{"id":4888,"date":"2015-04-20T07:56:26","date_gmt":"2015-04-20T10:56:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4888"},"modified":"2015-04-21T08:06:03","modified_gmt":"2015-04-21T11:06:03","slug":"cinema-em-78-rpm-selecao-78-rpm-do-toque-musical-vol-137-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.toque-musicall.com\/?p=4888","title":{"rendered":"Cinema Em 78 RPM &#8211; Sele\u00e7\u00e3o 78 RPM Do Toque Musical Vol. 137 (2015)"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/1.bp.blogspot.com\/-CCqC02Pecqs\/VTYrr2HK4RI\/AAAAAAAALbk\/vEr12WNKJTw\/s1600\/CAPAp.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" alt=\"\" src=\"http:\/\/3.bp.blogspot.com\/-P61KGcUz-fo\/VTYrr6_5mlI\/AAAAAAAALbo\/B60qL2dHKTg\/s1600\/CONTRACAPAp.JPG\" width=\"1000\" height=\"1000\" \/>Estamos de volta com o Grand Record Brazil, agora em sua edi\u00e7\u00e3o de n\u00famero 137. E a sele\u00e7\u00e3o musical desta quinzena foi preparada por uma pessoa muito especial: eu pr\u00f3prio!\u00a0 Tudo come\u00e7ou quando o Augusto me mandou\u00a0 diversos \u00e1udios extra\u00eddos de clipes produzidos para o YouTube, pela R\u00e1dio Educativa Mensagem de Santos, aproveitando cenas de filmes diversos, todos em preto e branco. No entanto, apenas quatro m\u00fasicas, devidamente conservadas aqui , fizeram realmente parte de filmes. Ent\u00e3o sugeri que fosse feita uma edi\u00e7\u00e3o com m\u00fasicas que foram realmente apresentadas em pel\u00edculas de sucesso, a maior parte nacionais. Com o devido acolhimento da ideia, e com carta branca para sua elabora\u00e7\u00e3o,\u00a0 consegui garimpar dezesseis fonogramas, alguns at\u00e9 rar\u00edssimos, extra\u00eddos das bolachas de cera velhas de guerra. Uma sele\u00e7\u00e3o que resultou inclusive de pesquisas em fontes diversas, particularmente o \u201cDicion\u00e1rio de filmes brasileiros \u2013 longa-metragem\u201d, de Ant\u00f4nio Le\u00e3o da Silva Neto (Editora Futuro Mundo, 2002). Isto posto,vamos \u00e0s m\u00fasicas.Para come\u00e7ar, temos o cl\u00e1ssico \u201cO \u00e9brio\u201d, can\u00e7\u00e3o de e com Vicente Celestino, \u201ca voz orgulho do Brasil\u201d, por ele gravada na Victor em 7 de agosto de 1936 e lan\u00e7ada em setembro do mesmo ano, disco 34091-A, matriz 80195. O filme viria dez anos depois, produzido pela Cin\u00e9dia e dirigido pela esposa do cantor, Gilda de Abreu, com grande bilheteria (teria superado at\u00e9 mesmo \u201cTropa de elite2\u201d, o recordista oficial de bilheteria do cinema brazuca). \u00a0Esta grava\u00e7\u00e3o \u00e9 uma montagem que apresenta, primeiramente, o mon\u00f3logo inicial, extra\u00eddo da regrava\u00e7\u00e3o que Celestino fez da m\u00fasica em 1957, e, em seguida, o registro original de 1936, jun\u00e7\u00e3o esta feita para a colet\u00e2nea \u201cSessenta anos de can\u00e7\u00e3o\u201d, lan\u00e7ada ap\u00f3s a morte do cantor, em 1968. Inezita Barroso, recentemente falecida, aqui comparece com \u201cMaria do mar\u201d, can\u00e7\u00e3o do maestro Guerra Peixe em parceria com o escritor Jos\u00e9 Mauro de Vasconcelos, autor de romances de sucesso como\u00a0 \u201cVazante\u201d, \u201cCora\u00e7\u00e3o de vidro\u201d, \u201cBanana brava\u201d e \u201cO meu p\u00e9 de laranja-lima\u201d. Fez parte do filme \u201cO canto do mar\u201d, produ\u00e7\u00e3o da Kino Filmes dirigida por Alberto Cavalcanti, e Inezita a gravou na RCA Victor em 4 de agosto de 1953,com lan\u00e7amento em\u00a0 outubro do mesmo ano, disco 80-1209-B, matriz BE3VB-0222. Temos, em seguida, a \u00fanica composi\u00e7\u00e3o de origem estrangeira inclusa nesta sele\u00e7\u00e3o. Trata-se de \u201cNatal branco (White Christmas)\u201d, fox de autoria de Irving Berlin, um dos maiores compositores dos EUA, e sucesso em todo o mundo. Seu int\u00e9rprete mais constante foi o ator e cantor Bing Crosby, que a lan\u00e7ou em um show que fez para os pracinhas norte-americanos que serviam nas Filipinas, durante a Segunda Guerra Munidal. Bing tamb\u00e9m interpretou este cl\u00e1ssico em dois filmes: \u201cDuas semanas de prazer (Holiday inn)\u201d, de 1942, e \u201cNatal branco(White Christmas)\u201d, de 1954. Com letra brasileira de Marino Pinto, foi levado a disco na RCA Victor por N\u00e9lson Gon\u00e7alves, ao lado do Trio de Ouro, ent\u00e3o em sua terceira fase (Lourdinha Bittencourt, ent\u00e3o esposa deN\u00e9lson, Herivelto Martins e Raul Sampaio), no dia 25 de novembro de 1955, mas estranhamente s\u00f3 saiu em janeiro de 56, disco 80-1551-B, matriz BE5VB-0926. Houve uma vers\u00e3o anterior, assinada por Haroldo Barbosa, que Francisco Alves interpretava em programas de r\u00e1dio, por\u00e9m n\u00e3o gravada comercialmente. Na quarta faixa, o maior sucesso autoral do compositor pernambucano N\u00e9lson Ferreira:\u00a0 o frevo-de-bloco \u201cEvoca\u00e7\u00e3o\u201d, primeiro de uma s\u00e9rie de sete com o mesmo t\u00edtulo, homenageando grandes nomes do carnaval recifense do passado. A interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 do Bloco Batutas de S\u00e3o Jos\u00e9,lan\u00e7ada pela recifense Mocambo em janeiro de 1957, no 78 rpm n.o 15142-B, matriz R-791, e no LP coletivo de 10 polegadas \u201cViva o frevo!\u201d.\u00a0 \u201cEvoca\u00e7\u00e3o\u201d foi tamb\u00e9m sucesso no eixo Rio-S\u00e3o Paulo, em ritmo de marchinha, entrando na trilha sonora do filme \u201cUma certa Lucr\u00e9cia\u201d, de Fernando de Barros, estrelado por Dercy Gon\u00e7alves. Logo depois, outra grava\u00e7\u00e3o da Mocambo: \u00e9 a balada-rock \u201cSereno\u201d, lan\u00e7ada em 1958 no 78 rpm n.o 15233-A, matriz R-985, e inclu\u00edda mais tarde no LP \u201cSurpresa\u201d. A m\u00fasica fez parte do filme \u201cMinha sogra \u00e9 da pol\u00edcia\u201d, uma com\u00e9dia dirigida pelo mesmo autor da composi\u00e7\u00e3o, Alo\u00edzio T. de Carvalho, e por sinal bastante cultuada pelos f\u00e3s de dois futuros astros da Jovem Guarda, Roberto &amp; Erasmo Carlos, pois marcou a primeir\u00edssima apari\u00e7\u00e3o de ambos no cinema.\u00a0 \u201cSereno\u201d tamb\u00e9m foi revivida, em 1976, na novela \u201cEst\u00fapido Cupido\u201d, da TV Globo, cuja trilha sonora foi a de maior vendagem da hist\u00f3ria da gravadora Som Livre: mais de dois milh\u00f5es e meio de c\u00f3pias! Na sexta faixa, uma raridade absoluta: trata-se da toada \u201cC\u00e9u sem luar\u201d, do maestro Enrico Simonetti em parceria com o apresentador de r\u00e1dio e televis\u00e3o Randal Juliano. Quem a interpreta, com suporte orquestral do mestre Tom Jobim, \u00e9 D\u00f3ris Monteiro, em grava\u00e7\u00e3o Continental de 6 de maio de 1955, lan\u00e7ada em outubro do mesmo ano, disco 17171-A, matriz C-3628. D\u00f3ris tamb\u00e9m a interpretou no filme \u201cA carrocinha\u201d, produ\u00e7\u00e3o de Jaime Prades estrelada por Mazzaropi\u00a0 sob a dire\u00e7\u00e3o de Agostinho Martins Pereira, e na qual D\u00f3ris tamb\u00e9m contracenou com outro mestre, Adoniran Barbosa (seu pai, na trama).\u00a0 Desse mesmo filme, agora com o pr\u00f3prio Mazzaropi, um dos mais queridos comediantes do cinema brazuca, at\u00e9 hoje lembrado com saudade, \u00e9 nossa s\u00e9tima faixa, o bai\u00e3o \u201cCai, sereno (Na rama da mandioquinha)\u201d, bai\u00e3o de Elp\u00eddio \u201cConde\u201d dos Santos (autor do cl\u00e1ssico \u201cVoc\u00ea vai gostar\u201d).O eterno jeca registrou \u201cCai, sereno\u201d na RCA Victor em 2 de agosto de 1955, e o lan\u00e7amento se deu em outubro do mesmo ano, disco 80-1497-A, matriz BE5VB-0821. Temos tamb\u00e9m o lado B desse disco,matriz BE5VB-0822, tamb\u00e9m de Elp\u00eddio: a rancheira \u201cDona do sal\u00e3o\u201d, interpretada por Mazza no filme \u201cFuzileiro do amor\u201d, dirigido por Eurides Ramos, primeira das tr\u00eas pel\u00edculas que o comediante fez no Rio de Janeiro para a Cinedistri, de Oswaldo Massaini.\u00a0 \u00c2ngela Maria, a querida Sapoti, nos apresenta o expressivo samba-can\u00e7\u00e3o \u201cVida de bailarina\u201d, de Am\u00e9rico Seixas em parceria com o humorista Chocolate (Dorival Silva). Fez parte do filme \u201cRua sem sol\u201d, da Brasil Vita Filmes, dirigido por Alex Viany, e a grava\u00e7\u00e3o em disco saiu pela Copacabana em\u00a0 dezembro de 1953, sob n.o 5170-B,matriz M-642. Voltando bem mais longe no tempo, apresentamos \u201cEstrela cadente\u201d, valsa-can\u00e7\u00e3o de Jos\u00e9 Carlos Burle, que fez parte do filme \u201cSob a luz do meu bairro\u201d, da Atl\u00e2ntida, dirigido por Moacyr Fenelon. Carlos Galhardo,seu int\u00e9rprete na pel\u00edcula, cujos negativos infelizmente se perderam em um inc\u00eandio, gravou a m\u00fasica na Victor em 12 de abril de 1946, com lan\u00e7amento em julho do mesmo ano sob n.o 80-0421-B, matriz S-078474. O eterno Rei do Bai\u00e3o, Luiz Gonzaga, apresenta a animad\u00edssima polca \u201cT\u00f4 sobrando\u201d, que fez em parceria com Herv\u00ea Cordovil, e gravou na RCA Victor em 26 de julho de 1951, com lan\u00e7amento em outubro do mesmo ano, disco 80-0816-A,matriz S-092995. Gonzag\u00e3o tamb\u00e9m a interpretou no filme \u201cO comprador de fazendas\u201d, da Cinematogr\u00e1fica\u00a0 Maristela, est\u00fadio paulistano que ficava no bairro do Ja\u00e7an\u00e3, baseado em conto de Monteiro Lobato e dirigido por Alberto Pieralisi, tendo no elenco Proc\u00f3pio Ferreira, H\u00e9lio Souto e Henriette Morineau, entre outros (o pr\u00f3prio Pieralisi dirigiu uma refilmagem inferior, em 1974).\u00a0 O n\u00famero musical de Luiz Gonzaga, por sinal, foi rodado ap\u00f3s o t\u00e9rmino das filmagens, uma vez que ele sofrera grave acidente automobil\u00edstico e quebrara o bra\u00e7o. Outra raridade vem logo em seguida: o samba-exalta\u00e7\u00e3o \u201cParab\u00e9ns, S\u00e3o Paulo\u201d, de Rutinaldo Silva,em grava\u00e7\u00e3o lan\u00e7ada pela Continental em mar\u00e7o de 1954 (ano em que a capital bandeirante comemorou seus quatrocentos anos de exist\u00eancia), disco 16912-B, matriz C-3287. Esse foi o n\u00famero musical de encerramento do filme \u201cO petr\u00f3leo \u00e9 nosso\u201d, da Brasil Vita Filmes, dirigido por um especialista em chanchadas, Watson Macedo. O belo samba-can\u00e7\u00e3o \u201cOnde estar\u00e1 meu amor?\u201d, de autoria da compositora e instrumentista Lina Pesce (Magdalena Pesce Vitale), \u00e9 outra absoluta raridade nesta sele\u00e7\u00e3o \u201ccine-musical\u201d. Interpretado por Agnaldo Rayol no filme \u201cChofer de pra\u00e7a\u201d, o primeiro que Mazzaropi fez como produtor independente, sob a dire\u00e7\u00e3o de M\u00edlton Amaral, foi lan\u00e7ado em disco pela Copacabana em maio de 1958, no 78 rpm n.o\u00a0 5891-A, matriz M-2181, entrando mais tarde no primeiro LP de Agnaldo, sem t\u00edtulo (CLP-11061). Grava\u00e7\u00f5es\u00a0 posteriores de Dolores Duran e Elizeth Cardoso, tamb\u00e9m pela Copacabana, refor\u00e7ariam o \u00eaxito de \u201cOnde estar\u00e1 meu amor?\u201d.\u00a0 Silvinha Chiozzo, irm\u00e3 da acordeonista e tamb\u00e9m cantora e atriz Adelaide Chiozzo,\u00a0 aqui comparece com duas m\u00fasicas que interpretou no filme \u201cRico ri \u00e0 toa\u201d, primeiro trabalho do cineasta Roberto Farias, que mais tarde fez \u201dAssalto ao trem pagador\u201d e a trilogia cinematogr\u00e1fica estrelada por Roberto Carlos (\u201cEm ritmo de aventura\u201d, \u201cO diamante cor-de-rosa\u201d e \u201cA trezentos quil\u00f4metros por hora\u201d), sendo depois diretor de especiais da TV Globo.\u00a0 Sa\u00edram pela Copacabana em 1957, sob n\u00famero 5795. Primeiro,o lado B, \u201cZ\u00e9 da On\u00e7a\u201d, bai\u00e3o cl\u00e1ssico de Jo\u00e3o do Valle, o acordeonista Abdias Filho (o famoso Abdias dos Oito Baixos) e Adrian Caldeira, matriz M-1990, que Silvinha canta em dueto com Z\u00e9 Gonzaga, irm\u00e3o de Luiz Gonzaga. Vem depois o lado A, matriz M-1965, \u201c\u00c9 samba\u201d, que Silvinha canta solo, concebido por Vicente Paiva, Luiz Igl\u00e9sias e Walter Pinto, os tr\u00eas ligados ao teatro de revista. Para terminar, um verdadeiro cl\u00e1ssico interpretado pelo grande Cauby Peixoto: o samba-can\u00e7\u00e3o \u201cNono mandamento\u201d, de Ren\u00ea Bittencourt e Raul Sampaio, e que fez parte do filme \u201cDe pernas pro ar\u201d, co-produ\u00e7\u00e3o Herbert Richers-Cinedistri,\u00a0 dirigida por Victor Lima. Cauby imortalizou este sucesso inesquec\u00edvel na RCA Victor em 20 de dezembro de 1957,com lan\u00e7amento em abril de 58 no 78 rpm n.o 80-1928-A, matriz 13-H2PB-0311. Um fecho realmente de ouro para a sele\u00e7\u00e3o desta quinzena do GRB, que por certo ir\u00e1 proporcionar grandes momentos de recorda\u00e7\u00e3o e entretenimento a voc\u00eas\u00a0 que tanto prestigiam o TM. Quero expressar inclusive meus mais sinceros agradecimentos aos colecionadores Gilberto In\u00e1cio Gon\u00e7alves e Miguel \u00c2ngelo de Azevedo (Nirez)\u00a0 pela colabora\u00e7\u00e3o, enviando-me alguns dos preciosos fonogramas que comp\u00f5em esta edi\u00e7\u00e3o. E agora, luz, c\u00e2mera, a\u00e7\u00e3o&#8230; e m\u00fasic<a href=\"http:\/\/depositfiles.org\/files\/sfm4jku34\" target=\"_blank\">a<\/a>!<\/p>\n<p>*Texto e sele\u00e7\u00e3o musical de Samuel Machado Filho<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Estamos de volta com o Grand Record Brazil, agora em sua edi\u00e7\u00e3o de n\u00famero 137. 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