e3o Paulo), \u00a0tendo tamb\u00e9m feito temporada na R\u00e1dio Belgrano de Buenos Aires, e casou-se, em 1934, com o radialista e compositor Valdo Abreu. De sua escassa discografia (apenas cinco discos 78\u00a0 com oito m\u00fasicas), apresentamos duas grava\u00e7\u00f5es Victor, ambas do disco 33689, e de autoria do futuro esposo, Valdo Abreu, gravado em 31 de maio de 1933 e lan\u00e7ado em agosto do mesmo ano: o samba-can\u00e7\u00e3o \u201cCi\u00fame\u201d, matriz 65758, e, no verso,\u00a0 a can\u00e7\u00e3o \u201cPraia dos beijos\u201d, matriz 65759.<\/div>\n<div>Uma das principais divulgadoras de m\u00fasicas folcl\u00f3ricas no decorrer dos anos 1930, S\u00f4nia Barreto \u00a0(pseud\u00f4nimo de S\u00f4nia Luiz Mosciaro), carioca de Santa Tereza, foi tamb\u00e9m\u00a0 poetisa \u00a0e radialista, atuando como radioatriz, produtora e apresentadora de programas da lend\u00e1ria R\u00e1dio Nacional. Soprano l\u00edrico-dram\u00e1tica, recebeu medalha de ouro do Instituto Nacional de M\u00fasica. Ela aqui comparece com tr\u00eas faixas. Para come\u00e7ar, a valsa \u201cHist\u00f3ria de uma flor\u201d, de Joubert de Carvalho, grava\u00e7\u00e3o Victor de 31 de agosto de 1931, lan\u00e7ada em outubro do mesmo ano, disco 33474-B, matriz 65228. Depois, na faixa 14, temos o fox-can\u00e7\u00e3o \u201cDescansa, cora\u00e7\u00e3o!\u201d, vers\u00e3o de Alberto Ribeiro para o standard americano \u201cAll of me\u201d, de Gerald Marks e Seymour Simons. Saiu pela Columbia em dezembro de 1932,sob n\u00famero de disco 22163-B, matriz 381359. Houve outra vers\u00e3o bastante conhecida, em ritmo de i\u00ea-i\u00ea-i\u00ea, assinada por Neusa de Souza e gravada em fins de 1964 pelos Golden Boys, o famoso \u201cAi de mim\u201d. Por fim, a toada-can\u00e7\u00e3o \u201cBeijo azul\u201d, de Jos\u00e9 Francisco de Freitas, o Freitinhas, e Oswaldo Santiago. Gravada na Victor em 27 de agosto de 1931, \u00e9 o lado A de \u201cHist\u00f3ria de uma flor\u201d, matriz 65223. Na faixa 13, uma rara oportunidade de se ouvir a voz da carioca Odal\u00e9a Sodr\u00e9 (1924-?), filha do compositor e instrumentista Heitor Catumby. E a faixa escalada \u00e9 justamente de seu primeiro disco, o Columbia 8112-B, de 1936, gravado na plenitude de seus 12 anos de idade:\u00a0 o samba \u201cRomance da morena\u201d, de Bucy Moreira e Kid Pepe, matriz 1112.<\/div>\n<div>Elisa (de Carvalho) Coelho (Uruguaiana, RS, 1\/3\/1909-Volta Redonda, RJ, 2001) deixou gravados 15 discos 78 com 30 m\u00fasicas, entre 1930 e 1934. Criadora dos cl\u00e1ssicos \u201cNo rancho fundo\u201d e \u201cCaco velho\u201d, era m\u00e3e do jornalista e apresentador de televis\u00e3o Goulart de Andrade, aquele do bord\u00e3o \u201cVem comigo\u201d. Elisinha, como era carinhosamente chamada, aqui comparece com duas grava\u00e7\u00f5es Victor, ambas feitas em 11 de junho de 1930, por\u00e9m lan\u00e7adas em discos distintos. A primeira \u00e9 o samba \u201cEscrita errada\u201d, de Joubert de Carvalho, matriz 50397, editada em fevereiro de 1931 sob n\u00famero 33338-B. E a segunda \u00e9 a toada \u201cCiume de caboca\u201d, de Josu\u00e9 de Barros, o descobridor de C\u00e1rmen Miranda, em parceria com Domingos Magarinos, matriz 50308, lan\u00e7ada em agosto de 1931 sob n\u00famero 33444-B. para encerrar, temos Jesy (de Oliveira) Barbosa (Campos, RJ, 15\/11\/1902-Rio de Janeiro, 30\/12\/1987).Ela foi um talento m\u00faltiplo: cantora, compositora, jornalista, poetisa, contista, radialista&#8230; Jesy Barbosa marca aqui sua presen\u00e7a com \u201cMay\u201d, tango de Renato Le\u00e3o de Aquino, grava\u00e7\u00e3o Victor de primeiro de julho de 1931,lan\u00e7ada em setembro do mesmo ano, disco 33464-B, matriz 65180. E encerrando com brilho mais esta edi\u00e7\u00e3o do GRB, dedicada a cantoras que, se depender de iniciativas como a nossa, jamais ser\u00e3o esquecida<a href=\"http:\/\/depositfiles.org\/files\/b03i53rdp\" target=\"_blank\">s<\/a>!<\/div>\n<div><\/div>\n<div>Texto de SAMUEL MACHADO FILHO.<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para alegria dos amigos cultos, ocultos e associados do TM, o Grand Record Brazil est\u00e1 de novo na \u00e1rea, agora em sua edi\u00e7\u00e3o de n\u00famero 135. 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